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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a15img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">M&Eacute;XICO</font></p>     <p><font size="4"><b>Jogo de pelota e sacrif&iacute;cio humano </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os estudos mais recentes sobre as culturas maias e astecas t&ecirc;m    aberto novas perspectivas para as interpreta&ccedil;&otilde;es do significado    dos rituais de sacrif&iacute;cio humano. Esse &eacute; o tema de capa da revista    <i>Arqueologia Mexicana</i>, n&uacute;mero 63, na edi&ccedil;&atilde;o de setembro/outubro    de 2003 (<a href="http://www.arqueomex.com">http://www.arqueomex.com</a>). Trata-se    de uma publica&ccedil;&atilde;o da Editora Ra&iacute;ces, que j&aacute; dedicou    outras edi&ccedil;&otilde;es especiais ao assunto. </font></p>     <p><font size="3"><b>SACRIF&Iacute;CIOS</b> Um dos artigos da revista tenta compreender    a ideologia do sacrif&iacute;cio humano, cujo significado est&aacute; baseado    na no&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vida. O autor Michel Graulich, diretor de    estudos religiosos na Escola de Altos Estudos de Paris, explica que na sociedade    maia todos aqueles que deviam, pagavam com o auto-sacrif&iacute;cio, ou com    o pr&oacute;prio sangue. Havia outros momentos em que se praticava o sacrif&iacute;cio    humano em virtude de fen&ocirc;menos c&oacute;smicos, como eclipses, secas ou    inunda&ccedil;&otilde;es, com oferendas aos deuses e imola&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Existem registros das diferentes pr&aacute;ticas do sacrif&iacute;cio,    que muitas vezes est&atilde;o associadas aos modelos m&iacute;ticos: as mais    comuns eram a extra&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o e a decapita&ccedil;&atilde;o,    pelo fogo, enterrando a v&iacute;tima viva ou a extra&ccedil;&atilde;o das entranhas.    Em algumas ocasi&otilde;es, podiam ser combinados dois ou tr&ecirc;s m&eacute;todos    de sacrif&iacute;cio dependendo do ritual. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a16fig01.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> Outro sacrif&iacute;cio recorrente era sangrar-se em oferenda    a divindades e a outras for&ccedil;as c&oacute;smicas para manter o equil&iacute;brio    do universo.</font></p>     <p><font size="3"><b>JOGO DE PELOTA</b> Em outro artigo da revista, o antrop&oacute;logo    David Stuart, da Universidade de Harvard, relaciona o sacrif&iacute;cio humano    com o esporte, argumentando que existia uma simbologia importante relacionada    com o jogo de pelota, uma atividade esportiva datada de 1400 a 1250 a.C., que    influenciou algumas modalidades esportivas conhecidas. Existem mais de 1,5 mil    campos do jogo de bola at&eacute; hoje no M&eacute;xico, o que evidencia seu    papel importante na hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Central.</font></p>     <p><font size="3">O jogo de pelota reservava aos perdedores o sacrif&iacute;cio;    o vencido seria honrado com a morte. Para a civiliza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-hisp&acirc;nica,    a morte por sacrif&iacute;cio perpetuava a vida. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a16fig02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REGRAS DO JOGO</b> A disputa ocorre entre duas equipes: de    um a sete jogadores se enfrentam em um campo dividido em dois, em formato de    I, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma bola feita de lavas de vulc&atilde;o.    A bola somente pode ser golpeada com o antebra&ccedil;o, ombro, costas e gl&uacute;teos.    Os jogadores se atiram ao solo para tocar a bola, e esta deve passar por dentro    de um arco, localizado no alto dos edif&iacute;cios (monumentos). O jogo &eacute;    r&aacute;pido e perigoso, pois a bola &eacute; rebatida com muita for&ccedil;a    e velocidade. Esse jogo milenar ainda &eacute; praticado pelo povo mexicano,    com algumas altera&ccedil;&otilde;es nas regras e na estrutura da bola e vestimentas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Vera Toledo de Camargo</i></font></p>     ]]></body>
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