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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a16img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>G<small>ESAMP</small>, I<small>CAM E</small> PNGC - A<small>N&Aacute;LISE    COMPARATIVA ENTRE AS METODOLOGIAS DE GERENCIAMENTO COSTEIRO INTEGRADO</small></b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>Marcus Polette e Liliana Pagetti Silva</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>&nbsp;</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Gerenciamento Costeiro Integrado (GCI) &eacute; um amplo processo    que busca, na realidade, a sua base de a&ccedil;&atilde;o. Ao compatibilizar    este processo por meio de uma an&aacute;lise das diferentes formas de pensar,    o GCI passa a ser uma contribui&ccedil;&atilde;o oportuna para este momento    em que ainda &eacute; poss&iacute;vel reverter os in&uacute;meros problemas    existentes na zona costeira brasileira. A compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre    os procedimentos dos m&eacute;todos: Gesamp (Joint Group of Experts on the Scientific    Aspects of Marine Environmental Protection), Icam (Integrated Coastal Area Management)    e dos instrumentos do PNGC (Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro) passa    a ser fundamental para um pa&iacute;s que deseja alcan&ccedil;ar as oportunidades    e potencialidades existentes para o seu desenvolvimento sustent&aacute;vel.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A implementa&ccedil;&atilde;o de programas de GCI na sua totalidade,    coerentes com a realidade em que vivemos compatibiliza, assim, a utiliza&ccedil;&atilde;o    e a ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira brasileira de forma organizada e    de acordo com os mais diversos interesses pol&iacute;ticos, sociais, econ&ocirc;micos    e conservacionistas. &Eacute; um processo que demanda tempo e, mais do que isso,    &eacute; tamb&eacute;m um processo que exige saber o caminho a seguir.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O PNGC &eacute; uma pr&aacute;tica adequada para um processo dessa    natureza, visto que o mesmo se constitui de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica    em pleno desenvolvimento, e que apresenta esfor&ccedil;os excepcionais de constru&ccedil;&atilde;o    por parte dos governos federal e estadual. No entanto, o entendimento de como    este processo ser&aacute; implementado em n&iacute;vel local por meio do entendimento    de um ciclo l&oacute;gico de acontecimentos por meio de um in&iacute;cio, meio    e fim &eacute; uma das d&uacute;vidas ainda existentes por quem est&aacute;    iniciando este processo. A an&aacute;lise do litoral centro-norte de Santa Catarina    constou que, por exemplo, 78% dos atores entrevistados em Balne&aacute;rio Cambori&uacute;    desconhecem o que seja o PNGC; os outros 22 % n&atilde;o tinham clareza nas    suas respostas (1). Logo, implementar um programa dessa natureza, que depende    de recursos p&uacute;blicos, exige tamb&eacute;m em n&iacute;vel local e regional    clareza metodol&oacute;gica e did&aacute;tica o suficiente para o seu entendimento    em todos os n&iacute;veis institucionais. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Gesamp &eacute;, na realidade, um grupo de profissionais especializados    de in&uacute;meras ag&ecirc;ncias internacionais (IMO, FAO, Unesco-COI, WMO,    Iaea, UM, Unep) que se reuniram durante os anos de 1994 a 1996 com o intuito    de entender o gerenciamento costeiro integrado, por meio dos seus reais objetivos,    bem como buscando avaliar elementos sociais, econ&ocirc;micos e ambientais requeridos    para entender o processo de GCI ao longo das suas diversas fases. Este ainda    possibilitou por meio de in&uacute;meros estudos de caso, estrat&eacute;gias    de a&ccedil;&otilde;es que ao serem implementadas demonstraram ser eficazes    e que, coincidentemente, se repetiam ao longo de fases pr&eacute;-determinadas.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Comit&ecirc; Nacional Franc&ecirc;s, em parceria com a Comiss&atilde;o    Oceanogr&aacute;fica Internacional (COI), desenvolveu, em 2001, o Guia para    Gerenciamento Integrado para &Aacute;reas Costeiras (Icam) no qual o primeiro    volume descreveu, genericamente, o processo de GCI. J&aacute; no seu segundo    volume, analisa o mesmo de forma detalhada citando exemplos do processo por    meio a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. Para contribuir para o desenvolvimento    do guia, alguns estudos de caso foram fundamentais como, por exemplo: a reserva    da biosfera no Delta Saloum, no Senegal; as Ilhas Reuni&atilde;o; os recifes    de corais no sudeste da Ilha Maur&iacute;cio, as Ilhas Comores; ou ainda nas    praias de Saint-Cyprien na costa mediterr&acirc;nea francesa, entre outros.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>O presente trabalho pretende, de forma sint&eacute;tica, entender    o gerenciamento costeiro integrado sob um processo cont&iacute;nuo e din&acirc;mico,    exigindo um repensar constante em busca do ordenamento da zona costeira tanto    sob os aspectos de natureza setorial, institucional, espacial e interdisciplinar.    Ser&aacute; ainda destacada uma an&aacute;lise sint&eacute;tica do Plano Nacional    de Gerenciamento Costeiro (PNGC), estabelecido pela Lei 7661/88 de tal forma    que seja poss&iacute;vel entender a necessidade de que o plano leve em considera&ccedil;&atilde;o    os procedimentos metodol&oacute;gicos analisados do GCI. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Justifica-se um trabalho desta natureza pois, no Brasil, tais    procedimentos metodol&oacute;gicos ainda s&atilde;o pouco conhecidos, logo as    oportunidades e potencialidades que podem ser geradas por estes procedimentos    em todos os n&iacute;veis institucionais e setoriais s&atilde;o estrat&eacute;gicos    podendo ainda na sua concep&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica serem implementados    tamb&eacute;m para outros biomas brasileiros que pretendam buscar o desenvolvimento    ordenado. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>GERENCIAMENTO COSTEIRO NO BRASIL</b> Segundo o PNGC do Brasil,    por meio da Resolu&ccedil;&atilde;o 01/90, gerenciamento costeiro &eacute; um    conjunto de atividades e procedimentos que, por meio de instrumentos espec&iacute;ficos,    permite a gest&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos da zona costeira.    O plano foi institu&iacute;do pela Lei 7661/88 e expressa um importante compromisso    com o desenvolvimento sustent&aacute;vel da zona costeira, considerada um patrim&ocirc;nio    nacional. Este tem como finalidade primordial promover o ordenamento do uso    dos recursos naturais e da ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os costeiros,    bem como identificar suas potencialidades, vulnerabilidades e tend&ecirc;ncias    existentes. Para que o mesmo possa ser implantado na sua totalidade, &eacute;    exigida a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade de forma respons&aacute;vel    e compromissada nas tomadas de decis&otilde;es, especialmente em n&iacute;vel    municipal, contribuindo desta forma, para elevar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o    do litoral, bem como a prote&ccedil;&atilde;o de seu patrim&ocirc;nio natural,    hist&oacute;rico, &eacute;tnico e cultural.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Na sua concep&ccedil;&atilde;o inicial, o PNGC carece de um processo    l&oacute;gico e seq&uuml;encial de forma que possa ser entendido por meio dos    seus diversos est&aacute;gios, etapas e gera&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento.    No entanto, os instrumentos preconizados – Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro    (PEGC); Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro (PMGC); Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    do Gerenciamento Costeiro (Sigerco); Sistema de Monitoramento Ambiental da Zona    Costeira (SMA-ZC); Relat&oacute;rio de Qualidade Ambiental da Zona Costeira    (RQA-ZC); Zoneamento Ecol&oacute;gico Econ&ocirc;mico Costeiro (ZEEC); e Plano    de Gest&atilde;o da Zona Costeira (PGZC) – s&atilde;o, na sua maioria, formas    seguras de se alcan&ccedil;ar um processo de gest&atilde;o coerente com a realidade.    Alguns novos instrumentos devem ser ainda incorporados nesse processo, outros    revisados. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Logo, fica claro que deve haver uma revis&atilde;o sob uma perspectiva    de integra&ccedil;&atilde;o entre estrutura e funcionamento, pois a paisagem    costeira &eacute; mut&aacute;vel, bem como os atores governamentais e n&atilde;o-governamentais.    As institui&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m est&atilde;o sujeitas a mudan&ccedil;as    pol&iacute;ticas constantes e requerem tamb&eacute;m outras formas de an&aacute;lise.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>GERENCIAMENTO COSTEIRO INTEGRADO</b> O gerenciamento costeiro    &eacute; fruto de trabalho coletivo, e se refere a qualquer programa governamental    com o prop&oacute;sito de utilizar ou conservar um recurso costeiro, ou um ambiente    espec&iacute;fico ali localizado. &Eacute; o termo utilizado de uma forma mais    ampla, e &eacute; entendido de forma a incluir todos os tipos de institui&ccedil;&otilde;es    governamentais, bem como a sociedade. O uso do termo implica que uma unidade    governamental administre o programa, e distingue a &aacute;rea costeira como    uma unidade geogr&aacute;fica aparte entre o dom&iacute;nio do oceano e o dom&iacute;nio    terrestre. Os recursos, e os ambientes que s&atilde;o gerenciados definir&atilde;o,    portanto, uma extens&atilde;o geogr&aacute;fica de &aacute;rea costeira (2).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Em n&iacute;vel mundial, o gerenciamento costeiro passou a ser    um importante instrumento pol&iacute;tico para as atividades de planejamento    e gerenciamento na zona costeira. Foi iniciado nos Estados Unidos pelo "The    Coastal Zone Management Act", de 1972, por meio do Congresso Americano    e depois reconhecido por outros pa&iacute;ses como uma eficiente forma para    atingir o desenvolvimento ordenado dos recursos costeiros e mar&iacute;timos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>No come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1980, com as dificuldades    inerentes de gerenciamento de apenas um setor costeiro, tornou-se evidente que    a zona costeira era mais complexa do que parecia e o conceito de gerenciamento    costeiro integrado tornou-se ent&atilde;o mais compreensivo. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O GCI difere de gerenciamento costeiro, simplesmente, pois o primeiro    conceito &eacute; mais amplo, levando em considera&ccedil;&atilde;o todas as    atividades setoriais que afetam a zona costeira e seus recursos, lidando tamb&eacute;m    com os principais temas ou problemas sociais e econ&ocirc;micos, bem como aqueles    relacionados &agrave; quest&atilde;o ambiental e/ou ecol&oacute;gica. O objetivo    &eacute; claro: harmonizar essas atividades de tal forma que todos estas sejam    consistentes com o suporte das metas e objetivos preconizados em n&iacute;vel    nacional para o desenvolvimento harm&ocirc;nico da zona costeira (3).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Gerenciamento costeiro integrado &eacute; um processo, pois o    mesmo caracteriza-se por ser participativo, cont&iacute;nuo, interativo e adaptativo,    e que inclui uma s&eacute;rie de deveres associados, e que tamb&eacute;m devem    alcan&ccedil;ar metas e objetivos pr&eacute;-determinados. Este envolve ainda    uma avalia&ccedil;&atilde;o abrangente da realidade em que est&aacute; inserida    e objetiva ainda o planejamento de usos e o gerenciamento dos sistemas e recursos,    levando tamb&eacute;m em considera&ccedil;&atilde;o aspectos de natureza hist&oacute;rica,    cultural e das tradi&ccedil;&otilde;es, bem como os conflitos de interesses    e a utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o a ser analisado (4).</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>A principal meta do GCI &eacute; melhorar a qualidade de vida    das comunidades humanas que dependem dos recursos costeiros levando em considera&ccedil;&atilde;o    a manuten&ccedil;&atilde;o da diversidade biol&oacute;gica e a produtividade    dos ecossistemas costeiros (5). No entanto, isto n&atilde;o deve ser encarado    de forma t&atilde;o simplista, pois alcan&ccedil;ar tal meta consiste num amplo    processo de articula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, inclusive a pol&iacute;tica    partid&aacute;ria existente, o que demanda cada vez mais um processo de integra&ccedil;&atilde;o    e de envolvimento institucional nos mais diversos n&iacute;veis de articula&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica por meio do envolvimento dos mais diferentes interesses governamentais    e n&atilde;o-governamentais.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>O PROCESSO DE GCI, SEGUNDO GESAMP</b> Um processo de gerenciamento    costeiro integrado deve ser desenvolvido buscando um balan&ccedil;o das atividades    potenciais de forma a planejar os espa&ccedil;os costeiros e oce&acirc;nicos,    proporcionando condi&ccedil;&otilde;es para uma vis&atilde;o a curto, m&eacute;dio    e em longo prazo, promovendo assim usos apropriados da zona costeira. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Esse se desenvolve por meio de cinco est&aacute;gios de desenvolvimento    (5):</FONT></P>     <blockquote>        <p><FONT SIZE=3>1. Identifica&ccedil;&atilde;o de problema e an&aacute;lise;    <br>     2. Prepara&ccedil;&atilde;o do programa;    <br>     3. Implementa&ccedil;&atilde;o;    <br>     4. Ado&ccedil;&atilde;o formal e financiamento; e    <br>     5. Avalia&ccedil;&atilde;o.</FONT></p> </blockquote>     <P><FONT SIZE=3> Esses est&aacute;gios em seu conjunto representam na realidade    uma gera&ccedil;&atilde;o do processo de GCI (<a href="#fig01">Figura 1</a>).    Cabe ressaltar que, muitas vezes, para se alcan&ccedil;ar os resultados esperados,    ou seja, as mudan&ccedil;as comportamentais necess&aacute;rias para revers&atilde;o    dos problemas, s&atilde;o requeridas v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es de    um processo dessa natureza.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><a name="fig01"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a17fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>O ciclo de Gerenciamento Costeiro Integrado deve ser considerado    como um marco de refer&ecirc;ncia deste processo. Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o    t&ecirc;m sido um importante passo para o seu &ecirc;xito ao longo dos projetos    implementados pela UNDP/GEF na Patag&ocirc;nia, Cuba, Belize e Rep&uacute;blica    Dominicana. Logo, as a&ccedil;&otilde;es esenciais para o desenvolvimento do    processo de GCI seguem os seguintes passos (6):</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>FASE 1 - IDENTIFICA&Ccedil;&Atilde;O E AN&Aacute;LISE</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>a. Identificar e avaliar os principais assuntos ambientais, sociais    e institucionais, bem como suas implica&ccedil;&otilde;es;    <br>   b. Identificar os principais atores (governamentais e n&atilde;o governamentais)    e seus respectivos interesses;    <br>   c. Verificar as lideran&ccedil;as governamentais e n&atilde;o-governamentais    sobre os assuntos selecionados;    <br>   d. Selecionar os assuntos sobre os quais se enfocar&atilde;o os esfor&ccedil;os    de iniciativa de gerenciamento; e    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e. Definir as metas do gerenciamento costeiro integrado.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>FASE 2 - PREPARA&Ccedil;&Atilde;O DO PROGRAMA</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>a. Realizar as pesquisas identificadas como priorit&aacute;rias;    <br>   b. Preparar o plano de gerenciamento e a estrutura institucional sobre as quais    ser&aacute; implementada;    <br>   c. Iniciar o desenvolvimento da capacidade t&eacute;cnica local;    <br>   d. Planejar a sustenta&ccedil;&atilde;o financeira;    <br>   e. Desenvolver a&ccedil;&otilde;es de implementa&ccedil;&atilde;o em escala    piloto (atividade demonstrativa em temas ou &aacute;reas relativamente novas    de um programa, que se executa para desenvolver a experi&ecirc;ncia, criar interesse    e capacidade para esfor&ccedil;os de gerenciamento de maior escala, bem como    com vis&atilde;o de futuro); e    <br>   f. Realizar programas de educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e conscientiza&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>FASE 3 - ADO&Ccedil;&Atilde;O FORMAL E FINANCIAMENTO</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>a. Obter a aprova&ccedil;&atilde;o governamental da proposta;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   b. Implementar o marco institucional b&aacute;sico do processo de Gerenciamento    Costeiro Integrado e obter o respaldo governamental para os diversos arranjos    institucionais; e    <br>   c. Prover os fundos requeridos para a implementa&ccedil;&atilde;o do programa.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>FASE 4 - IMPLEMENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>a. Modificar as estrat&eacute;gias do programa conforme seja necess&aacute;rio;    <br>   b. Promover o cumprimento das pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias do programa;    <br>   c. Fortalecer o marco institucional e o marco legal do programa;    <br>   d. Fortalecer o compromisso da administra&ccedil;&atilde;o do processo e dos    atores de acordo com as estrat&eacute;gia e os resultados a serem obtidos;    <br>   e. Fortalecer a capacidade gerencial, t&eacute;cnica e de gerenciamento financeiro    do programa;    <br>   f. Assegurar a constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura    f&iacute;sica;    <br>   g. Alimentar a participa&ccedil;&atilde;o aberta de quem respalda o programa;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   h. Implementar os procedimentos da resolu&ccedil;&atilde;o dos conflitos;    <br>   i. Alimentar o apoio pol&iacute;tico e a presen&ccedil;a do programa na agenda    de grandes temas em n&iacute;vel local, estadual e nacional; e    <br>   j. Monitorar o desempenho do programa e as tend&ecirc;ncias do ecossistema.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>FASE 5 - AVALIA&Ccedil;&Atilde;O</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>a. Adaptar o programa a sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia,    bem como &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es ambientais, pol&iacute;ticas    e sociais; e    <br>   b. Determinar os prop&oacute;sitos e impactos da avalia&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Deve ser reconhecido que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel proceder    de forma t&atilde;o ordenada como &eacute; sugerido acima, visto que o processo    de gerenciamento costeiro integrado est&aacute; sujeito a mudan&ccedil;as constantes,    devido a din&acirc;mica inerente da zona costeira. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>O PROCESSO DE GCI, SEGUNDO ICAM</b> A import&acirc;ncia deste    processo est&aacute; na forma pela qual &eacute; prescrita uma s&eacute;rie    de aproxima&ccedil;&otilde;es estruturadas em uma s&eacute;rie de fases e etapas    baseadas em 12 experi&ecirc;ncias reais por meio do processo de "aprender-fazer"    (7).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Esse processo metodol&oacute;gico contribui para uma nova din&acirc;mica    social implicando em uma nova organiza&ccedil;&atilde;o dos atores, refor&ccedil;ando    assim a necessidade da implementa&ccedil;&atilde;o de especialistas ao longo    do processo de GCI, engajando ainda ao debate, pol&iacute;ticos e a iniciativa    privada, bem como demonstra ser fundamental a comunica&ccedil;&atilde;o como    instrumento de mudan&ccedil;a comportamental.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Na realidade, esse &eacute; um dos pontos que devem ser ressaltados,    pois o Brasil carece de pr&aacute;ticas de gerenciamento costeiro levando em    considera&ccedil;&atilde;o ao longo do seu processo fatores de natureza institucional,    pol&iacute;tica, t&eacute;cnica, legal e administrativa. Dessa forma, o guia    demonstra que por meio de um processo desta natureza &eacute; poss&iacute;vel    implementar a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. Mais do que isso, demonstra    tamb&eacute;m que todos podem ser respons&aacute;veis pela pr&aacute;tica desse    processo.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>O processo de GCI apresentado &eacute; simples e din&acirc;mico,    pois a cronologia e a ordem das fases podem ser mudadas sem necessariamente    sacrificar a din&acirc;mica existente. Esse processo ocorre por loops que est&atilde;o    continuamente se confrontando e se adaptando, conforme a realidade local e/ou    regional. Existem contextos e oportunidades, por exemplo, em que se pode iniciar    o processo pela fase 2, e inclusive na fase 3. Algumas vezes, novos dados s&atilde;o    requeridos para o desenvolvimento do processo, logo &eacute; poss&iacute;vel    retornar a fases e passos anteriores, de tal forma que estes possam ser modificados    por meio da an&aacute;lise obtida at&eacute; ent&atilde;o. Estes reajustes atestam    a realidade do programa e justificam a flexibilidade do processo, demonstrando    que as informa&ccedil;&otilde;es fazem parte de um produto coletivo e realista,    e que todos os atores envolvidos encontram-se permanentemente mobilizados (7)    - <a href="#fig02">Figura 2</a>.</FONT></P>     <P><a name="fig02"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a17fig02.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>INTEGRA&Ccedil;&Atilde;O ENTRE GESAMP, ICAM E PNGC</b> A integra&ccedil;&atilde;o    entre os procedimentos metodol&oacute;gicos parece ser bem clara e cada uma    apresenta suas potencialidades e obst&aacute;culos internos, gerando desta forma    oportunidades e amea&ccedil;as externas.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O processo de GCI concebido por meio de gera&ccedil;&otilde;es,    fases e etapas tem obtido um profundo avan&ccedil;o metodol&oacute;gico, tornando    cada vez mais n&iacute;tida a necessidade de planejamento pr&eacute;vio, embora    essa pr&aacute;tica seja ainda pouco usual no Brasil.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>&Eacute; interessante notar que o processo Gesamp parece a princ&iacute;pio    que suas fases s&atilde;o pontuais (Fases 1, 2, 3, 4 e 5), mas n&atilde;o o    s&atilde;o, pois permitem que in&uacute;meras a&ccedil;&otilde;es possam ser    todas ao longo de cada fase. O Icam, por sua vez, inova ao demonstrar que estas    fases podem ser ainda mais flex&iacute;veis.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Gesamp e Icam, quando adotados como procedimentos metodol&oacute;gicos,    demonstram que n&atilde;o se necessita de um poder central controlador ao longo    de suas diversas fases e etapas. Mas &eacute; importante deixar claro que as    compet&ecirc;ncias dos atores envolvidos devem ser bem definidas quanto &agrave;s    suas responsabilidades. No que concerne ao Icam certamente um grupo piloto inicia    o programa, mas este ao longo do tempo &eacute; aglutinador, sendo ainda respons&aacute;vel    pela mobiliza&ccedil;&atilde;o e comprometimento dos atores envolvidos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O PNGC, quando comparado com o Gesamp e Icam carece do entendimento    do seu processo l&oacute;gico de desenvolvimento. No entanto, mostra-se eficiente    nos seus instrumentos, mas estes n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de serem    avaliados. Logo, fica claro que &eacute; poss&iacute;vel compatibilizar o PNGC    aos processos analisados, pois ao longo das gera&ccedil;&otilde;es, fases e    etapas analisadas, os instrumentos preconizados no PNGC podem ser implementados    sem problemas. &Eacute; interessante notar que quando comparados Gesamp, Icam    e PNGC, &agrave; medida que as diversas fases s&atilde;o implementadas, novos    instrumentos ser&atilde;o requeridos, sendo que ao final da primeira gera&ccedil;&atilde;o    do processo de GCI o PNGC pode completar-se, ou seja obter o &ecirc;xito esperado.    Logo, esses processos devem ser adotados como uma forma did&aacute;tica de entendimento    da implementa&ccedil;&atilde;o do PNGC na zona costeira brasileira beneficiando    assim in&uacute;meros tomadores de decis&otilde;es que podem de fato entender    onde &eacute; poss&iacute;vel chegar com um processo dessa natureza. Logo, o    "aprender-fazer" fica mais claro e mais f&aacute;cil de ser implementado - Tabela 1.</FONT></P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a17tab02.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Cabe destacar ainda que o desenvolvimento de um planejamento ordenado    a curto, m&eacute;dio e longo prazos torna o processo transparente o suficiente    para que todos os atores envolvidos saibam quais s&atilde;o os objetivos e metas    esperadas levando, portanto, a um processo que pode ser independente de pol&iacute;ticas    partid&aacute;rias e de mandatos pol&iacute;ticos, visto que a sociedade quando    organizada pode ter controle sobre o mesmo.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> Desta forma, fica claro    que este trabalho pode contribuir para a an&aacute;lise das diferentes formas    de pensar o GCI, sendo oportuno para este momento em que ainda &eacute; poss&iacute;vel    buscar a revers&atilde;o de in&uacute;meros problemas existentes na zona costeira    brasileira.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>&Eacute; fundamental entender que &eacute; premente que o PNGC    leve em considera&ccedil;&atilde;o, na sua concep&ccedil;&atilde;o, as teorias    preconizadas internacionalmente pelo GCI, pois o mesmo pode correr o risco de    se isolar frente &agrave;s tend&ecirc;ncias internacionais. Sendo o PNGC uma    pol&iacute;tica p&uacute;blica, esta deve ser constantemente reavaliada em seus    instrumentos, logo o processo do GCI passa uma forma eficiente de avalia&ccedil;&atilde;o    do mesmo.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>De uma forma geral, em ambos os processos, a constru&ccedil;&atilde;o    de planos a partir de problemas identificados ao longo do litoral por meio de    um processo participativo &eacute; fundamental para alcan&ccedil;ar resultados    no processo de gerenciamento. O fortalecimento dos arranjos inter e intra-institucionais    por meio de mecanismos de capacita&ccedil;&atilde;o de forma cont&iacute;nua,    integradora e em longo prazo &eacute; o caminho mais seguro para a efetiva&ccedil;&atilde;o    desse processo em todos os procedimentos analisados. No caso do PNGC, a capacita&ccedil;&atilde;o,    a comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental passam a ser    instrumentos fundamentais para o mesmo.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Adotar e incrementar programas dessas natureza, com vis&atilde;o    n&atilde;o apenas de curto prazo, de forma que esses tamb&eacute;m possam ser    adaptados segundo as realidades regionais e locais a m&eacute;dio e longo prazo    &eacute; um processo natural, pois sustentabilidade &eacute; um processo que    exige mudan&ccedil;as de natureza &eacute;tica em todos os n&iacute;veis.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>Marcus Polette</b> <i>&eacute; ocean&oacute;grafo e ge&oacute;grafo    , doutor em ecologia e recursos naturais. Pesquisador do Centro de Ci&ecirc;ncias    Tecnol&oacute;gicas da Terra e do Mar – Oceanografia de Itaja&iacute; (SC)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </i><b>Liliana Pagetti Silva</b> <i>&eacute; pesquisadora da Universidade do    Vale do Itaja&iacute; – (Univali) e do CTTMar – Centro de Ci&ecirc;ncias Tecnol&oacute;gicas    da Terra e do Mar - Oceanografia</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></FONT></P>     <!-- ref --><P><FONT SIZE=3>1. Raucci, G. D.; Polette, M. "Subs&iacute;dios para an&aacute;lise    da capacidade de suporte da praia central de balne&aacute;rio Cambori&uacute;    – SC". Perfil do Usu&aacute;rio <i>In</i>. XIV Semana Nacional de Oceanografia    Rio Grande - RS Livro de s&iacute;ntese do evento citado: Furg, p. 117-118 2001,</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>2. Sorensen, J. Coasts institutional arrangement for managing    coastal resources and Environment. <i>Coastal Management Publication</i> N.    1. National Park Service. 194p. 1990.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>3. The World Bank Noordwijk Guidelines - for integrated coastal    zone management. international bank for reconstruction and development. world    coast. 1993.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>4. Cicin-Sain, B. Sustainable development and integrated coastal    management. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i> 21: 11-43 p. 1993.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>5. Gesamp. "The contributions of science to integrated coastal    management." Gesamp Reports and Studies, n.61. Rome. 65p. 1996</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>6. Olsen, S.; Lowry, K.; Tobey, J. A Manual for assessing progress    in <i>Coastal Management Report</i> # 2211. The University of Rhode Island.    CRC. 68p. 1999.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>7. Henocque, Y.; Denis, J. A Methodological Guide: Steps and tools    towards integrated coastal zone management. IOC Manuals and Guides #42. Unesco.    78p. Paris. 63p. 2001.</FONT> ]]></body><back>
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