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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">ESPORTE</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Ci&ecirc;ncia e tecnologia nos jogos ol&iacute;mpicos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Na Gr&eacute;cia cl&aacute;ssica, os esportes ol&iacute;mpicos    surgiram como desdobramento da prepara&ccedil;&atilde;o para as guerras. Modalidades    como corridas, arremesso de peso, saltos, entre outras, eram praticadas para    simularem as condi&ccedil;&otilde;es dos campos de batalha. Nos tempos modernos,    o esporte perdeu essa caracter&iacute;stica para associar-se &agrave; melhoria    da sa&uacute;de e do f&iacute;sico, socializa&ccedil;&atilde;o, divers&atilde;o    e, evidentemente, ao jogo e &agrave; competi&ccedil;&atilde;o. Na sociedade    contempor&acirc;nea, &eacute; este o aspecto mais marcante: as competi&ccedil;&otilde;es,    onde cent&eacute;simos de segundo separam a gl&oacute;ria do fracasso no atletismo,    nos jogos, nas disputas de tempo, pontua&ccedil;&atilde;o, for&ccedil;a e velocidade.    </font></p>     <p><font size="3">Essa busca pelo aperfei&ccedil;oamento m&aacute;ximo, j&aacute;    presente nas primeiras olimp&iacute;adas de Atenas, em 1896, n&atilde;o cessou.    Hoje, equipamentos e treinamentos avan&ccedil;am sobre seus limites, usando    a tecnologia e a ci&ecirc;ncia onde o corpo humano j&aacute; alcan&ccedil;ou,    aparentemente, o auge de sua performance f&iacute;sica. Os atletas ol&iacute;mpicos    s&atilde;o preparados para desafiar as restri&ccedil;&otilde;es provenientes    da gravidade, do tempo e da dist&acirc;ncia. Encontram suporte nas pesquisas    aplicadas na &aacute;rea de fisiologia, medicina esportiva e atrav&eacute;s    do avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico das t&eacute;cnicas de treinamento e dos    equipamentos. A ci&ecirc;ncia permite &quot;construir&quot; um atleta para ser    recordista ol&iacute;mpico, maximizando suas potencialidades f&iacute;sicas    por meio do profundo conhecimento da fisiologia do movimento. E quando o homem    esportivo chega ao limite, com o corpo humano no m&aacute;ximo de sua capacidade,    entra em campo a alta tecnologia dos equipamentos e dos materiais a seu servi&ccedil;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a07fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Como na corrida espacial, tamb&eacute;m as olimp&iacute;adas    servem para avaliar os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos que acabam por significar    um progresso para a sociedade em geral. No intervalo de quatro anos, uma s&eacute;rie    de novidades tecnol&oacute;gicas na &aacute;rea esportiva sempre aparece. Para    a coordenadora do Laborat&oacute;rio de Bioqu&iacute;mica do Exerc&iacute;cio    (Labex) da Unicamp, Denise Vaz de Macedo, o atual est&aacute;gio do conhecimento    cient&iacute;fico esportivo permite prever uma s&eacute;rie de novos caminhos    para melhorar o desempenho do atleta e dos materiais que poder&atilde;o auxili&aacute;-lo.    Segundo Denise, &quot;h&aacute; uma estrat&eacute;gia completa para melhorar    a performance, que n&atilde;o se restringe a apenas controlar altura, peso e    as capacidades motoras espec&iacute;ficas de cada modalidade, mas tamb&eacute;m    conhecer a preven&ccedil;&atilde;o dos processos lesivos decorrentes do excesso    de treinamento&quot;. &Eacute; com este aspecto das novas tecnologias que trabalha    o Labex, utilizando an&aacute;lises bioqu&iacute;micas espec&iacute;ficas no    sangue de atletas, o que permite ajustes moment&acirc;neos na intensidade do    treinamento, com o objetivo de impedir a ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es mais    graves induzidas pela supera&ccedil;&atilde;o dos limites individuais de esfor&ccedil;o.    Para a valida&ccedil;&atilde;o dessa nova t&eacute;cnica, realiza tamb&eacute;m    testes espec&iacute;ficos, que avaliam diferentes capacidades f&iacute;sicas,    tais como resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia, for&ccedil;a e velocidade, al&eacute;m    de monitorar o estado nutricional dos atletas envolvidos em suas pesquisas.</font></p>     <p><font size="3">A ind&uacute;stria esportiva norte-americana n&atilde;o p&aacute;ra    de investir nesse atleta tecnol&oacute;gico, criando materiais como as bicicletas    aerodin&acirc;micas, tecidos que aceleram a evapora&ccedil;&atilde;o do suor,    um radar que detecta a velocidade da bola nas cortadas e saques do t&ecirc;nis    de campo e do v&ocirc;lei. Bicicletas, barcos e corredores de maratona utilizam,    em provas de percurso, um <i>chip</i> que registra constantemente a posi&ccedil;&atilde;o    dos competidores, repassando a informa&ccedil;&atilde;o a uma central que fornece    os dados da prova a ju&iacute;zes e jornalistas. Feixes de luz medem cada etapa    do salto triplo e d&atilde;o o alcance real do salto em altura.</font></p>     <p><font size="3">Os atletas de alto n&iacute;vel, em geral, com bons patrocinadores,    est&atilde;o fisicamente muito bem preparados. Mas, atualmente, o fator decisivo    na hist&oacute;ria das conquistas esportivas &eacute; a tecnologia decorrente    das pesquisas das Ci&ecirc;ncias do Esporte. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Vera Toledo Camargo</i></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a07fig02.gif"></p>      ]]></body>
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