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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Cr&iacute;tica</b></font></p>     <p><font size=5><b>M<SMALL>&Iacute;DIA PARA CRIAN&Ccedil;A E ADOLESCENTE</SMALL></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font size="3">O aparelho de televis&atilde;o est&aacute; na    sala, no quarto, na cozinha de pelo menos 92% dos lares brasileiros, segundo    dados do Ibope. &Eacute;, portanto, um mobili&aacute;rio dom&eacute;stico e    social, pois tamb&eacute;m anima bares e locais p&uacute;blicos populares. Se    a crian&ccedil;a &eacute; educada por essa m&iacute;dia – j&aacute; que passa    diante dela em m&eacute;dia 3,5 horas di&aacute;rias – e o cidad&atilde;o reage    a suas provoca&ccedil;&otilde;es e a sua forma de representar o mundo, a melhora    na qualidade da programa&ccedil;&atilde;o se imp&otilde;e como uma obriga&ccedil;&atilde;o    &eacute;tica. </font></P>     <P><font size="3">Em estudo feito pela Unesco, o tempo que as    crian&ccedil;as gastam assistindo a televis&atilde;o &eacute;, pelo menos, 50%    maior que o tempo dedicado a qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer    a li&ccedil;&atilde;o de casa, ajudar &agrave; fam&iacute;lia, brincar, ficar    com os amigos e ler. A programa&ccedil;&atilde;o transmitida pela TV acaba tornando-se    um ponto de refer&ecirc;ncia na organiza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia,    est&aacute; sempre &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, sem exigir nada em troca,    alimentando o imagin&aacute;rio infantil com todo tipo de fantasia.</font></P>     <P><font size="3">A pesquisa brasileira sobre a influ&ecirc;ncia    da m&iacute;dia eletr&ocirc;nica na forma&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    e adolescentes, no entanto, est&aacute; bastante focada nas &aacute;reas de    educa&ccedil;&atilde;o e psicologia, e acaba por pouco contribuir como elemento    de interfer&ecirc;ncia direta na qualidade da produ&ccedil;&atilde;o. &quot;Em    geral, &eacute; desligada dessas quest&otilde;es diretamente ligadas &agrave;    programa&ccedil;&atilde;o e tem um tipo de recorte viciado do olhar adulto e    da interpreta&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica&quot;, considera Beth Carmona,    presidente da TVE-Rede Brasil e da Midiativa - organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    governamental que se dedica ao debate sobre a qualidade da m&iacute;dia voltada    ao p&uacute;blico infanto-juvenil. A orienta&ccedil;&atilde;o para os produtores    e programadores de TV vem, em geral, da pesquisa de mercado, quantitativa e    qualitativa, que mede a aceita&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico.</font></P>     <P><font size="3">&quot;No exterior, a pesquisa acad&ecirc;mica    est&aacute; mais focada nas produ&ccedil;&otilde;es e torna poss&iacute;vel,    assim, seu aproveitamento por quem trabalha diretamente com produ&ccedil;&atilde;o    art&iacute;stica&quot;, diz Beth. &Eacute; o caso dos Estados Unidos, que t&ecirc;m    pesquisas relevantes nas universidades de Santa B&aacute;rbara (Calif&oacute;rnia)    e Austin (Texas); da Alemanha, que &eacute; tradicional nesse tipo de pesquisa    e onde sempre se pensou com bastante cuidado na TV, encarada como um fator cultural    muito forte. Beth destaca, ainda, al&eacute;m da BBC brit&acirc;nica que tem    uma produ&ccedil;&atilde;o reconhecida mundialmente, tamb&eacute;m outros pa&iacute;ses    como Canad&aacute;, Austr&aacute;lia, Gr&eacute;cia, Filipinas como lugares    onde algumas emissoras estatais t&ecirc;m projetos de qualidade para os programas    voltados ao p&uacute;blico infantil.</font></P>     <P><font size="3"><b>PRODU&Ccedil;&Atilde;O NACIONAL</b> No Brasil, existem algumas    experi&ecirc;ncias bem-sucedidas - como as s&eacute;ries <I>Castelo R&aacute;-tim-bum,    Cocoric&oacute;, O mundo da Lua</I> da TV Cultura, entre as principais – mas    foram produ&ccedil;&otilde;es que sofreram descontinuidade. Quanto &agrave;    pesquisa de recep&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a frente aos programas de    televis&atilde;o e outras m&iacute;dias, o volume de trabalhos e projetos &eacute;    ainda bastante incipiente nas universidades, considera Helena Tassara, coordenadora-adjunta    do Lapic-Laborat&oacute;rio de Pesquisas sobre Inf&acirc;ncia, Imagin&aacute;rio    e Comunica&ccedil;&atilde;o, da Ecausp. &quot;Existem algumas experi&ecirc;ncias    relevantes nas universidades federais de Bras&iacute;lia, do Cear&aacute; e    projetos do laborat&oacute;rio da USP, que foi pioneiro na &aacute;rea, criado    em 1994. No restante, os dados de que se disp&otilde;em s&atilde;o obtidos pela    pesquisa mercadol&oacute;gica, que orienta as TVs abertas e fechadas, mas que    n&atilde;o indicam produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento&quot;, acrescenta    Helena.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a37fig01.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>F&Oacute;RUM INTERNACIONAL</b>    Um passo adiante nesse debate foi o semin&aacute;rio TVQ–Crian&ccedil;a, Adolescente    e M&iacute;dia, realizado pelo Sesc, em dezembro &uacute;ltimo, na capital paulista.    Especialistas envolvidos diretamente com a produ&ccedil;&atilde;o e o estudo    da &aacute;rea no Brasil e no exterior debateram o tema, num evento preparat&oacute;rio    para o Summit 2004- 4&ordf; C&uacute;pula Mundial de M&iacute;dia para Crian&ccedil;as    e Adolescentes, a ser realizado de 19 a 23 de abril, no Rio de Janeiro.</font></P>     <P><font size="3">Esse &eacute; o mais importante f&oacute;rum    mundial sobre m&iacute;dia de qualidade para o p&uacute;blico infanto-juvenil    e ser&aacute; realizado, pela primeira vez, na Am&eacute;rica Latina. Come&ccedil;ou    em 1995 na Austr&aacute;lia e, a cada tr&ecirc;s anos, re&uacute;ne profissionais    da ind&uacute;stria audiovisual, pesquisadores e representantes da sociedade    civil e do governo de dezenas de pa&iacute;ses. A reuni&atilde;o vai discutir    produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de programas infantis,    vis&atilde;o dos profissionais de TV sobre a crian&ccedil;a e o adolescente,    os direitos das crian&ccedil;as e a responsabilidade de governos e emissoras,    as fronteiras morais e sociais da TV para esse p&uacute;blico, as formas de    financiamento de programas infantis, os recursos de organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o-governamentais, co-produ&ccedil;&atilde;o, <I>merchandising</I> e    publicidade. Pretende, ainda, aprofundar o entendimento e avalia&ccedil;&atilde;o    da influ&ecirc;ncia do conte&uacute;do das novas m&iacute;dias com tecnologia    de TV digital e por sat&eacute;lite, e os meios digitais interativos da internet,    os CD-ROMs e <I>web sites</I>.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><i><font size="3">Wanda Jorge</font></i></P>      ]]></body>
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