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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a16img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>C<small>ICLO HIDROL&Oacute;GICO E GERENCIAMENTO INTEGRADO</small></b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>Jos&eacute; Galizia Tundisi</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>A</b></FONT><FONT SIZE=3> &aacute;gua &eacute; parte integral    do planeta Terra. &Eacute; componente fundamental de din&acirc;mica da natureza,    impulsiona todos os ciclos, sustenta a vida e &eacute; o solvente universal.    Sem &aacute;gua, a vida na Terra seria imposs&iacute;vel. A &aacute;gua &eacute;    o recurso natural mais importante e participa e dinamiza todos os ciclos ecol&oacute;gicos;    os sistemas aqu&aacute;ticos t&ecirc;m uma grande diversidade de esp&eacute;cies    &uacute;teis ao homem e que s&atilde;o tamb&eacute;m parte ativa e relevante    dos ciclos biogeoqu&iacute;micos e da diversidade biol&oacute;gica do planeta    Terra. O <i>Homo sapiens</i> al&eacute;m de usar a &aacute;gua para suas fun&ccedil;&otilde;es    vitais como todas as outras esp&eacute;cies de organismos vivos, utiliza os    recursos h&iacute;dricos para um grande conjunto de atividades, tais como, produ&ccedil;&atilde;o    de energia, navega&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, desenvolvimento    industrial, agr&iacute;cola e econ&ocirc;mico. Entretanto, 97% da &aacute;gua    do planeta Terra est&aacute; nos oceanos e n&atilde;o pode ser utilizada para    irriga&ccedil;&atilde;o, uso dom&eacute;stico e dessendenta&ccedil;&atilde;o.    Os 3% restantes t&ecirc;m, aproximadamente, um volume de 35 milh&otilde;es de    quil&ocirc;metros c&uacute;bicos. Grande parte deste volume est&aacute; sob    forma de gelo na Ant&aacute;rtida ou na Groel&acirc;ndia. Somente 100 mil km<sup>3</sup>,    ou seja, 0,3 % do total de recursos de &aacute;gua doce est&aacute; dispon&iacute;vel    e pode ser utilizado pelo homem. Este volume est&aacute; armazenado em lagos,    flui nos rios e continentes e &eacute; a principal fonte de suprimento acrescido    de &aacute;guas subterr&acirc;neas (1).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>O CICLO HIDROL&Oacute;GICO E A SUSTENTA&Ccedil;&Atilde;O DA    VIDA</b> A caracter&iacute;stica essencial de qualquer volume de &aacute;gua    superficial localizada em rios, lagos, tanques, represas artificiais e &aacute;guas    subterr&acirc;neas s&atilde;o a sua instabilidade e mobilidade. Todos os componentes    s&oacute;lidos, l&iacute;quidos e gasosos (as tr&ecirc;s fases em que a &aacute;gua    existe no planeta Terra) s&atilde;o parte do ciclo din&acirc;mico da &aacute;gua,    ciclo este, perp&eacute;tuo. A fase mais importante deste ciclo para o homem    &eacute; justamente a fase l&iacute;quida, em que ela est&aacute; dispon&iacute;vel    para pronta utiliza&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Os fatores que impulsionam o ciclo hidrol&oacute;gico s&atilde;o    a <b>energia t&eacute;rmica solar</b>, a <b>for&ccedil;a dos ventos</b>, que    transportam vapor d'&aacute;gua para os continentes, a <b>for&ccedil;a da gravidade</b>    respons&aacute;vel pelos fen&ocirc;menos da <b>precipita&ccedil;&atilde;o</b>,    da <b>infiltra&ccedil;&atilde;o</b> e <b>deslocamento</b> das massas de &aacute;gua.    Os principais componentes do ciclo hidrol&oacute;gico s&atilde;o a <b>evapora&ccedil;&atilde;o</b>,    a <b>precipita&ccedil;&atilde;o</b>, a <b>transpira&ccedil;&atilde;o</b> das    plantas e a <b>percola&ccedil;&atilde;o</b>, <b>infiltra&ccedil;&atilde;o</b>    e a <b>drenagem</b>. Anualmente, aproximadamente 47 mil km<SUP>3</sup> retornam    aos oceanos, a partir dos rios, represas, lagos e &aacute;guas subterr&acirc;neas.    Se essa drenagem fosse distribu&iacute;da igualmente em todos os continentes,    cada uma das pessoas / habitantes do planeta Terra (aproximadamente 6 bilh&otilde;es)    teria dispon&iacute;veis 8 mil m<SUP>3</sup>/ano. Entretanto, esta distribui&ccedil;&atilde;o    &eacute; desigual, causa problemas de disponibilidade nos continentes, pa&iacute;ses    e regi&otilde;es. Tamb&eacute;m a distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;    homog&ecirc;nea durante o ano, em muitas regi&otilde;es, o que causa desequil&iacute;brio    e desencadeia a&ccedil;&otilde;es de gerenciamento diversificadas para enfrentar    a escassez ou o excesso de &aacute;gua (2). H&aacute; uma <b>variabilidade natural</b>    de s&eacute;ries hidrom&eacute;tricas hist&oacute;ricas (medidas dos volumes    e vaz&otilde;es dos rios) as quais determinam os principais usos da &aacute;gua    e as estrat&eacute;gias de gerenciamento.</FONT></P>     <P>A <a href="#fig01">figura 1</a> mostra de forma simplificada os fluxos do ciclo    hidrol&oacute;gico e seus n&uacute;meros principais.</P>     <P><a name="fig01"></a></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a18fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>USOS M&Uacute;LTIPLOS DA &Aacute;GUA E IMPACTOS NO CICLO HIDROL&Oacute;GICO</b>    &Agrave; medida que a economia foi se tornando mais complexa e diversificada,    mais usos foram sendo adicionados aos recursos h&iacute;dricos superficiais    e subterr&acirc;neos, de tal forma que ao ciclo <b>hidrol&oacute;gico</b>, superp&otilde;e-se    um ciclo <b>hidrosocial</b> de grande dimens&atilde;o e impacto ecol&oacute;gico    e econ&ocirc;mico (3). Este ciclo hidrosocial, que na verdade &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o    do homem &agrave;s diferentes caracter&iacute;sticas do ciclo hidrol&oacute;gico    e, tamb&eacute;m as suas altera&ccedil;&otilde;es, causam in&uacute;meros impactos.As    retiradas totais de &aacute;gua para m&uacute;ltiplos usos est&atilde;o ilustradas    na <a href="#tab01">Tabela 1</a>, a qual mostra um crescimento consider&aacute;vel    no volume utilizado. </FONT></P>     <P><a name="tab01"></a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a18tab01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Com o aumento e diversifica&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica,    a depend&ecirc;ncia dos recursos h&iacute;dricos aumenta, especialmente em regi&otilde;es    com variabilidade anual grande no ciclo e &aacute;ridas. As press&otilde;es    sobre os usos dos recursos h&iacute;dricos prov&ecirc;m de dois grandes problemas    que s&atilde;o o crescimento das popula&ccedil;&otilde;es humanas e o grau de    urbaniza&ccedil;&atilde;o e aumento das necessidades para irriga&ccedil;&atilde;o,    e produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. A redu&ccedil;&atilde;o no volume dispon&iacute;vel    e a apropria&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos em escala maior e    mais r&aacute;pida t&ecirc;m produzido grandes altera&ccedil;&otilde;es nos    ciclos hidrol&oacute;gicos regionais: por exemplo, a constru&ccedil;&atilde;o    de barragens aumenta a taxa de evapora&ccedil;&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o    de canais para divers&atilde;o de &aacute;gua, produz desequil&iacute;brios    no balan&ccedil;o h&iacute;drico, a retirada de &aacute;gua em excesso para    irriga&ccedil;&atilde;o, diminui o volume dos rios e lagos. Igualmente importante    do ponto de vista quantitativo &eacute; o grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o    que interfere na drenagem e aumenta o escoamento superficial, diminuindo a capacidade    de reserva de &aacute;gua na superf&iacute;cie e nos aq&uuml;&iacute;feros.    Os impactos qualitativos s&atilde;o in&uacute;meros e vari&aacute;veis e t&ecirc;m    conseq&uuml;&ecirc;ncias ecol&oacute;gicas, econ&ocirc;micas e sociais e na    sa&uacute;de humana. Por exemplo, a descarga de fontes difusas e pontuais de    nitrog&ecirc;nio e f&oacute;sforo nos rios, lagos e represas, a partir de esgotos    n&atilde;o tratados e de usos de fertilizantes produz o fen&ocirc;meno de <b>eutrofiza&ccedil;&atilde;o</b>    cujos efeitos ecol&oacute;gicos, na sa&uacute;de humana e nos custos do tratamento    de &aacute;gua s&atilde;o relevantes especialmente em regi&otilde;es de intensa    urbaniza&ccedil;&atilde;o como a Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo.    (4)</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS H&Iacute;DRICOS</b> As    demandas de &aacute;gua, especialmente no final do s&eacute;culo 20, os in&uacute;meros    impactos quantitativos e qualitativos, promoveram e estimularam novas solu&ccedil;&otilde;es    para o gerenciamento de recursos h&iacute;dricos, a n&iacute;vel local, regional,    nacional e internacional. A implementa&ccedil;&atilde;o da Agenda 21 foi tamb&eacute;m    importante para esta mudan&ccedil;a de paradigma. Os elementos fundamentais    para o gerenciamento <b>integrado</b>, em n&iacute;vel de <b>bacia hidrogr&aacute;fica</b>,    <b>preditivo</b> e <b>adaptativo</b> s&atilde;o os seguintes:</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>• Descentraliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o em n&iacute;vel    de bacia hidrogr&aacute;fica.    <br>   • Promo&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de instrumentos legais    e de a&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da organiza&ccedil;&atilde;o institucional    em n&iacute;vel de bacia hidrogr&aacute;fica.    <br>   • Prote&ccedil;&atilde;o do hidrociclo e dos mananciais.    <br>   • Purifica&ccedil;&atilde;o e tratamento de &aacute;guas (efluentes industriais    e esgotos dom&eacute;sticos).    <br>   • Conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos <i>habitats</i> na bacia    hidrogr&aacute;fica.    <br>   • Gerenciamento conjunto da quantidade e qualidade da &aacute;gua.    <br>   • Prote&ccedil;&atilde;o do solo, preven&ccedil;&atilde;o da contamina&ccedil;&atilde;o    e eutrofiza&ccedil;&atilde;o.    <br>   • Gerenciar conflitos e otimizar usos m&uacute;ltiplos adequando-os &agrave;    economia regional.    <br>   • Monitoramento sistem&aacute;tico e permanente da qualidade e quantidade da    &aacute;gua.    <br>   • Promo&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos na gest&atilde;o    integrada; monitoramento em tempo real, indicadores biol&oacute;gicos de contamina&ccedil;&atilde;o.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   • Ampliar a capacidade preditiva do gerenciamento por bacia hidrogr&aacute;fica    e dar condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es    estrat&eacute;gicas para prospec&ccedil;&atilde;o e a procura de alternativas.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Esse gerenciamento integrado dos recursos h&iacute;dricos resultou    da consolida&ccedil;&atilde;o das novas vis&otilde;es e paradigmas que foram    se tornando mais evidentes a partir de in&uacute;meros problemas resultantes    de uma vis&atilde;o <b>setorial</b>, <b>limitada</b> e de <b>resposta a crises</b>;    a principal constata&ccedil;&atilde;o &eacute; a interdepend&ecirc;ncia dos    processos ecol&oacute;gicos em n&iacute;vel de bacia hidrogr&aacute;fica e do    desenvolvimento econ&ocirc;mico, social e das intera&ccedil;&otilde;es entre    os componentes do sistema: biodiversidade, agricultura, usos do solo, cobertura    vegetal, ciclos de nutrientes, impactos das mudan&ccedil;as globais no clima    da Terra e recursos h&iacute;dricos superficiais e subterr&acirc;neos (5). A    implanta&ccedil;&atilde;o do gerenciamento integrado encontra-se em fase de    transi&ccedil;&atilde;o e novas metodologias e projetos est&atilde;o sendo implementados    em muitos pa&iacute;ses e continentes para uma resolu&ccedil;&atilde;o dos in&uacute;meros    problemas relativos aos usos e otimiza&ccedil;&atilde;o dos usos m&uacute;ltiplos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O uso diversificado e complexo dos recursos h&iacute;dricos tem    grande impacto na economia regional e nacional, uma vez que os impactos quantitativos    e qualitativos gerados, demandam custos para recupera&ccedil;&atilde;o e tratamento    de &aacute;gua e dos ecossistemas aqu&aacute;ticos. &Aacute;gua de m&aacute;    qualidade empobrece as popula&ccedil;&otilde;es locais e de determinadas regi&otilde;es,    al&eacute;m de interferir com a economia regional e destruir alternativas saud&aacute;veis    de desenvolvimento sustent&aacute;vel. O gerenciamento integrado tem, tamb&eacute;m    como objetivo, resolver problemas econ&ocirc;micos relacionados com a disponibilidade    de &aacute;gua, tratamento de &aacute;guas residu&aacute;rias, produ&ccedil;&atilde;o    de alimentos e tratamento de efluentes industriais. Qualidade de &aacute;gua,    economia regional e nacional, competitividade industrial e agr&iacute;cola,    devem fazer parte dos sistemas de gerenciamento integrado em todas as dimens&otilde;es    geogr&aacute;ficas, munic&iacute;pios, bacias hidrogr&aacute;ficas, estados,    pa&iacute;ses e bacias internacionais. O gerenciamento integrado deve promover    a intera&ccedil;&atilde;o efetiva do ciclo <b>hidrosocial</b> com o ciclo hidrol&oacute;gico.    (6)</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><i><b>Jos&eacute; Galizia Tundisi </b>&eacute; limn&oacute;logo,    especialista em mecanismos de funcionamento de lagos, rios, represas e gerenciamento    integrado de recursos h&iacute;dricos. Presidente do Instituto Internacional    de Ecologia -S&atilde;o Carlos/SP</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></FONT></P>     <!-- ref --><P><FONT SIZE=3>1. Gleick, P.H. Water <i>in crisis. A guide to the world's freshwater    resources</i>. Oxford University. Press. 473 pp. 1993.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>2. Pielou, E.C. <i>Fresh Water</i>. The University of Chicago.    Press. 275 pp. 1998.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>3. Tundisi, J.G. "Limnologia e gerenciamento integrado de    recursos h&iacute;dricos. Avan&ccedil;os conceituais e metodol&oacute;gicos"    <i>Ci&ecirc;ncia e Ambiente</i> 21. 9-20 pp. 2001.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>4. Tundisi, J.G. <i>&Aacute;gua no s&eacute;culo 21: enfrentando    a escassez</i>. IIE, Rima (no prelo). 2003</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>5. Straskraba, M. e Tundisi, J.G. <i>Diretrizes para o gerenciamento    de lagos</i>. Vol. 9. Gerenciamento da qualidade da &aacute;gua de represas.    ILEC. IIE. 258 pp. 2000.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>6. Ayensu, E.; Claasen, D.van R.; Collins, M.; Dearing, A.; Fresco,L.;    Gadgil,M.; Gitay, H.; Glaser, G.; Juma, C.; Krebs, J.; Lenton, R.; Lubchenco,    J.; McNeely, J.A.; H.A.; Mooney, P.Pinstrup-Andersen; Ramos, M.; Raven, P.;    Reid, W.V.; .Samper, C; Sarukhan, J.; Schei, P.; Tundisi, J.G.; Watson, R.T.;    Guanhua, X. and Zakri, A.H. International Ecosystem Assessment. Science. Vol.    286. 685-686pp. 1999.</FONT> ]]></body><back>
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