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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a10img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">BARCELONA</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a03img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Novo museu reproduz habitats cient&iacute;ficos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Se Barcelona n&atilde;o fosse marcada pela arquitetura singular    de Gaud&iacute; e pelos museus com as obras de Mir&oacute; e Picasso, entre    tantos outros, continuaria sendo o centro de efervesc&ecirc;ncia cultural sintetizado    no movimento das Ramblas — esp&eacute;cie de grande cal&ccedil;ad&atilde;o que    liga a avenida pr&oacute;xima ao cais com o centro — que atrai enorme quantidade    de pessoas, muitos turistas, de toda a Europa e de outros continentes. Em novembro    passado, a capital catal&atilde; adicionou mais um endere&ccedil;o em seu roteiro    privilegiado: o Museu de Ci&ecirc;ncia da Funda&ccedil;&atilde;o La Caixa da    Espanha, ampla &aacute;rea de 50 mil metros quadrados dedicados a aproximar    a sociedade das quest&otilde;es cient&iacute;ficas. Batizado de <i>CosmoCaixa    Barcelona</i>, o museu foi montado num antigo pr&eacute;dio modernista, que    sofreu obras de restaura&ccedil;&atilde;o e se expandiu pelo subterr&acirc;neo,    numa solu&ccedil;&atilde;o criativa a cargo dos arquitetos Esteve e Robert Terradas.    </FONT></p>     <p><font size="3">M&uacute;ltiplas entradas de luz solar garantem claridade e    a sensa&ccedil;&atilde;o de que se est&aacute; &agrave; superf&iacute;cie, enquanto,    l&aacute; fora, as pessoas caminham pelo teto do museu, com uma vis&atilde;o    panor&acirc;mica das exposi&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o 27 metros abaixo    de seus p&eacute;s. A inclus&atilde;o de diferentes cientistas, muse&oacute;logos,    educadores e arquitetos desde as primeiras discuss&otilde;es do projeto &eacute;    um dos tra&ccedil;os da nova concep&ccedil;&atilde;o de museologia proposta    pelo f&iacute;sico Jorge Wagensberg, h&aacute; 12 anos &agrave; frente da institui&ccedil;&atilde;o.    Uma de suas marcas &eacute; a presen&ccedil;a constante de objetos reais nas    exposi&ccedil;&otilde;es, que estimulem o p&uacute;blico a refletir, formular    hip&oacute;teses, errar e chegar a algumas conclus&otilde;es, numa representa&ccedil;&atilde;o    da rotina cient&iacute;fica. </FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a11fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>HABITATS ORIGINAIS</b> Entre as exposi&ccedil;&otilde;es    permanentes est&aacute; a denominada Muro Geol&oacute;gico que agrega cortes    rochosos com estruturas geol&oacute;gicas que podem ser encontradas em qualquer    lugar do mundo. As pesadas pe&ccedil;as, no entanto, foram trazidas de seus    locais de origem por Wagensberg com o objetivo de mostrar movimentos e rea&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sico-qu&iacute;micas que podem ter durado centenas de milh&otilde;es    de anos. Uma delas &eacute; brasileira, retirada no interior de S&atilde;o Paulo.    Outra &aacute;rea impressionante &eacute; a que reproduz um fragmento da floresta    amaz&ocirc;nica: ali convivem jacar&eacute;s, capivaras, aves, peixes e primatas    em uma atmosfera controlada por computadores para garantir as pancadas de chuvas    e o t&iacute;pico calor &uacute;mido. O planejamento do espa&ccedil;o permite    aos observadores uma vis&atilde;o que vai da copa das &aacute;rvores ao fundo    do rio.</font></p>     <p><font size="3"><b>ESPA&Ccedil;O PARA O DEBATE</b> Para contemplar as variadas    discuss&otilde;es que perpassam a ci&ecirc;ncia, o <i>CosmoCaixa</i> possui    exposi&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias como as atuais "Os Iguanos", que    apresenta seis esqueletos de iguanodontes de Bernissart (B&eacute;lgica) — um    dos grupos de dinossauros melhor conservados no mundo — al&eacute;m de "A Linha    Vermelha": que exp&otilde;e formas de obter madeira sem danificar a floresta,    e pretende discutir a import&acirc;ncia da sustentabilidade. Existem,ainda,    espa&ccedil;os destinados ao debate de temas da atualidade e de interesse social,    como o planet&aacute;rio e 11 audit&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="3">Para o diretor, embora o objetivo principal de centros e museus    de ci&ecirc;ncias n&atilde;o seja a educa&ccedil;&atilde;o, ele defende que    o mais importante &eacute; motivar os visitante a mudarem sua atitude em rela&ccedil;&atilde;o    ao conhecimento cient&iacute;fico. Uma das ambi&ccedil;&otilde;es do novo museu    &eacute; tornar-se um centro de refer&ecirc;ncia internacional. O primeiro passo    nesse sentido foi dado em novembro passado, quando sediou o Congresso Anual    do Ecsite — entidade que re&uacute;ne museus, centros e institutos cient&iacute;ficos    de 25 pa&iacute;ses europeus.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><b><i>Germana Barata</i></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a11fig02.gif"></p>      ]]></body>
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