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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a01img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>T</b></font>odo conhecimento &eacute; &uacute;til.    Como o fundamento da moral &eacute; a utilidade, &eacute; poss&iacute;vel afirmar    que a utilidade do conhecimento &eacute; o que o torna &eacute;tico, por defini&ccedil;&atilde;o.    Nesse sentido, n&atilde;o h&aacute; conhecimento in&uacute;til, j&aacute; que    a a&ccedil;&atilde;o de conhecer est&aacute; voltada para proporcionar felicidade,    prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade. O conhecimento &eacute;    &uacute;til porque, como outras a&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas do ser humano,    corresponde &agrave; necessidade de uma pr&aacute;tica desej&aacute;vel, aquela    que nos leva a buscar a felicidade de nossos semelhantes e nela sentir o prazer    de sua realiza&ccedil;&atilde;o no outro. </font></p>     <p><font size="3">Diz-se hoje, contudo, que uma das caracter&iacute;sticas fundamentais    do conhecimento contempor&acirc;neo &eacute; o seu utilitarismo. </font></p>     <p><font size="3">Em que sentido o conhecimento utilit&aacute;rio das economias    globalizadas na sociedade do conhecimento difere da utilidade &eacute;tica constitutiva    de todo conhecimento? </font></p>     <p><font size="3">Procurar responder a essa quest&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m    procurar entender, na l&oacute;gica de funcionamento das tecnoci&ecirc;ncias,    como as grandes transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas influenciam    a ci&ecirc;ncia e como a ci&ecirc;ncia, ela pr&oacute;pria, propicia novas tecnologias    e inova&ccedil;&otilde;es que dinamizam os mercados e ativam o consumo das novidades    dos produtos delas decorrentes. Desse ponto de vista, o conhecimento &eacute;    utilit&aacute;rio n&atilde;o porque tenha finalidade pr&aacute;tica, mas por    agregar valor aos produtos dele derivados e por ter objetivos fortemente comerciais.    A comercializa&ccedil;&atilde;o do produto do conhecimento visa tamb&eacute;m    &agrave; felicidade do outro, pela satisfa&ccedil;&atilde;o e pelo prazer, agora,    do consumidor a que ficou reduzido o seu papel social. </font></p>     <p><font size="3">O N&uacute;cleo Tem&aacute;tico deste n&uacute;mero da <i>Ci&ecirc;ncia    e Cultura</i> dedica-se &agrave; discuss&atilde;o de alguns aspectos das tecnoci&ecirc;ncias    e nos ajuda a organizar o universo de indaga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas,    culturais, &eacute;ticas e pol&iacute;ticas gerado pelas grandes transforma&ccedil;&otilde;es    tecnol&oacute;gicas e por seus impactos na sociedade. </font></p>     <p><font size="3">Acompanham-nas, na revista, as not&iacute;cias, as reportagens,    as informa&ccedil;&otilde;es e a literatura, em prosa e verso, de bons e criativos    autores do pa&iacute;s. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="3">C<small>ARLOS</small> V<small>OGT</small>    <BR>   <i>Editor chefe, janeiro de 2005</i></font></p>      ]]></body>
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