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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n2/a26fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4">Golpe militar</font></b></p>     <p><font size=5><b>1964: <small>QUATRO D&Eacute;CADAS DEPOIS</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O golpe militar de 1964 alterou os rumos da hist&oacute;ria    brasileira com uma nova din&acirc;mica. Depois de sucessivos movimentos de expuls&atilde;o    da classe pol&iacute;tica do governo e restitui&ccedil;&atilde;o do comando    do Estado aos civis, como em 1930, 1945 e 1954, dessa vez os militares assumem    o poder, dando in&iacute;cio &agrave; ditadura, que foi caracterizada pela repress&atilde;o    pol&iacute;tica, luta armada, viola&ccedil;&atilde;o de direitos e censura.    Depois de 40 anos do golpe, pesquisadores continuam a vasculhar arquivos em    busca de dados sobre o per&iacute;odo. Mas a continuidade de novos estudos est&atilde;o    amea&ccedil;adas por um decreto assinado em 2002 impedindo o acesso a documentos    sigilosos.</font></p>     <p><font size="3">Antes de deixar a presid&ecirc;ncia, Fernando Henrique Cardoso    assinou o decreto 4.553 disciplinando o acesso a informa&ccedil;&otilde;es que    colocassem em risco a seguran&ccedil;a da sociedade e do Estado. Este decreto    revogou outro, de 1997, que permitia acesso irrestrito a tais fontes. &quot;Essa    proibi&ccedil;&atilde;o dificulta a pesquisa hist&oacute;rica sobre o regime    militar e ainda n&atilde;o foi alterada pelo atual governo&quot;, lamenta Carlos    Fico, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="3">Para Fico, o golpe de 1964 deixou uma s&eacute;rie de conseq&uuml;&ecirc;ncias    para a hist&oacute;ria brasileira e parte dela continua oculta em documentos    aos quais os pesquisadores n&atilde;o t&ecirc;m mais acesso. Gra&ccedil;as ao    antigo decreto que garantia a consulta de tais documentos, o historiador publicou    o livro <i>Como eles agiam – Os subterr&acirc;neos da ditadura militar: espionagem    e pol&iacute;cia pol&iacute;tica</i>. Nessa obra, s&atilde;o analisados os sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o do regime militar a partir de documentos da extinta    Divis&atilde;o de Seguran&ccedil;a e Informa&ccedil;&otilde;es (DSI) do Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a, que foi incorporado ao acervo do Arquivo Nacional.</font></p>     <p><font size="3"><b>MEM&Oacute;RIAS</b> Para Celso Castro, pesquisador da Funda&ccedil;&atilde;o    Get&uacute;lio Vargas, no Rio de Janeiro, existem v&aacute;rias mem&oacute;rias    sobre o golpe, inclusive concorrentes. S&atilde;o constru&iacute;das a partir    de pesquisas com imprensa, arquivos oficiais e relatos de exilados pol&iacute;ticos    e de militares, enfocando, principalmente, o lado dos perseguidos pelo regime.</font></p>     <p><font size="3">Do ponto de vista das for&ccedil;as armadas, Castro chama a    aten&ccedil;&atilde;o para a dificuldade de os militares justificarem sua participa&ccedil;&atilde;o    na ditadura, que se estendeu de 1964 a 1985. Em v&aacute;rios depoimentos de    militares o tom de ressentimento perpassa as falas. Apesar de terem ganhado    o poder e a guerra contra a luta armada, os militares sentem-se derrotados pela    pr&oacute;pria hist&oacute;ria. Esse sentimento pode ser resumido por dois pontos-de-vista    principais: a dificuldade de justificar a repress&atilde;o e a persegui&ccedil;&atilde;o    de alguns grupos e n&atilde;o s&oacute; a tortura, mas tamb&eacute;m atos de    terrorismo, como o do Rio Centro, por exemplo; e o papel desempenhado pela imprensa    e pela opini&atilde;o p&uacute;blica ao condenarem, ao seu ver, injustamente,    a a&ccedil;&atilde;o repressiva das for&ccedil;as armadas. &quot;Outro ressentimento    &eacute; quando os militares afirmam que n&atilde;o deram o golpe sozinhos,    pois foram estimulados por setores civis, como a Igreja, o empresariado e a    classe m&eacute;dia. O que &eacute; verdade, mas eles lamentam serem considerados    os &uacute;nicos culpados&quot;, afirma Castro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No site da Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo (<a href="http://www.fpabramo.org.br/">www.fpabramo.org.br/</a>),tem    p&aacute;gina especial com bibliografia, depoimentos, uma biblioteca virtual    e fac-s&iacute;mile de documentos sobre o per&iacute;odo do regime militar brasileiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Alexandre Zarias</i></b></font></p>      ]]></body>

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