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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a13img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b><a name="title"></a>AS DIFERENTES MANEIRAS DE SE ESTUDAR    A INVEN&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA<a href="#nt">*</a></b></font></P>     <P><font size="3"><b>Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><font size=5><b>D</b></font>urante as duas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, o qual poder&iacute;amos chamar, sem nenhum    exagero, de s&eacute;culo das turbul&ecirc;ncias, a quest&atilde;o da inven&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica passou a ocupar as preocupa&ccedil;&otilde;es do meio acad&ecirc;mico,    sobretudo europeu e anglo-sax&atilde;o. &Agrave; imagem das pr&oacute;prias    ci&ecirc;ncias que se prestam a m&uacute;ltiplos usos e defini&ccedil;&otilde;es,    em fun&ccedil;&atilde;o das tradi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;rico-culturais    de cada pa&iacute;s, as abordagens adotadas s&atilde;o as mais diversas. Nesse    sentido, o presente artigo tem por objetivo dar uma vis&atilde;o de conjunto    de algumas das diferentes maneiras de se estudar a inven&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    praticadas por fil&oacute;sofos, soci&oacute;logos, historiadores, antrop&oacute;logos    e psic&oacute;logos. O fio condutor da leitura dos textos dos autores escolhidos    est&aacute; centrado na identifica&ccedil;&atilde;o das respostas que s&atilde;o    dadas para a seguinte quest&atilde;o: como se inventa uma id&eacute;ia cient&iacute;fica    nova?</font></P>     <P><font size="3">Inicialmente, as diferentes tradi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas    procuraram definir em que consiste a especificidade do saber cient&iacute;fico    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras atividades humanas. Os fil&oacute;sofos    basearam suas reflex&otilde;es, com freq&uuml;&ecirc;ncia, nas teorias estabelecidas.    Foi assim que, se apegando ao modelo da ci&ecirc;ncia da natureza, a revolu&ccedil;&atilde;o    galileana, Descartes (1, 2) procurou construir sua <i>Mathesis Universalis</i>.    O que o interessava nas matem&aacute;ticas era o m&eacute;todo que elas praticavam    permitindo chegar &agrave; certeza. Refletindo, ent&atilde;o, sobre as opera&ccedil;&otilde;es    do esp&iacute;rito, por meio das quais o matem&aacute;tico alcan&ccedil;a a    certeza, Descartes chega a extrair os preceitos do m&eacute;todo racional cuja    ambi&ccedil;&atilde;o &eacute; a de chegar ao ponto mais impessoal do esp&iacute;rito.    A &uacute;nica opera&ccedil;&atilde;o do esp&iacute;rito que nos assegura plenamente    a verdade &eacute; a intui&ccedil;&atilde;o evidente. A intui&ccedil;&atilde;o    &eacute; a pr&oacute;pria vis&atilde;o de uma evid&ecirc;ncia, sendo a evid&ecirc;ncia    o que salta aos olhos. A evid&ecirc;ncia &eacute; aquilo que eu n&atilde;o posso    duvidar, de maneira que a d&uacute;vida torna-se o fundamento do m&eacute;todo.    &Eacute; na subjetividade que Descartes encontra os fundamentos do conhecimento.    </font></P>     <P><font size="3">Por sua vez, a quest&atilde;o fundamental colocada por Kant    (3, 4), relativa ao status da metaf&iacute;sica – "a metaf&iacute;sica &eacute;    poss&iacute;vel como ci&ecirc;ncia?" – que determinar&aacute; o crit&eacute;rio    de cientificidade do conhecimento, tem como refer&ecirc;ncia a f&iacute;sica    newtoniana e seu sucesso. Kant at&eacute;m-se a extrair da teoria de seu tempo    os fundamentos operacionais que a tornou poss&iacute;vel. Ao crer na verdade    dessa nova teoria, ele identifica a estrutura de nossos esp&iacute;ritos &agrave;    validade <i>a priori</i> de nossas teorias: o julgamento sint&eacute;tico <i>a    priori</i>, estruturalmente conforme aos dados da experi&ecirc;ncia, garante    o crescimento do conhecimento. Kant remete a possibilidade da ci&ecirc;ncia    &agrave; racionalidade do sujeito. Esta concep&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia    n&atilde;o coloca quest&otilde;es sobre a inven&ccedil;&atilde;o no conhecimento    porque inven&ccedil;&atilde;o e conhecimento s&atilde;o dois conceitos superpostos.    Inventar e conhecer s&atilde;o uma e &uacute;nica coisa. A reflex&atilde;o sobre    o conhecimento tem in&iacute;cio a partir de teorias cient&iacute;ficas novas    (Galileu por Descartes, Newton por Kant). A possibilidade da ci&ecirc;ncia &eacute;    procurada no esp&iacute;rito do sujeito. </font></P>     <P><font size="3">Antes de prosseguirmos, conv&eacute;m observar que a filosofia    ignorou a quest&atilde;o da inven&ccedil;&atilde;o por duas raz&otilde;es principais.    Primeiro, porque a validade das teorias cient&iacute;ficas &eacute; garantida    pela pureza e racionalidade de sua origem. A ci&ecirc;ncia est&aacute; inscrita    na natureza do conhecimento racional, e a novidade ou a introdu&ccedil;&atilde;o    por um ato de pensamento sobre qualquer coisa, ainda n&atilde;o presente, &eacute;    imposs&iacute;vel. Segundo, a din&acirc;mica da ci&ecirc;ncia &eacute; pens&aacute;vel,    mas uma ruptura &eacute; instaurada por Popper (5, 6, 7) entre o contexto da    descoberta e o contexto da justifica&ccedil;&atilde;o. O contexto da descoberta,    impuro, &eacute; ent&atilde;o colocado fora do campo da racionalidade cient&iacute;fica    e, por isso mesmo, fora de toda explica&ccedil;&atilde;o racional. A inven&ccedil;&atilde;o    como processo intelectual &eacute; assimilada &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o,    aos fantasmas e aos prejulgamentos de um indiv&iacute;duo. N&atilde;o obstante    ser irracional e misteriosa, ela &eacute; o motor da mudan&ccedil;a, mas precisa    ser apagada para que a ci&ecirc;ncia se torne vis&iacute;vel. A validade n&atilde;o    tem mais nada a ver com a origem. Esta epistemologia d&aacute;, no entanto,    &agrave; inven&ccedil;&atilde;o um car&aacute;ter de acontecimento singular,    at&eacute; mesmo her&oacute;ico. Um ato fundador rompe com as normas estabelecidas    e refunda a ci&ecirc;ncia. Mas esse ato permanece um mist&eacute;rio.</font></P>     <P><font size="3">Por sua vez, com a psicologia da cria&ccedil;&atilde;o (8),    alguns estudos chegam a colar quest&otilde;es sobre o psiquismo de toda e qualquer    pessoa ao inv&eacute;s do psiquismo "dos inventores" e, o "ato criativo", ao    inv&eacute;s do "ato criador". Com os cognitivistas (9), o ato criador tornar-se    pass&iacute;vel de decomposi&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o ou,    com os defensores da criatividade (10), ele se desloca &agrave; vontade. A apari&ccedil;&atilde;o    de uma id&eacute;ia nova torna-se o fruto de um mecanismo intelectual, explic&aacute;vel    e banal, sem nenhuma especificidade. A quest&atilde;o do porqu&ecirc; dessa    pessoa inventar e aquela outra n&atilde;o, &eacute; respondida com um pergunta    mais abrangente: por que todo mundo n&atilde;o inventa? </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">J&aacute; a sociologia dos cientistas ou sociologia cl&aacute;ssica    das ci&ecirc;ncias (11) foca seus estudos sobre o meio e as formas de organiza&ccedil;&atilde;o    social da pesquisa, que permitem e favorecem a produ&ccedil;&atilde;o de novos    conhecimentos. Esses soci&oacute;logos introduzem na cena acad&ecirc;mica uma    nova problem&aacute;tica, aquela que d&aacute; &ecirc;nfase nos procedimentos,    nas normas, no sistema de recompensa, nos mecanismos de distribui&ccedil;&atilde;o    e de reconhecimento constitutivos da inven&ccedil;&atilde;o. Contudo, ficamos    sem compreender como se inventa e por que este indiv&iacute;duo inventa, ao    inv&eacute;s daquele. Os indiv&iacute;duos est&atilde;o totalmente absorvidos    no social e o conte&uacute;do da ci&ecirc;ncia nunca &eacute; abordado. Em ambos    os modelos, o da psicologia da cria&ccedil;&atilde;o e o da sociologia dos cientistas,    o ato inventivo consiste em revelar o que j&aacute; est&aacute; objetivamente    presente.</font></P>     <P><font size="3">Procurando dar conta da quest&atilde;o deixada de lado pela    sociologia dos cientistas, emerge no final dos anos 1970, uma nova sociologia    das ci&ecirc;ncias (12), cuja forma te&oacute;rica mais acabada &eacute; a sociologia    da tradu&ccedil;&atilde;o ou teoria das redes (13). Soci&oacute;logos e antrop&oacute;logos    passam a se interessar pelo processo da concep&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    habilitando o papel das pr&aacute;ticas, do coletivo e dos procedimentos (14).    Trata-se de estudar a ci&ecirc;ncia enquanto est&aacute; sendo feita, e de rejeitar    a origem das id&eacute;ias novas por consider&aacute;-la fora de seus prop&oacute;sitos.    Essa origem &eacute; um mito. As fontes da inova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    m&uacute;ltiplas e indeterminadas porque, uma vez que tudo &eacute; flutuante    na din&acirc;mica da hist&oacute;ria, &eacute; a pr&oacute;pria quest&atilde;o    do encerramento de uma controv&eacute;rsia e do estabelecimento de um acordo    que &eacute; problem&aacute;tica (15). A descoberta (a inven&ccedil;&atilde;o    que se torna "verdade revelada") &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o social.    Para a nova sociologia das ci&ecirc;ncias, as opera&ccedil;&otilde;es intelectuais    postas em a&ccedil;&atilde;o pelos cientistas na elabora&ccedil;&atilde;o de    um fato cient&iacute;fico fazem parte de um processo corriqueiro. Al&eacute;m    disso, o pensamento individual resulta de uma forma particular de apresenta&ccedil;&atilde;o    e de simplifica&ccedil;&atilde;o de toda uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es    materiais e coletivas. O que se chama "processos cognitivos" n&atilde;o &eacute;    outra coisa sen&atilde;o um trabalho concreto sobre objetos constru&iacute;dos    e exteriorizados, que s&atilde;o as <i>inscri&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias</i>    (16). O pensamento criativo individual torna-se uma narrativa particular ou    o fruto de um processo de atribui&ccedil;&atilde;o arbitr&aacute;ria. A inven&ccedil;&atilde;o    como o resultado de um momento hist&oacute;rico-geogr&aacute;fico localizado    &eacute; igualmente um instant&acirc;neo arbitr&aacute;rio. Enfim, a qualifica&ccedil;&atilde;o    da pessoa como sendo o inventor &eacute; problem&aacute;tica. &Eacute; a rede    ou as redes que a pessoa representa que a qualifica como tal (17). Um ator &eacute;    um ponto na intersec&ccedil;&atilde;o de dois movimentos: conectar, desmontar    e associar novas redes. A realiza&ccedil;&atilde;o desses movimentos torna-se    o resultado de uma capacidade estrat&eacute;gica.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a15fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">De um certo modo, os soci&oacute;logos juntam-se, contra sua    vontade, &agrave; perspectiva dos cognitivistas e de alguns "fil&oacute;sofos    da criatividade". Contudo, as conseq&uuml;&ecirc;ncias decorrentes dessa rela&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o opostas. Para os primeiros, a dimens&atilde;o banal e corriqueira    dos processos cognitivos convida, por isso mesmo, a acompanhar o trabalho de    constru&ccedil;&atilde;o das inscri&ccedil;&otilde;es dos objetos cient&iacute;ficos    para compreender o processo de descoberta. Para os segundos, a banalidade dos    processos cognitivos &eacute; suficiente para explicar as descobertas. Tamb&eacute;m,    na perspectiva dos primeiros, a singularidade de um momento ou de um ato desaparece,    ao mesmo tempo em que o estatuto do ator permanece problem&aacute;tico. Contudo,    reabilitando o papel dos n&atilde;o-humanos no trabalho de cria&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia e propondo uma nova defini&ccedil;&atilde;o do ator, em termos    de ator-rede, cujas qualidades s&atilde;o constru&iacute;das na prova, a sociologia    da tradu&ccedil;&atilde;o nos convida a repensar o lugar do sujeito que conhece.</font></P>     <P><font size="3">Alguns historiadores anglo-sax&otilde;es (18) passaram a se    interessar pela nova sociologia das ci&ecirc;ncias, debru&ccedil;ando-se sobre    a quest&atilde;o da inven&ccedil;&atilde;o. Eles se fixaram, como desafio, interpelar    as condi&ccedil;&otilde;es da descoberta e compreender, n&atilde;o mais como    um indiv&iacute;duo pode inventar uma teoria mais racional que as outras, mas    por que um saber constru&iacute;do a um momento particular &eacute; mais eficaz    que um outro. O material de suas an&aacute;lises &eacute; o estudo das controv&eacute;rsias    com base num mesmo princ&iacute;pio metodol&oacute;gico: a recusa de tomar o    partido do mais forte e de aceitar, <i>a priori</i>, que o ponto de vista do    ganhador seja imposto com base no argumento de que ele era o mais racional que    os outros. Eles deixam a historiografia de lado e se lan&ccedil;am na compreens&atilde;o,    com os diferentes protagonistas, das raz&otilde;es de suas escolhas. Ao restitu&iacute;rem    os diferentes pontos de vista dos atores, eles nos mostram a que ponto a produ&ccedil;&atilde;o    de um saber &eacute; uma negocia&ccedil;&atilde;o no interior dos laborat&oacute;rios    e, ao mesmo tempo, segundo a intensidade da controv&eacute;rsia, essa negocia&ccedil;&atilde;o    &eacute; capaz de mobilizar um contexto social mais amplo. Mas, quem diz negocia&ccedil;&atilde;o,    diz discuss&atilde;o e, quem diz discuss&atilde;o, diz m&uacute;ltiplas interpreta&ccedil;&otilde;es    do real. Assim, se &eacute; conduzido a retra&ccedil;ar o continuum das intera&ccedil;&otilde;es    que modelam os saberes. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia dessa orienta&ccedil;&atilde;o    te&oacute;rico-metodol&oacute;gica, esses historiadores recusaram a ado&ccedil;&atilde;o    de um relativismo ampliado posto que, para eles, todos os saberes n&atilde;o    se equivalem.</font></P>     <P><font size="3">Para concluir, podemos dizer que ao procurar uma resposta para    a quest&atilde;o que nos preocupa, qual seja, como se inventa uma id&eacute;ia    cient&iacute;fica nova, descobrimos com Descartes e Kant um sujeito purificado    (a validade &eacute; em si ou encontra-se num jogo de correspond&ecirc;ncia    com a natureza); com Popper, e tamb&eacute;m Bachelard (19-22), um sujeito esvaziado    para se obter mais objetividade; com a psicologia, a cria&ccedil;&atilde;o de    um sujeito lisonjeado – um g&ecirc;nio; com Merton, o sujeito numa comunidade;    com Bourdieu, o sujeito num campo; e, enfim, com a teoria das redes, um sujeito    relativizado ao n&iacute;vel dos n&atilde;o-humanos.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Carlos Jos&eacute; Saldanha Machado</b> &eacute; doutor    em antropologia pela Sorbonne, pesquisador e respons&aacute;vel pela Coopera&ccedil;&atilde;o    T&eacute;cnica e Desenvolvimento de Projetos do Museu da Vida/ Casa de Oswaldo    Cruz / Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz).</i></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1. Descartes, R., <i>Discours de la methode-pour bien conduire    sa raison et chercher la verite dans les sciences (plus) la dioptrique-les meteores    et la geometrie qui sont des essais de cette methode</i>, Paris Fayard, 1987.</font><!-- ref --><P><font size="3">2. Descartes, R., <i>M&eacute;ditations m&eacute;taphysiques</i>,    Paris, Flammarion. 1979.</font><!-- ref --><P><font size="3">3. Kant, E., <i>Critique de la raison pure</i>, Paris, PUF,    1944.</font><!-- ref --><P><font size="3">4. Kant, E., <i>Critique du jugement</i>, Paris, Vrin. 1928.</font><!-- ref --><P><font size="3">5. Popper, K., La logique de la d&eacute;couverte scientifique.    Paris, Payot. 1973.</font><!-- ref --><P><font size="3">6. Popper, K., <i>La connaissance objective</i>, Paris, Editions    Complexe. 1972.</font><!-- ref --><P><font size="3">7. Popper, K., <i>Conjectures et r&eacute;futations. La croissance    du savoir scientifique</i>, Paris, Payot. 1985.</font><!-- ref --><P><font size="3">8. De Bono, E., <i>Au service de la cr&eacute;ativit&eacute;    dans l’entreprise: la pens&eacute;e lat&eacute;rale</i>. Paris, Entreprise moderne    d’&eacute;dition, 1973;    <!-- ref --> Guilford, J.P., "Creativity" <i>in The American Psychologist</i>,    pp. 444.454, 1950;    <!-- ref --> Guilford, J.P.,"The structure of intellect" <i>in Psychological    Bulletin</i>. vol. 53, n°4. 1956;    <!-- ref --> Hutchinson, E. D., "Materials for the study    of creative thinking", <i>in The Psychological Bulletin</i>. 28. pp.392.412,    1931.;    <!-- ref --> Lemaine, G., "Quelques aspects d’une &eacute;tude psychologique des milieux    de recherche", <i>Bulletin de Psychologie</i>, 509. pp. 512-612, 1963;    <!-- ref --> Maslow,    A., <i>The psychology of science</i>, London: Harper and Row Publishers, 1966;    <!-- ref -->    Moles, A e Claude, R, <i>Cr&eacute;ativit&eacute; et m&eacute;thodes d’innovation</i>.    Paris: Fayard, 1970;    <!-- ref --> Sol, J.P ., <i>Techniques et m&eacute;thodes de cr&eacute;ativit&eacute;    appliqu&eacute;e ou le dialogue du po&egrave;te et du logicien</i>. Paris, Ed    Universitaire, 1974;    <!-- ref --> Vidal, F., <i>L’instant cr&eacute;atif</i>. Paris, Flammarion,    1984;    <!-- ref --> Vidal, F., <i>Savoir et imaginer</i>, Paris, Robert Laffont. 1977;    <!-- ref --> Wilson,    R. C, Guilford, J.P, Christensen, P. R, "The mesurement of individual differences    in originality" <i>in Psychological Bulletin</i> vol. 50, n° 5, pp.362.370,    1953;    <!-- ref --> Simon, H., <i>Models of discovery</i>, Dordrecht, D.Meidel Publishing    Compagny. 1977.</font><!-- ref --><P><font size="3">9. Simon, H. A., "L’unit&eacute; des arts et des sciences: la    psychologie de la pens&eacute;e et de la d&eacute;couverte", <i>ACFET/INTERFACES</i>,    n°15, pp. 120-142. 1984;    <!-- ref --> Simon, H., <i>Models of discovery</i>, Dordrecht, D.Meidel    Publishing Compagny. 1977.</font><!-- ref --><P><font size="3">10. De Bono, E., <i>Au service de la cr&eacute;ativit&eacute;    dans l’entreprise: la pens&eacute;e lat&eacute;rale</i>. Paris, Entreprise moderne    d’&eacute;dition, 1973;    <!-- ref --> Guilford J.P., "Creativity" <i>in The American psychologist</i>,    pp. 444.454, 1950;    <!-- ref --> Guilford, J.P.,"The structure of intellect" <i>in Psychological    Bulletin</i>. Vol. 53 n°4. 1956;    <!-- ref --> Hutchinson, E. D., "Materials for the study    of creative thinking", in <i>The psychological Bulletin</i>. 28, pp.392.412,    1931;    <!-- ref --> Lemaine, G., "Quelques aspects d’une &eacute;tude psychologique des milieux    de recherche", <i>Bulletin de psychologie</i>, 509. pp. 512-612, 1963;    <!-- ref --> Maslow,    A., <i>The psychology of science</i>, London: Harper and Row Publishers, 1966;    <!-- ref -->    Moles, A e Claude, R, <i>Cr&eacute;ativit&eacute; et m&eacute;thodes d’innovation</i>.    Paris: Fayard, 1970;    <!-- ref --> Sol, J.P ., <i>Techniques et m&eacute;thodes de cr&eacute;ativit&eacute;    appliqu&eacute;e ou le dialogue du po&egrave;te et du logicien</i>. Paris, Ed    Universitaire, 1974;    <!-- ref --> Vidal, F., <i>L’instant cr&eacute;atif</i>. Paris, Flammarion,    1984;    <!-- ref --> Vidal, F., <i>Savoir et imaginer</i>, Paris, Robert Laffont. 1977;    <!-- ref --> Wilson,    R. C, Guilford, J.P, Christensen, P. R, "The mesurement of individual differences    in originality" <i>in Psychological Bulletin</i> vol. 50, n° 5, 1953, p.362.370;    <!-- ref -->    Simon, H., 1977, <i>Models of discovery</i>, Dordrecht, D.Meidel Publishing    Compagny.</font><!-- ref --><P><font size="3">11. Barber, B., "The social process of invention and discovery:    the role of individual and society in scientific discovery", <i>in Science and    the social order</i>, New York: Collier Books, pp. 252-271, 1962;    <!-- ref --> Bourdieu,    P., "Le champ scientifique", <i>Actes de la recherche en sciences sociales</i>,    n° 2-3. 1976;    <!-- ref --> Bourdieu, P., <i>Le sens pratique</i>, Paris, Editions de minuit.    1980;    <!-- ref --> Kaplan, N., "The relation of creativity to sociological variables in research    organisation", <i>in Scientific Creativity. Its recognition and developpement</i>,    London: N.Y Wiley. 1963;    <!-- ref --> Merton, R., "Resistance to the systematic study of    multiple discoveries in science", <i>Arch.Europ.Socio</i>, IV, 237.282, 1963;    <!-- ref -->    Merton, R., <i>The sociology of science</i>, Chicago, University Press of Chicago,    1973.</font><!-- ref --><P><font size="3">12. Callon, M. e Latour, B. (orgs.), <i>La science telle qu’elle    se fait. Une anthologie de la sociologie des sciences de la langue anglaise</i>.    Paris, La d&eacute;couverte. 1987.</font><!-- ref --><P><font size="3">13. Callon, M., "Struggles and negociations to define what is    problematic and what is not : the socio-logics of translation", <i>in</i> K.D.    Knorr (Eds), <i>The social process of scientific investigation</i>, Dordrecht,    D. Reidel Publishing Company, pp. 192-224, 1980;    <!-- ref --> Callon, M., <i>La science et    ses r&eacute;seaux</i>, Paris, La D&eacute;couverte, 1989;    <!-- ref --> Latour, B., <i>Science    in action: How to follow scientists and engineers through society</i>, Cambridge-MA,    Harvard University Press, 1987.</font><!-- ref --><P><font size="3">14. Clarke, A. e Fujimura, J. (eds.), <i>The right tools for    the job: at work in twentieth century life sciences</i>. Princeton, Princeton    University Press, 1992;    <!-- ref --> Jasonoff, S., Markle, G. E. e Peterson, J. C. (eds.),    <i>Handbook of science and technology studies</i>, London, Sage, 1995.</font><!-- ref --><P><font size="3">15. Callon, M., "Struggles and Negociations to Define What Is    Problematic and What Is Not : the Socio-Logics of Translation", <i>in</i> K.D.    Knorr (Eds), <i>The social process of scientific investigation</i>, Dordrecht,    D. 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