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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">AGRICULTURA</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a04img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Falta pesquisa para aumentar produ&ccedil;&atilde;o de alcachofra    no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">&Eacute; uma flor ex&oacute;tica e comest&iacute;vel, saboreada    na Europa e que conquista cada vez mais o paladar dos brasileiros. Mas, apesar    de saborosa, com alto valor no mercado e qualidades medicinais, a alcachofra    (<i>Cynara scolymus</i>) praticamente n&atilde;o &eacute; pesquisada nos principais    centros agr&iacute;colas do pa&iacute;s. Na &uacute;ltima d&eacute;cada passou    a significar uma importante fonte de renda para 22 fam&iacute;lias de agricultores    que vivem do cultivo dessa hortali&ccedil;a na regi&atilde;o de Piedade, no    interior paulista, onde se produz cerca de 700 mil caixas por ano, segundo Osmar    Borzacchini, diretor municipal de agricultura do munic&iacute;pio. Por produzir    flores o ano todo, Piedade &eacute; considerada a maior produtora de alcachofras    do Brasil.</font></p>     <p><font size="3">No exterior, cerca de 90% da &aacute;rea plantada com alcachofra    se encontra na regi&atilde;o do Mediterr&acirc;neo e o restante nos Estados    Unidos. No continente sul-americano, a maior &aacute;rea est&aacute; na Argentina.    A It&aacute;lia &eacute; o pa&iacute;s onde a esp&eacute;cie &eacute; mais amplamente    cultivada, seguida da Espanha, Fran&ccedil;a e Marrocos, segundo dados da Food    and Agriculture (FAO) da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas. </font></p>     <p><font size="3">No setor de hortali&ccedil;as do Instituto Agron&ocirc;mico    de Campinas(IAC), um dos mais importantes centros de pesquisa do pa&iacute;s,    devido &agrave; limita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e financeiros que    enfrenta, estabeleceu-se prioridades para a pesquisa e a alcachofra n&atilde;o    foi inclu&iacute;da, afirma o pesquisador da &aacute;rea, Francisco Passos.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a08fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">S&atilde;o quatro as variedades mais encontradas no mercado:    violeta de proen&ccedil;a, roxa de s&atilde;o roque, verde lion e verde grande    da bretanha. A mais consumida no Brasil &eacute; a roxa de s&atilde;o roque.    O plantio &eacute; feito ap&oacute;s a colheita, com os brotos ou as mudas que    surgem no ver&atilde;o ao redor das plantas adultas, diz o pesquisador Nozomu    Makishima, da Embrapa Hortali&ccedil;as. Conhecida como propaga&ccedil;&atilde;o    vegetativa, esse tipo de reprodu&ccedil;&atilde;o conserva as mesmas caracter&iacute;sticas    da planta-m&atilde;e, mas carrega pragas e doen&ccedil;as tamb&eacute;m. Cada    planta d&aacute; em m&eacute;dia de 10 a 12 flores que s&atilde;o embaladas    com papel para que fiquem com a colora&ccedil;&atilde;o roxa – tradi&ccedil;&atilde;o    no interior de S&atilde;o Paulo – e sejam protegidas de chuvas, doen&ccedil;as    e da aplica&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a08fig02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A entressafra da alcachofra &eacute; de julho a setembro, mas    &eacute; poss&iacute;vel encontr&aacute;-la durante praticamente todo o ano    devido &agrave; t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o de horm&ocirc;nio    – o &aacute;cido giber&eacute;lico – no centro ou no caule da planta para antecipar    a flora&ccedil;&atilde;o. Segundo o pesquisador Keigo Minami, da USP, a aplica&ccedil;&atilde;o    de horm&ocirc;nios n&atilde;o influi no gosto da alcachofra porque o horm&ocirc;nio    &eacute; natural. &quot;Os produtores de Piedade procuram plantar 'fora de &eacute;poca'    para alcan&ccedil;ar pre&ccedil;os maiores&quot;, justifica. A pesquisadora    Anita Gutierrez, do setor de hortali&ccedil;as da Ceagesp, no entanto, chama    a aten&ccedil;&atilde;o para as caracter&iacute;sticas das alcachofras produzidas    com horm&ocirc;nio. &quot;O fato de a produ&ccedil;&atilde;o ser fora da melhor    &eacute;poca, quando a planta-m&atilde;e tem menos reservas e os problemas de    pragas e doen&ccedil;as s&atilde;o maiores, piora a qualidade do produto em    todos os aspectos: tamanho, polpa, cor e brilho&quot;, diz.</font></p>     <p><font size="3">A comercializa&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por unidade de    bot&atilde;o e o pre&ccedil;o varia com o tamanho e a oferta. Na entressafra    do ano passado, o custo m&eacute;dio chegou a R$ 1 por unidade, o que restringe    o seu consumo mas se justifica pelos custos de produ&ccedil;&atilde;o e por    sua alta perecibilidade. Segundo Anita, na Europa a alcachofra &eacute; resfriada    imediatamente depois da colheita e &eacute; conservada sob refrigera&ccedil;&atilde;o    at&eacute; chegar ao consumidor; no Brasil, a refrigera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    &eacute; utilizada em nenhuma etapa da cadeia produtiva. </font></p>     <p><font size="3"><b>PROPRIEDADES</b> A alcachofra &eacute;, na verdade, uma flor    imatura que pertence &agrave; mesma fam&iacute;lia das margaridas e dos girass&oacute;is.    Sua hist&oacute;ria como alimento remonta ao Imp&eacute;rio Romano, quando passou    a freq&uuml;entar as mesas e suas propriedades nutritivas e medicinais foram    descobertas. Em 100 gramas de alcachofra se encontram vitaminas do complexo    B, pot&aacute;ssio, c&aacute;lcio, f&oacute;sforo, iodo, magn&eacute;sio, s&oacute;dio    e ferro. Ela auxilia a digest&atilde;o e melhora as fun&ccedil;&otilde;es do    f&iacute;gado, gra&ccedil;as a ciarina – uma subst&acirc;ncia encontrada na    planta. &Eacute; indicada para pessoas com diabetes e hepatite. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A parte mais saborosa da flor &eacute; o miolo, bastante usado    na produ&ccedil;&atilde;o de conservas e para a prepara&ccedil;&atilde;o de    v&aacute;rios pratos. Das p&eacute;talas, come-se a parte mais carnuda, e os    talos tamb&eacute;m podem ser aproveitados. Para comer a alcachofra o jeito    mais simples &eacute; cozinh&aacute;-la em &aacute;gua, retirar os espinhos    e depois saborear as p&eacute;talas com um molho de azeite, vinagre, sal e cebola.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Gabriela Di Giulio</i></b></font></p>      ]]></body>

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