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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a34fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=4><b>V&iacute;deo</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=5><b>M<small>OSTRA RE&Uacute;NE PRODU&Ccedil;&Otilde;ES DESDE </small>1973</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>A hist&oacute;ria dos 30 anos da produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deo    no Brasil come&ccedil;ou a ser contada na exposi&ccedil;&atilde;o paulista,    inaugurada em setembro e em viagem por outras cidades nos pr&oacute;ximos meses.    A mostra foi organizada pelo Ita&uacute; Cultural a partir de 80 trabalhos de    videoartistas, artistas pl&aacute;sticos e cineastas, que encontraram nesse    meio um sistema mais r&aacute;pido e barato de divulgar suas id&eacute;ias e    chegaram a alcan&ccedil;ar, em suas produ&ccedil;&otilde;es, n&iacute;veis de    excel&ecirc;ncia reconhecidos internacionalmente. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O evento <i>Made in Brasil - tr&ecirc;s d&eacute;cadas do v&iacute;deo    brasileiro</i> inclui o lan&ccedil;amento de um livro hom&ocirc;nimo com ensaios    e depoimentos de diversos expoentes da &aacute;rea sobre aspectos relevantes    do g&ecirc;nero. O livro foi organizado por Arlindo Machado, curador da mostra    e ele pr&oacute;prio um dos precursores da produ&ccedil;&atilde;o em v&iacute;deo.    O nome da mostra homenageia a produ&ccedil;&atilde;o de Let&iacute;cia Parente    que, em <i>Marca registrada</i>, de 1974, borda com agulha e linha, na sola    de seu p&eacute;, a frase <i>Made in Brasil</i>.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Para Machado, o tema &eacute; pouco aprofundado no pa&iacute;s    e, apesar de muitas pessoas acreditarem que o v&iacute;deo morreu, est&aacute;    cada vez mais presente nas produ&ccedil;&otilde;es atuais. Surgiu como meio    marginal, exibido em sess&otilde;es quase clandestinas e hoje est&aacute; disseminado    em v&aacute;rias m&iacute;dias. "Na internet encontram-se v&aacute;rios    v&iacute;deos; o que chamamos de cinema digital &eacute;, na verdade, v&iacute;deo,    assim como os projetos de imagem e som que os VJs realizam e as video-instala&ccedil;&otilde;es    que j&aacute; superam o n&uacute;mero de quadros e esculturas nas bienais",    diz ele. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A classifica&ccedil;&atilde;o usual das produ&ccedil;&otilde;es    as distribui em tr&ecirc;s <i>gera&ccedil;&otilde;es</i>: a dos pioneiros, dos    produtores independentes e os atuais. O curador da mostra identifica nas produ&ccedil;&otilde;es    atuais, por&eacute;m, caracter&iacute;sticas dos pioneiros mescladas com a dos    produtores independentes. Assim, na divis&atilde;o que elaborou para a mostra,    preferiu reunir os v&iacute;deos em torno de temas e tamb&eacute;m do tipo de    linguagem predominantes e n&atilde;o por gera&ccedil;&otilde;es.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Os trabalhos foram divididos em dez sess&otilde;es, das quais    cinco s&atilde;o apresentadas na mostra. Para cada um desses temas, Machado    escolheu um conjunto de trabalhos. Ele comenta que a primeira, que recebeu o    nome de <i>O corpo e a c&acirc;mera</i>, representa o confronto entre a c&acirc;mera    e o artista; outra &eacute; <i>Desconstru&ccedil;&atilde;o do Brasil</i>, na    qual se situam os trabalhos de cunho documental, onde a quest&atilde;o social    e pol&iacute;tica est&atilde;o presentes com um vi&eacute;s diferente daquele    apresentado pelo cinema tradicional; outra &eacute; <i>The bit generation</i>,    que re&uacute;ne os trabalhos que contam com mais elementos da computa&ccedil;&atilde;o,    presentes nas produ&ccedil;&otilde;es atuais. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a34fig02.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Fernando Cochiarale conta que sua &uacute;ltima experi&ecirc;ncia    como artista pl&aacute;stico foi o v&iacute;deo <i>Chuva</i>, de 1980. Hoje,    como cr&iacute;tico de arte e curador do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio,    lembra como foi produzido esse curta de pouco menos de um minuto. "Era    um monitor de TV ligado, mas fora do ar, para fazer aquele chuvisco. Eu recortei    a silhueta de v&aacute;rios bonequinhos de guarda-chuva, preguei-os numa ripa    de uns tr&ecirc;s metros, botei duas cadeiras em frente do televisor, de forma    que a ripa ficou apoiada nessas duas cadeiras; eu puxava a ripa de um lado,    e a Let&iacute;cia Parente puxava do outro, de modo que os bonequinhos passavam    na frente desse fundo da televis&atilde;o. Era s&oacute; isso". Cocchiarale    participou das primeiras experi&ecirc;ncias feitas no Brasil em 1974. Seu primeiro    v&iacute;deo foi <i>You are time</i> (<i>Voc&ecirc; &eacute; tempo</i>), criado    para uma exposi&ccedil;&atilde;o nos EUA.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Outro realizador que tem uma produ&ccedil;&atilde;o na mostra,    Caco Pereira de Souza dirigiu, com Kiko Goifman, o v&iacute;deo <i>Tereza</i>,    em 1992, o mais premiado no ano seguinte. Para ele, &eacute; muito bom recuperar    essa hist&oacute;ria em livro e na mostra, pois as pessoas conhecem pouco do    que j&aacute; foi produzido e t&ecirc;m dificuldade de acesso a essa produ&ccedil;&atilde;o.    Souza acrescenta que, na &eacute;poca, o problema de distribui&ccedil;&atilde;o    do v&iacute;deo era muito mais s&eacute;rio do que hoje, quando se conta com    o Canal Brasil, a TV Cultura e o canal do Minist&eacute;rio da Cultura, exibindo    algumas dessas produ&ccedil;&otilde;es. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Souza, assim como Fernando Meirelles e Sandra Kogut, tamb&eacute;m    participantes da mostra, est&aacute; enveredando para o cinema, com o longa-metragem    <i>Quatrocentos por um</i>, fic&ccedil;&atilde;o baseada no livro hom&ocirc;nimo    de William Lima da Silva sobre a forma&ccedil;&atilde;o do Comando Vermelho.    Para ele, a tecnologia digital &eacute; uma alternativa mais barata para as    pessoas produzirem cinema. Essa &eacute; raz&atilde;o de v&aacute;rios filmes    feitos para cinema, como o <i>Edif&iacute;cio Master</i>, de Eduardo Coutinho,    serem realizados em v&iacute;deo e depois transferidos para pel&iacute;cula.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>PRODU&Ccedil;&Atilde;O DE MESTRADO</b> O v&iacute;deo <i>Tereza</i>    faz parte do trabalho de mestrado de Kiko Goifman, <i>Valetes em slow motion</i>,    desenvolvido no Departamento de Multimeios da Unicamp e tem como id&eacute;ia    central mostrar a rela&ccedil;&atilde;o de tempo e espa&ccedil;o no cotidiano    de um pres&iacute;dio, al&eacute;m da conviv&ecirc;ncia entre os presos e os    seus c&oacute;digos. Os diretores se valeram da manipula&ccedil;&atilde;o da    imagem para refor&ccedil;ar as declara&ccedil;&otilde;es e a pr&oacute;pria    situa&ccedil;&atilde;o em que vivem os presos. Usaram, por exemplo, a sobreposi&ccedil;&atilde;o    de imagens para representar a simultaneidade dos acontecimentos dentro de um    pres&iacute;dio.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A sele&ccedil;&atilde;o completa de Machado est&aacute; dispon&iacute;vel    no Instituto Ita&uacute; Cultural, tamb&eacute;m respons&aacute;vel pela edi&ccedil;&atilde;o    do livro. Os v&iacute;deos podem ser solicitados por quem quiser exibi-los.    Em outubro, a mostra estar&aacute; em Recife, na Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim    Nabuco, em novembro, em Fortaleza, no Centro Drag&atilde;o do Mar de Arte e    Cultura e, em dezembro, segue para Belo Horizonte, mas sem local definido.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3><b><i>Simone Pallone</i></b></FONT></P>     ]]></body>
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