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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pesquisa avalia o uso de células-tronco no combate ao AVC]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n3/a22img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">UFRJ</font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v56n3/a03img02.gif"></font></p>     <p><font size="4"><b>Pesquisa avalia o uso de c&eacute;lulas-tronco no combate    ao AVC </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">As pesquisas com c&eacute;lulas-tronco adultas no Brasil t&ecirc;m    avan&ccedil;ado significativamente em v&aacute;rias especialidades. Na Universidade    Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma equipe de pesquisadores liderados pela    neurobiologista Rosalia Mendez-Otero trabalha com o uso de c&eacute;lulas-tronco    no combate ao AVC (acidente vascular cerebral) isqu&ecirc;mico. Encerrada com    sucesso a fase de testes com camundongos, a equipe aguarda agora o parecer da    Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (Conep) para iniciar os    testes com seres humanos.</font></p>     <p><font size="3">De acordo com Rosalia, a id&eacute;ia &eacute; trabalhar, em    uma primeira fase, com um grupo de 8 a 10 pacientes em fase aguda, mais precisamente    no per&iacute;odo de 3 a 5 dias ap&oacute;s o AVC. O procedimento ser&aacute;    obter c&eacute;lulas-tronco adultas da pr&oacute;pria medula &oacute;ssea do    paciente e reintroduz&iacute;-las atrav&eacute;s da art&eacute;ria cerebral    m&eacute;dia.</font></p>     <p><font size="3">A t&eacute;cnica de obten&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas-tronco    do pr&oacute;prio paciente representa um passo importante na pesquisa, pois    evita a rejei&ccedil;&atilde;o pelo pr&oacute;prio corpo. Al&eacute;m disso,    espera-se obter resultados semelhantes aos obtidos em laborat&oacute;rio, para    que essas c&eacute;lulas possam adquirir caracter&iacute;sticas dos neur&ocirc;nios    e ajudar no processo de reconstitui&ccedil;&atilde;o de parte do c&eacute;rebro    atingido pelo acidente vascular cerebral.</font></p>     <p><font size="3">Rosalia alerta para o fato de que as pesquisas realizadas com    c&eacute;lulas-tronco no Brasil s&atilde;o muito importantes no desenvolvimento    de novos e eficientes tratamentos, por&eacute;m, afirma que essas pesquisas    encontram-se em est&aacute;gios iniciais e n&atilde;o devem ser encaradas como    tratamentos definitivos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">"A nossa pesquisa visa diminuir as seq&uuml;elas resultantes    do acidente vascular cerebral, o que ser&aacute; bastante importante na recupera&ccedil;&atilde;o    do paciente", conclui Rosalia.</font></p>     <p><font size="3">O trabalho realizado pela equipe de pesquisadores da UFRJ faz    parte do Instituto do Mil&ecirc;nio de Bioengenharia Tecidual, projeto financiado    pelo CNPq. Al&eacute;m da UFRJ, participam as seguintes institui&ccedil;&otilde;es:    Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, da Bahia, que pesquisa o uso de c&eacute;lulas-tronco    aplicada no mal de Chagas; USP de Ribeir&atilde;o Preto, com o uso de c&eacute;lulas-tronco    no combate a diabetes tipo 1; Hospital Pr&oacute;-Card&iacute;aco (RJ), com    o uso de c&eacute;lulas-tronco no tratamento de doen&ccedil;as card&iacute;acas;    e Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp), com o uso de c&eacute;lulas-tronco    no tratamento de les&otilde;es medulares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">USP-RIBEIR&Atilde;O PRETO</font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v56n3/a03img02.gif"></font></p>     <p><font size="4"><b>Vacina g&ecirc;nica ser&aacute; testada contra o c&acirc;ncer    </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Uma vacina contra c&acirc;ncer come&ccedil;a a ser testada em    seres humanos. Um grupo de dezoito pacientes, com tumores na cabe&ccedil;a e    pesco&ccedil;o, come&ccedil;aram a receber doses da vacina g&ecirc;nica para    tratamento de c&acirc;ncer. Desenvolvida pelo bioqu&iacute;mico C&eacute;lio    Lopes Silva, da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto (USP), a vacina,    que foi concebida originalmente para o tratamento de pacientes com tuberculose,    carrega uma carga de DNA, mol&eacute;cula respons&aacute;vel pela informa&ccedil;&atilde;o    heredit&aacute;ria nas c&eacute;lulas. Os resultados obtidos em laborat&oacute;rio    mostraram-se muito eficazes.</FONT></p>     <p><font size="3">Os testes com seres humanos, j&aacute; aprovados pelo Conselho    Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa, est&atilde;o sendo realizados no Hospital    de Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo, sob a coordena&ccedil;&atilde;o dos    m&eacute;dicos Kald Ali Abdallah e Pedro Michaluart. Os volunt&aacute;rios que    participam dos testes s&atilde;o portadores de tumores agressivos na regi&atilde;o    da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. S&atilde;o pacientes que j&aacute; receberam    todo tipo de tratamento conhecido contra sua doen&ccedil;a, sem obter sucesso.</FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>ETAPAS DA PESQUISA</b> O primeiro passo da pesquisa &eacute;    verificar os n&iacute;veis de toxicidade da vacina, as rea&ccedil;&otilde;es    colaterais, e isso ser&aacute; realizado de acordo com as normas da Food Drugs    Administration (FDA), ag&ecirc;ncia norte-americana que controla a &aacute;rea    de alimentos e f&aacute;rmacos. Ser&aacute; feito um acompanhamento dos pacientes    com a realiza&ccedil;&atilde;o de exames tomogr&aacute;ficos a cada tr&ecirc;s    meses. O que se espera observar, nesse per&iacute;odo, &eacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o    de tamanho dos tumores, o que comprovaria a efic&aacute;cia da vacina.</font></p>     <p><font size="3">De acordo com o pesquisador, o objetivo da vacina contra o c&acirc;ncer    &eacute; acionar dois tipos de linf&oacute;citos, o T CD8 e o T CD4, que s&atilde;o    c&eacute;lulas atuantes na defesa do sistema imunol&oacute;gico. A vacina &eacute;    aplicada diretamente no tumor fazendo com que o sistema imunol&oacute;gico reconhe&ccedil;a    aquelas c&eacute;lulas como um agente infeccioso e passe a combater, destruindo    o tumor.</FONT></p>     <p><font size="3">A expectativa &eacute; que os primeiros resultados capazes de    comprovar a efici&ecirc;ncia da vacina sejam conhecidos dentro de seis meses.    Por&eacute;m, os resultados finais dever&atilde;o levar pelo menos tr&ecirc;s    anos.</FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">KING’S COLLEGE</font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v56n3/a03img02.gif"></font></p>     <p><font size="4"><b>Brit&acirc;nicos usam c&eacute;lulas-tronco para criar dentes    humanos </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Cada vez mais as c&eacute;lulas-tronco v&atilde;o se tornando    o principal foco das pesquisas ao redor do mundo. Na Inglaterra, cientistas    do King’s College, de Londres, receberam um aporte de recursos equivalentes    a R$ 2,6 milh&otilde;es para desenvolver dentes humanos a partir do uso de c&eacute;lulas-tronco.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Os cientistas acreditam que a viabiliza&ccedil;&atilde;o desse    procedimento tecnol&oacute;gico seria um passo importante na preserva&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de bocal. Um dente vivo pode preservar a sa&uacute;de dos tecidos    adjacentes, de maneira muito mais eficaz que uma pr&oacute;tese.</font></p>     <p><font size="3">A t&eacute;cnica consiste em programar as c&eacute;lulas-tronco    para que elas possam se transformar em dentes. Com esse procedimento realizado,    essas c&eacute;lulas seriam tranferidas para a mand&iacute;bula do paciente,    no local onde ficava o dente que foi perdido. Os respons&aacute;veis pela pesquisa    estimam que o novo dente deve levar dois meses para estar completamente desenvolvido.</font></p>     <p><font size="3">O primeiro passo &eacute; iniciar os procedimentos de laborat&oacute;rio    com camundongos e, de acordo com os cientistas, &eacute; prov&aacute;vel que    dentro de dois anos, caso os resultados de laborat&oacute;rio sejam satisfat&oacute;rios,    ser&atilde;o realizados testes com seres humanos. Para isso, o King’s College    criou a companhia Odontis, que ser&aacute; a respons&aacute;vel pelo desenvolvimento    do projeto.</font></p>     <p><font size="3">A justificativa para essa pesquisa &eacute; que, na Gr&atilde;-Bretanha,    pessoas com mais de 50 anos perdem, em m&eacute;dia, 12 do total de 32 dentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v56n3/a22fig01.gif"></font></p>      ]]></body>
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