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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a13img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>NOVOS ARRANJOS PRODUTIVOS, ESTADO E GEST&Atilde;O DA PESQUISA    P&Uacute;BLICA</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Andr&eacute; Tosi Furtado </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica atual busca um maior entrosamento entre a pesquisa p&uacute;blica    e o setor privado na economia. Esse novo padr&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o    consiste muito mais em uma mudan&ccedil;a de &ecirc;nfase na gest&atilde;o das    organiza&ccedil;&otilde;es existentes do que uma nova orienta&ccedil;&atilde;o    dos gastos p&uacute;blicos. Existe uma certa continuidade na forma em que o    Estado vem atuando na ci&ecirc;ncia e tecnologia desde o p&oacute;s-guerra embora    haja uma mudan&ccedil;a de &ecirc;nfase. Abandona-se o modelo linear <i>science-push</i>    de pol&iacute;tica cient&iacute;fica para um outro modelo de intera&ccedil;&atilde;o    <i>demand pull</i>. A verdadeira mudan&ccedil;a ocorre no plano da rela&ccedil;&atilde;o    entre o p&uacute;blico e o privado no sistema nacional de C&amp;T. Na atualidade,    o setor privado-empresarial ocupa um espa&ccedil;o cada vez maior do financiamento    e da execu&ccedil;&atilde;o da pesquisa nos pa&iacute;ses desenvolvidos. Essas    mudan&ccedil;as de postura dos pa&iacute;ses desenvolvidos est&atilde;o se refletindo    na agenda brasileira de pol&iacute;tica de C&amp;T, com todas as limita&ccedil;&otilde;es    inerentes a posi&ccedil;&atilde;o deste pa&iacute;s na divis&atilde;o internacional    do trabalho.</font></P>     <P><font size="3">O atual debate sobre pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    deve ser situado nesse contexto no qual se insere a sociedade brasileira. Por    isso aborda-se, num primeiro item, a pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    dos pa&iacute;ses desenvolvidos, apoiando-se fundamentalmente no caso dos Estados    Unidos, pa&iacute;s que realiza 44% dos gastos de P&amp;D dos pa&iacute;ses    da OCDE. Depois, enfoca-se como as mudan&ccedil;as ocorridas nos pa&iacute;ses    desenvolvidos est&atilde;o repercutindo na forma como &eacute; conduzida a pol&iacute;tica    cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica no Brasil.</font></P>     <P><font size="3"><b>POL&Iacute;TICA CIENT&Iacute;FICA E TECNOL&Oacute;GICA NOS    PA&Iacute;SES DESENVOLVIDOS</b> Desde o fim da II Guerra Mundial formaram-se,    nas democracias ocidentais, os fundamentos do que seria a pol&iacute;tica do    Estado em mat&eacute;ria de ci&ecirc;ncia e tecnologia. N&atilde;o s&oacute;    tomou-se como premissa que a pesquisa cient&iacute;fica era a mola propulsora    do desenvolvimento humano, mas que o Estado deveria apoiar e orientar essa atividade.    Esse consenso traduziu-se no famoso relat&oacute;rio dirigido por Vannevar Bush    intitulado "Science the Endless Frontier" encaminhado ao presidente Truman no    momento em que se vislumbrava o que seria o p&oacute;s-guerra. O documento visava    demonstrar a import&acirc;ncia da pesquisa cient&iacute;fica para o per&iacute;odo    de paz e recomendava uma interven&ccedil;&atilde;o muito mais direta do Estado    na atividade cient&iacute;fica, do em &eacute;pocas anteriores, como mecanismo    de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento econ&ocirc;mico e do bem estar    da sociedade moderna. Essa interven&ccedil;&atilde;o deveria ocorrer por meio    da cria&ccedil;&atilde;o de uma ag&ecirc;ncia de fomento que apoiaria a pesquisa    b&aacute;sica e aplicada. Al&eacute;m de preconizar o apoio a fundo perdido    &agrave; pesquisa b&aacute;sica, como mecanismo de gera&ccedil;&atilde;o de    novas oportunidades de desenvolvimento para o futuro, o Estado deveria orientar    o esfor&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico nacional de acordo com    prioridades nacionais de ordem estrat&eacute;gico-militar, social e econ&ocirc;mica    (1).</font></P>     <P><font size="3">O Projeto Manhattan (1943-45), que levou ao desenvolvimento    da primeira bomba at&ocirc;mica, foi um marco nesse processo de tomada de consci&ecirc;ncia    do novo papel do Estado no campo cient&iacute;fico. At&eacute; ent&atilde;o,    se pode considerar, de forma esquem&aacute;tica, que a pesquisa b&aacute;sica    caminhava praticamente independente do que era o mundo da tecnologia. Ap&oacute;s    esse grande programa, ficou claro que a atividade de pesquisa poderia alcan&ccedil;ar    novos horizontes se conduzida a partir de uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o    de esfor&ccedil;os e coordenada centralizadamente, o que s&oacute; grandes pot&ecirc;ncias    seriam capazes de realizar. </font></P>     <P><font size="3">O modelo do grande programa militar inaugurado pelo Projeto    Manhattan ter&aacute; continuidade no p&oacute;s-guerra, com a implementa&ccedil;&atilde;o    de novas institui&ccedil;&otilde;es e formas de interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    em &acirc;mbito federal nos Estados Unidos. A National Science Foundation, criada    em 1950, ficar&aacute; encarregada de apoiar a pesquisa b&aacute;sica, que ir&aacute;    receber um apoio p&uacute;blico crescente. O apoio &agrave; pesquisa b&aacute;sica    ser&aacute;, posteriormente, legitimado pela teoria econ&ocirc;mica, que ir&aacute;    consider&aacute;-la como um bem p&uacute;blico gerador de externalidades em    que agentes privados subinvestiriam. Esse argumento legitimaria o aporte do    Estado de recursos a fundo perdido (2). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Por outro lado, os minist&eacute;rios ficar&atilde;o encarregados    de apoiar diretamente a pesquisa aplicada de car&aacute;ter tecnol&oacute;gico.    Nesse &acirc;mbito ir&atilde;o surgir os programas e os laborat&oacute;rios    nacionais a cargo de miss&otilde;es espec&iacute;ficas. Foram se constituindo    v&aacute;rias formas diferenciadas de apoio do Estado a pol&iacute;ticas <i>mission    oriented</i> em mat&eacute;ria de C&amp;T (1). O &aacute;pice desse modelo na    &aacute;rea civil ser&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o da Nasa e a miss&atilde;o    de lan&ccedil;ar o homem &agrave; Lua. </font></P>     <P><font size="3">O p&oacute;s-guerra foi o per&iacute;odo auge dos grandes programas    tecnol&oacute;gicos. Eles representam a tradu&ccedil;&atilde;o de importantes    escolhas feitas pelo Estado de car&aacute;ter pol&iacute;tico. Essas escolhas    tenderam a privilegiar determinadas atividades ou setores que est&atilde;o associados    a objetivos nacionais militares, de seguran&ccedil;a ou de prest&iacute;gio    nacional. O desenvolvimento dessas tecnologias exigia a mobiliza&ccedil;&atilde;o    de vultosos recursos que eram canalizados para determinadas atividades de desenvolvimento    de novas tecnologias. Esse modelo apostava na descontinuidade tecnol&oacute;gica.</font></P>     <P><font size="3">A l&oacute;gica do grande programa dominou por muito tempo a    pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica dos pa&iacute;ses desenvolvidos.    Ela encontrou sua legitimidade nos transbordamentos gerados por atividades com    grande potencial tecnol&oacute;gico. Criou-se o termo de <i>spin-off</i> para    designar o processo de transfer&ecirc;ncia de tecnologia dos grandes programas    tecnol&oacute;gicos p&uacute;blicos militares ou civis para o setor produtivo.    Essas transfer&ecirc;ncias ocorrem tanto intra-setorialmente (nuclear militar    para o civil, avia&ccedil;&atilde;o militar para a civil, espacial militar para    civil) como intersetorialmente (espacial para telecomunica&ccedil;&otilde;es,    nuclear para medicina, militar para eletr&ocirc;nica). </font></P>     <P><font size="3">Uma mudan&ccedil;a profunda no modelo de pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica constru&iacute;da no p&oacute;s-guerra come&ccedil;ar&aacute;    a se desenhar a partir do final dos anos 1960. O programa Apollo que levou o    homem &agrave; Lua deixar&aacute; atr&aacute;s de si um grande vazio na sociedade    americana (3). Come&ccedil;ar&aacute; a surgir uma crescente cr&iacute;tica    ao gasto p&uacute;blico em atividades de prest&iacute;gio com a finalidade de    expandir a fronteira tecnol&oacute;gica. O congresso americano come&ccedil;ar&aacute;    a escrutinar mais os programas tecnol&oacute;gicos e a exigir que estes comprovassem    a gera&ccedil;&atilde;o de retornos econ&ocirc;micos. No in&iacute;cio dos anos    1970 ser&atilde;o abandonados importantes programas como o do avi&atilde;o supers&ocirc;nico    civil. O congresso ir&aacute; cortar pesadamente as verbas do programa espacial,    que havia sido beneficiado com grandes volumes de recursos na d&eacute;cada    anterior. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n1/a20fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Ao mesmo tempo, a pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    ser&aacute; chamada a responder a desafios mais imediatos que surgiam para a    sociedade como na &aacute;rea de sa&uacute;de e energ&eacute;tica. A crise do    petr&oacute;leo far&aacute; surgir novas urg&ecirc;ncias para a sociedade americana.    Os programas de pesquisa na &aacute;rea nuclear e de energias alternativas ao    petr&oacute;leo da d&eacute;cada de 1970 ir&atilde;o preencher a agenda de pesquisa    do governo americano. Por&eacute;m, a mudan&ccedil;a mais profunda se dar&aacute;    n&atilde;o no plano das prioridades, mas na defini&ccedil;&atilde;o dos montantes    e na reparti&ccedil;&atilde;o dos gastos entre setor p&uacute;blico e privado    (4). O setor p&uacute;blico que representava 67% do financiamento de P&amp;D    nos Estados Unidos, em 1965, ir&aacute; definhar progressivamente at&eacute;    alcan&ccedil;ar, em 2000, 27%, ao passo que o financiamento de origem empresarial    ocupar&aacute; o espa&ccedil;o deixado pelo Estado. Essa mudan&ccedil;a ocorrer&aacute;    em fun&ccedil;&atilde;o de um progressivo estancamento dos gastos p&uacute;blicos    e da expans&atilde;o do gasto privado em P&amp;D. Os programas civis ir&atilde;o    enfrentar crescentes obst&aacute;culos internos, assim como os militares, salvo    em per&iacute;odos de aumento do belicismo da pol&iacute;tica externa americana,    como o per&iacute;odo Reagan e o do atual Bush (filho). </font></P>     <P><font size="3">O maior desafio das economias ocidentais n&atilde;o provir&aacute;    da crise energ&eacute;tica como se imaginou no in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 1970, mas do aumento da concorr&ecirc;ncia entre as na&ccedil;&otilde;es    capitalistas, principalmente da concorr&ecirc;ncia japonesa, que ir&aacute;    derrubar as vantagens competitivas dos Estados Unidos e da Europa em setores    de m&eacute;dia e alta tecnologia. Esses pa&iacute;ses come&ccedil;ar&atilde;o    a apresentar volumosos d&eacute;ficits comerciais com o Jap&atilde;o nesses    produtos industriais em que eram, anteriormente, l&iacute;deres.</font></P>     <P><font size="3">Nesse contexto, a pol&iacute;tica constru&iacute;da no p&oacute;s-guerra    ir&aacute; ser crescentemente criticada. Atribui-se, com certa raz&atilde;o,    uma l&oacute;gica linear a esse modelo que pressup&otilde;e que o gasto em pesquisa    b&aacute;sica e, sobretudo, em tecnologias e setores estrat&eacute;gicos ir&atilde;o    ser transferidos aos demais setores da economia, e reverter&atilde;o em benef&iacute;cios    para o pa&iacute;s de forma quase autom&aacute;tica e sem custos (5). Nos Estados    Unidos, cem empresas recebiam 84% dos recursos federais destinados ao setor    produtivo em 1995. A capacidade dessas empresas em reverter esses recursos para    a sociedade ser&aacute; crescentemente questionada, sobretudo diante da tend&ecirc;ncia    das mesmas a se internacionalizarem e a deslocarem suas atividades produtivas    para pa&iacute;ses que ofereciam custos salariais mais baixos. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">A partir de ent&atilde;o o pressuposto, segundo o qual o conhecimento    gerado pela pesquisa fomentada pelo governo iria reverter automaticamente para    empresas nacionais, ser&aacute; crescentemente colocado em quest&atilde;o. Outros    pa&iacute;ses com sistemas de inova&ccedil;&atilde;o <i>diffusion oriented</i>    tinham maior capacidade de internalizar esses benef&iacute;cios (6). A pol&iacute;tica    tecnol&oacute;gica americana ir&aacute; deslocar gradualmente a &ecirc;nfase    dos grandes programas que atendiam miss&otilde;es do governo federal para outros    programas voltados para performance da ind&uacute;stria e do setor privado.    O prop&oacute;sito ser&aacute; de apoiar tecnologias gen&eacute;ricas e pr&eacute;-competitivas    e as pequenas empresas inovadoras. Essa mudan&ccedil;a de rumo na pol&iacute;tica    cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica americana se delineia mais precisamente    a partir do governo Bush (pai) (5).</font></P>     <P><font size="3">A partir da crise do modelo linear de pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica surge a proposi&ccedil;&atilde;o de um novo padr&atilde;o    mais descentralizador. Ao inv&eacute;s de assumir o papel de lideran&ccedil;a    do processo de inova&ccedil;&atilde;o, o Estado deveria induzir a atua&ccedil;&atilde;o    dos demais agentes, principalmente empresas. Nesse ambiente de coordena&ccedil;&atilde;o    descentralizada, a mudan&ccedil;a de regras institucionais assume um papel importante.    Um dos principais problemas para que houvesse maior intera&ccedil;&atilde;o    entre os setores privados e da pesquisa p&uacute;blica residia na quest&atilde;o    da propriedade intelectual. O Bayh-Dole Act, de 1980, possibilitar&aacute; que    as universidades e institutos de pesquisa pudessem adquirir direitos de patentes    sobre a pesquisa, apoiadas pelo governo federal. Com isso deu-se maior incentivo    para que a iniciativa privada investisse na comercializa&ccedil;&atilde;o dessas    tecnologias (7). O National Cooperative Research Act, de 1984, autorizou a pesquisa    cooperativa entre empresas sem que ela fosse enquadrada pela Lei Antitruste,    abrindo a possibilidade das empresas empreenderem alian&ccedil;as estrat&eacute;gicas    para P&amp;D. </font></P>     <P><font size="3">O governo americano implementou novas modalidades de programas    tecnol&oacute;gicos, como o Advanced Technologies Program (ATP) e o Small Business    Innovation Research Program (SBIR). S&atilde;o programas que incorporam em suas    metas a difus&atilde;o e a inova&ccedil;&atilde;o descentralizada. Os recursos    s&atilde;o distribu&iacute;dos a um elevado n&uacute;mero de projetos com grande    potencial de difus&atilde;o tecnol&oacute;gica. O ATP atua em novas tecnologias    e na infra-estrutura tecnol&oacute;gica. O financiamento p&uacute;blico ocorre,    quase sempre, de forma complementar ao privado. O objetivo, nesse aspecto, &eacute;    que o financiamento p&uacute;blico seja complementar ao privado, e n&atilde;o    substituto do mesmo. Ele s&oacute; deve ocorrer quando o investimento privado    &eacute; insuficiente, e na medida exata para n&atilde;o desincentiv&aacute;-lo.    O programa tamb&eacute;m encoraja a pesquisa cooperativa entre empresas e universidade.    O SBIR tem o prop&oacute;sito de apoiar a pequena empresa de maneira horizontal.    Cada minist&eacute;rio ou ag&ecirc;ncia federal com gastos extramuros superiores    a US$ 100 milh&otilde;es deve alocar 2,5% de seus recursos para pequenas empresas.    Essa mudan&ccedil;a de postura na pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    n&atilde;o se resume apenas aos Estados Unidos. Um importante pa&iacute;s da    Europa Ocidental como a Fran&ccedil;a, que havia embarcado em um modelo de pol&iacute;tica    <i>mission-oriented</i> similar ao americano, por&eacute;m ainda mais estatizante,    introduziu, desde os anos 1980, progressivas altera&ccedil;&otilde;es nos rumos    internos da pol&iacute;tica cient&iacute;fica. Os grandes programas tecnol&oacute;gicos    franceses ir&atilde;o perder progressivamente prioridade. As estatais, que junto    com os grandes institutos p&uacute;blicos de pesquisa eram a ponta-de-lan&ccedil;a    do modelo "colbertista", ser&atilde;o privatizadas e passar&atilde;o a seguir    l&oacute;gicas aut&ocirc;nomas. A pol&iacute;tica p&uacute;blica come&ccedil;ar&aacute;    a dar mais &ecirc;nfase &agrave; pequena e m&eacute;dia empresa e ao desenvolvimento    regional. A Ag&ecirc;ncia Francesa para Inova&ccedil;&atilde;o (Anvar) passou    a apoiar, preferencialmente, por meio de empr&eacute;stimos reembols&aacute;veis    e cr&eacute;ditos fiscais pequenas e m&eacute;dias empresas, a partir dos anos    1980. Essa ag&ecirc;ncia foi descentralizada regionalmente para ter uma atua&ccedil;&atilde;o    mais distribu&iacute;da no conjunto nacional. </font></P>     <P><font size="3">As mudan&ccedil;as da pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    nos pa&iacute;ses desenvolvidos respondem a importantes mudan&ccedil;as produtivas    e econ&ocirc;micas no plano internacional. A necessidade de competir, principalmente    por parte do setor privado, induziu o aumento do investimento em inova&ccedil;&atilde;o.    Paralelamente, aumenta a incerteza tecnol&oacute;gica inaugurada pela "sociedade    do risco" que toma corpo a partir da crise dos anos 1970 (8). Os grandes programas    tecnol&oacute;gicos governamentais ser&atilde;o as grandes v&iacute;timas dessas    transforma&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, a maior incerteza, nessa nova fase    da economia capitalista, &eacute; a incerteza macroecon&ocirc;mica que se intensifica    com as profundas oscila&ccedil;&otilde;es dos mercados financeiros. </font></P>     <P><font size="3">Caber&aacute; ao Estado, nesse novo contexto, um papel de coordenador,    mas n&atilde;o mais de lideran&ccedil;a do processo de inova&ccedil;&atilde;o.    As empresas privadas ir&atilde;o assumir um papel cada vez mais importante nas    decis&otilde;es de pesquisa. Os elementos de incerteza e o aumento da competi&ccedil;&atilde;o    entre os p&oacute;los da tr&iacute;ade ir&atilde;o fazer com que as empresas,    al&eacute;m de intensificarem seus esfor&ccedil;os internos, busquem fontes    externas de conhecimento tecnol&oacute;gico para diminu&iacute;rem seus riscos.    A constitui&ccedil;&atilde;o de acordos entre empresas e a forma&ccedil;&atilde;o    de redes cooperativas entre estas e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa ser&atilde;o    formas das empresas aumentarem a efetividade de seus esfor&ccedil;os tecnol&oacute;gicos,    num ambiente de crescente incerteza. </font></P>     <P><font size="3">A pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica dos    pa&iacute;ses desenvolvidos n&atilde;o sofreu uma mudan&ccedil;a t&atilde;o    radical quanto o que &eacute; normalmente alardeado pela literatura. Os grandes    programas tecnol&oacute;gicos e os gastos militares continuaram ocupando um    lugar proeminente nos or&ccedil;amentos governamentais. As novas modalidades    de fomento, como as mencionadas anteriormente, representam uma pequena parcela    dos gastos federais americanos em P&amp;D. Por&eacute;m, as mudan&ccedil;as    ocorridas no plano do gasto no plano nacional repercutiram sobre o modelo de    gest&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos de pesquisa que passaram    a interagir e a valorizar mais seus elos com empresas. </font></P>     <P><font size="3"><b>CONTEXTO BRASILEIRO DE POL&Iacute;TICA CIENT&Iacute;FICA    E TECNOL&Oacute;GICA</b> O Brasil acompanha tardiamente, e de forma muito mais    limitada, a evolu&ccedil;&atilde;o das na&ccedil;&otilde;es l&iacute;deres ocidentais.    O sistema de C&amp;T brasileiro era muito mais incipiente quando se cristalizou    a mudan&ccedil;a de postura do Estado no p&oacute;s-guerra. O apoio p&uacute;blico    sistem&aacute;tico &agrave; atividade de pesquisa organizada come&ccedil;a a    ocorrer a partir da d&eacute;cada de 1950 com a cria&ccedil;&atilde;o do CNPq    e da Capes e de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa como o CBPF.</font></P>     <P><font size="3">Ainda assim, esse sistema era de pequeno porte at&eacute; o    final da d&eacute;cada de 1960. Uma verdadeira idade de ouro para a C&amp;T    ir&aacute; ocorrer na d&eacute;cada subseq&uuml;ente com a forma&ccedil;&atilde;o    de numerosos institutos p&uacute;blicos e a promo&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    nas universidades p&uacute;blicas. Nesse per&iacute;odo, consolida-se o financiamento    &agrave; inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica com a cria&ccedil;&atilde;o    do FNDCT e da Finep. O sistema de C&amp;T brasileiro assume uma dimens&atilde;o    pr&oacute;xima da atual durante esse per&iacute;odo. </font></P>     <P><font size="3">A partir dos anos 1980, o sistema de C&amp;T brasileiro alcan&ccedil;a    seu estado estacion&aacute;rio, com grandes oscila&ccedil;&otilde;es devido    &agrave;s crises c&iacute;clicas da economia brasileira. Isso n&atilde;o impediu    que as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa, principalmente    as acad&ecirc;micas, iniciassem importantes transforma&ccedil;&otilde;es devido    ao amadurecimento dos investimentos iniciados durante a d&eacute;cada de 1970.    </font></P>     <P><font size="3">O sistema de C&amp;T brasileiro ainda est&aacute; muito concentrado    no Estado. A iniciativa privada e o setor produtivo t&ecirc;m uma participa&ccedil;&atilde;o    minorit&aacute;ria tanto do lado do financiamento como da execu&ccedil;&atilde;o    da P&amp;D no Brasil. Ainda assim, ela n&atilde;o &eacute; desprez&iacute;vel    e indica avan&ccedil;os nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O setor industrial    era respons&aacute;vel por 32% da execu&ccedil;&atilde;o e 38% do financiamento    de P&amp;D em 2000. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">A pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica brasileira    deu menor &ecirc;nfase aos grandes programas tecnol&oacute;gicos do que em pa&iacute;ses    desenvolvidos <i>mission-oriented</i>. A chamada <i>Big Science</i> ocupou menor    espa&ccedil;o no pa&iacute;s e a <i>Big Technology</i>, que recebeu forte apoio    durante os governos militares com os programas aeroespacial, militares e nuclear,    perdeu progressivamente espa&ccedil;o a partir do processo de redemocratiza&ccedil;&atilde;o    do pa&iacute;s. </font></P>     <P><font size="3">Entretanto, a pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica    teve um vi&eacute;s bastante aplicado desde seu in&iacute;cio, no come&ccedil;o    do s&eacute;culo XX. As &aacute;reas da agricultura e da sa&uacute;de sempre    ocuparam um papel de destaque no sistema C&amp;T brasileiro, e s&atilde;o at&eacute;    hoje das mais expressivas no campo da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica. Nessas &aacute;reas h&aacute; uma clara converg&ecirc;ncia    entre a gera&ccedil;&atilde;o de pesquisa p&uacute;blica com as demandas do    setor privado. </font></P>     <P><font size="3">No plano industrial, a atua&ccedil;&atilde;o da pesquisa p&uacute;blica    sempre foi muito mais circunscrita a determinados setores e estados da federa&ccedil;&atilde;o.    Muitas vezes esses setores sofreram influ&ecirc;ncia de prioridades estrat&eacute;gico-militares,    como &eacute; o caso dos setores aeron&aacute;utico, energ&eacute;tico, de telecomunica&ccedil;&otilde;es    e inform&aacute;tica. </font></P>     <P><font size="3">A p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o foi a dimens&atilde;o mais    bem-sucedida da pol&iacute;tica cient&iacute;fica brasileira, apesar da crise    econ&ocirc;mica que afligiu o pa&iacute;s, levando a uma estabiliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos financeiros. O n&uacute;mero de alunos titulados e de trabalhos    cient&iacute;ficos produzidos aumentou substancialmente durante as d&eacute;cadas    de 1980 e 1990. O Brasil aumentou sua participa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica internacional de 0,44%, em 1981, para a 1,55%, em 2002 (9).</font></P>     <P><font size="3">O padr&atilde;o de pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica,    constru&iacute;do durante a fase militar, sofreu uma grande inflex&atilde;o    no setor industrial com a privatiza&ccedil;&atilde;o das estatais e com as quebras    de monop&oacute;lios, ocorridas na d&eacute;cada de 1990, em setores de infra-estrutura.    Esses setores, que assumiam a lideran&ccedil;a do projeto industrializante do    pa&iacute;s, sofrer&atilde;o a perda de um de seus principais atores – as empresas    estatais. Os laborat&oacute;rios p&uacute;blicos associados a essas empresas    perder&atilde;o os seus elos privilegiados e enfrentar&atilde;o crescentes problemas    de sustentabilidade financeira. </font></P>     <P><font size="3">Para contrabalan&ccedil;ar essa tend&ecirc;ncia, o governo federal,    a partir de 1993/1994, tomou a iniciativa de aumentar o gasto p&uacute;blico    em C&amp;T, por interm&eacute;dio de ag&ecirc;ncias como a Capes, CNPq, Finep,    e alguns governos estaduais seguiram essa tend&ecirc;ncia. As novas modalidades    de fomento surgidas nesse per&iacute;odo enfatizam a rela&ccedil;&atilde;o entre    universidade e empresa. Uma das mais importantes iniciativas desse per&iacute;odo    foi o PADCT III, cujo componente principal de desenvolvimento tecnol&oacute;gico    apoiava projetos cooperativos entre universidades e centros de pesquisa com    empresas. Esses projetos requeriam que as empresas contribu&iacute;ssem com    contrapartidas financeiras para que fossem habilitadas a participarem efetivamente    deles. Os recursos foram descentralizados regionalmente, com a cria&ccedil;&atilde;o    de um subcomponente destinado a projetos regionais. Apesar dos limitados recursos    que recebeu, essa iniciativa obteve um importante grau de sucesso (10), demonstrando    de certa forma que o programa vinha a atender e revelar um potencial reprimido    de rela&ccedil;&atilde;o entre universidade e empresa no pa&iacute;s.</font></P>     <P><font size="3">A pol&iacute;tica de recomposi&ccedil;&atilde;o financeira foi    colocada em xeque com a crise de 1998 que conduzir&aacute; &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o    do real frente ao d&oacute;lar. Os cortes para &aacute;rea de C&amp;T ser&atilde;o    profundos levando a uma crise nas universidades e institui&ccedil;&otilde;es    de pesquisa. A sa&iacute;da para esse impasse ser&aacute; encontrada com a cria&ccedil;&atilde;o    dos fundos setoriais no segundo mandato do governo FHC. Estes surgiram no setor    de petr&oacute;leo, e logo foram estendidos a uma vasta gama de setores com    sucesso variado em fun&ccedil;&atilde;o da riqueza de cada um deles. </font></P>     <P><font size="3">Os fundos foram bem-sucedidos porque se apoiaram em novas fontes    de receita, decorrentes da re-regulamenta&ccedil;&atilde;o de setores anteriormente    sob forte interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Entretanto, eles n&atilde;o    souberam e nem puderam, devido ao momento em que foram introduzidos, ocupar    um espa&ccedil;o claramente definido na pol&iacute;tica cient&iacute;fica e    tecnol&oacute;gica do pa&iacute;s. A premissa era de que o fundo deveria ser    uma pol&iacute;tica vertical para determinados setores, que se sobreporia &agrave;s    pol&iacute;ticas tecnol&oacute;gicas horizontais e &agrave;s destinadas &agrave;    ci&ecirc;ncia b&aacute;sica. O primeiro e o principal fundo setorial criado    pelo governo, em 1999, foi o do petr&oacute;leo (CTPetro). Tentava-se, atrav&eacute;s    dos fundos, neutralizar os efeitos negativos causados pelas privatiza&ccedil;&otilde;es,    pelo aumento da concorr&ecirc;ncia e pela quebra dos monop&oacute;lios em setores    anteriormente dominados pelas estatais onde era mais forte a pesquisa industrial    no pa&iacute;s (energia e telecomunica&ccedil;&otilde;es). </font></P>     <P><font size="3">Entretanto, o momento em que foram introduzidos era de crise    financeira para o sistema de C&amp;T brasileiro, de maneira que os fundos acabaram    vindo para salvar o estrago causado pelo cortes nos programas tradicionais de    apoio &agrave; ci&ecirc;ncia. Tanto &eacute; assim que, frente &agrave;s press&otilde;es    da comunidade cient&iacute;fica, os governantes criaram o Fundo Verde Amarelo,    destinado a apoiar a pesquisa acad&ecirc;mica de maneira horizontal, e o CTInfra,    orientado a refor&ccedil;ar a infra-estrutura de institui&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas de pesquisa, para contemplar as necessidades de pesquisa acad&ecirc;mica    que n&atilde;o se enquadravam nos r&iacute;gidos moldes dos recortes setoriais    dos fundos. </font></P>     <P><font size="3">Ainda assim, os fundos tiveram um claro vi&eacute;s direcionado    ao fomento da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. A modalidade de apoio    principal dos fundos foi executada por meio do FNDCT, que &eacute; gerenciado    pela Finep, e destinou-se a projetos cooperativos entre universidades, centros    de pesquisa e empresas. Esses projetos requeriam contrapartida financeira das    empresas. A barreira da contrapartida fez com que, como no caso do CTPetro,    poucas delas conseguissem participar de projetos cooperativos (11). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Os fundos causaram um impacto limitado no sistema de C&amp;T    nacional porque, apesar de estarem respaldados em lei, de se apoiarem em uma    nova fonte de receita e de envolverem uma gest&atilde;o compartilhada entre    o Estado e os demais segmentos da sociedade, logo tiveram seus recursos contingenciados    pelo governo. De imediato, retirou-se um dos pilares da justificativa de cria&ccedil;&atilde;o    dos fundos. </font></P>     <P><font size="3">A pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica brasileira    est&aacute; enfrentando dificuldades ainda maiores do que nos pa&iacute;ses    desenvolvidos devido &agrave; falta de perspectiva de crescimento da economia.    Tanto os grandes programas tecnol&oacute;gicos (espacial, militar) quanto as    modalidades de fomento a projetos cooperativos universidade-empresa carecem    de base de sustenta&ccedil;&atilde;o financeira por parte do setor p&uacute;blico.    Ainda assim, o fomento a projetos cooperativos entre universidade-empresa passa    a dominar a agenda do pa&iacute;s. Mesmo a Fapesp, uma ag&ecirc;ncia estadual    paulista voltada ao apoio &agrave; pesquisa acad&ecirc;mica, incorpora essas    novas modalidades de fomento. </font></P>     <P><font size="3">A import&acirc;ncia que &eacute; dada aos projetos cooperativos    universidade-empresa encontra respaldo em dois argumentos principais: mobiliza    uma fonte de recursos complementar ao gasto p&uacute;blico e associa demanda    empresarial &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de tecnologia do setor acad&ecirc;mico.    De certa forma, foi esse o mecanismo que o ator p&uacute;blico encontrou para    buscar aproximar o p&oacute;lo acad&ecirc;mico, mais capacitado, do p&oacute;lo    empresarial, menos capacitado. No entanto, ele &eacute; ineficaz para induzir    o aumento do gasto empresarial em P&amp;D interno.</font></P>     <P><font size="3">Essas novas modalidades de pol&iacute;ticas incentivam, tamb&eacute;m,    a utiliza&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa para potencializar    o seu entorno regional. Fazem parte dessa nova modalidade de a&ccedil;&atilde;o    o apoio aos novos arranjos produtivos locais, &agrave;s incubadoras e <i>start-ups</i>    e aos p&oacute;los tecnol&oacute;gicos. Tamb&eacute;m, como nos pa&iacute;ses    desenvolvidos, essas modalidades de fomento ocupam um lugar muito t&iacute;mido    no conjunto do incentivo p&uacute;blico e, ademais, enfrentam uma fraca demanda    empresarial. A import&acirc;ncia de p&oacute;los tecnol&oacute;gicos &eacute;    ainda muito modesta, e se restringe a casos em que os investimentos realizados    durante a idade de ouro da pol&iacute;tica C&amp;T brasileira foram decisivos,    como Campinas, S&atilde;o Carlos e, sobretudo, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos    (12). </font></P>     <P><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> A pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica brasileira sofreu uma inflex&atilde;o semelhante a dos    pa&iacute;ses desenvolvidos na busca de estreitar os elos entre a pesquisa p&uacute;blica    e as empresas. Essa pol&iacute;tica de apoio &agrave; P&amp;D cooperativa ainda    enfrenta s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es, porque o setor privado efetua    um esfor&ccedil;o tecnol&oacute;gico limitado. Ainda assim, os mecanismos encontrados    para fomentar essa intera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inadequados porque n&atilde;o    incentivam a empresa a fazer P&amp;D, mas que a contrate fora. Contudo, o principal    problema da pol&iacute;tica cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica est&aacute;    em: por um lado, na aus&ecirc;ncia de foco associada &agrave; dispers&atilde;o    de recursos entre um grande n&uacute;mero de programas e iniciativas; e, por    outro lado, na falta de for&ccedil;a pol&iacute;tica dentro do governo federal    que permita implementar as verbas destinadas &agrave; C&amp;T.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Andr&eacute; Tosi Furtado</b> &eacute; p&oacute;s-doutor    pelo Centre de Recherche Sur L’environnment et le D&eacute;veloppement, professor    do Instituto de Geoci&ecirc;ncias, no Departamento de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica    e Tecnol&oacute;gica, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) .</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P><font size="3">1. Brooks, H. "National science policy and technological innovation",    <i>in</i> Landau, R. &amp; Rosenberg, N. <i>The positive sum strategy</i>. National    Academy Press, Washington D.C. 1986.</font><!-- ref --><P><font size="3">2. Arrow, K. "Economics welfare and the allocation of resources    for invention", <i>in</i> R. Nelson (ed. ) <i>The rate and the direction of    inventive activity</i>, Princeton University Press, Princeton. 1962.</font><!-- ref --><P><font size="3">3 .Salomon, J.J. "Science policy and the development of science    policy", i<i>n</i> Spiegel-R&ouml;sing, I. and Solla Price, D.de (eds) <i>Science,    technology and society</i>, International Council for Science Policy Studies,    Sage Publications, London and Beverly Hills. 1977.</font><!-- ref --><P><font size="3">4. Mowery, D. "The changing structure of the U.S. national innovation    system: implications for international conflict and cooperation in R&amp;D policy",    <i>in Research Policy</i>, Vol. 27, pp. 639-654. 1998.</font><!-- ref --><P><font size="3">5. Branscomb, L. <i>Empowering technology</i>. MIT Press, Cambridge.    1993.</font><!-- ref --><P><font size="3">6. Ergas, H. ‘Does technology policy matter?’, <i>in</i> Guile,    B. R e Brooks, H. <i>Technology and global industry – Companies and nations    in the world economy</i>, National Academy Press, Washington, D.C. 1987.</font><!-- ref --><P><font size="3">7 Etzkowitz, H. &amp; Gulbrandsen, M., "Public entrepreneur:    the trajectory of United States science, technology and industrial policy",    <i>in Science and Public Policy</i> , Volume 26, Number 1, pp. 53-62. February    1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">8. Beck, U. <i>Risk society: towards a new modernity. Sage</i>,    London. 1992.</font><!-- ref --><P><font size="3">9. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia (MCT),    Indicadores de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Produ&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    <i> <a href="http://www.mct.gov.br/estat/ascavpp/portugues/6_Producao_Cientifica/tabelas/tab6_1_1.htm" target="_blank">http://www.mct.gov.br/estat/ascavpp/portugues/6_Producao_Cientifica/tabelas/tab6_1_1.htm</a></i>,    atualizada em 28/10/2003.</font><!-- ref --><P><font size="3">10. Furtado, A., Terra, B., Passos, C. e Plonski, G. "Indicadores    para avaliar programas de coopera&ccedil;&atilde;o entre universidade e ind&uacute;stria:    Uma an&aacute;lise do PADCT III". <i>In</i> Anais do XXII Simp&oacute;sio de    Gest&atilde;o da Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, NPGT-USP, 15 p.,    CD-rom. </font><!-- ref --><P><font size="3">11. Pereira, N. M., Furtado, A. Freitas, A. G. de, Polli M.    e Figueiredo, S. P., "Modelo institucional na pol&iacute;tica cient&iacute;fica    e tecnol&oacute;gica no setor petr&oacute;leo e g&aacute;s natural: a experi&ecirc;ncia    do fundo setorial CTPetro". <i>In</i> Anais do X Seminario Latino-Iberoamericano    de Gesti&oacute;n Tecnol&oacute;gica – Altec 2003, 12 p., M&eacute;xico-DF.</font><!-- ref --><P><font size="3">12. Furtado, A. (coord.) "Impactos econ&ocirc;micos da ci&ecirc;ncia    e tecnologia", <i>in</i> Landi, F. R. (coord.) <i>Indicadores de Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Paulo – 2001</i>, Fapesp,    S&atilde;o Paulo.</font> ]]></body><back>
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