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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">C&Eacute;LULAS-TRONCO</font></p>     <p><font size="4"><b>Investimentos para os bancos de sangue </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> O primeiro transplante de medula &oacute;ssea utilizando sangue    de cord&atilde;o umbilical foi realizado em 1989, na Fran&ccedil;a, pela m&eacute;dica    Eliane Gluckman, no Hospital Saint Louis. Essa t&eacute;cnica, relativamente    simples em compara&ccedil;&atilde;o a um transplante de medula convencional,    consiste em injetar c&eacute;lulas de cord&atilde;o umbilical em um procedimento    muito parecido com uma transfus&atilde;o de sangue. Uma vez presentes na corrente    sangu&iacute;nea, o destino dessas c&eacute;lulas &eacute; a medula &oacute;ssea,    &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o de sangue    no corpo humano, onde se reproduzir&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">No Brasil, o pioneiro no uso dessa t&eacute;cnica foi o Servi&ccedil;o    de Transplante de Medula &Oacute;ssea (SMTO) da Universidade Estadual de Campinas    (Unicamp), em 1998. A diretora do servi&ccedil;o de transfus&atilde;o do Hemocentro    da Unicamp, Angela Cristina Malheiros Luzo, aprendeu na Fran&ccedil;a a nova    t&eacute;cnica e explica que as c&eacute;lulas do cord&atilde;o umbilical s&atilde;o    &quot;c&eacute;lulas imaturas&quot;, incapazes ainda de saber que tipo de c&eacute;lulas    v&atilde;o se tornar e, portanto, podem se transformar em linhagens capazes    de substituir c&eacute;lulas destru&iacute;das em fun&ccedil;&atilde;o de tratamentos    quimioter&aacute;picos, por exemplo.</font></p>     <p><font size="3">Angela tra&ccedil;a um perfil hist&oacute;rico da evolu&ccedil;&atilde;o    da t&eacute;cnica de transplante onde mostra que, h&aacute; 30 anos, a &uacute;nica    fonte de c&eacute;lulas-m&atilde;e era a medula &oacute;ssea. Esse &eacute;    um processo doloroso, que retira c&eacute;lulas de dentro da medula, que &eacute;    um tecido esponjoso localizado no &quot;tutano&quot;, dentro do osso. Na d&eacute;cada    de 1980, pesquisas revelaram existir uma nova fonte chamada c&eacute;lulas-m&atilde;e    perif&eacute;ricas que, apesar de tamb&eacute;m provenientes da medula, s&atilde;o    retiradas diretamente da corrente sangu&iacute;nea. &quot;Utilizamos fatores    estimulantes que aumentam a produ&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas-troncos,    que saem da medula e seguem para a corrente sangu&iacute;nea&quot;, afirma a    diretora.</font></p>     <p><font size="3"><b>COMPATIBILIDADE</b> O fator fundamental que torna o transplante    de c&eacute;lulas de cord&atilde;o umbilical um avan&ccedil;o enorme no tratamento    de pessoas portadoras de leucemia e doen&ccedil;as do sangue, &eacute; o grau    de compatibilidade. No transplante de medula &oacute;ssea convencional &eacute;    necess&aacute;rio que a compatibilidade entre doador e receptor seja de 100%;    para o sangue de cord&atilde;o umbilical, esse percentual cai para 70%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a14fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Existe um problema, que &eacute; a quantidade de sangue que    &eacute; extra&iacute;do do cord&atilde;o umbilical. De acordo com a m&eacute;dica,    &eacute; poss&iacute;vel retirar entre 100 a 150 ml de sangue, quantidade suficiente    para atender um paciente que tenha, no m&aacute;ximo, 50kg. Nesse patamar, pode-se    considerar que apenas crian&ccedil;as est&atilde;o sendo atendidas pelo m&eacute;todo    de sangue de cord&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Um conv&ecirc;nio existente entre a Unicamp e o Centro Infantil    Boldrini, que atende crian&ccedil;as portadoras de c&acirc;ncer, possibilita    que o sangue de cord&atilde;o seja utilizado em transplantes, principalmente    quando s&atilde;o irm&atilde;os.</font></p>     <p><font size="3">Vit&oacute;ria Pinheiro, hematologista do Centro Boldrini, explica    que casos nos quais a m&atilde;e ter&aacute; um segundo filho e o primeiro filho    j&aacute; teve c&acirc;ncer diagnosticado e tratado, no ato do parto &eacute;    colhido o sangue de cord&atilde;o para que, caso seja necess&aacute;rio no futuro,    essa crian&ccedil;a possa usufruir do seu pr&oacute;prio sangue de cord&atilde;o,    aumentando as chances de recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Jeverson Barbieri</i></font></p>      ]]></body>
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