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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/nt_bra.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a07img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">ARQUEOLOGIA</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n2/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Pr&eacute;-hist&oacute;ria brasileira no Museu do Xing&oacute;    </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3">Descoberto em 1991, o Cemit&eacute;rio do Justino, com 188 esqueletos    humanos com seus adornos e pertences usados em vida, foi o primeiro grande vest&iacute;gio    pr&eacute;-hist&oacute;rico encontrado na regi&atilde;o do baixo S&atilde;o    Francisco, entre os estados de Alagoas e Sergipe. Era o primeiro sinal de que    havia ali um verdadeiro tesouro arqueol&oacute;gico, que hoje comp&otilde;e    o acervo do Museu de Arqueologia de Xing&oacute;-MAX, da Universidade Federal    de Sergipe (UFS). </FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><FONT SIZE="3">Quando a pesquisadora Cleonice Vergner e sua equipe realizavam    um trabalho de salvamento arqueol&oacute;gico solicitado &agrave; universidade    pela Companhia Hidrel&eacute;trica do S&atilde;o Francisco (Chesf), em 1988,    ela n&atilde;o imaginava que encontraria tantos vest&iacute;gios da pr&eacute;-hist&oacute;ria    brasileira anos depois. A pesquisa come&ccedil;ou na regi&atilde;o que seria    alagada pela represa da hidrel&eacute;trica de Xing&oacute;, e depois prosseguiu    por todas as &aacute;reas n&atilde;o alagadas. </FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">H&aacute; trabalho para pelo menos quatro gera&ccedil;&otilde;es,    considera Cleonice. Na margem do rio S&atilde;o Francisco, na regi&atilde;o    baixa, apenas dois s&iacute;tios foram escavados dos 255 descobertos. Nesses    s&iacute;tios, conhecidos como Letreiros e Vale dos Mestres, estavam as pe&ccedil;as,    esqueletos e cer&acirc;micas que hoje s&atilde;o conservadas e expostas no museu,    em ambiente refrigerado e musicalizado, junto com mapas e miniaturas que representam    como viviam aqueles povos da pr&eacute;-hist&oacute;ria. A logomarca do MAX,    o desenho de uma ave que lembra um urubu, tamb&eacute;m foi encontrada em s&iacute;tios    de arte rupestre, repetindo-se em tr&ecirc;s s&iacute;tios diferentes. Entre    plat&ocirc;s e terra&ccedil;os do rio, 41 s&iacute;tios ficam a jusante da represa    e 214 na foz.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">O museu tem uma equipe de 43 pessoas distribu&iacute;das no    laborat&oacute;rio de pesquisas, em Xing&oacute;, e na esta&ccedil;&atilde;o    central de Aracaju. As escava&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas pela pr&oacute;pria    comunidade das cidades de Paulo Afonso, Canind&eacute;, Olho D'&Aacute;gua e    Piranhas. "Somente o pessoal dos desenhos n&atilde;o era analfabeto. Ensinamos    os outros a escavar e os alfabetizamos. Hoje, eles fazem supletivo, quatro deles    j&aacute; se formaram na gradua&ccedil;&atilde;o por nosso interm&eacute;dio    e uma se tornou mestre e trabalha conosco", conta a pesquisadora. "O    projeto tamb&eacute;m teve uma preocupa&ccedil;&atilde;o social, integrando    a comunidade. Hoje o museu sustenta 217 pessoas, entre funcion&aacute;rios e    suas fam&iacute;lias".</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">O Museu de Arqueologia de Xing&oacute; fica a 200 quil&ocirc;metros    da capital sergipana (quatro horas de &ocirc;nibus) e j&aacute; foi visitado    por mais de 55 mil pessoas nesses quatro anos.</FONT></p>     <p>&nbsp; </p>     <p ALIGN="RIGHT"><FONT SIZE="3"><b><i>Adriana Menezes</i></b></FONT></p>      ]]></body>
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