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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><font size=5><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></FONT></P>     <p align="center"><font size="3"><b>M&aacute;rcia de Oliveira Teixeira    <br>   Bianca Antunes Cortes</b></FONT></p>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> an&aacute;lise das sociedades    ocidentais, de seus diversos padr&otilde;es culturais e seus diferentes modos    de sociabilidade envolve, necessariamente, a reflex&atilde;o detida sobre as    tecnoci&ecirc;ncias. For&ccedil;as produtivas essenciais para o atual padr&atilde;o    de acumula&ccedil;&atilde;o das sociedades capitalistas industriais, as tecnoci&ecirc;ncias    n&atilde;o est&atilde;o apartadas ou imunes &agrave;s contradi&ccedil;&otilde;es    do capital. </font></P>     <P><font size="3">As formas de trabalho e de deslocamento, os padr&otilde;es de    consumo e os modos de comunicabilidade est&atilde;o sendo alterados por objetos    e tecnologias marcados por sua base cient&iacute;fica. Vi vemos em tempos curtos,    em tempos acelerados e circundados por um ambiente e uma ecologia humana sociotecnicamente    metamorfoseados. Vivemos em tempos de expans&atilde;o de um determinado padr&atilde;o    (essencialmente sociot&eacute;cnico) de exist&ecirc;ncia, no qual se conhece    em bases cient&iacute;ficas, e a transforma&ccedil;&atilde;o do mundo assume    a forma de uma inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. </font></P>     <P><font size="3">&Eacute; poss&iacute;vel tratar o espa&ccedil;o produzido pelas    sociedades industriais no p&oacute;s-guerra como efeito das tecnoci&ecirc;ncias.    Efeito, por conseguinte, da vizinhan&ccedil;a entre as pr&aacute;ticas cient&iacute;ficas    e as tecnol&oacute;gicas; entre a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos tecnocient&iacute;ficos,    a produ&ccedil;&atilde;o de bens culturais e os movimentos pol&iacute;tico-sociais;    entre a produ&ccedil;&atilde;o de artefatos tecnocient&iacute;ficos e os processos    de produ&ccedil;&atilde;o e de acumula&ccedil;&atilde;o de riquezas nacionais.    Esses sucessivos deslocamentos associativos redundaram em uma zona de contato    pela qual circulam institui&ccedil;&otilde;es, cientistas e engenheiros empenhados    em mobilizar conhecimentos cient&iacute;ficos tornando-os recursos tecnol&oacute;gicos    e, mais al&eacute;m, pol&iacute;ticos-econ&ocirc;micos. Nesse sentido, a impossibilidade    e a esterilidade de se estabelecer uma grande divis&atilde;o entre os processos    tecnocient&iacute;ficos e socioecon&ocirc;micos no mundo ocidental produziu    a an&aacute;lise sociot&eacute;cnica.</font></P>     <P><font size="3">Destarte intensa identifica&ccedil;&atilde;o das tecnoci&ecirc;ncias    como for&ccedil;as propulsoras da moderniza&ccedil;&atilde;o, associada ao bem-estar,    paira a amea&ccedil;a do risco tecnol&oacute;gico em grandes propor&ccedil;&otilde;es.    Novas armas de destrui&ccedil;&atilde;o, a possibilidade de produ&ccedil;&atilde;o    de alimentos transg&ecirc;nicos, as turvas fronteiras entre humanos e sistemas    t&eacute;cnicos encarregaram-se de disseminar d&uacute;vidas quanto ao futuro    promissor de antes. As promessas embutidas na maci&ccedil;a tecnologiza&ccedil;&atilde;o    da pr&aacute;tica m&eacute;dica, por seu turno, confluem com o aumento dos custos    dos tratamentos e com as restri&ccedil;&otilde;es &agrave; sua ampla massifica&ccedil;&atilde;o.    O acesso de amplas parcelas da popula&ccedil;&atilde;o mundial &agrave; medicina    segue como uma promessa. O processo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos    tecnocient&iacute;ficos sofreu profundas altera&ccedil;&otilde;es. O debate    restrito aos pares permanece, por&eacute;m cede, freq&uuml;entemente, diante    da necessidade de as informa&ccedil;&otilde;es circularem por espa&ccedil;os    mais amplos. As tecnoci&ecirc;ncias flertam com os poderes legislativo e executivo,    enquanto seus produtos potenciais s&atilde;o alvo de debates em organismos e    f&oacute;runs multilaterais. Disseminam-se a forma&ccedil;&atilde;o de redes    horizontais voltadas para o desenvolvimento de produtos e processos tecnol&oacute;gicos    de alto valor agregado, visando &agrave; produ&ccedil;&atilde;o em escala inserida    em cadeias produtivas internacionalizadas. Estes arranjos v&ecirc;m sendo adotados    (ou est&atilde;o em discuss&atilde;o) por sociedades marcadas por diferentes    processos de industrializa&ccedil;&atilde;o, por uma composi&ccedil;&atilde;o    heterog&ecirc;nea de sua base cient&iacute;fica, por uma diversidade cultural    agu&ccedil;ada e com demandas sociais extremamente diversas. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a13fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Os custos das atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnol&oacute;gico    (P&amp;D) se elevaram demasiadamente impingindo novas frentes de negocia&ccedil;&atilde;o    com as institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e grupos de investidores.    As etapas finais do processo de desenvolvimento tecnol&oacute;gico foram oneradas    com a multiplica&ccedil;&atilde;o de ensaios, a tecnologiza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa e a press&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o internacionalizada.    A organiza&ccedil;&atilde;o da P&amp;D requer recursos que extrapolam a capacidade    do principal dinamizador das a&ccedil;&otilde;es de P&amp;D - o Estado. H&aacute;    reflexos nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa (IPP), em    especial as universit&aacute;rias, premidas pela necessidade de buscarem algum    tipo de articula&ccedil;&atilde;o com inst&acirc;ncias privadas para a obten&ccedil;&atilde;o    de financiamentos.</font></P>     <P><font size="3"> A demanda por capitais e o valor dos produtos de base tecnocient&iacute;fica    atra&iacute;ram capitais especulativos, inserindo as atividades de P&amp;D no    rol dos investimentos de risco. Essas din&acirc;micas aliadas &agrave; internacionaliza&ccedil;&atilde;o    das atividades acarretaram mudan&ccedil;as aceleradas nos instrumentos de regula&ccedil;&atilde;o    e de reconhecimento da propriedade intelectual. Timidamente controv&eacute;rsias,    antes restritas aos f&oacute;runs acad&ecirc;micos, ganharam as ante-salas dos    tribunais. Essa gama de revolu&ccedil;&otilde;es impulsionou as tecnoci&ecirc;ncias    para o debate p&uacute;blico; conquanto haja diferen&ccedil;as significativas    em rela&ccedil;&atilde;o ao modo como cada popula&ccedil;&atilde;o experimenta    suas influ&ecirc;ncias, bem como a amplitude do debate. Em muitos pa&iacute;ses    as pr&aacute;ticas de populariza&ccedil;&atilde;o e de difus&atilde;o das tecnoci&ecirc;ncias    passaram a ser tomadas como imprescind&iacute;veis para a forma&ccedil;&atilde;o    de cidad&atilde;os competentes &agrave; discuss&atilde;o ampliada. A mobiliza&ccedil;&atilde;o    do potencial econ&ocirc;mico concorre com a sali&ecirc;ncia da dimens&atilde;o    de bem p&uacute;blico dos produtos tecnocient&iacute;ficos.</font></P>     <P><font size="3"> Todavia, a dissemina&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas    esbarra nas diferen&ccedil;as regionais frente aos processos e efeitos globalizados    das tecnoci&ecirc;ncias, bem como nas dificuldades de mobiliza&ccedil;&atilde;o    e constitui&ccedil;&atilde;o de f&oacute;runs de discuss&atilde;o. A internacionaliza&ccedil;&atilde;o    das tecnoci&ecirc;ncias, como pr&aacute;ticas leg&iacute;timas para a produ&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos e insumos econ&ocirc;micos globalizados, embora exitosa, n&atilde;o    &eacute; suficiente para alterar completamente a diversidade cultural e as especificidades    das pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas locais. Talvez pelo fato do processo de    internacionaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados n&atilde;o ser suficiente para    esgar&ccedil;ar e mutilar os processos locais de constitui&ccedil;&atilde;o    do pr&oacute;prio merc a d o. Assim, as condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o,    de legitima&ccedil;&atilde;o e o acesso p&uacute;blico aos conhecimentos tecnocient&iacute;ficos    nas sociedades ocidentais geram tens&otilde;es e s&atilde;o fontes renovadas    de problemas para estudos filos&oacute;ficos e s&oacute;cioantropol&oacute;gicos.</font></P>     <P><font size="3"> Os textos reunidos nesse N&uacute;cleo Tem&aacute;tico formam    um breve panorama da produ&ccedil;&atilde;o nacional. O Brasil re&uacute;ne    elementos instigantes – industrializa&ccedil;&atilde;o tardia, uma sociedade    produzida por um Estado autorit&aacute;rio, forte investimento na composi&ccedil;&atilde;o    de uma base tecnocient&iacute;fica estatal, al&eacute;m da intensa descontinuidade    das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Salta, de imediato, a alta concentra&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas localizadas    na regi&atilde;o Sudeste, com destaque para eixo Campinas – Rio de Janeiro –    S&atilde;o Paulo. Muito embora o Diret&oacute;rio de Grupos de Pesquisa (CNPq)    nos permita identificar um incipiente e instigante movimento de grupos externos    ao eixo supra citado – muitos dos quais institu&iacute;dos em torno da an&aacute;lise    e proposi&ccedil;&atilde;o de arranjos locais para as atividades de P&amp;D    – por&eacute;m, algumas quest&otilde;es s&atilde;o comungadas por v&aacute;rios    grupos de pesquisa, estando na base de muitos projetos. Destacamos a an&aacute;lise    das estrat&eacute;gias para o adensamento da produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos    certificados capazes de contribu&iacute;rem, simultaneamente, para acelerar    sua transfer&ecirc;ncia para a sociedade e para o mercado.</font></P>     <P><font size="3"> A presen&ccedil;a da an&aacute;lise econ&ocirc;mica no trato    dos processos locais &eacute; marcante, decerto como efeito das fortes liga&ccedil;&otilde;es    entre as tecnoci&ecirc;ncias, os processos de industrializa&ccedil;&atilde;o    do p&oacute;s-guerra e o desenvolvimentismo. Os estudos econ&ocirc;micos t&ecirc;m    privilegiado alguns eixos: os mecanismos p&uacute;blicos de financiamento; os    novos arranjos produtivos; as rela&ccedil;&otilde;es entre as universidades    e as empresas p&uacute;blicas e privadas. A gest&atilde;o, notadamente das IPPs,    desponta como campo vasto de problematiza&ccedil;&atilde;o e controv&eacute;rsia.    O intuito &eacute; a busca de estrat&eacute;gias para otimizar recursos, acelerando    projetos e aumentando seu &ecirc;xito no estabelecimento de conex&otilde;es    com o mercado e com a sociedade. As ci&ecirc;ncias sociais, por seu turno, sem    abandonar tem&aacute;ticas cl&aacute;ssicas como a an&aacute;lise das pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas e dos processos de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, investem    em outros rumos. Ganham relevo os estudos do processo de concep&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica, das pr&aacute;ticas cotidianas da P&amp;D, das negocia&ccedil;&otilde;es    que antecedem a produ&ccedil;&atilde;o de um artefato. As estrat&eacute;gias    para a difus&atilde;o cient&iacute;fica, suas conex&otilde;es com os espa&ccedil;os    formais e n&atilde;o-formais de educa&ccedil;&atilde;o e com a constru&ccedil;&atilde;o    da cidadania tamb&eacute;m se destacam. Outro tema vasto e candente s&atilde;o    as rela&ccedil;&otilde;es entre tecnoci&ecirc;ncias e g&ecirc;nero.</font></P>     <P><font size="3"> A hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e das tecnologias afirmou-se    como &aacute;rea central ou linha de pesquisa de muitos grupos. As an&aacute;lises    da trajet&oacute;ria de cientistas e da institui&ccedil;&atilde;o de centros    de pesquisa e universidades possibilitam o mapeamento da constitui&ccedil;&atilde;o    de nossa sociedade. &Eacute; um outro modo de abordar as origens autorit&aacute;rias    de nossa sociedade, de nosso mercado, al&eacute;m da disputa entre diferentes    projetos de na&ccedil;&atilde;o. As quest&otilde;es &eacute;ticas foram potencializadas    pelos diferentes usos da gen&ocirc;mica. &Eacute; poss&iacute;vel identificarmos    uma produ&ccedil;&atilde;o, em grande medida interdisciplinar (direito, filosofia,    antropologia), em torno das novas formas de manipula&ccedil;&atilde;o de organismos    biol&oacute;gicos (entre os quais os corpos humanos) e das pr&aacute;ticas m&eacute;dicas,    mormente as reprodutivas e est&eacute;ticas. O campo de pesquisas agropecu&aacute;rias    tamb&eacute;m est&aacute; se afirmando como um importante m&oacute;bil das discuss&otilde;es    s&oacute;cio-filos&oacute;ficas, estabelecendo intensas conex&otilde;es com    a an&aacute;lise dos impactos ambientais e do direito propriet&aacute;rio.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>M&aacute;rcia de Oliveira Teixeira</b> &eacute; doutora    em ci&ecirc;ncias na Coppe/UFRJ, assistente de pesquisa da Escola Polit&eacute;cnica    de Sa&uacute;de Joaquim Ven&acirc;ncio e Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz    (Fiocruz).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Bianca Antunes</b> Cortes &eacute; doutora em ci&ecirc;ncias na Coppe/UFRJ,    pesquisadora adjunta da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz).</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>BIBLIOGRAFIA CONSULTADA</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">Pratt, M. L. <i>Imperial Eyes</i> - <i>travel writing and transculturation</i>.    London: Routledge. 1992.</font><!-- ref --><P><font size="3">Callon, M. Actor-<i>Network theory – the market test</i>. Actor-Network    and After Workshop. Keele University. 1997. </font><!-- ref --><P><font size="3">Latour, B. <i>Ci&ecirc;ncia em a&ccedil;&atilde;o</i>. SP: UNES.    2000.</font><!-- ref --><P><font size="3">Deleuze, G. e Guattari, F. "Devir – Intenso, Devir – Animal,    Devir – Impercept&iacute;vel", <i>in</i> Deleuze, G e Guattari, F. (org)    <i>Mil plat&ocirc;s – capitalismo e esquizofrenia</i>. volume 4. SP. Ed. 34:    11-113. 1997.</font><!-- ref --><P><font size="3">Lar&eacute;do, P. <i>et alli</i>. "Defining the strategie    profile of research labs: the research compass card method" <i>in</i> Raan,    A. F. J et ali (eds) <i>Science and technology in a policy context</i>. Leiden:    DSWO Press. 1992. </font><!-- ref --><P><font size="3">Law, J. <i>Organizing modernity</i>. Great Britain: Blackwell.    1994.</font><!-- ref --><P><font size="3">Machado, C. J. S. <i>Tecnologia, meio ambiente e sociedade – uma introdu&ccedil;&atilde;o aos modelos te&oacute;ricos</i>. RJ: <i>e-papers</i>.    2003. </font><!-- ref --><P><font size="3">Santos, B. de S. <i>Introdu&ccedil;&atilde;o a uma ci&ecirc;ncia    p&oacute;s-moderna</i>. RJ: Graal. 1989.</font> ]]></body><back>
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