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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Instituto de Estudos Avançados ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a16img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>A <small>SEDE ZERO</small></b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>Aldo C. Rebou&ccedil;as</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3>Mas, doutor, uma esmola    <br>   A um homem que &eacute; s&atilde;o    <br>   Ou lhe mata de vergonha    <br>   Ou vicia o cidad&atilde;o    <br>   <i>Luiz Gonzaga</i></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>A</b></FONT><FONT SIZE=3>s fomes s&atilde;o guerras que ocorrem    pelo direito da exist&ecirc;ncia, desde os prim&oacute;rdios dos tempos primitivos    da humanidade na Terra. Por&eacute;m, sem &aacute;gua n&atilde;o h&aacute; como    fazer guerra nem produzir alimentos para combater a fome. A divis&atilde;o da    descarga m&eacute;dia de longo per&iacute;odo dos nossos rios, a maior do mundo    -183.000 m<sup>3</sup>/s, ou 5.764 km<sup>3</sup>/ano - pela popula&ccedil;&atilde;o    nacional (segundo dados do IBGE de 2000), indica que o cidad&atilde;o brasileiro,    em geral, tem da ordem de 34.000 m<sup>3</sup>/ano per capita de &aacute;gua    doce nos seus rios para usar (1). Isto nos coloca na classe dos povos ricos    de &aacute;gua doce no mundo. Vale destacar, que a oferta de menos de 1.000    m<sup>3</sup>/ano per capita nas regi&otilde;es &aacute;ridas relativamente    desenvolvidas do mundo representa o "<i>stress</i> h&iacute;drico"    (2). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Brasil n&atilde;o &eacute; t&atilde;o rico de &aacute;gua assim,    dizem alguns, &agrave; medida que perto de 80% das descargas anuais dos nossos    rios ocorrem nas regi&otilde;es hidrogr&aacute;ficas dos rios Amazonas e Tocantins,    onde se tem a mais baixa densidade demogr&aacute;fica do pa&iacute;s. Por&eacute;m,    fica dif&iacute;cil explicar ao mundo de &aacute;gua escassa que, at&eacute;    nas cidades mais importantes da regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica, tais como Manaus    e Bel&eacute;m, quase metade das popula&ccedil;&otilde;es que a&iacute; vivem    esteja sujeita aos mesmos problemas de saneamento b&aacute;sico que ocorrem    nas regi&otilde;es metropolitanas de Fortaleza, Recife ou S&atilde;o Paulo,    por exemplo. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>A ALTERNATIVA MAIS BARATA &Eacute; SUA GEST&Atilde;O INTEGRADA</b>    A prop&oacute;sito, a Carta Magna Federal de 1988, vigente, estabelece como    prioridades: o direito de todo cidad&atilde;o &agrave; &aacute;gua limpa de    beber, produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e dessedenta&ccedil;&atilde;o de    animais. Al&eacute;m da relativa abund&acirc;ncia de &aacute;gua doce nos rios    em todas as cinco regi&otilde;es econ&ocirc;micas do Brasil, a extra&ccedil;&atilde;o    de apenas 25% das recargas anuais das nossas &aacute;guas subterr&acirc;neas,    j&aacute; representaria uma oferta de mais 4.000 m<SUP>3</sup>/ano per capita    (3,4,5). A prop&oacute;sito, no Vale Central do rio San Joaquim, Calif&oacute;rnia,    USA - 52.000km<SUP>2</sup> e chuvas entre 130 e 660mm/ano – as taxas de recarga    natural dos aq&uuml;&iacute;feros ou seu <i>safe yield</i> na fase de pr&eacute;-desenvolvimento    eram de 78 m<SUP>3</sup>/s, por&eacute;m os po&ccedil;os produzem, atualmente,    446m<SUP>3</sup>/s (6). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Por outro lado, o invent&aacute;rio dos po&ccedil;os j&aacute;    perfurados no Nordeste revela a exist&ecirc;ncia da ordem de 30 mil que nunca    receberam, sequer, equipamentos de extra&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua para    abastecimento p&uacute;blico, principalmente (3, 7, 8, 9, 10). No estado do    Piau&iacute;, por exemplo, recente invent&aacute;rio indica a exist&ecirc;ncia    de cerca de 3.220 po&ccedil;os nessas condi&ccedil;&otilde;es (11). Na Grande    S&atilde;o Paulo, estima-se que cerca de 10 mil po&ccedil;os n&atilde;o controlados    est&atilde;o em opera&ccedil;&atilde;o para abastecer hot&eacute;is, hospitais,    condom&iacute;nios privados e ind&uacute;strias, principalmente (12). Nas &aacute;reas    metropolitanas mais importantes do Brasil, tais como Manaus, Bel&eacute;m, S&atilde;o    Luis, Fortaleza, Natal ou Recife, por exemplo, o quadro &eacute;, praticamente,    o mesmo (13).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>&Eacute; evidente que a prioridade dada &agrave;s quest&otilde;es    da fome nas favelas das grandes cidades do Brasil e daquela que assola de forma    tradicional a popula&ccedil;&atilde;o dispersa no semi-&aacute;rido do Nordeste,    n&atilde;o deve ser entendida exclusivamente, nem essencialmente, como desencadeamento    de a&ccedil;&otilde;es emergenciais de enfrentamento da mis&eacute;ria e da    pobreza, ainda que medidas compensat&oacute;rias se imponham. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Por&eacute;m, o crescente n&uacute;mero de exemplos positivos,    oriundos dos pa&iacute;ses mais desenvolvidos, principalmente, mostra que a    alternativa mais barata de solu&ccedil;&atilde;o da escassez local e ocasional    da &aacute;gua &eacute; sua gest&atilde;o integrada. Por sua vez, a hist&oacute;ria    mostra que o desenvolvimento da humanidade ao longo dos tempos verificou-se    nos contextos hidroclim&aacute;ticos de abund&acirc;ncia e de escassez d'&aacute;gua.    Como resultado, torna-se necess&aacute;rio considerar distintas percep&ccedil;&otilde;es,    atitudes, instrumentos legais, institucionais e de gest&atilde;o da gota d'&aacute;gua    dispon&iacute;vel. Al&eacute;m disso, as atividades humanas foram cada vez mais    se diversificando ao longo dos tempos, associadas &agrave;s in&eacute;ditas    transforma&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas na hist&oacute;ria da humanidade.    Isto significa que &eacute; necess&aacute;rio buscar solu&ccedil;&otilde;es    para as problemas locais e n&atilde;o tentar aplicar modelos bons para outras    condi&ccedil;&otilde;es. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Assim, a solu&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es da &aacute;gua    no mundo exige aten&ccedil;&atilde;o cada vez maior. Os instrumentos e os mecanismos    a serem empregados s&atilde;o diversos e v&aacute;rios deles carecem de estudos    e investiga&ccedil;&otilde;es que auxiliem a defini&ccedil;&atilde;o e produzam    resultados sanit&aacute;rios, ambientais e econ&ocirc;micos satisfat&oacute;rios.    Portanto, torna-se evidente que a revers&atilde;o dos cen&aacute;rios de escassez    relativa, em termos de suprimento da &aacute;gua limpa de beber, para uso industrial    ou irriga&ccedil;&atilde;o, principalmente, n&atilde;o poder&aacute; ser obtida    meramente pela atenua&ccedil;&atilde;o de conflitos de uso, de estabelecimento    de prioridades, ou de mecanismos de controle da oferta e dos usos, tais como    os de outorga e cobran&ccedil;a. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Pagar ou cobrar pelo direito de uso da &aacute;gua - seja para    produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola ou industrial, seja para transporte e    dilui&ccedil;&atilde;o de efluentes, seja para produ&ccedil;&atilde;o de energia    hidrel&eacute;trica - tem sido mais f&aacute;cil do que reconhecer obriga&ccedil;&otilde;es    de uso e conserva&ccedil;&atilde;o da gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel.    Por sua vez, a op&ccedil;&atilde;o de cobrar ou pagar pelo direito de uso da    &aacute;gua traz dois benef&iacute;cios muito valorizados no mercado mundial.    O primeiro, diz respeito ao aumento da quantidade de &aacute;gua dispon&iacute;vel.    O segundo, diz respeito ao efeito de imagem no mercado, &agrave; medida que    decidir cobrar ou pagar pelo direito de uso da &aacute;gua &eacute; visto pelo    mercado global como uma atitude positiva. </FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a19fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Entretanto, ser&aacute; imprescind&iacute;vel criar e/ou fortalecer    uma &eacute;tica da &aacute;gua que implicaria em produzir cada vez mais com    cada vez menos &aacute;gua e, sempre que poss&iacute;vel, proteger os ecossistemas    aqu&aacute;ticos, mesmo com sacrif&iacute;cio de interesses financeiros. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A orienta&ccedil;&atilde;o de como usar mais racionalmente as    &aacute;guas subterr&acirc;neas, reusar ou reciclar a &aacute;gua s&oacute;    poder&aacute; ser engendrada por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (5). Assim,    al&eacute;m dos instrumentos de outorga e cobran&ccedil;a pelo direito de uso    das &aacute;guas, outros mecanismos de gest&atilde;o integrada dever&atilde;o    ser implantados nacionalmente, instrumentos que estimulem a utiliza&ccedil;&atilde;o    cada vez mais eficiente da &aacute;gua subterr&acirc;nea, de capta&ccedil;&atilde;o    de chuvas e de reuso da &aacute;gua, visando estabelecer o equil&iacute;brio    necess&aacute;rio entre ofertas e demandas. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Assim, al&eacute;m de desenvolver uma cultura e uma pol&iacute;tica    de uso e conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua que flui pelos rios – mediante    o seu uso planejado nas ind&uacute;strias, agricultura ou produ&ccedil;&atilde;o    de energia hidrel&eacute;trica, principalmente – a sua gest&atilde;o integrada    constitui o mais moderno e eficaz instrumento, tanto nas regi&otilde;es &uacute;midas    onde os rios nunca secam e a oferta de &aacute;gua &eacute; abundante, quanto    nas regi&otilde;es semi-&aacute;ridas do Nordeste, onde os fluxos dos rios s&atilde;o    tempor&aacute;rios, ou nas grandes regi&otilde;es metropolitanas do Brasil (5).    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>A MILENAR "CRISE DA &Aacute;GUA"</b> Os registros dispon&iacute;veis    indicam que, durante a &uacute;ltima Idade de Gelo - entre 100 mil e 10 mil    anos a.C., principalmente - o crescimento progressivo das massas de gelo na    Terra obrigou hordas de ca&ccedil;adores e coletores de alimentos a ocupar as    suas regi&otilde;es mais f&eacute;rteis, tais como os vales dos rios Amarelo    na China, Indo na &Iacute;ndia e a Mesopot&acirc;mia dos rios Tigre e Eufrates,    ber&ccedil;o da nossa civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Desta forma, h&aacute; 25 mil anos a.C., pelo menos, mostrou-se    que o uso cada vez mais eficiente da gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel era    a alternativa mais barata de combate &agrave; fome. Parece, todavia, que esta    li&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi aprendida at&eacute; agora, &agrave; medida    que ainda se procura combater a fome com a distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos,    como fez a coroa portuguesa nas suas tentativas iniciais de coloniza&ccedil;&atilde;o    do Brasil (14).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Por sua vez, o rei Hamurabi que viveu, provavelmente, entre 1850    e 1750 a.C. e governou a Babil&ocirc;nia durante 43 anos, constru&iacute;a diques    nos rios para reter suas enchentes, os quais eram cortados, estrategicamente,    para afogar os povos sum&eacute;rios que vivam a jusante. Assim, foi estabelecida    a hegemonia da Babil&ocirc;nia sobre toda a Mesopot&acirc;mia, situa&ccedil;&atilde;o    que durou milhares de anos. Organizou, ainda, o famoso <i>C&oacute;digo de Hamurabi</i>    com base nas antigas leis acadianas e sum&eacute;rias, principalmente. Este    C&oacute;digo foi, certamente, uma das primeiras cole&ccedil;&otilde;es de leis    da hist&oacute;ria e primeiro documento a definir o direito de uso da &aacute;gua    por todo e qualquer indiv&iacute;duo, prescrevendo est&iacute;mulos &agrave;s    pr&aacute;ticas consideradas adequadas e castigos severos aos que infringissem    essas condi&ccedil;&otilde;es (15). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Portanto, o conceito de &aacute;gua abundante, inesgot&aacute;vel    e gratuita, uma d&aacute;vida de Deus ou de qualquer outra figura c&oacute;smica,    da igreja ou dos pol&iacute;ticos, dos coron&eacute;is ou do "homem",    da natureza ou dos governos &eacute;, certamente, muito obsoleto. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>QUEM &Eacute; O DONO DA &Aacute;GUA?</b> Salvo melhor ju&iacute;zo,    quando a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 estabeleceu que todos os corpos    d'&aacute;gua no Brasil s&atilde;o de dom&iacute;nio p&uacute;blico, tornou    claro que o direito de uso estava acima do direito de propriedade. Assim, tem-se    como premissa que, a partir de ent&atilde;o, a gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel    n&atilde;o pode mais ser usada livremente por cada um. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>A quest&atilde;o acima pode parecer extravagante para quem vive    numa regi&atilde;o onde a &aacute;gua foi sempre abundante, como na Amaz&ocirc;nia,    por exemplo. Neste caso, os juristas hesitam, baseados no direito civil dos    romanos, entre o direito de propriedade e o direito de uso da &aacute;gua (16).    Mas, ela tem todo um outro significado onde se tem racionamento freq&uuml;ente    do seu fornecimento, opera&ccedil;&atilde;o rod&iacute;zio e at&eacute; apag&atilde;o,    seja porque as chuvas ocorrem na &aacute;rea de forma irregular, seja porque    o fornecimento da &aacute;gua &eacute; pouco eficiente, seja porque os desperd&iacute;cios    s&atilde;o muito grandes, seja porque a degrada&ccedil;&atilde;o da qualidade    da gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel atinge n&iacute;veis nunca imaginados    (17, 5). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Nas atividades agr&iacute;colas esses cen&aacute;rios s&atilde;o    ainda mais vexat&oacute;rios, &agrave; medida que 70% de toda a &aacute;gua    consumida no mundo s&atilde;o utilizados pela agricultura. Por sua vez, a estimativa    da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura    e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO), em 2002, era de uma perda de 60% da &aacute;gua    nos projetos de irriga&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel mundial. No Brasil,    o consumo d'&aacute;gua pela agricultura varia entre 60 e 70% do volume total.    Entretanto, ainda se utilizam os m&eacute;todos menos eficientes do mundo sobre    cerca de 93% dos quase tr&ecirc;s milh&otilde;es de hectares atualmente irrigados,    sendo 56% por espalhamento superficial, 19% piv&ocirc; central e 18% aspers&atilde;o    convencional (18). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Por sua vez, segundo a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor (Lei    Federal, 9.433/97, principalmente), os comit&ecirc;s de bacia hidrogr&aacute;fica    constituem o princ&iacute;pio da gest&atilde;o descentralizada e participativa    da &aacute;gua. Neste caso, s&atilde;o os comit&ecirc;s que decidem se v&atilde;o,    e por quanto v&atilde;o, comprar ou vender &aacute;gua. Entretanto, tendo em    vista o grande potencial de evapora&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua na bacia    do rio S&atilde;o Francisco – 1000 e mais de 3000mm/ano - seria mais vi&aacute;vel,    certamente, transportar os excedentes de energia hidrel&eacute;trica que s&atilde;o    gerados na bacia hidrogr&aacute;fica do Tocantins para a bacia do rio S&atilde;o    Francisco, por exemplo, e desenvolver as alternativas locais de produ&ccedil;&atilde;o    de energia el&eacute;trica onde a &aacute;gua n&atilde;o &eacute; fator competitivo,    tais como o uso mais racional do g&aacute;s natural, dos ventos e do sol.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Por sua vez, os estudos desenvolvidos para orienta&ccedil;&atilde;o    da agricultura irrigada no Nordeste, mostram que irrigar na regi&atilde;o pelo    m&eacute;todo de espalhamento superficial, por exemplo, n&atilde;o &eacute;    somente um crime ambiental, mas tamb&eacute;m, uma burrice econ&ocirc;mica.    Com efeito, a efici&ecirc;ncia econ&ocirc;mica &eacute; de apenas US$0,01 por    m<SUP>3</sup> utilizado de &aacute;gua no cultivo do arroz, contra US$ 4-10/m<SUP>3</sup>,    no caso da cultura de flores ou de frut&iacute;feras, por exemplo, (19).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> Enquanto perdurar a id&eacute;ia de que    a &aacute;gua &eacute; uma d&aacute;diva de Deus, ou que sua oferta dever&aacute;    ser garantida por investimentos p&uacute;blicos. Enquanto o racionamento ou    rod&iacute;zio no fornecimento da &aacute;gua nas cidades, principalmente, continuar    t&atilde;o freq&uuml;ente e considerado como uma alternativa vi&aacute;vel.    Enquanto ningu&eacute;m se preocupar em dar um uso cada vez mais eficiente &agrave;    gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel - tanto nas cidades quanto na agricultura,    principalmente – n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel considerar a &aacute;gua    como uma mercadoria. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Certamente, tendo em vista a baixa efici&ecirc;ncia das nossas    empresas p&uacute;blicas de &aacute;gua, as manipula&ccedil;&otilde;es burocr&aacute;ticas,    administrativas e pol&iacute;ticas caracter&iacute;sticas nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento, em geral, e no Brasil, em particular, a "parceria"    poderia ser a solu&ccedil;&atilde;o. Assim, o servi&ccedil;o p&uacute;blico    de saneamento b&aacute;sico seria confiado a um operador privado, em cujo contrato    se estabelece, at&eacute; o final, o compromisso com o uso e conserva&ccedil;&atilde;o    da gota d'&aacute;gua dispon&iacute;vel, e com a manuten&ccedil;&atilde;o e    melhoramento da infra-estrutura correspondente.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><i><b>Aldo da Cunha Rebou&ccedil;as </b>&eacute; ge&oacute;logo    e pesquisador do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados, da Universidade de S&atilde;o    Paulo ( IEA-USP). Foi diretor da Bacia Escola de Hidrogeologia da Sudene.</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></FONT></P>     <!-- ref --><P><FONT SIZE=3>1. Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA) "A evolu&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos no Brasil" Ed. comemorativa    do Dia Mundial da &Aacute;gua. 64 p. Bras&iacute;lia, 2002.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>2. Falkenmark, M. <i>Macro-scale water supply/deman comparison    on the global scene</i>, p 15-40. Stockholm, 1986.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>3. Rebou&ccedil;as, A. C. "A inser&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua    subterr&acirc;nea no sistema nacional de gerenciamento", RBRH. V. 7, No    4, p, 39-50, Porto Alegre, 2002. </FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>4. Rebou&ccedil;as, A. C. "&Aacute;guas subterr&acirc;neas",    cap. 4. p. 119-151, in Rebou&ccedil;as, A. C., Braga, B. &amp; Tundisi, J.G.    <i>&Aacute;guas doces no Brasil: capital ecol&oacute;gico, uso e conserva&ccedil;&atilde;o</i>,    703 p. 2ª edi&ccedil;&atilde;o revisada e ampliada, S&atilde;o Paulo, 2002b.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>5. Rebou&ccedil;as, A. C. "Aspectos relevantes do problema    da &aacute;gua", cap. 22, p. 687-703, in Rebou&ccedil;as, A.C.; Braga,    B. &amp; Tundisi, J. G. <i>&Aacute;guas doces no Brasil: capital ecol&oacute;gico,    uso e conserva&ccedil;&atilde;o</i>, 703 p. 2ª edi&ccedil;&atilde;o revisada    e ampliada, S&atilde;o Paulo, 2002c.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>6. Jonhston, R. H. "Sources of water supplying pumpage from    regional aquifer systems of United States", <i>Hydrogeolgogy Jour</i>.    Vol 5 Nº 2. pp 54-63, Germany, 1997.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>7. Rebou&ccedil;as, A. C. "Le probl&egrave;me de l'eau dans    la zone semi-aride du Br&eacute;sil: Evaluation des reserves, orientation pour    la mise en valeur".Th&egrave;se d'&Eacute;at, Universit&eacute; Louis Pasteur,    Strasbourg 285 p., France, 1973. </FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>8. Rebou&ccedil;as, A. C. "O Piau&iacute; na problem&aacute;tica    da seca", Anais 1ºCiclo Conf. <i>Os aspectos da problem&aacute;tica piauiense    e as perspectivas de solu&ccedil;&atilde;o</i>. p. 7-37. FUFPI-Centro de Tecnologia,    Rio, 1981.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>9. Rebou&ccedil;as, A. C. "&Aacute;gua na regi&atilde;o Nordeste:    desperd&iacute;cio e escassez". Revista do Instituto Estudos Avan&ccedil;ados    - USP. 11(29), p. 127-154, S&atilde;o Paulo, 1997.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>10. Rebou&ccedil;as, A.C. "Potencialidades dos aq&uuml;&iacute;feros    do Nordeste do Brasil", Anais XII Enc. Nac. Perf. Po&ccedil;os/IV Simp.    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