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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a15img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">PESQUISA</font></p>     <p><font size="4"><b>Esquizofrenia e transtorno bipolar </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Especula&ccedil;&otilde;es sobre a descoberta da cura da esquizofrenia    povoaram a m&iacute;dia nos &uacute;ltimos meses de 2003, como decorr&ecirc;ncia    de uma apressada interpreta&ccedil;&atilde;o do artigo publicado pela revista    m&eacute;dica <I>The Lancet</I>, em setembro passado. Ele abordava os resultados    do grupo de pesquisa coordenado por Sabine Bahn, na Universidade de Cambridge,    que encontrou origem gen&eacute;tica semelhante entre a esquizofrenia e o dist&uacute;rbio    bipolar. Um dos efeitos da not&iacute;cia foi levar muitos pacientes aos consult&oacute;rios,    buscando &quot;alterar&quot; o gene defeituoso para ficarem livres da doen&ccedil;a,    diz o psiquiatra Jos&eacute; Alexandre Crippa, pesquisador do grupo de estudo    em esquizofrenia da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto, da Universidade    de S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p><font size="3">No artigo, a cientista Sabine Bahn deixa bem claro que &quot;nosso    estudo oferece fortes evid&ecirc;ncias de que esses dist&uacute;rbios mentais    est&atilde;o associados &agrave; inefic&aacute;cia da produ&ccedil;&atilde;o    de mielina pelo organismo&quot;. Para Crippa, a conclus&atilde;o da pesquisa    n&atilde;o torna autom&aacute;tica a descoberta da cura, como muitas mat&eacute;rias    induziram a concluir. Na pesquisa, Sabine e sua equipe chegaram a essa conclus&atilde;o    ap&oacute;s examinarem os c&eacute;rebros de tr&ecirc;s grupos de pessoas: 15    portadores de esquizofrenia, 15 sadios e 15 com dist&uacute;rbio bipolar. Analisando,    nos tr&ecirc;s grupos, o funcionamento dos genes associados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    da subst&acirc;ncia mielina, que protege os neur&ocirc;nios, permitindo que    os impulsos el&eacute;tricos sejam transmitidos devidamente no c&eacute;rebro,    os cientistas descobriram que eles eram menos ativos tanto nos pacientes com    esquizofrenia como naqueles com dist&uacute;rbio bipolar. </font></p>     <p><font size="3"><b>DIAGN&Oacute;STICO </b>A esquizofrenia &eacute; um transtorno    mental que atinge quase 1% da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Os primeiros    sintomas costumam ocorrer na adolesc&ecirc;ncia ou in&iacute;cio da vida adulta.</font></p>     <p><font size="3">Atualmente, diversos grupos no Brasil estudam suas causas, que    ainda n&atilde;o s&atilde;o conhecidas. N&atilde;o existe cura para a doen&ccedil;a.    Estudos detectaram uma base gen&eacute;tica, com maior chance de ocorrer em    mais de uma pessoa da mesma fam&iacute;lia. J&aacute; se sabe, tamb&eacute;m,    que fatores ambientais como infec&ccedil;&atilde;o ou trauma intra-uterino,    no parto ou ap&oacute;s o nascimento podem estar relacionados ao transtorno.    Os exames que visualizam o c&eacute;rebro, como tomografia computadorizada e    resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, t&ecirc;m mostrado, em pacientes com esquizofrenia,    altera&ccedil;&otilde;es em estruturas cerebrais.</font></p>     <p><font size="3">Embora distintos, os transtornos de esquizofrenia e o dist&uacute;rbio    bipolar apresentam alguns pontos em comum. Ambos parecem ter uma base gen&eacute;tica    e v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es comuns em estruturas cerebrais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><I>L&uacute;cia Cunha Ortiz</I></font></p>      ]]></body>
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