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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a16img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>D<small>RENAGEM URBANA</small></b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>Carlos E. M. Tucci</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=5><b>O</b></FONT><FONT SIZE=3> ciclo hidrol&oacute;gico sofre fortes    altera&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas urbanas devido, principalmente, &agrave;    altera&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie e a canaliza&ccedil;&atilde;o do    escoamento, aumento de polui&ccedil;&atilde;o devido &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o    do ar, das superf&iacute;cies urbanas e do material s&oacute;lido disposto pela    popula&ccedil;&atilde;o. Esse processo apresenta grave impacto nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento, onde a urbaniza&ccedil;&atilde;o e as obras de drenagem    s&atilde;o realizadas de forma totalmente insustent&aacute;vel, abandonada pelos    pa&iacute;ses desenvolvidos j&aacute; h&aacute; trinta anos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Neste artigo s&atilde;o apresentados os principais impactos de    quantidade e de qualidade produzidos na drenagem, as medidas de controle atuais,    as medidas sustent&aacute;veis a serem perseguidas no pa&iacute;s e por um Plano    Diretor de Drenagem Urbana, mecanismo de implementa&ccedil;&atilde;o das medidas    sustent&aacute;veis na drenagem. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>IMPACTOS DO DESENVOLVIMENTO URBANO NA DRENAGEM</b> A urbaniza&ccedil;&atilde;o    produz grande impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo. Esta rela&ccedil;&atilde;o    pode ser obtida relacionando a &aacute;rea imperme&aacute;vel (Ai) e a densidade    habitacional (Dh), AI (em %) = 0,489 Dh para Dh 120 hab/hectare e constante    para valores superiores. Equa&ccedil;&atilde;o obtida com base em dados de S&atilde;o    Paulo, Curitiba e Porto Alegre (1).</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A vaz&atilde;o m&aacute;xima de uma bacia urbana aumenta com as    &aacute;reas imperme&aacute;veis e com a canaliza&ccedil;&atilde;o do escoamento.    A vaz&atilde;o m&aacute;xima unit&aacute;ria (1mm de precipita&ccedil;&atilde;o)    pode ser estimada com base na AI atrav&eacute;s de (dados de 12 bacias brasileiras),    onde Qp &eacute; obtido em m<sup>3</sup>/s e A, &aacute;rea da bacia em km<sup>2</sup>    (2). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Pode-se observar dessas equa&ccedil;&otilde;es que o aumento da    vaz&atilde;o m&aacute;xima depende da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo    e da ocupa&ccedil;&atilde;o da bacia pela popula&ccedil;&atilde;o (3). O aumento    relativo pode ser superior a seis vezes com a rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-desenvolvimento. Este aumento ocorre em    detrimento da redu&ccedil;&atilde;o da evapotranspira&ccedil;&atilde;o e do    escoamento subterr&acirc;neo e da redu&ccedil;&atilde;o do tempo de concentra&ccedil;&atilde;o    da bacia. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a20fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>O impacto sobre a qualidade da &aacute;gua &eacute; resultado    do seguinte: (a) polui&ccedil;&atilde;o existente no ar que se precipita junto    com a &aacute;gua; (b) lavagem das superf&iacute;cies urbanas contaminadas com    diferentes componentes org&acirc;nicos e metais; (c) res&iacute;duos s&oacute;lidos    representados por sedimentos erodidos pelo aumento da vaz&atilde;o (velocidade    do escoamento) e lixo urbano depositado ou transportado para a drenagem; (d)    esgoto cloacal que n&atilde;o &eacute; coletado e escoa atrav&eacute;s da drenagem.    A carga de contamina&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s primeiros itens pode ser    superior &agrave; carga resultante do esgoto cloacal sem tratamento. Deve-se    considerar de 90% da carga do escoamento pluvial ocorre na fase inicial da precipita&ccedil;&atilde;o    (primeiros 25 mm). Em Curitiba, na bacia do rio Bel&eacute;m (42 km<sup>2</sup>)    que drena o centro da cidade, com cerca de 60% de &aacute;reas imperme&aacute;veis    mostrou um aumento de seis vezes na vaz&atilde;o m&eacute;dia de inunda&ccedil;&atilde;o    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es rurais (4).    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>DESENVOLVIMENTO URBANO</b> O grande desenvolvimento urbano    no Brasil ocorreu no final dos anos 1960 at&eacute; o final dos anos 1990, quando    o pa&iacute;s passou de 55 % de popula&ccedil;&atilde;o urbana para 76 % (5).    Esta concentra&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o ocorreu principalmente    em grandes metr&oacute;poles com aumento da polui&ccedil;&atilde;o e da freq&uuml;&ecirc;ncia    das inunda&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o    e da canaliza&ccedil;&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos, o aumento da popula&ccedil;&atilde;o    urbana ocorre principalmente na periferia das metr&oacute;poles, ocupando &aacute;reas    de mananciais e de risco de inunda&ccedil;&atilde;o e de escorregamento. Este    processo descontrolado atua diretamente sobre as inunda&ccedil;&otilde;es pela    falta de infra-estrutura e da capacidade que o poder p&uacute;blico possui para    cobrar a legisla&ccedil;&atilde;o. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>MEDIDAS ATUAIS DE CONTROLE</b> A pol&iacute;tica existente    de desenvolvimento e controle dos impactos quantitativos na drenagem se baseia    no conceito de <i>escoar a &aacute;gua precipitada o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel</i>.    Este princ&iacute;pio foi abandonado nos pa&iacute;ses desenvolvidos no in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 1970 (6). A conseq&uuml;&ecirc;ncia imediata dos projetos    baseados neste conceito &eacute; o aumento das inunda&ccedil;&otilde;es a jusante    devido &agrave; canaliza&ccedil;&atilde;o. Na medida em que a precipita&ccedil;&atilde;o    ocorre, e a &aacute;gua n&atilde;o &eacute; infiltrada, este aumento de volume,    da ordem de seis vezes (7), escoa pelos condutos. Para transportar todo esse    volume, &eacute; necess&aacute;rio ampliar a capacidade de condutos e canais    ao longo de todo o seu trajeto dentro da cidade at&eacute; um local onde o seu    efeito de amplia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atinge a popula&ccedil;&atilde;o.    A irracionalidade dos projetos leva a custos insustent&aacute;veis, podendo    chegar a ser dez vezes maior do que o custo de amortecer o pico dos hidrogramas    e diminuir a vaz&atilde;o m&aacute;xima para jusante atrav&eacute;s de uma deten&ccedil;&atilde;o.    Portanto, o paradoxo &eacute; que pa&iacute;ses ricos verificaram que os custos    de canaliza&ccedil;&atilde;o e condutos eram muito altos e abandonaram esse    tipo de solu&ccedil;&atilde;o (in&iacute;cio dos anos 1970), enquanto pa&iacute;ses    pobres adotam sistematicamente essas medidas, perdendo duas vezes: custos muito    maiores e aumento dos preju&iacute;zos. Por exemplo, no rio Tamanduate&iacute;    o custo da canaliza&ccedil;&atilde;o foi de US$ 50 milh&otilde;es/km (com retorno    das inunda&ccedil;&otilde;es), enquanto que no rio Arrudas, em Belo Horizonte,    chegou a US$ 25 milh&otilde;es/km (logo ap&oacute;s sua conclus&atilde;o sofreu    inunda&ccedil;&otilde;es), ambos valores muito elevados. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>CONTROLE MODERNO E SUSTENT&Aacute;VEL</b> As medidas de controle    podem ser classificadas de acordo com o componente da drenagem em medidas:</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>• <i>na fonte:</i> que envolve o controle em n&iacute;vel de lote    ou qualquer &aacute;rea prim&aacute;ria de desenvolvimento;    <br>   • <i>na microdrenagem:</i> medidas adotadas em n&iacute;vel de loteamento    <br>   • <i>na macrodrenagem:</i> solu&ccedil;&otilde;es de controle nos principais    rios urbanos. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>Essas medidas s&atilde;o adotadas de acordo com o est&aacute;gio    de desenvolvimento da &aacute;rea em estudo. As principais medidas sustent&aacute;veis    na fonte t&ecirc;m sido: a deten&ccedil;&atilde;o de lote (pequeno reservat&oacute;rio),    que controla apenas a vaz&atilde;o m&aacute;xima; o uso de &aacute;reas de infiltra&ccedil;&atilde;o    para receber a &aacute;gua de &aacute;reas imperme&aacute;veis e recuperar a    capacidade de infiltra&ccedil;&atilde;o da bacia; os pavimentos perme&aacute;veis.    Estas duas &uacute;ltimas medidas minimizam tamb&eacute;m os impactos da polui&ccedil;&atilde;o.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>As medidas de micro e macrodrenagem s&atilde;o as deten&ccedil;&otilde;es    e reten&ccedil;&otilde;es. As deten&ccedil;&otilde;es s&atilde;o reservat&oacute;rios    urbanos mantidos secos com uso do espa&ccedil;o integrado &agrave; paisagem    urbana, enquanto que as reten&ccedil;&otilde;es s&atilde;o reservat&oacute;rios    com l&acirc;mina de &aacute;gua utilizados n&atilde;o somente para controle    do pico e volume do escoamento, como tamb&eacute;m da qualidade da &aacute;gua.    Atualmente, a maior dificuldade no projeto e implementa&ccedil;&atilde;o dos    reservat&oacute;rios &eacute; a quantidade de lixo transportada pela drenagem    que obstrui a entrada dos reservat&oacute;rios. Os volumes necess&aacute;rios    para o amortecimento devido &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o (alta impermeabiliza&ccedil;&atilde;o)    s&atilde;o da ordem de 420 a 470 m<SUP>3</sup>/ha (8). Considerando uma profundidade    m&eacute;dia de 1,5 m, a &aacute;rea necess&aacute;ria &eacute; da ordem de    3% da &aacute;rea total da bacia de drenagem urbanizada. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA</b> Para implementar medidas    sustent&aacute;veis na cidade &eacute; necess&aacute;rio desenvolver o Plano    Diretor de Drenagem Urbana. O Plano se baseia em princ&iacute;pios onde os principais    s&atilde;o os seguintes: (a) os novos desenvolvimentos n&atilde;o podem aumentar    a vaz&atilde;o m&aacute;xima de jusante; (b) o planejamento e controle dos impactos    existentes devem ser elaborados considerando a bacia como um todo; (c) o horizonte    de planejamento deve ser integrado ao Plano Diretor da cidade; (d) o controle    dos efluentes deve ser avaliado de forma integrada com o esgotamento sanit&aacute;rio    e os res&iacute;duos s&oacute;lidos. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O Plano Diretor deve ser desenvolvido utilizando medidas n&atilde;o-estruturais    (principalmente a legisla&ccedil;&atilde;o) para os novos desenvolvimentos (loteamentos    e lotes) e medidas estruturais por sub-bacia urbana da cidade. Neste &uacute;ltimo    caso, s&atilde;o projetadas as medidas para evitar os impactos j&aacute; existentes    na bacia para um horizonte de desenvolvimento econ&ocirc;mico e para um risco    de projeto. Geralmente, a combina&ccedil;&atilde;o de deten&ccedil;&atilde;o    (ou reten&ccedil;&atilde;o) com a amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade de escoamento    que minimize o custo, tem sido adotada. O custo de uma deten&ccedil;&atilde;o    urbana aberta &eacute; da ordem de R$110/m<SUP>3</sup>, enquanto que numa deten&ccedil;&atilde;o    fechada o custo aumenta em sete vezes. A alternativa de deten&ccedil;&atilde;o    fechada s&oacute; deve ser adotada quando fisicamente n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    o uso de uma deten&ccedil;&atilde;o aberta. O aumento de escoamento por condutos    ou canais &eacute; utilizado apenas para compatibilizar os locais de amortecimento,    pois seu custo &eacute; ainda superior aos anteriores. Para &aacute;reas muito    densificadas o custo m&eacute;dio das medidas estruturais &eacute; da ordem    de R$ 1,5 – 2 milh&otilde;es/km<SUP>2</sup>, reduzindo para menos de R$ 1 milh&atilde;o    em &aacute;reas onde, em parte, &eacute; poss&iacute;vel utilizar medidas n&atilde;o-estruturais.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A principal medida n&atilde;o-estrutural &eacute; a legisla&ccedil;&atilde;o    para controle dos futuros desenvolvimentos. Essa legisla&ccedil;&atilde;o pode    ser incorporada no Plano Diretor Urbano ou em decretos municipais espec&iacute;ficos.    A prefeitura de Porto Alegre introduziu no Plano Diretor Urbano e Ambiental    artigo que obriga aos novos empreendedores a amortecer o aumento da vaz&atilde;o    em fun&ccedil;&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o. Foi proposto um artigo    de lei para o controle na fonte (desenvolvimento dos lotes) que induz o usu&aacute;rio    ao uso das medidas na fonte (8). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> Os preju&iacute;zos devidos &agrave;s    inunda&ccedil;&otilde;es na drenagem urbana nas cidades brasileiras t&ecirc;m    aumentado exponencialmente, reduzindo a qualidade de vida e o valor das propriedades.    Este processo &eacute; decorr&ecirc;ncia da urbaniza&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente    impermeabiliza&ccedil;&atilde;o junto com a canaliza&ccedil;&atilde;o do escoamento    pluvial. As obras e o controle p&uacute;blico da drenagem t&ecirc;m sido realizados    por uma vis&atilde;o local e setorizada dos problemas, gerando mais impactos    do que os pr&eacute;-existentes e desperdi&ccedil;ando os parcos recursos existentes    nas cidades. A defasagem t&eacute;cnica dos profissionais e a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o    da transfer&ecirc;ncia de impactos dentro das cidades, o limitado conhecimento    dos decisores sobre o assunto s&atilde;o as principais causas dessas perdas.    O aspecto mais s&eacute;rio desse problema &eacute; que os &oacute;rg&atilde;os    financiadores continuam defasados tecnicamente e n&atilde;o aceitam os investimentos    sustent&aacute;veis, al&eacute;m de muitas escolas de engenharia civil e sanit&aacute;ria    ainda ensinarem solu&ccedil;&otilde;es inadequadas, com graves preju&iacute;zos    para a popula&ccedil;&atilde;o. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Para mudar esse processo &eacute; necess&aacute;rio uma nova gera&ccedil;&atilde;o    de engenheiros, arquitetos e projetistas e a atualiza&ccedil;&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o    existente, para planejar o espa&ccedil;o de forma mais sustent&aacute;vel. Al&eacute;m    disso, a legisla&ccedil;&atilde;o de controle &eacute; essencial para que os    empreendedores sejam convencidos a adotar as medidas na fonte. </FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><i><b>Carlos E. M. Tucci </b>&eacute; pesquisador do Instituto    de Pesquisas Hidrol&oacute;gicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul    ( UFRGS) e ex-secret&aacute;rio do Fundo Setorial de Recursos H&iacute;dricos,    do Centro de Gest&atilde;o de Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE), com sede em    Bras&iacute;lia.</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></FONT></P>     <!-- ref --><P><FONT SIZE=3>1. Campana, N.; Tucci, C.E.M. "Estimativa de &aacute;rea    imperme&aacute;vel de macrobacias urbanas", <i>Caderno de Recursos H&iacute;dricos</i>    V12 nº2 p19-94. 1994. </FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>2. Tucci, C.E.M. "Par&acirc;metros do Hidrograma Unit&aacute;rio    para bacias urbanas brasileiras". Artigo submetido &agrave; RBRH. 2002.    </FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>3. Leopold, L.B. <i>Hydrology for urban planning - A guide book    on the hydrologic effects on urban land use</i>. USGS circ. 554, 18p. 1968.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>4. Tucci, C.E.M. Estudos Hidrol&oacute;gicos – Hidrodin&acirc;micos    do rio Igua&ccedil;u na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba. Prosan-Suceam    Curitiba 2 volumes. 1996.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>5. FGV. Plano Nacional de Recursos H&iacute;dricos. Funda&ccedil;&atilde;o    Get&uacute;lio Vargas, Secretaria de Recursos H&iacute;dricos, MMA. 1998.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>6. Urbonas, B.; Stahre, P. Stormwater best management practices    and detetion, Prentice Hall, Englewood Cliffs, New Jersey. 450p. 1993.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>7. Tucci, C.E.M. "Coeficiente de escoamento e vaz&atilde;o    m&aacute;xima de bacias urbanas". RBRH V5 nº1 p. 61-68. 2000.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE=3>8. IPH. Plano Diretor de Drenagem Urbana de Porto Alegre, 1ª fase.    Instituto de Pesquisas Hidr&aacute;ulicas. UFGRS. Departamento de Esgotos Pluviais    da PMPA. 2001.</FONT> ]]></body><back>
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