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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v56n4/a11img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">P<small>OL&Iacute;TICA</small> C&amp;T</font></p>     <p><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v56n4/a03img05.gif"></font></p>     <p><font size="4"><b>Movimentos por mais verbas para o ensino e a pesquisa na    Europa </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3">Desde o in&iacute;cio do ano tem acontecido na Europa uma s&eacute;rie    de manifesta&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; ci&ecirc;ncia, tecnologia,    pesquisa e educa&ccedil;&atilde;o, buscando responsabilizar o Estado pela investiga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica e deter a privatiza&ccedil;&atilde;o dos financiamentos e    corte de recursos, congelamento ou precariza&ccedil;&atilde;o das contrata&ccedil;&otilde;es    nas universidades e centros de pesquisa.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">Na Fran&ccedil;a, por exemplo, pesquisadores expressaram seu    descontentamento, acusando o governo franc&ecirc;s de asfixiar financeiramente    o setor p&uacute;blico. Como reivindica&ccedil;&atilde;o, coordenadores de equipes    de pesquisa fizeram uma amea&ccedil;a in&eacute;dita e de grande repercuss&atilde;o    no pa&iacute;s: prometeram uma demiss&atilde;o coletiva de suas fun&ccedil;&otilde;es    para o dia 9 de mar&ccedil;o deste ano, caso as reivindica&ccedil;&otilde;es    apresentadas dois meses antes, por meio da carta aberta ao governo franc&ecirc;s,    n&atilde;o fossem atendidas. Exigiam repasse de financiamentos atrasados de    2002, o aumento do n&uacute;mero de vagas para a contrata&ccedil;&atilde;o de    jovens pesquisadores, a prepara&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es nacionais    que reativem o sistema de pesquisa e desencadeiem uma pol&iacute;tica plurianual    com perspectivas de recrutamento e carreira atrativas. </FONT></p>     <p><FONT SIZE="3"><b>FRAN&Ccedil;A</b> Outro destaque do movimento franc&ecirc;s,    o <i>Sauvons la recherche</i>, &eacute; a den&uacute;ncia de que o governo estaria    relegando a pesquisa b&aacute;sica a segundo plano. Os pesquisadores argumentam    que "os retornos rent&aacute;veis v&ecirc;m da pesquisa aplicada, mas eles s&oacute;    podem existir utilizando as ferramentas e conceitos criados pela pesquisa b&aacute;sica".    Reivindicava-se, tamb&eacute;m, que o financiamento p&uacute;blico da pesquisa    seja uma responsabilidade central do Estado, que n&atilde;o deve ser transferida    para o setor privado ou estruturas internacionais, mesmo que alguns pesquisadores    utilizem complementos de financiamento dessas fontes. Entre as exig&ecirc;ncias    do grupo est&aacute; a de uma pol&iacute;tica cient&iacute;fica menos centralizada    e mais transparente em n&iacute;vel ministerial.</font></p>     <p><FONT SIZE="3">Ap&oacute;s a concretiza&ccedil;&atilde;o do pedido de demiss&atilde;o    dos pesquisadores e de uma s&eacute;rie de manifesta&ccedil;&otilde;es, o movimento    franc&ecirc;s <i>Sauvons la recherche</i> conseguiu recuperar 500 vagas para    estabelecimentos p&uacute;blicos t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos, a cria&ccedil;&atilde;o    de um programa com mil vagas nas universidades, para janeiro pr&oacute;ximo,    e a promessa de um bilh&atilde;o de euros para a pesquisa, dentro do or&ccedil;amento    de 2005.</FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT SIZE="3"><b>IT&Aacute;LIA</b> Reivindica&ccedil;&otilde;es semelhantes    foram feitas na It&aacute;lia, onde os pesquisadores mobilizaram-se contra a    reforma universit&aacute;ria, proposta pela Ministra da Educa&ccedil;&atilde;o    P&uacute;blica e Universidade, Letizia Moratti, que entrou em vig&ecirc;ncia    atrav&eacute;s de uma medida provis&oacute;ria e est&aacute; sendo aprovada    pelo Conselho dos Ministros. Assim como os franceses, os italianos tamb&eacute;m    elaboraram uma carta aberta seguida de um abaixo-assinado. Eles criticam, entre    outros pontos da nova lei, a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho intelectual,    a forma de contrata&ccedil;&atilde;o (tempor&aacute;ria) de jovens pesquisadores    e o corte de financiamento p&uacute;blico associado &agrave; obriga&ccedil;&atilde;o    de pleitear os recursos necess&aacute;rios com a iniciativa privada. Para eles,    essa forma de financiamento tem como conseq&uuml;&ecirc;ncia a fuga de cientistas    para outros pa&iacute;ses e o foco de empresas sobre a pesquisa aplicada e sobre    &aacute;reas tecnol&oacute;gicas, em detrimento da pesquisa b&aacute;sica e    de &aacute;reas como as das ci&ecirc;ncias humanas.</font></p>     <p><FONT SIZE="3">Os movimentos em prol da pesquisa, em especial a b&aacute;sica,    na Europa formam atualmente uma rede ampla de atores e institui&ccedil;&otilde;es    de diferentes pa&iacute;ses. Para al&eacute;m de apontar os problemas das &aacute;reas    de ci&ecirc;ncia e tecnologia e ensino superior, os debates sinalizam a preocupa&ccedil;&atilde;o    recorrente com a trajet&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e sua legitima&ccedil;&atilde;o    junto &agrave; sociedade.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3"><b>FUGA DE C&Eacute;REBROS</b> Uma das institui&ccedil;&otilde;es    atuantes nesse debate &eacute; a Marie Curie Fellowship Associates (MCFA), respons&aacute;vel    por uma carta aberta para a ministra italiana Letizia Moratti, alertando-a sobre    a "fuga de c&eacute;rebros" da Europa para pa&iacute;ses que investem mais em    ci&ecirc;ncia, como EUA, China e Jap&atilde;o. O documento diz que as estrat&eacute;gias    da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, na dire&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa b&aacute;sica    e aplicada mais competitiva, encontram obst&aacute;culos nas pol&iacute;ticas    dos governos. "Tais pol&iacute;ticas parecem ignorar as metas da Comiss&atilde;o    Europ&eacute;ia", diz a carta. </font></p>     <p><FONT SIZE="3"><i>For european recherche</i> &eacute; outro movimento que surgiu    nesse contexto e reivindica 3% do PIB europeu para a ci&ecirc;ncia. A porcentagem    &eacute; a mesma prevista nas resolu&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia    – de 2000, em Lisboa ; 2002 em Barcelona e de 2003 em Bruxelas – para tornar    a economia europ&eacute;ia, baseada no conhecimento, mais competitiva at&eacute;    2010. </FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><FONT SIZE="3"><b><i>Marta Kanashiro</i></b></FONT></p>      ]]></body>
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