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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a13img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>A INTERNACIONALIZA&Ccedil;&Atilde;O DE AGENDAS DE PESQUISA:    DESAFIOS E PERSPECTIVAS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Carlos M. Morel </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><font size=5><b>O</b></font>s &uacute;ltimos dec&ecirc;nios    foram palco de in&uacute;meras revolu&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e    de profundas transforma&ccedil;&otilde;es nos processos e pol&iacute;ticas de    pesquisa, desenvolvimento tecnol&oacute;gico e produ&ccedil;&atilde;o industrial.    Ao t&eacute;rmino da II Guerra Mundial, o relat&oacute;rio <i>Science the Endless    Frontier</i> (1), elaborado por Vannevar Bush ao presidente dos Estados Unidos,    introduziu conceitos e paradigmas que orientariam a pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica do p&oacute;s-guerra em grande n&uacute;mero de pa&iacute;ses,    incluindo o Brasil (2). O relat&oacute;rio colocava &ecirc;nfase especial na    import&acirc;ncia da pesquisa b&aacute;sica <b>executada sem preocupa&ccedil;&otilde;es    com aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas</b>, mas que seria, na realidade,    <b>o marca-passo do progresso tecnol&oacute;gico</b>, uma esp&eacute;cie de    "d&iacute;namo remoto" do desenvolvimento. Nascia, assim, o <b>modelo linear</b>    do papel da ci&ecirc;ncia e tecnologia no desenvolvimento econ&ocirc;mico, baseado    no financiamento p&uacute;blico, generoso e desinteressado da pesquisa acad&ecirc;mica.    Segundo esse modelo, a pesquisa b&aacute;sica, ao gerar novos conhecimentos,    catalisaria natural e automaticamente o desenvolvimento tecnol&oacute;gico e    a produ&ccedil;&atilde;o industrial levando, portanto, ao progresso econ&ocirc;mico    e &agrave; riqueza. Impl&iacute;citos no relat&oacute;rio estavam os conceitos    de total separa&ccedil;&atilde;o entre as finalidades da pesquisa b&aacute;sica    (busca de novos conhecimentos) e aplicada (busca de novas aplica&ccedil;&otilde;es    do conhecimento) e, tamb&eacute;m, como seria a prioridade dos financiamentos    (pelo Estado e pelo setor privado, respectivamente).</font></P>     <P><font size="3">O arcabou&ccedil;o conceitual representado pelo Relat&oacute;rio    Bush come&ccedil;ou a ser questionado quando pa&iacute;ses que n&atilde;o possu&iacute;am    uma pesquisa b&aacute;sica de peso conseguiram feitos tecnol&oacute;gicos espetaculares,    ultrapassando em alguns campos os Estados Unidos, fortaleza inconteste desse    tipo de investiga&ccedil;&atilde;o (3). A cr&iacute;tica ao modelo linear assumiu    v&aacute;rias formas, desde as de tom mais ideol&oacute;gico e privatizante    (4), at&eacute; as que propuseram novos paradigmas e modelos para as inter-rela&ccedil;&otilde;es    entre ci&ecirc;ncia e inova&ccedil;&atilde;o (5). Embora o debate continue,    a cada dia encontramos menos defensores da vis&atilde;o simplista que dicotomiza    a pesquisa em duas entidades distintas – b&aacute;sica e aplicada – e prop&otilde;e    investimentos governamentais em pesquisa b&aacute;sica como suficientes para    alavancar a gera&ccedil;&atilde;o de tecnologia, a produ&ccedil;&atilde;o industrial    e o progresso econ&ocirc;mico (6). </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a19fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Essa discuss&atilde;o tem uma enorme relev&acirc;ncia para as    agendas de pesquisa em sa&uacute;de. Os paradigmas de Vannevar Bush e o modelo    linear levaram &agrave; no&ccedil;&atilde;o de que a inexist&ecirc;ncia de f&aacute;rmacos,    vacinas ou m&eacute;todos diagn&oacute;sticos importantes para o controle de    doen&ccedil;as, em particular as que afligiam popula&ccedil;&otilde;es pobres    e marginalizadas, devia-se a um <i>science gap</i>, ou seja, &agrave; falta    do conhecimento cient&iacute;fico necess&aacute;rio ao desenvolvimento dessas    interven&ccedil;&otilde;es e, portanto, de insuficiente pesquisa b&aacute;sica    (7). Embora verdadeira em alguns casos, essa abordagem n&atilde;o levou em conta    o contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico que influencia profundamente o descobrimento,    a produ&ccedil;&atilde;o e o acesso a interven&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias    essenciais. O relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o de Macroeconomia e Sa&uacute;de    (8), da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, exp&otilde;e com    clareza a import&acirc;ncia desse contexto, ao dividir as doen&ccedil;as em    tr&ecirc;s categorias distintas: </font></P>     <P><font size="3"><b>TIPO I:</b> Doen&ccedil;as existentes em pa&iacute;ses ricos    e pobres, com grande n&uacute;mero de popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis    em todos eles (sarampo, diabetes, hepatite B). Os mecanismos de mercado s&atilde;o    suficientes para gera&ccedil;&atilde;o de incentivos de P&amp;D e para a produ&ccedil;&atilde;o    industrial dos f&aacute;rmacos, medicamentos e vacinas. Os pa&iacute;ses pobres    t&ecirc;m problemas de acesso, mas os medicamentos e as interven&ccedil;&otilde;es    existem.</font></P>     <P><font size="3"><b>TIPO II:</b> Doen&ccedil;as existentes em pa&iacute;ses ricos    e pobres, mas com muito maior preval&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos (HIV/Aids,    tuberculose). Existem incentivos de P&amp;D, mas em muito menor escala do que    o necess&aacute;rio, e problemas espec&iacute;ficos dos pa&iacute;ses pobres    n&atilde;o s&atilde;o levados em conta.</font></P>     <P><font size="3"><b>TIPO III:</b> Doen&ccedil;as exclusivas ou majoritariamente    prevalentes em pa&iacute;ses pobres (doen&ccedil;a de Chagas, tripanossom&iacute;ase    africana ou doen&ccedil;a do sono (9), oncocercose). Os incentivos econ&ocirc;micos    para P&amp;D s&atilde;o praticamente inexistentes – h&aacute;, portanto, uma    <i>market failure</i> – e os medicamentos necess&aacute;rios ou inexistem ou    foram descobertos e s&atilde;o produzidos por terem aplica&ccedil;&atilde;o    veterin&aacute;ria ou serem &uacute;teis em outras doen&ccedil;as ou condi&ccedil;&otilde;es    (10).</font></P>     <P><font size="3">De fato, desde o in&iacute;cio dos anos 1990 foi demonstrado    haver um enorme d&eacute;ficit de pesquisa relacionada com as doen&ccedil;as    da pobreza, tamb&eacute;m conhecidas como ‘doen&ccedil;as negligenciadas’ ou    ainda ‘doen&ccedil;as tropicais’. Esta car&ecirc;ncia foi batizada como d&eacute;ficit    10/90 (<i>10/90 gap</i>), pois apenas 10% do investimento anual em pesquisa    em sa&uacute;de s&atilde;o destinados &agrave;s doen&ccedil;as que afligem 90%    da popula&ccedil;&atilde;o mundial (11). Em artigo recente analisamos as origens    e ra&iacute;zes deste d&eacute;ficit e as dificuldades para super&aacute;-lo    (12).</font></P>     <P><font size="3">A internacionaliza&ccedil;&atilde;o das agendas internacionais    da pesquisa em sa&uacute;de tem levado a uma focaliza&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s    <i>big killers</i> – HIV/Aids, mal&aacute;ria e tuberculose – isto &eacute;,    as doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis respons&aacute;veis por grande parte    da mortalidade em pa&iacute;ses em desenvolvimento, em particular na &Aacute;frica    subsaariana (13). Isto levou &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o da nomenclatura    <b>doen&ccedil;as negligenciadas</b> (<i>neglected diseases</i>) e <b>doen&ccedil;as    mais negligenciadas</b> (<i>most neglected diseases</i>) para, respectivamente,    as doen&ccedil;as do Tipo II e III acima descritas (14,15). An&aacute;lises    recentes nessa linha introduziram, tamb&eacute;m, o conceito de uma falha adicional,    al&eacute;m das j&aacute; mencionadas falhas da ci&ecirc;ncia e falha do mercado:    a falha das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica (16). De fato, ao    relegar &agrave;s grandes companhias farmac&ecirc;uticas (<i>Big Pharma</i>)    e &agrave;s companhias de perfil biotecnol&oacute;gico (<i>Small biotech</i>)    a responsabilidade pelo desenvolvimento dos novos f&aacute;rmacos e medicamentos    destinados ao controle dessas doen&ccedil;as, o setor p&uacute;blico abdicou    de sua fun&ccedil;&atilde;o indeleg&aacute;vel, dando origem ao drama que hoje    atinge milh&otilde;es de pessoas: inexist&ecirc;ncia de medicamentos eficazes    ou impossibilidade de acesso devido aos altos pre&ccedil;os cobrados pelo setor    privado e/ou dificuldades de distribui&ccedil;&atilde;o nas zonas end&ecirc;micas.Desde    a d&eacute;cada de 1970 alguns programas (17) e/ou iniciativas internacionais    foram criados para tentar superar esta situa&ccedil;&atilde;o (18). Os recursos    investidos, contudo, sempre foram &iacute;nfimos comparados com o custo de desenvolvimento    de novos medicamentos (19) ou com o or&ccedil;amento de P&amp;D das companhias    farmac&ecirc;uticas, al&eacute;m de totalmente inadequados para lidar com um    problema de tal magnitude. Foram subestimadas, tamb&eacute;m, as dificuldades    inerentes ao processo de gera&ccedil;&atilde;o do conhecimento necess&aacute;rio    pelo estabelecimento de prioridades de pesquisa (20), da transforma&ccedil;&atilde;o    desse conhecimento em interven&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias eficazes    e a implementa&ccedil;&atilde;o dessas novas ferramentas pelos sistemas e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de (21).Qual a situa&ccedil;&atilde;o do Brasil nesse contexto?    Ao contr&aacute;rio de outros pa&iacute;ses, a pesquisa em sa&uacute;de no Brasil    n&atilde;o se limitou &agrave; pesquisa b&aacute;sica ou acad&ecirc;mica, mas    teve sua origem estreitamente ligada a problemas econ&ocirc;micos e sociais,    como atestam a cria&ccedil;&atilde;o da Escola de Manguinhos e do Instituto    Butantan na &aacute;rea de sa&uacute;de humana, e da Escola Superior Luiz de    Queiroz na agricultura (21 - 24). Al&eacute;m disso, fugindo do modelo linear    de Vannevar Bush, as ag&ecirc;ncias financiadoras brasileiras criaram, j&aacute;    na d&eacute;cada de 1970, alguns bem-sucedidos programas de apoio &agrave; pesquisa    estrat&eacute;gica, como o PIDE na &aacute;rea da sa&uacute;de (25, 26), tipicamente    atuante no assim chamado <b>Quadrante de Pasteur</b> (5).</font></P>     <P><font size="3">Essas ra&iacute;zes da pesquisa em sa&uacute;de no Brasil seguramente    est&atilde;o na base de alguns sucessos alcan&ccedil;ados por nosso pa&iacute;s    no controle de algumas doen&ccedil;as end&ecirc;micas, como a doen&ccedil;a    de Chagas (27) e a Aids (28) e dos bons resultados alcan&ccedil;ados em algumas    &aacute;reas onde o poder p&uacute;blico investiu pesadamente como, por exemplo,    auto-sufici&ecirc;ncia em imunobiol&oacute;gicos e campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o.    Infelizmente, essas hist&oacute;rias de sucesso coexistem com tr&aacute;gicos    exemplos de fracasso, como a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da    hansen&iacute;ase e da tuberculose, ou os n&iacute;veis de viol&ecirc;ncia urbana,    doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es estreitamente ligadas ao contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico.</font></P>     <P><font size="3">Al&eacute;m dos fatores de ordem econ&ocirc;mica, o modo de    organiza&ccedil;&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, da    ci&ecirc;ncia e da tecnologia brasileiras constitui um s&eacute;rio entrave    ao desenvolvimento econ&ocirc;mico e ao desenvolvimento das interven&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias ao controle de doen&ccedil;as end&ecirc;micas. Entre n&oacute;s    h&aacute; uma focaliza&ccedil;&atilde;o excessiva no componente acad&ecirc;mico    da C&amp;T, relegando a um segundo plano "aquele que &eacute; capaz de transformar    ci&ecirc;ncia em riqueza – o setor empresarial" (29). Como conseq&uuml;&ecirc;ncia,    cientistas e engenheiros representam apenas 0,11% do total da for&ccedil;a de    trabalho brasileira – propor&ccedil;&atilde;o menor que a m&eacute;dia internacional    (0,54%) e long&iacute;nqua da de pa&iacute;ses como os Estados Unidos e o Jap&atilde;o    (0,8%) – e se localizam preferencialmente nas universidades, enquanto que em    pa&iacute;ses como a Cor&eacute;ia do Sul a maior parte atua em empresas. Com    isto, "a ci&ecirc;ncia brasileira avan&ccedil;a, mas a competitividade n&atilde;o"    (29).</font></P>     <P><font size="3">Em resumo, a internacionaliza&ccedil;&atilde;o das agendas de    pesquisa em sa&uacute;de resultou em tr&ecirc;s falhas s&eacute;rias: falha    da ci&ecirc;ncia; falha de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; e falha de mercado.    O Brasil precisa de profundas transforma&ccedil;&otilde;es no seu sistema de    C&amp;T, adotando estrat&eacute;gias claras e eficazes para combater estas falhas:    estimulando pesquisa estrat&eacute;gica e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico    em sa&uacute;de; articulando a pol&iacute;tica de C&amp;T em sa&uacute;de com    a pol&iacute;tica industrial; e criando mecanismos que assegurem o acesso da    popula&ccedil;&atilde;o pobre aos servi&ccedil;os, insumos e medicamentos essenciais    &agrave; sa&uacute;de.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><i><b>Carlos M. Morel</b> &eacute; doutor em ci&ecirc;ncias    pela UFRJ, membro titular da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias e doutor    honoris causa pela UFPE. Foi professor da Universidade de Bras&iacute;lia (1968-1978),    pesquisador titular do Instituto Oswaldo Cruz (1978-1998), presidente da Fiocruz    (1993-1997) e diretor do TDR na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    em Genebra (1998-2003), atualmente no Centro de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico    em Sa&uacute;de da Fiocruz. </i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">1. Bush, V. <i>Science the endless frontier. A report to the    president</i>, United States Government Printing Office (<i><a href="http://www.nsf.gov/od/lpa/nsf50/vbush1945.htm" target="_blank">http://www.nsf.gov/od/lpa/nsf50/vbush1945.htm</a></i>),    Washington. 1945.</font><!-- ref --><P><font size="3">2. Schwartzman, S. <i>et al</i>., "Science and technology in    Brazil: A new policy for a global world", Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas,    Rio de Janeiro, pp. 1-284. 1995.</font><P><font size="3">3. O lan&ccedil;amento do Sputnik pela Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica,    em 1957, e o sucesso da ind&uacute;stria japonesa de autom&oacute;veis e m&aacute;quinas    fotogr&aacute;ficas est&atilde;o entre os exemplos mais citados.</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">4. Kealey, T. "The economic laws of scientific research". <i>St.    Martin’s Press</i>, Inc., New York, pp. 1-382. 1996.</font><!-- ref --><P><font size="3">5. Stokes, D. E. <i>Pasteur’s Quadrant: basic science and technological    innovation</i>, The Brookings Institution, Washington, pp. 1-180. 1997.</font><P><font size="3">6. Atualmente a frequ&ecirc;ncia cada vez maior de PPPs – parcerias    entre os setores p&uacute;blico e privado – representa um complicador adicional    &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de novos paradigmas e pol&iacute;ticas de    ci&ecirc;ncia e tecnologia.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">7. O TDR, um programa especial das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    criado em 1975 para desenvolver novas interven&ccedil;&otilde;es contra doen&ccedil;as    tropicais, no est&aacute;gio inicial visava combater o <i>science gap</i> e,    portanto, financiava exclusivamente a pesquisa biom&eacute;dica b&aacute;sica    e o treinamento de recursos humanos nesta atividade. O descr&eacute;dito no    ‘modelo linear’ levou o programa, nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990, a introduzir    profundas modifica&ccedil;&otilde;es em sua estrutura e funcionamento, passando    tamb&eacute;m a atuar ativamente nas &aacute;reas de desenvolvimento tecnol&oacute;gico,    pesquisa cl&iacute;nica, pesquisa de campo, pesquisa de implementa&ccedil;&atilde;o    de novos produtos nos sistemas de sa&uacute;de e a colaborar com a &aacute;rea    de controle de doen&ccedil;as em pesquisas operacionais (para maiores detalhes    consultar o site <a href="http://www.who.int/tdr" target="_blank"><i>www.who.int/tdr</i></a>).</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">8. WHO Commission on Macroeconomics and Health, Macroeconomics    and Health: Investing in Health for Economic Development. Report of the Commission    on Macroeconomics and Health (World Health Organization, pp. 1-200. Geneva,    2001.</font><P><font size="3">9. Vale a pena o registro de que, apesar de d&eacute;cadas de    intensa atividade de pesquisa acad&ecirc;mica sobre essa doen&ccedil;a e o pat&oacute;geno    causador, o <i>Trypanosoma brucei</i>, em alguns dos mais avan&ccedil;ados laborat&oacute;rios    mundiais, nenhum progresso ocorreu no desenvolvimento de novos medicamentos,    f&aacute;rmacos ou vacinas.</font></P>     <P><font size="3">10. A ivermectina, usada no tratamento da oncocercose, &eacute;    uma droga desenvolvida primariamente para uso veterin&aacute;rio; a eflornitina,    usada no tratamento da doen&ccedil;a do sono, s&oacute; &eacute; produzida por    ter aplica&ccedil;&otilde;es cosm&eacute;ticas (elimina&ccedil;&atilde;o de    pelos faciais).</font></P>     <P><font size="3">11. Segundo o Global Forum for Health Research (<a href="http://www.globalforumhealth.org/pages/index.asp" target="_blank"><i>http://www.globalforumhealth.org/pages/index.asp</i></a>):    "Health research is essential to improve the design of health interventions,    policies and service delivery. Every year more than US $70 billion is spent    on health research and development by the public and private sectors. An estimated    10% of this is used for research into 90% of the world’s health problems. This    is what is called ‘the 10/90 gap’".</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">12. Morel, C. M. <i>EMBO Rep</i>. 4 Spec No, S35-S38. 2003.</font><P><font size="3">13. Um dos fatores que mais contribuiu para esta focaliza&ccedil;&atilde;o    foi a cria&ccedil;&atilde;o do Fundo Global para o Combate da Aids, Tuberculose    e Mal&aacute;ria (<i><a href="http://www.theglobalfund.org/en/" target="_blank">http://www.theglobalfund.org/en/</a></i>)</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">14. "M&eacute;decins Sans Fronti&egrave;res access to essential    medicines campaign and the drugs for neglected diseases working group, fatal    imbalance: the crisis in research and development for drugs for neglected diseases".    <i>MSF Access to Essential Medicines Campaign</i>, pp. 1-29. Brussels, 2001.</font><!-- ref --><P><font size="3">15. Yamey, G. and Torreele, E. <i>Br.Med.J</i>. 325, 176-177.    2002.</font><!-- ref --><P><font size="3">16. Trouiller, P. <i>et al., Lancet</i> 359, 2188-2194. 2002.</font><!-- ref --><P><font size="3">17. Morel, C. M. <i>Parasitol.Today</i> 16, 522-528. 2000.</font><P><font size="3">18. Programas especiais sob a &eacute;gide da Na&ccedil;&otilde;es    Unidas, como o TDR (data de cria&ccedil;&atilde;o: 1975); redes como a Great    Neglected Diseases Network, da Rockefeller Foundation (1977); parcerias p&uacute;blico    privadas, como Medicines for Malaria Venture, MMV (1999), Global Alliance for    TB Drug Development, GATB (2000), Foundation for Innovative New Diagnostics,    FIND (2003); e iniciativas capitaneadas por diferentes organiza&ccedil;&otilde;es    internacionais, como a Drugs for Neglected Diseases initiative, DNDi, dos M&eacute;dicos    Sem Fronteira (2003).</font></P>     <!-- ref --><P><font size="3">19. DiMasi, J. A.; Hansen, R. W.; Grabowski, H. G..<i>J.Health    Econ</i>. 22, 151-185. 2003.</font><!-- ref --><P><font size="3">20. Remme, J. H. F. <i>et al., Trends in Parasitology</i> 18,    421-426. 2002.</font><!-- ref --><P><font size="3">21. Morel, C. M. <i>S&atilde;o Paulo em Perspectiva</i> 16,    57-63 2002.</font><!-- ref --><P><font size="3">22. Stepan, N. <i>G&ecirc;nese e evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia    brasileira</i> (<i>Beginnings of brazilian science. Oswaldo Cruz medical research    and policy</i>. Original edition in english by Science History Publications,    New York, 1976), Editora Artenova , Rio de Janeiro, pp. 1-188. 1976.</font><!-- ref --><P><font size="3">23. Stepan, N. <i>J.Hist Med.Allied Sci</i>. 30, 303-325. 1975.</font><!-- ref --><P><font size="3">24. Stepan, N. "Beginnings of brazilian science. Oswaldo Cruz,    medical research and policy, 1890-1920". <i>Science History Publications</i>,    New York, pp. 1-225. 1981.</font><!-- ref --><P><font size="3">25. Araujo, J. D. <i>Rev.Soc.Bras.Med.Trop</i>. 18, 1-5. 1985.</font><!-- ref --><P><font size="3">26. Goncalves, A.; Albuquerque, R. H. de; Lins, M. C.; Neiva,    D. S.; Souza, G. F. de <i>Rev.Inst.Med.Trop.Sao Paulo</i> 30, 109-117. 1988.</font><!-- ref --><P><font size="3">27. Morel, C. M. <i>Mem.Inst.Oswaldo Cruz</i> 94 Suppl 1, 3-16.    1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">28. Levi, G. C. and Vitoria, M. A. <i>J Acquir Immune Defic    Syndr Hum Retrovirol</i> 16, 2373-2383. 2002.</font><!-- ref --><P><font size="3">29. Brito Cruz, C. H. "A universidade, a empresa e a pesquisa    que o pa&iacute;s precisa". Cordeiro, R. S. B. (1), 5-22. 2003. Rio de Janeiro,    Instituto Oswaldo Cruz. <i>Cadernos de Estudos Avan&ccedil;ados</i>. Cordeiro,    R. S. B. </font> ]]></body><back>
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