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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a19img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>E<SMALL>XPANS&Atilde;O DE POLIGLUTAMINAS E DOEN&Ccedil;AS NEURODEGENERATIVAS</SMALL></b></font></p>     <p><font size="3"><b>Iscia Lopes Cendes </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>C</font></b>om os avan&ccedil;os recentes    da gen&eacute;tica molecular, genes respons&aacute;veis por diversas doen&ccedil;as    heredit&aacute;rias foram localizados e caracterizados em detalhe. No campo    das doen&ccedil;as neurodegenerativas um grande avan&ccedil;o aconteceu com    a identifica&ccedil;&atilde;o de genes respons&aacute;veis por diferentes patologias.    As doen&ccedil;as neurodegenerativas formam, na verdade, um grupo muito heterog&ecirc;neo    de patologias, compreendendo entidades causadas por uma s&eacute;rie de mecanismos    diferentes. Um desses mecanismos &eacute; a ocorr&ecirc;ncia de muta&ccedil;&otilde;es    din&acirc;micas (1). </font></p>     <p><font size="3">As doen&ccedil;as causadas por muta&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas    come&ccedil;aram a ser identificadas a partir de 1991 com a clonagem do gene    respons&aacute;vel pela s&iacute;ndrome do X-fr&aacute;gil (2). Essas muta&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o caracterizadas por expans&otilde;es de diferentes tipos de seq&uuml;&ecirc;ncia    de trinucleot&iacute;deos que s&atilde;o inst&aacute;veis durante a transmiss&atilde;o    gen&eacute;tica (3). Com todo esse desenvolvimento, as doen&ccedil;as resultantes    de repeti&ccedil;&otilde;es de trinucleot&iacute;deos est&atilde;o entre os    grandes paradigmas da &uacute;ltima d&eacute;cada e at&eacute; o momento, existem    registros de pelo menos 18 doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas resultantes desse    tipo de muta&ccedil;&atilde;o (4).</font></p>     <p><font size="3">Essas doen&ccedil;as s&atilde;o caracterizadas por degenera&ccedil;&atilde;o    em diferentes regi&otilde;es do sistema nervoso central e, conseq&uuml;entemente,    os sintomas ser&atilde;o dependentes das regi&otilde;es acometidas(5). O mecanismo    pelo qual as muta&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas levam a neurodegenera&ccedil;&atilde;o    ainda n&atilde;o &eacute; totalmente compreendido, o que sabemos at&eacute;    o momento &eacute; que indiv&iacute;duos normais possuem os segmentos de trinucleot&iacute;deos    dentro de um limite normal. Por outro lado, os pacientes apresentam esses segmentos    de tamanho aumentado ou &quot;expandido&quot; (3.4). </font></p>     <p><font size="3">Nas doen&ccedil;as monog&ecirc;nicas t&iacute;picas o fen&oacute;tipo,    ou a apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, &eacute; muito similar entre    os doentes, mesmo quando pertencentes a fam&iacute;lias diferentes. Al&eacute;m    disso, a probabilidade de herdar-se uma doen&ccedil;a autoss&ocirc;mica &eacute;    semelhante, quer tenha sido herdada via linhagem materna ou paterna. J&aacute;    nas doen&ccedil;as por muta&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas existe uma tend&ecirc;ncia    ao aparecimento de doen&ccedil;a mais grave e de in&iacute;cio mais precoce    em gera&ccedil;&otilde;es mais recentes, um fen&ocirc;meno chamado de &quot;antecipa&ccedil;&atilde;o&quot;(6).    O entendimento crescente dessas doen&ccedil;as proporcionou explica&ccedil;&otilde;es    moleculares para esse fen&ocirc;meno, j&aacute; que a gravidade do fen&oacute;tipo    &eacute; associada ao comprimento crescente da repeti&ccedil;&atilde;o trinucleot&iacute;dica    (7-9). Al&eacute;m disso, as repeti&ccedil;&otilde;es em cromossomas normais    s&atilde;o est&aacute;veis quando passadas de uma gera&ccedil;&atilde;o a outra;    em contraste, as seq&uuml;&ecirc;ncias expandidas s&atilde;o altamente inst&aacute;veis,    mostrando varia&ccedil;&otilde;es no tamanho quando transmitidas de uma gera&ccedil;&atilde;o    a outra (7-9). Tais repeti&ccedil;&otilde;es expandem mais freq&uuml;entemente    do que contraem em gera&ccedil;&otilde;es sucessivas, proporcionando a base    molecular para a antecipa&ccedil;&atilde;o(7-9). </font></p>     <p><font size="3">As doen&ccedil;as por repeti&ccedil;&atilde;o de trinucleot&iacute;deos    podem ser categorizadas em dois grandes grupos, baseando-se na localiza&ccedil;&atilde;o    das repeti&ccedil;&otilde;es: doen&ccedil;as envolvendo repeti&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o codificadoras (seq&uuml;&ecirc;ncias intr&ocirc;nicas) e doen&ccedil;as    envolvendo repeti&ccedil;&otilde;es dentro da regi&atilde;o codificadora (ex&ocirc;nica),    sendo essas &uacute;ltimas caracterizadas por expans&otilde;es da seq&uuml;&ecirc;ncia    trinucleot&iacute;dica CAG (1,2). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>DOEN&Ccedil;AS POR EXPANS&Atilde;O DE REPETI&Ccedil;&Otilde;ES    CAG</b> Expans&otilde;es de repeti&ccedil;&otilde;es CAG    foram identificadas pela primeira vez no receptor de andr&oacute;geno, em 1991,    associada &agrave; atrofia muscular espino-bulbar (SBMA). A fun&ccedil;&atilde;o    da maioria dos genes envolvidos nestas doen&ccedil;as neurodegenerativas &eacute;    desconhecida e eles n&atilde;o possuem caracter&iacute;sticas comuns ou homologia    com outros genes de fun&ccedil;&atilde;o conhecida (1.2). Conhece-se hoje mais    de uma dezena de doen&ccedil;as neurodegenerativas resultantes da expans&atilde;o    de repeti&ccedil;&otilde;es de CAG sendo as mais comuns: a doen&ccedil;a de    Huntington (HD); ataxia espinocerebelar do tipo 1, 2, 6, 7 e 12 (SCA1, SCA2,    SCA6, SCA7 e SCA12, respectivamente); ataxia espinocerebelar do tipo 3 (SCA3),    tamb&eacute;m conhecida como doen&ccedil;a de Machado-Joseph (DMJ); atrofia    dentato-rubro-palido-luisiana (DRPLA) e SBMA(10-14). Nestas doen&ccedil;as,    os indiv&iacute;duos afetados carregam trechos de CAG anormalmente expandidos    e inst&aacute;veis em regi&otilde;es ex&ocirc;nicas, que codificam trechos expandidos,    em geral maiores que 40 poliglutaminas (poliGln) nas prote&iacute;nas correspondentes    (12-14). Todas essas doen&ccedil;as seguem uma heran&ccedil;a autoss&ocirc;mica    dominante, exceto SBMA que &eacute; ligada ao cromossomo X. T&ecirc;m v&aacute;rias    caracter&iacute;sticas em comum, a principal delas &eacute; que todas s&atilde;o    degenerativas, nas quais a morte neuronal ocorre progressivamente em diferentes    regi&otilde;es do sistema nervoso central(15). Existem muitas evid&ecirc;ncias    sugerindo um mecanismo patog&ecirc;nico comum causador da morte neuronal. Apesar    desse mecanismo ser ainda desconhecido, acredita-se que nessas doen&ccedil;as    ocorra um ganho de fun&ccedil;&atilde;o t&oacute;xica pelas prote&iacute;nas    que cont&ecirc;m trechos de poliGln expandidos(15,16). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a20fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>ESTUDOS DE PROTE&Iacute;NAS CONTENDO POLIGLUTAMINAS</b>    A fun&ccedil;&atilde;o de trechos de poliGln associados a alelos normais, ainda    n&atilde;o &eacute; clara. Uma s&eacute;rie de prote&iacute;nas humanas normais    cont&eacute;m tratos poliGln, entre elas fatores de transcri&ccedil;&atilde;o,    prote&iacute;nas que &quot;ativam&quot; a fun&ccedil;&atilde;o de outros genes    (1.2). &Eacute; poss&iacute;vel que essas seq&uuml;&ecirc;ncias estejam freq&uuml;entemente    presentes em cromossomos humanos normais porque s&atilde;o toleradas dentro    de uma faixa de tamanho normal, mas n&atilde;o porque desempenhem uma fun&ccedil;&atilde;o    cr&iacute;tica(1.2). Muitos estudos t&ecirc;m sido realizados com o intuito    de identificar prote&iacute;nas que interagem com as prote&iacute;nas que cont&ecirc;m    expans&otilde;es de poliGln(17). Duas principais quest&otilde;es levam a essa    busca: i) a primeira diz respeito ao fato de ocorrer perda neuronal espec&iacute;fica    nessas doen&ccedil;as apesar das prote&iacute;nas mutantes serem expressas em    todos os tecidos, mesmo fora do sistema nervoso; ii) a segunda quest&atilde;o    refere-se aos mecanismos moleculares de degenera&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas.    Se alguma das prote&iacute;nas ligantes estiver envolvida em uma via espec&iacute;fica    de morte celular j&aacute; conhecida, isto poderia levar a um m&eacute;todo    de interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica mais r&aacute;pido e espec&iacute;fico    (1,2,14). </font></p>     <p><font size="3">No entanto, apesar de pesquisas intensas na &aacute;rea, at&eacute;    o momento, n&atilde;o existe tratamento espec&iacute;fico para nenhuma delas.    Neste momento, nosso grupo de pesquisa tem procurado estudar o problema pela    an&aacute;lise estrutural das prote&iacute;nas com tratos poliGln, em suas formas    normais e expandidas; assim como na identifica&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas    ligantes espec&iacute;ficas para cada uma delas. Pretendemos com isso colaborar    na elucida&ccedil;&atilde;o dos mecanismos moleculares b&aacute;sicos envolvidos    na neurodegenera&ccedil;&atilde;o induzida pelos tratos expandidos de poliGln.    Acreditamos que essas pesquisas, no futuro, auxiliar&atilde;o no desenvolvimento    de terapias espec&iacute;ficas para tais doen&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><b>Iscia Lopes Cendes</b> &eacute; m&eacute;dica, livre-docente    em gen&eacute;tica m&eacute;dica do Laborat&oacute;rio de Gen&eacute;tica Molecular,    Departamento de Gen&eacute;tica M&eacute;dica, FCM-UNICAMP</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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