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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Carandiru</b></font></p>     <p><font size=5><b>L<SMALL>IVRO REGISTRA A CAPACIDADE CRIATIVA ATR&Aacute;S DAS GRADES</SMALL></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n1/a38fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A desativa&ccedil;&atilde;o da Casa de Deten&ccedil;&atilde;o    do Carandiru, marco da crise do sistema prisional no Brasil, trouxe &agrave;    tona a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de alternativas e de um novo modelo    carcer&aacute;rio. Na vis&atilde;o de Sofia Bisilliat, atriz que por 20 anos    deu aulas de teatro para os detentos do Carandiru, a busca desse novo modelo    parece seguir a tend&ecirc;ncia de enrijecimento do sistema e maior controle    do preso, o que n&atilde;o incorpora a import&acirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es    para a sua reabilita&ccedil;&atilde;o e seu egresso. Quest&otilde;es como essas    foram levantadas indiretamente por<I> Aqui dentro. P&aacute;ginas de uma mem&oacute;ria:    Carandiru</I>, livro lan&ccedil;ado em dezembro de 2003, que surgiu por iniciativa    de Sofia Bisilliat. </font></p>     <p><font size="3">A obra &eacute; composta por uma colet&acirc;nea de depoimentos    dos detentos e por fotografias do pres&iacute;dio. Ao saber que o pres&iacute;dio    seria desativado, Sofia convidou o jornalista Andr&eacute; Caramante para entrevistar    alguns detentos; Jo&atilde;o Wainer e Pedro Lobo para as fotografias; e Maureen    Bisilliat para edi&ccedil;&atilde;o e v&iacute;deo-fotos. A publica&ccedil;&atilde;o    tem belas e marcantes imagens do Carandiru, com destaque para as fotos em chapa    em tamanho real, feitas por Lobo.</font></p>     <p><font size="3"><b>TALENTO</b> &quot;O livro cont&eacute;m um novo olhar sobre    os detentos, humaniza-os, lhes d&aacute; voz e &eacute; uma possibilidade de    resgate da auto-estima, importante para sua recupera&ccedil;&atilde;o&quot;,    considera a artista. <I>Talentos aprisionados</I>, um dos trabalhos desenvolvidos    por Sofia no Carandiru, ajudou na concep&ccedil;&atilde;o do livro. Segundo    a atriz, por meio desse projeto os detentos foram colocados em contato com professores    de diversas &aacute;reas, e talentos foram descobertos, como o grupo de m&uacute;sica    <I>509 E</I> e o escritor Luiz Mendes. Al&eacute;m disso, criou um elo de confian&ccedil;a    fundamental para depoimentos t&atilde;o sinceros. &quot;O livro mostra um lado    que pouca gente conhece, muito humano, do pres&iacute;dio e dos presos. Os detentos    se abriram de forma in&eacute;dita, justamente pela confian&ccedil;a que tinham    em mim e no trabalho que desenvolvemos&quot;, diz Sofia.</font></p>     <p><font size="3">Os dois projetos coordenados pela atriz – <I>Talentos aprisionados</I>    e o livro rec&eacute;m-lan&ccedil;ado – buscaram contribuir para a recupera&ccedil;&atilde;o    do preso e de sua auto-estima. Nesse sentido, o livro rompe com uma vis&atilde;o    estigmatizada do preso e prop&otilde;e uma alternativa &agrave;s tend&ecirc;ncias    de reformula&ccedil;&atilde;o do modelo prisional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="3"><I>Marta Kanashiro</I></font></p>      ]]></body>
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