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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">CIDADES SAUD&Aacute;VEIS</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Condi&ccedil;&otilde;es ambientais e bem estar social s&atilde;o    fatores que influenciam sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o </b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Pela defini&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    de Sa&uacute;de (OMS), munic&iacute;pio saud&aacute;vel &eacute; aquele que    melhora, de modo cont&iacute;nuo, o seu meio ambiente f&iacute;sico e social    utilizando todos os recursos de sua comunidade. Baseada nesse conceito, a OMS    lan&ccedil;ou, na d&eacute;cada de 1980, a proposta <i>Cidades Saud&aacute;veis</i>.    Transformada num movimento mundial, a proposta chegou &agrave; Am&eacute;rica    Latina na d&eacute;cada seguinte com o nome de <i>Munic&iacute;pios e Comunidades    Saud&aacute;veis</i>, por meio da Organiza&ccedil;&atilde;o Panamericana de    Sa&uacute;de (Opas), que integra a OMS. Embora ainda n&atilde;o exista nenhuma    metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o com indicadores das mudan&ccedil;as ocorridas    nas cidades ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias propostas    pelo movimento, os resultados podem ser percebidos em cada regi&atilde;o e as    avalia&ccedil;&otilde;es, por ora, s&atilde;o apenas descritivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Rosilda Mendes, pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisas    e Documenta&ccedil;&atilde;o em Cidades e Munic&iacute;pios Saud&aacute;veis    (Cepedoc) da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), informa que a proposta    da OMS surgiu a partir de um estudo canadense que verificou que, mesmo nos pa&iacute;ses    ricos, grandes gastos em sa&uacute;de n&atilde;o produzem necessariamente uma    popula&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel. &quot;A OMS prop&ocirc;s, ent&atilde;o,    a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de por meio de investimentos em qualidade    de vida e melhoria do ambiente em que se vive&quot;, afirma Rosilda, que elaborou    o primeiro estudo brasileiro sobre <i>Cidades Saud&aacute;veis</i> no seu doutorado    em sa&uacute;de p&uacute;blica, defendido em 2000. &quot;A sa&uacute;de expressa    a qualidade de vida de uma popula&ccedil;&atilde;o, um bem-estar da sociedade.    Produzir sa&uacute;de socialmente &eacute; gerar processos participativos e    orient&aacute;-los&quot;, completa a autora. </font></p>     <p><font size="3">Inicialmente experimentada pela cidade de Toronto, a proposta    da OMS expandiu-se para outras cidades do Canad&aacute;, da Europa e da Austr&aacute;lia.    S&oacute; no continente europeu, mais de mil cidades em cerca de 80 pa&iacute;ses    participam do movimento. Na Am&eacute;rica Latina, <i>Cidades Saud&aacute;veis</i>    chegou na d&eacute;cada de 1990 e j&aacute; atingiu cerca de metade dos pa&iacute;ses,    dentre eles, o Brasil. </font></p>     <p><font size="3"><b>ETAPAS PARA TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b> Para a OMS, um    munic&iacute;pio se torna saud&aacute;vel quando seus l&iacute;deres pol&iacute;ticos,    organiza&ccedil;&otilde;es locais e cidad&atilde;os comprometem-se e iniciam    o processo de melhorar cont&iacute;nua e progressivamente as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e a qualidade de vida dos habitantes do local. Assim, por meio    de discuss&otilde;es entre a sociedade e os dirigentes, s&atilde;o criadas iniciativas    sustent&aacute;veis e parcerias entre as cidades (o que &eacute; denominado    de &quot;rede de cidades&quot;), al&eacute;m de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    visando a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de em cada regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Cada cidade deve elaborar um projeto pr&oacute;prio, que ir&aacute;    complementar o sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de, mas n&atilde;o substitui-lo.    Cada plano de trabalho deve ter a&ccedil;&otilde;es intersetoriais que incluam    melhoria do meio ambiente (como qualidade do ar e saneamento b&aacute;sico,    no caso das regi&otilde;es urbanas); desenvolvimento de servi&ccedil;os de sa&uacute;de    nas &aacute;reas carentes e controle e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as    espec&iacute;ficas da regi&atilde;o. &quot;A OMS age como uma fonte de recursos    t&eacute;cnicos e de informa&ccedil;&otilde;es, promovendo o uso de metodologias,    de instrumentos e de capacita&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento das propostas    do movimento&quot;, explica Marylin Rice, consultora regional de munic&iacute;pios    da Opas de Washington (EUA).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04fig02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04fig03.gif" border="0" usemap="#Map">    <map name="Map">     <area shape="rect" coords="41,470,139,489" href="http://www.opas.org.br">   </map> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O conceito &quot;saud&aacute;vel&quot; varia em cada cidade    e depende das condi&ccedil;&otilde;es sociais, econ&ocirc;micas e at&eacute;    clim&aacute;ticas da regi&atilde;o. No Peru, por exemplo, algumas cidades investiram    na forma&ccedil;&atilde;o de um comit&ecirc; de lideran&ccedil;a para lidar    com os efeitos causados pelo fen&ocirc;meno <i>El Ni&ntilde;o</i>, uma constante    no pa&iacute;s. Na Costa Rica, foram alcan&ccedil;ados resultados positivos    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; limpeza das cidades e aumento de coleta de    lixo recicl&aacute;vel. Cuba investiu na conscientiza&ccedil;&atilde;o para    o consumo de alimentos saud&aacute;veis, objetivando diminuir o &iacute;ndice    de baixo peso do pa&iacute;s. J&aacute; a Col&ocirc;mbia tem investido em pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas, como campanhas pela redu&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool    e contra o porte de armas, visando diminuir os altos &iacute;ndices de criminalidade    do pa&iacute;s, em especial na capital, Bogot&aacute;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Sabine Righetti</i></b></font></p>      ]]></body>

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