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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a19img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size=5>S<SMALL>ITUA&Ccedil;&Atilde;O DAS NEUROCI&Ecirc;NCIAS    NO</SMALL> B<SMALL>RASIL</SMALL></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>D<SMALL>ISCIPLINAS</SMALL> B<SMALL>&Aacute;SICAS</SMALL></b></font></p>     <p><FONT size="3"><b>Dora Fix Ventura </b></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> &aacute;rea de neuroci&ecirc;ncias    tem s&oacute;lida tradi&ccedil;&atilde;o em nosso pa&iacute;s. A partir das    d&eacute;cadas de 40 e 50 do s&eacute;culo XX houve grande impulso a essa &aacute;rea    com Aristides Pacheco Le&atilde;o e Hiss Martins Ferreira estudando o fen&ocirc;meno    de depress&atilde;o cortical alastrante na UFRJ, Carlos Diniz isolando e caracterizando    o veneno de escorpi&atilde;o na UFMG, e Miguel Covian estabelecendo um grupo    de pesquisa em eletrofisiologia do sistema nervoso na USP de Ribeir&atilde;o    Preto. </font></p>     <p> <font size="3"> Nos anos 60-70 outros grupos juntaram-se a estes: Carlos Eduardo    Rocha Miranda e Eduardo Oswaldo Cruz fundaram seus laborat&oacute;rios para    o estudo do sistema visual na UFRJ; C&eacute;sar Timo Iaria iniciou trabalhos    no controle neural do metabolismo e em mecanismos de aten&ccedil;&atilde;o e    sono na USP; Elisaldo Ara&uacute;jo Carlini criou um grupo de psicofarmacologia    na Escola Paulista de Medicina; e psic&oacute;logos experimentais e et&oacute;logos,    em torno de Carolina Bori e Walter H. A. Cunha, come&ccedil;aram a trabalhar    na USP e na UNB. Essas origens se refletem nos grupos de neuroci&ecirc;ncias    que existem hoje. </font></p>     <p><font size="3">Os principais grupos de neuroci&ecirc;ncias representados no    Brasil (ver <a href="/img/revistas/cic/v56n1/a19fig01.gif">tabela</a>) dedicam-se a pesquisa    sobre: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">• Mem&oacute;ria em ser humano e em modelos animais no Centro    de Mem&oacute;ria do Departamento de Bioqu&iacute;mica da UFRGS, no Instituto    de Bioci&ecirc;ncias da USP, nos Departamentos de Psicobiologia e de Fisiologia    da Unifesp, e no Departamento de Psicologia da USP de Ribeir&atilde;o Preto.    Estes grupos integram neuroqu&iacute;mica, fisiologia, farmacologia, neuroimagem    e comportamento para estudar como animais adquirem, armazenam e recuperam informa&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     <p><font size="3">• Ansiedade e depress&atilde;o, conduzida principalmente pelo    grupo do Departamento de Psicobiologia da FFCLRP da USP de Ribeir&atilde;o Preto    focalizando o papel da serotonina na modula&ccedil;&atilde;o das respostas de    medo e ansiedade em modelos animais e no ser humano. Os trabalhos b&aacute;sicos    do grupo constitu&iacute;ram refer&ecirc;ncia para toda uma gera&ccedil;&atilde;o    de drogas seroton&eacute;rgicas. Com o mesmo tipo de metodologia, outros aspectos    de ansiedade e estados emocionais, como a depress&atilde;o, t&ecirc;m sido estudados    pelo grupo do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, na Unicamp e no Departamento    de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP. Outros aspectos    da psicofarmacologia s&atilde;o estudados por grupos do Departamento de Farmacologia    nas universidades federais do Esp&iacute;rito Santo, Paran&aacute;, Rio Grande    do Norte e Santa Catarina. </font></p>     <p><font size="3">• Etologia, conduzida pelo Departamento de Psicologia Experimental    do Instituto de Psicologia da USP, pela Unicamp, pelo Departamento de Zoologia    da UFMG e pelo Departamento de Psicobiologia da UFRN. </font></p>     <p><font size="3">• Epilepsia, no Departamento de Neurologia da Unifesp, que resultou    na cria&ccedil;&atilde;o de um novo modelo animal de crises epil&eacute;pticas    espont&acirc;neas recorrentes, agora amplamente utilizado em todo o mundo, posteriormente    tamb&eacute;m no de Fisiologia da Unifesp, na FFCLRP da USP, no Departamento    de Fisiologia da UFPR. Epilepsia &eacute; tamb&eacute;m estudada atrav&eacute;s    de an&aacute;lise neuroetol&oacute;gica na FFCLRP da USP de Ribeir&atilde;o    Preto. </font></p>     <p><font size="3">• Sistema visual, incluindo aspectos morfol&oacute;gicos, neuroqu&iacute;micos,    eletrofisiol&oacute;gicos e psicof&iacute;sicos, conta com um dos mais numerosos    conjuntos de pesquisadores. Os estudos em desenvolvimento do sistema visual    e eletrofisiologia e morfologia da vis&atilde;o em primatas, no Departamento    de Neurobiologia do IBCCF da UFRJ, deram origem a outros grupos no CCB da UNB,    nos Departamentos de Fisiologia da UFPA e de Neurobiologia da UFF. Um grupo    de neuroqu&iacute;mica e neurobiologia celular da retina inclui pesquisadores    do IBCCF da UFRJ, neuroimunologia da UFF, ICB da USP e fisiologia da UFPA. Outros    aspectos do funcionamento do sistema visual s&atilde;o estudados no Departamento    de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP, nos Departamentos    de Fisiologia e Histologia do ICB da USP, na Psicobiologia da FFCLRP da USP    de Ribeir&atilde;o Preto e na UFPE. </font></p>     <p><font size="3">• Organiza&ccedil;&atilde;o funcional do sistema nervoso e sua    plasticidade, desde o desenvolvimento, apoptose, regenera&ccedil;&atilde;o e    comportamentos, s&atilde;o t&oacute;picos de pesquisa de grupos muito produtivos    no IBCCF da UFRJ, no ICB da USP, na FFCLRP da USP (Ribeir&atilde;o Preto) e    na UFPA. </font></p>     <p><font size="3">• Sono e cronobiologia s&atilde;o tamb&eacute;m &aacute;reas    de pesquisa muito ativas no Brasil, com grupos na Unifesp, no ICB da USP (S&atilde;o    Paulo) e na UFRN. </font></p>     <p><font size="3">• Doen&ccedil;a mental (s&iacute;ndrome de p&acirc;nico, esquizofrenia,    depress&atilde;o) e patologias neurodegenerativas s&atilde;o estudadas em protocolos    de pacientes no Departamento de Psiquiatria da USP (S&atilde;o Paulo), que tamb&eacute;m    utiliza modelos animais, nos Departamentos de Psiquiatria da Unifesp, de Farmacologia    do ICB da USP (S&atilde;o Paulo) e da UERJ. </font></p>     <p><font size="3">• Engenharia biom&eacute;dica e redes neurais, estudados por    v&aacute;rios grupos no Instituto de F&iacute;sica, na Escola Polit&eacute;cnica    e na Faculdade de Medicina da USP e no; Instituto de F&iacute;sica de S&atilde;o    Carlos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><I><b>Dora Fix Ventura</b> &eacute; psic&oacute;loga do Instituto    de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo(USP).</I> </font></p>      ]]></body>
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