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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a19img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>N<SMALL>UTRI&Ccedil;&Atilde;O ADEQUADA: A BASE DO FUNCIONAMENTO    CEREBRAL</SMALL></b></font></p>     <p><font size="3"><b>Rubem Carlos Ara&uacute;jo Guedes, Ana Paula Rocha-de-Melo    e Na&iacute;de Regueira Teod&oacute;sio</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"> <b><font size=5>E</font></b>ste texto pretende demonstrar,    de modo ilustrativo e acess&iacute;vel ao leitor n&atilde;o-especialista, a    relev&acirc;ncia e as implica&ccedil;&otilde;es da id&eacute;ia contida no t&iacute;tulo    acima, bem como informar de que maneira o tema vem sendo investigado pelo nosso    grupo de pesquisa, em Recife. Os diversos sistemas do nosso organismo, como    o sistema cardiovascular, ou o digestivo, dependem, de forma essencial, de uma    nutri&ccedil;&atilde;o adequada para o seu bom desenvolvimento e funcionamento.    Isso &eacute; absolutamente verdadeiro para qualquer sistema org&acirc;nico,    mas tem implica&ccedil;&otilde;es importantes no caso do sistema nervoso e particularmente    das fun&ccedil;&otilde;es do seu &oacute;rg&atilde;o principal, o c&eacute;rebro.    In&uacute;meros estudos em seres humanos (1) e em animais de laborat&oacute;rio    (2,3) t&ecirc;m comprovado essas afirmativas.</font></p>     <p><font size="3"><b>CONCEITOS FUNDAMENTAIS</b> Para o c&eacute;rebro funcionar    eficientemente na vida adulta, requer-se, como condi&ccedil;&atilde;o fundamental,    que ele tenha se desenvolvido de forma adequada no in&iacute;cio da vida. Nos    mam&iacute;feros, o desenvolvimento do c&eacute;rebro come&ccedil;a j&aacute;    na embriog&ecirc;nese e continua durante uma fase relativamente curta da vida    p&oacute;s-natal. Essa fase, em seres humanos, termina ao final dos primeiros    dois a quatro anos de vida. No rato albino, o mam&iacute;fero mais usado para    estudos experimentais sobre o tema, tal fase compreende as tr&ecirc;s primeiras    semanas da vida p&oacute;s-natal, ou seja, o per&iacute;odo do aleitamento.    Nesse per&iacute;odo, o c&eacute;rebro &eacute; mais vulner&aacute;vel &agrave;s    agress&otilde;es do ambiente, inclusive &agrave;s nutricionais, devido ao fato    de que nessa fase os processos implicados no desenvolvimento cerebral ocorrem    com muita rapidez. Esses processos compreendem sobretudo a hiperplasia (aumento    da quantidade de c&eacute;lulas nervosas), a hipertrofia (aumento do seu tamanho),    a mieliniza&ccedil;&atilde;o (forma&ccedil;&atilde;o, nas fibras nervosas, de    um envolt&oacute;rio de material lip&iacute;dico - a mielina, fundamental para    a transmiss&atilde;o eficiente dos impulsos el&eacute;tricos neuronais) e a    organiza&ccedil;&atilde;o das sinapses (pontos de comunica&ccedil;&atilde;o    entre os neur&ocirc;nios). A defici&ecirc;ncia de um ou mais nutrientes na alimenta&ccedil;&atilde;o    di&aacute;ria pode, sem d&uacute;vida, perturbar a organiza&ccedil;&atilde;o    estrutural (histol&oacute;gica) e bioqu&iacute;mica de um ou mais dos processos    acima descritos, levando, geralmente, a repercuss&otilde;es sobre as suas fun&ccedil;&otilde;es.    Dependendo da intensidade e da dura&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es    nutricionais, as conseq&uuml;&ecirc;ncias ter&atilde;o impacto maior ou menor    sobre todo o organismo. Fun&ccedil;&otilde;es neurais b&aacute;sicas, como o    processamento de informa&ccedil;&otilde;es sensoriais (por meio dos nossos cinco    &oacute;rg&atilde;os dos sentidos) e a percep&ccedil;&atilde;o das sensa&ccedil;&otilde;es    correspondentes, bem como a execu&ccedil;&atilde;o de tarefas motoras (produ&ccedil;&atilde;o    de movimentos, resultantes da ativa&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos pelo    sistema nervoso) podem ser afetadas em extens&otilde;es variadas e de forma    diretamente proporcional &agrave; intensidade e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o    das defici&ecirc;ncias nutricionais. Isto tamb&eacute;m se aplica no caso de    fun&ccedil;&otilde;es neurais mais elaboradas, como aquelas envolvendo cogni&ccedil;&atilde;o,    consci&ecirc;ncia, emo&ccedil;&atilde;o, aprendizado e mem&oacute;ria, processos    cuja perturba&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia pode levar a condi&ccedil;&otilde;es    patol&oacute;gicas importantes para a vida adulta, tanto no que se refere &agrave;    qualidade da vida do indiv&iacute;duo, como &agrave; da sua contribui&ccedil;&atilde;o    para a sociedade em que vive.</font></p>     <p><font size="3">Em v&aacute;rias partes do mundo, a desnutri&ccedil;&atilde;o    ainda afeta um n&uacute;mero elevado de crian&ccedil;as, com impacto consider&aacute;vel    sobre os &iacute;ndices de morbidade e de mortalidade infantil (1). O custo    econ&ocirc;mico e social para o atendimento dos indiv&iacute;duos que sobrevivem    &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; elevado. Tal situa&ccedil;&atilde;o    tem tamb&eacute;m um car&aacute;ter moralmente perverso e eticamente inaceit&aacute;vel.    Tudo isso certamente tem influenciado v&aacute;rios grupos de pesquisadores,    em sua decis&atilde;o de investigar, tanto em animais de laborat&oacute;rio    quanto em seres humanos, os efeitos da desnutri&ccedil;&atilde;o infantil sobre    o sistema nervoso central adulto, e assim propor medidas para solucionar, ou    ao menos atenuar o problema. Dessas pesquisas tem emergido um extenso conjunto    de dados que fornecem valiosas informa&ccedil;&otilde;es sobre o tema. Similarmente    ao que ocorre em animais de laborat&oacute;rio, tamb&eacute;m em crian&ccedil;as    tem sido amplamente documentado que a desnutri&ccedil;&atilde;o pode, em certos    casos, perturbar gravemente o desenvolvimento do sistema nervoso. Por outro    lado, embora menos investigado, aceita-se atualmente que a ingest&atilde;o exagerada    de alimentos, que tem como principal conseq&uuml;&ecirc;ncia &agrave; obesidade,    pode tamb&eacute;m interferir no desenvolvimento e nas fun&ccedil;&otilde;es    cerebrais (4).</font></p>     <p><font size="3"><b>A ELETROFISIOLOGIA DO C&Eacute;REBRO DESNUTRIDO</b> Da investiga&ccedil;&atilde;o    desse tema originou-se a quest&atilde;o fundamental que tem motivado pesquisas    no Laborat&oacute;rio de Fisiologia da Nutri&ccedil;&atilde;o Na&iacute;de Teod&oacute;sio    (LAFINNT), do Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o da UFPE. Essa quest&atilde;o    poderia ser assim enunciada: como se desenvolveria e, completado o desenvolvimento,    como funcionaria o c&eacute;rebro submetido a altera&ccedil;&otilde;es nutricionais?    Para responder a esta indaga&ccedil;&atilde;o, diferentes abordagens t&ecirc;m    sido utilizadas, visando compreender at&eacute; que ponto dist&uacute;rbios    nutricionais afetam aspectos da organiza&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&otilde;es    cerebrais (5,6). Sob essas condi&ccedil;&otilde;es, a atividade eletrofisiol&oacute;gica    produzida pelo sistema nervoso pode ser bastante afetada, tanto ao n&iacute;vel    perif&eacute;rico (nos nervos que levam informa&ccedil;&otilde;es do c&eacute;rebro    para os demais setores do organismo e vice-versa), quanto ao n&iacute;vel central    (processamento de informa&ccedil;&otilde;es nas conex&otilde;es intr&iacute;nsecas,    dentro do c&eacute;rebro). Evid&ecirc;ncias experimentais indicam que animais    desnutridos apresentam elevada susceptibilidade a processos relacionados &agrave;    excitabilidade neural, tais como reatividade aumentada a est&iacute;mulos aversivos    e facilita&ccedil;&atilde;o para se obter crises convulsivas induzidas experimentalmente.    O estudo da excitabilidade cerebral pode ser feito registrando-se e analisando-se    a atividade el&eacute;trica produzida pelo c&eacute;rebro. Este, enquanto est&aacute;    vivo, produz espontaneamente (isto &eacute;, sem qualquer est&iacute;mulo intencional    aplicado pelo pesquisador) um padr&atilde;o de ondas el&eacute;tricas de car&aacute;ter    oscilat&oacute;rio, que constitui o que se chama eletroencefalograma (abreviadamente,    eeg). Na vig&ecirc;ncia de um est&iacute;mulo sensorial espec&iacute;fico (por    exemplo, um <I>flash</I> de luz diante dos olhos), o c&eacute;rebro produz potenciais    el&eacute;tricos, que se distinguem daqueles das ondas espont&acirc;neas do    eeg pelo menos por tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas principais: 1) t&ecirc;m    forma gr&aacute;fica caracter&iacute;stica (t&ecirc;m amplitude e dura&ccedil;&atilde;o    distintas daquelas da atividade espont&acirc;nea); 2) apresentam rela&ccedil;&atilde;o    temporal com o est&iacute;mulo que os provocou; 3) s&atilde;o produzidos em    regi&otilde;es espec&iacute;ficas do c&eacute;rebro, as quais est&atilde;o funcionalmente    relacionadas ao canal sensorial estimulado (se o est&iacute;mulo &eacute; luminoso,    os potenciais el&eacute;tricos dele decorrentes s&atilde;o produzidos na regi&atilde;o    occipital, que &eacute; a que processa as informa&ccedil;&otilde;es visuais).    Tais potenciais el&eacute;tricos constituem a resposta do c&eacute;rebro ao    est&iacute;mulo sensorial (no caso, o <I>flash</I> de luz) e constituem o que    chamamos de atividade el&eacute;trica provocada, ou evocada. A parte da neurofisiologia    que estuda a atividade el&eacute;trica do sistema nervoso &eacute; denominada    eletrofisiologia. Em nosso laborat&oacute;rio, pesquisa-se experimentalmente    o funcionamento do sistema nervoso utilizando-se uma abordagem eletrofisiol&oacute;gica.    Para isso, usa-se como modelo o fen&ocirc;meno conhecido como &quot;depress&atilde;o    alastrante da atividade el&eacute;trica cerebral&quot;.</font></p>     <p><font size="3">A &quot;DEPRESS&Atilde;O ALASTRANTE&quot; E A NUTRI&Ccedil;&Atilde;O    CEREBRAL No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1940, nos prim&oacute;rdios da    eletroencefalografia, o registro sistem&aacute;tico do eeg, associado ao seu    estudo cuidadoso, em animais de laborat&oacute;rio, levou um jovem cientista    brasileiro, o doutor Aristides Azevedo Pacheco Le&atilde;o, a descobrir um fen&ocirc;meno    extremamente curioso e inusitado, que foi denominado de &quot;depress&atilde;o    alastrante da atividade el&eacute;trica cerebral&quot; (DA) que, em ingl&ecirc;s,    ficou conhecido como <I>Le&atilde;o’s spreading depresssion</I>. Aqui, o termo    &quot;depress&atilde;o&quot; n&atilde;o se refere &agrave; doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica    nomeada tamb&eacute;m por essa palavra, mas sim indica que a amplitude do eeg    em uma determinada regi&atilde;o cortical se torna temporariamente reduzida    (deprimida), isto &eacute;, a diferen&ccedil;a de potencial el&eacute;trico    entre aquele ponto cortical e um outro ponto vizinho tende para zero, quando    a regi&atilde;o &eacute; invadida pela DA. Em alguns casos, o tra&ccedil;ado    eletroencefalogr&aacute;fico se torna praticamente isoel&eacute;trico. Assim,    a DA foi descrita originalmente como uma &quot;onda&quot; revers&iacute;vel    e propag&aacute;vel de redu&ccedil;&atilde;o (&quot;depress&atilde;o&quot;)    da atividade el&eacute;trica cerebral (tanto a espont&acirc;nea como a provocada),    acompanhada do aparecimento de uma &quot;varia&ccedil;&atilde;o lenta de voltagem&quot;    (VLV) na regi&atilde;o do c&eacute;rebro invadida pelo fen&ocirc;meno, em resposta    &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, mec&acirc;nica ou qu&iacute;mica    de um ponto da superf&iacute;cie cerebral (7,8). Tanto a depress&atilde;o do    eeg, quanto a VLV, caracter&iacute;sticas da DA se propagam de forma conc&ecirc;ntrica    a partir do ponto estimulado, atingindo gradualmente regi&otilde;es corticais    mais e mais distantes, enquanto a &aacute;rea inicialmente deprimida come&ccedil;a    a se recuperar (<a href="#FIG01">Figura 1</a>). Como regra geral, a recupera&ccedil;&atilde;o    completa do eeg &eacute; obtida ap&oacute;s 5 a 10 minutos. Ao contr&aacute;rio    do eeg, a VLV tem caracter&iacute;sticas do tipo &quot;tudo ou nada&quot;, ou    seja, a sua presen&ccedil;a, com uma &quot;forma de onda&quot; bem definida,    com in&iacute;cio e fim f&aacute;ceis de identificar, sempre indica a exist&ecirc;ncia    da DA. Por isso, a VLV &eacute; muito usada para se calcular a velocidade com    que o fen&ocirc;meno se propaga pelo tecido nervoso. Surpreendentemente, em    todos os vertebrados em que j&aacute; se registrou a DA (desde peixes at&eacute;    mam&iacute;feros), a sua velocidade de propaga&ccedil;&atilde;o tem se mostrado    notavelmente baixa (alguns mm/min), em compara&ccedil;&atilde;o com a ordem    de grandeza da propaga&ccedil;&atilde;o dos impulsos nervosos em ax&ocirc;nios    (at&eacute; dezenas de m/s). Essa peculiar velocidade da DA levou alguns autores    a postular um mecanismo humoral para a propaga&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno.    Esse mecanismo seria baseado na libera&ccedil;&atilde;o de um ou mais fatores    qu&iacute;micos pelas c&eacute;lulas neurais, no momento em que elas fossem    submetidas &agrave; DA. De acordo com tal id&eacute;ia, &agrave; medida que    esses compostos se difundissem atrav&eacute;s do espa&ccedil;o extracelular,    como conseq&uuml;&ecirc;ncia da DA, eles &quot;contaminariam&quot; as c&eacute;lulas    vizinhas, deflagrando ent&atilde;o, nelas, a DA. Uma vez &quot;deprimidas&quot;    eletricamente, essas c&eacute;lulas tamb&eacute;m passariam a liberar os fatores    qu&iacute;micos, que contaminariam novas c&eacute;lulas, e assim por diante,    dando lugar a uma propaga&ccedil;&atilde;o automantida, sustentada por essa    verdadeira &quot;al&ccedil;a de retro-alimenta&ccedil;&atilde;o positiva&quot;.    No entanto, o esclarecimento dos mecanismos finais da DA n&atilde;o foi ainda    totalmente atingido, a despeito de que durante essas quase seis d&eacute;cadas,    desde a sua descri&ccedil;&atilde;o inicial, se tenha acumulado um grande volume    de informa&ccedil;&otilde;es sobre o fen&ocirc;meno. Algumas dessas informa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o sugestivas de poss&iacute;veis conex&otilde;es entre a DA e tr&ecirc;s    patologias humanas relevantes e merecem ser aqui comentadas. Essas patologias    s&atilde;o a epilepsia, a enxaqueca com aura e a isquemia cerebral. Durante    as observa&ccedil;&otilde;es iniciais sobre a DA, Le&atilde;o j&aacute; havia    notado que enquanto a atividade espont&acirc;nea estava deprimida, ondas epileptiformes,    semelhantes &agrave;s que se encontram no eeg de pacientes epil&eacute;pticos,    eventualmente apareciam e tamb&eacute;m se propagavam, acompanhando o fen&ocirc;meno    &#91;7&#93;. Isso levou &agrave; id&eacute;ia de que talvez os mecanismos da DA e da    epilepsia tivessem caracter&iacute;sticas comuns. A descri&ccedil;&atilde;o    de altera&ccedil;&otilde;es vasculares durante a DA, similares &agrave;quelas    encontradas em pacientes com enxaqueca cl&aacute;ssica (hoje chamada &quot;enxaqueca    com aura&quot;) levou tamb&eacute;m a que se associassem os dois fen&ocirc;menos,    em termos de mecanismos &#91;9&#93;. Finalmente, por uma l&oacute;gica semelhante alguns    autores t&ecirc;m postulado um importante papel para a DA na fisiopatologia    da isquemia cerebral &#91;10&#93;. Em todos os casos, as discuss&otilde;es atuais do    tema freq&uuml;entemente mencionam o poss&iacute;vel envolvimento de certos    &iacute;ons, &#91;11, 12&#93; ou de radicais livres produzidos no tecido nervoso &#91;13    - 15&#93;, ou da atividade de neurotransmissores. Neste &uacute;ltimo caso, tem-se    demonstrado que a ativa&ccedil;&atilde;o de diferentes sistemas de neurotransmissores    cerebrais resulta em efeitos distintos sobre a DA. Esses efeitos s&atilde;o,    em alguns casos, facilitadores e em outros, inibidores do fen&ocirc;meno. Para    uma vis&atilde;o geral dos conhecimentos sobre a DA e das tend&ecirc;ncias atuais    na sua pesquisa, pode-se consultar, dentre outras, as refer&ecirc;ncias &#91;9,    16&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="FIG01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a23fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No estudo eletrofisiol&oacute;gico do c&eacute;rebro submetido    a altera&ccedil;&otilde;es nutricionais, o LAFINNT tem utilizado a DA como um    indicador da normalidade ou anormalidade cerebral. Particular aten&ccedil;&atilde;o    tem sido dada ao c&aacute;lculo da velocidade de propaga&ccedil;&atilde;o do    fen&ocirc;meno. Altera&ccedil;&otilde;es dessa velocidade s&atilde;o interpretadas    como indica&ccedil;&atilde;o de que o tecido cortical est&aacute; alterado,    seja na sua estrutura, seja na sua atividade eletrofisiol&oacute;gica. Velocidades    significantemente mais altas ou mais baixas do que aquela de animais normais    (grupo controle) indicam, respectivamente, susceptibilidade do tecido cortical    &agrave; DA aumentada ou diminu&iacute;da, sugerindo as varia&ccedil;&otilde;es    correspondentes na excitabilidade cortical. No que se refere &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o    precoce, verificou-se que ela exerce um efeito facilitador sobre a propaga&ccedil;&atilde;o    da DA, a julgar pelas suas velocidades de propaga&ccedil;&atilde;o, mais altas    nos animais adultos que foram precocemente desnutridos, em compara&ccedil;&atilde;o    com animais controle, bem-nutridos durante toda a vida &#91;17&#93;. A suplementa&ccedil;&atilde;o,    com prote&iacute;nas, de uma dieta na qual esse nutriente era deficiente, tanto    em quantidade quanto em qualidade, levou a resultados diversos, dependendo da    qualidade da prote&iacute;na usada na suplementa&ccedil;&atilde;o. Quando se    suplementou a dieta carente com uma prote&iacute;na de baixa qualidade (de origem    vegetal), os efeitos sobre a DA n&atilde;o foram revertidos. A revers&atilde;o    s&oacute; foi conseguida quando a prote&iacute;na usada na suplementa&ccedil;&atilde;o    era a case&iacute;na, a prote&iacute;na animal de excel&ecirc;ncia para os mam&iacute;feros    &#91;18&#93;. Com base nessas observa&ccedil;&otilde;es pode-se concluir que os efeitos    da desnutri&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio da vida sobre o desenvolvimento    e as fun&ccedil;&otilde;es cerebrais n&atilde;o podem ser completamente evitados,    se a alimenta&ccedil;&atilde;o deficiente for suplementada apenas com prote&iacute;nas    de baixo valor biol&oacute;gico, isto &eacute;, de baixa qualidade, definida    pela falta de alguns amino&aacute;cidos essenciais.</font></p>     <p><font size="3">Continuando a investigar, no rato, o c&eacute;rebro desnutrido    durante o aleitamento (as tr&ecirc;s primeiras semanas de vida p&oacute;s-natal),    descobrimos que mesmo epis&oacute;dios curtos (apenas uma semana) de desnutri&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o capazes de alterar, de forma duradoura, a susceptibilidade cortical    &agrave; DA. Verificamos tamb&eacute;m que o maior impacto ocorre quando esse    epis&oacute;dio curto de desnutri&ccedil;&atilde;o acontece na terceira semana    do aleitamento, sugerindo que os eventos de desenvolvimento cerebral que ocorrem    nessa semana t&ecirc;m grande import&acirc;ncia para o estabelecimento das caracter&iacute;sticas    da DA, no c&eacute;rebro adulto &#91;19&#93;. Esses resultados indicam tamb&eacute;m    que o c&eacute;rebro n&atilde;o parece ser t&atilde;o homog&ecirc;neo quanto    inicialmente se pensava, em termos de desenvolvimento, uma vez que diferentes    estruturas cerebrais desenvolvem-se em sub-per&iacute;odos diversos durante    o aleitamento, de forma que mesmo epis&oacute;dios curtos de desnutri&ccedil;&atilde;o    podem ter conseq&uuml;&ecirc;ncias funcionais importantes, conforme a fase do    desenvolvimento em que ocorram e a estrutura cerebral que afetem. Estudos adicionais    mostraram que a administra&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias como o diazepam    ou a glicose modifica as caracter&iacute;sticas da DA no c&eacute;rebro de ratos    adultos normais, por&eacute;m t&ecirc;m pouco efeito naqueles animais que foram    desnutridos no aleitamento &#91;20, 21&#93;. Se essas observa&ccedil;&otilde;es puderem    ser extrapoladas para o ser humano (o que ainda n&atilde;o foi sistematicamente    investigado), talvez ajude a explicar o fato de que alguns pacientes, quando    submetidos a certos medicamentos que agem sobre o c&eacute;rebro, n&atilde;o    apresentam resposta terap&ecirc;utica t&atilde;o boa quanto &agrave; de outros    pacientes. Pode ser que, subjacente a essa redu&ccedil;&atilde;o da resposta    terap&ecirc;utica, estejam antecedentes de epis&oacute;dios de defici&ecirc;ncia    nutricional precoce.</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m da desnutri&ccedil;&atilde;o, temos estudado diversas    condi&ccedil;&otilde;es clinicamente relevantes para o ser humano, incluindo    vari&aacute;veis nutricionais e metab&oacute;licas, associadas a outras de natureza    ambiental, hormonal e farmacol&oacute;gica. Sabendo-se que tais condi&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o capazes de afetar o desenvolvimento e/ou as fun&ccedil;&otilde;es    cerebrais, postulou-se que poderiam tamb&eacute;m modificar a capacidade do    c&eacute;rebro em produzir e propagar a DA. Assim, j&aacute; se identificou    uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es de import&acirc;ncia cl&iacute;nica    que facilitam a DA e outras que a dificultam. Um resumo dessas condi&ccedil;&otilde;es    que facilitam ou dificultam a incid&ecirc;ncia e a propaga&ccedil;&atilde;o    da DA e os respectivos efeitos principais associados a elas &eacute; apresentado    na <a href="/img/revistas/cic/v56n1/a23tab01.gif">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES ATUAIS E PERSPECTIVAS FUTURAS</b>    A atividade el&eacute;trica neuronal &eacute; a principal caracter&iacute;stica    fisiol&oacute;gica do tecido nervoso. &Eacute; por meio dessa atividade que    o c&eacute;rebro consegue executar o imenso repert&oacute;rio de suas a&ccedil;&otilde;es,    desde as mais simples at&eacute; aquelas altamente complexas. Portanto, os m&eacute;todos    e t&eacute;cnicas que permitem o registro e a an&aacute;lise da atividade el&eacute;trica    cerebral podem fornecer informa&ccedil;&otilde;es importantes para que se compreenda    como esse &oacute;rg&atilde;o funciona, tanto sob condi&ccedil;&otilde;es normais,    como patol&oacute;gicas. Do que foi apresentado neste artigo pode-se concluir    que o registro eletrofisiol&oacute;gico do fen&ocirc;meno conhecido como depress&atilde;o    alastrante da atividade el&eacute;trica cerebral &eacute; um instrumento muito    interessante e valioso, tanto para os estudos sobre nutri&ccedil;&atilde;o e    fun&ccedil;&otilde;es cerebrais, como para aqueles envolvendo a nutri&ccedil;&atilde;o    e outras condi&ccedil;&otilde;es clinicamente importantes, que podem influenciar    o funcionamento do sistema nervoso. Duas raz&otilde;es principais motivaram-nos    a usar o modelo da DA: primeiro, porque esse fen&ocirc;meno representa uma maneira    f&aacute;cil e interessante para o estudo de aspectos eletrofisiol&oacute;gicos    cerebrais relacionados ao desenvolvimento e &agrave; nutri&ccedil;&atilde;o;    segundo, porque acreditamos fortemente que o pleno conhecimento dos mecanismos    da DA poderia ser extremamente importante para auxiliar-nos a desenvolver melhor    compreens&atilde;o e tratamento de neuropatologias humanas, tais como a epilepsia,    a enxaqueca e a isquemia cerebral. Considera-se, pois, altamente desej&aacute;vel    que tais t&eacute;cnicas se tornem mais e mais utilizadas em estudos no campo    da neuroci&ecirc;ncia nutricional, como um meio complementar para se compreender    as rela&ccedil;&otilde;es entre a dieta, a nutri&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento    e funcionamento neurais. Nesse contexto, e como considera&ccedil;&atilde;o final,    citam-se, abaixo as impressionantes palavras do professor Charles Nicholson,    da New York University, sobre a import&acirc;ncia de se estudar os mecanismos    da DA. No pref&aacute;cio de livro sobre o poss&iacute;vel papel da DA na enxaqueca    com aura &#91;9&#93;, o professor Nicholson, com a autoridade conferida pela sua grande    experi&ecirc;ncia em eletrofisiologia cerebral, afirmou:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="3"><I>&quot;A depress&atilde;o alastrante da atividade el&eacute;trica      cerebral permanece sedutora – e importante. Ela &eacute; importante n&atilde;o      apenas por causa das fortes evid&ecirc;ncias de que seja o fen&ocirc;meno      subjacente &agrave; aura da enxaqueca, mas tamb&eacute;m porque representa      um grande desafio &agrave; tarefa de completar o nosso conhecimento do c&eacute;rebro.      N&atilde;o importa quantas prote&iacute;nas de canais i&ocirc;nicos n&oacute;s      seq&uuml;enciemos, quantos neuromoduladores n&oacute;s identifiquemos e quantas      redes neurais n&oacute;s construamos; se n&oacute;s n&atilde;o pudermos explicar      a depress&atilde;o alastrante, n&oacute;s n&atilde;o compreenderemos como      o c&eacute;rebro funciona.&quot;</I></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Para alguns leitores, talvez a cita&ccedil;&atilde;o acima pare&ccedil;a    pretensiosa. Uma leitura da bibliografia sobre a DA, aqui citada, seria um bom    come&ccedil;o para comprovar, ou modificar, essa opini&atilde;o. De nossa parte,    acreditamos que o professor Nicholson tem raz&otilde;es cient&iacute;ficas s&oacute;lidas    para embasar o seu pensamento sobre a import&acirc;ncia da DA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><I><b>Rubem Carlos Ara&uacute;jo Guedes, Ana Paula Rocha-de-Melo    e Na&iacute;de Regueira Teod&oacute;sio</b> s&atilde;o pesquisadores do Laborat&oacute;rio    de Fisiologia da Nutri&ccedil;&atilde;o, Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o,    da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)</I></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Onis, M. Monteiro, C. Akr&eacute;, J. Clugston, G. 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