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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acervo de fotos inéditas de D. Pedro II "vem à luz "]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <P><FONT SIZE=4><b>Viagens do imperador</b></FONT></P>     <P><FONT SIZE=5><b>A<small>CERVO DE FOTOS IN&Eacute;DITAS DE</small> D. P<small>EDRO</small> II "<small>VEM &Agrave;    LUZ </small>"</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Ao deixar o Brasil em 1889 ap&oacute;s a proclama&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica, o imperador D. Pedro II doou &agrave; Biblioteca Nacional    do Rio de Janeiro seu acervo pessoal com cerca de 25 mil fotografias. Mais de    cem anos depois, em 1990, a divis&atilde;o de iconografia da biblioteca iniciou    um trabalho de identifica&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o das imagens,    tendo como apoio nessa empreitada o Instituto Cultural Banco Santos. Parte desse    acervo, com 220 fotos e retratos pintados a &oacute;leo pertencentes &agrave;    fam&iacute;lia real, integram a exposi&ccedil;&atilde;o <i>De volta &agrave;    luz</i>, na sede do Banco Santos, na capital paulista, onde fica at&eacute;    31 de outubro, viajando posteriormente por algumas cidades brasileiras, num    roteiro ainda em elabora&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>Al&eacute;m de ser o primeiro brasileiro a tirar uma fotografia    na primeira metade do s&eacute;culo XIX, com o rec&eacute;m-inventado aparelho    de daguerreotipia, o imperador D. Pedro II instituiu no Brasil o t&iacute;tulo    de "Photographo da Casa Imperial", concedido a partir de 1851 aos    melhores fot&oacute;grafos do pa&iacute;s, uma iniciativa que precedeu em dois    anos a da rainha Victoria, que fez o mesmo na Inglaterra. Sempre acompanhava    o imperador em sua comitiva um especialista em temas locais e um fot&oacute;grafo    para registrarem suas viagens. </FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a35fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Tais registros nunca antes haviam sido expostos em uma mostra    para o p&uacute;blico, e estiveram longe do contato com a luz desde o fim da    monarquia. "Por isso o nome <i>De volta &agrave; luz</i>, que traz em si    a id&eacute;ia de que as fotos n&atilde;o s&atilde;o apenas achados, mas imagens    de grande relev&acirc;ncia e valor em seu tempo, e nos permite capturar a impress&atilde;o    de um passado que nos moldou", diz Marcello Dantas, respons&aacute;vel    pela concep&ccedil;&atilde;o, desenho e montagem da exposi&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O primeiro dos tr&ecirc;s m&oacute;dulos da mostra re&uacute;ne    fotografias, documentos e objetos ligados ao c&iacute;rculo familiar do imperador,    pertencentes a cole&ccedil;&otilde;es pessoais de membros da fam&iacute;lia    Orleans e Bragan&ccedil;a. No mezanino est&aacute; o segundo m&oacute;dulo,    com dez pain&eacute;is de vidro que trazem textos informativos e proje&ccedil;&otilde;es    digitais de cole&ccedil;&otilde;es do imperador, mostrando seu interesse pela    ci&ecirc;ncia e por novos inventos, como o aparelho de daguerreotipia. Em 1840,    com apenas 14 anos e prestes a ter sua maioridade antecipada para que pudesse    assumir o Imp&eacute;rio, ele foi o primeiro brasileiro a adquirir o aparelho,    que conheceu em uma demonstra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no centro da Rio,    feita pelo abade franc&ecirc;s Louis Compte. Essa parte da mostra tamb&eacute;m    conta um pouco da hist&oacute;ria da fotografia no s&eacute;culo XIX e o processo    de recupera&ccedil;&atilde;o das fotografias que inspiraram o nome da mostra.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>As estrelas da exposi&ccedil;&atilde;o, batizadas de "enroladinhas",    est&atilde;o no terceiro m&oacute;dulo. Ficaram armazenadas em caixas met&aacute;licas    de flandres, por mais de um s&eacute;culo, nos arquivos da Biblioteca Nacional.    Joaquim Mar&ccedil;al, chefe da Divis&atilde;o de Iconografia da Biblioteca    Nacional e um dos curadores da exposi&ccedil;&atilde;o, explica que tais imagens    s&atilde;o c&oacute;pias fotogr&aacute;ficas em papel albuminado. Na metade    do s&eacute;culo XIX, desenvolveu-se uma t&eacute;cnica que consistia em depositar    uma folha de papel de baixa gramatura em uma bacia com albumina, prote&iacute;na    extra&iacute;da da clara do ovo, deixando o papel brilhante e liso. O contato    do papel albuminado com a solu&ccedil;&atilde;o de nitrato de prata usada na    revela&ccedil;&atilde;o de fotografias tornava a imagem mais rica em contraste.    "Com o passar do tempo, a rea&ccedil;&atilde;o entre a emuls&atilde;o &agrave;    base de albumina e o papel fotogr&aacute;fico fez com que as fotografias ficassem    enroladas - da&iacute; o nome "enroladinhas". Por&eacute;m, como as    caixas se mantiveram fechadas, ao abrigo da luz e da umidade, a qualidade das    imagens se manteve intacta", conta Mar&ccedil;al.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3><b><i>Rodrigo Cunha</i></b></FONT></P>     <P align="right"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a35fig02.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a35fig03.gif"></P>      ]]></body>
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