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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">GEOCI&Ecirc;NCIAS</font></p>     <p><font size="4"><b>Profissionais querem humanizar atividade </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O estudo das geoci&ecirc;ncias deve aproximar-se da realidade    das pessoas, conscientizando-as da import&acirc;ncia das pesquisas geol&oacute;gicas    para o seu progresso e bem-estar. Essa foi uma das decis&otilde;es da reuni&atilde;o    anual da Comiss&atilde;o de Geoci&ecirc;ncias para a Planifica&ccedil;&atilde;o    Ambiental (IUGS-Cogeoenvironment)ocorrida em setembro passado em Vilna, capital    da Litu&acirc;nia. A discuss&atilde;o foi provocada pelo presidente da entidade,    Edouard Mulder, e ganhou for&ccedil;as com a proposta de declarar 2005 como    o Ano Internacional do Planeta Terra. &quot;A id&eacute;ia &eacute; vincular    as geoci&ecirc;ncias aos programas de desenvolvimento&quot;, explica Bernardino    Figueiredo, do Instituto de Geoci&ecirc;ncias da Universidade Estadual de Campinas    (Unicamp), que representou o Brasil e Am&eacute;rica Latina na reuni&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A pesquisadora Joy Jacqueline Pereira, da Universidade Kebangsann    da Mal&aacute;sia, em seu artigo em parceria com o pesquisador Ibrahim Kommo,    destaca a necessidade de os ge&oacute;logos se conscientizarem de que suas pesquisas    t&ecirc;m a&ccedil;&atilde;o direta na qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento    industrial. &quot;A implementa&ccedil;&atilde;o de atividades para o desenvolvimento    industrial pode ser classificada em tr&ecirc;s principais n&iacute;veis hier&aacute;rquicos:    pol&iacute;tica de desenvolvimento, planejamento urbano e regional e implementa&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. As geoci&ecirc;ncias desempenham papel    importante nesses tr&ecirc;s n&iacute;veis&quot;.</font></p>     <p><font size="3">Para o pesquisador brasileiro, o assunto atraiu a aten&ccedil;&atilde;o    imediata, mas &eacute; preciso amadurecer a discuss&atilde;o. &quot;Os ge&oacute;logos    tendem a se comportar diante do tema de acordo com a realidade de seus pa&iacute;ses.    A do Brasil, hoje, &eacute; de apoiar as geoci&ecirc;ncias mais voltadas para    a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas da sociedade, mas essa n&atilde;o &eacute;    a realidade de outras na&ccedil;&otilde;es&quot;, completa.</font></p>     <p><font size="3">As aplica&ccedil;&otilde;es dessa &aacute;rea extrapolam quest&otilde;es    m&eacute;dicas e ambientais. &quot;Existem os riscos geol&oacute;gicos das grandes    cidades, como inunda&ccedil;&otilde;es e deslizamentos, a quest&atilde;o dos    recursos h&iacute;dricos e a busca de recursos minerais e energ&eacute;ticos,    como petr&oacute;leo, carv&atilde;o e g&aacute;s. O acesso a esses recursos    &eacute; fundamental para o desenvolvimento dos outros setores industriais&quot;,    diz Figueiredo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a06fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>VALE DO RIBEIRA</b> O assunto j&aacute; tem um exemplo pr&aacute;tico    em andamento no Brasil. Trata-se da pesquisa realizada no Vale do Ribeira por    v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es para analisar a contamina&ccedil;&atilde;o    ambiental e humana por ars&ecirc;nio e outros metais pesados, que tem um car&aacute;ter    &quot;bastante humanit&aacute;rio&quot;, considera Figueiredo. Al&eacute;m de    produzir um atlas de zoneamento geoambiental da regi&atilde;o, sugere alternativas    de desenvolvimento econ&ocirc;mico e a&ccedil;&otilde;es amig&aacute;veis com    o meio ambiente.</font></p>     <p><font size="3">A pesquisa no Vale do Ribeira quer, tamb&eacute;m, alertar as    popula&ccedil;&otilde;es e autoridades sobre a import&acirc;ncia de se prever    os efeitos da exposi&ccedil;&atilde;o ao ars&ecirc;nio, atrav&eacute;s de estudos    de diagn&oacute;sticos em determinadas regi&otilde;es, do conhecimento de fontes    especiais e identifica&ccedil;&atilde;o das vias de contamina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><I>Gabriela Di Giulio</I></font></p>      ]]></body>
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