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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/nt_bra.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">PISCICULTURA</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n2/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Projeto visa recuperar &aacute;reas degradadas e gerar alimentos    no vale do Ribeira </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3">Uma pesquisa na &aacute;rea de piscicultura da Universidade do    Vale do Para&iacute;ba (Univap) em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (SP) pretende    fazer com que o conhecimento acad&ecirc;mico possa gerar alimento e renda para    popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda e ainda recuperar ambientes degradados.    A proposta inclui treinar a popula&ccedil;&atilde;o ribeirinha a usar as &aacute;reas    ao redor do campus, com extensas cavas de areia, cheias de &aacute;gua, para    a produ&ccedil;&atilde;o de peixes. "A id&eacute;ia &eacute; utilizar o    que aprendemos acerca da adaptabilidade de peixes de regi&otilde;es como a Amaz&ocirc;nia,    na solu&ccedil;&atilde;o de problemas ambientais diversos, como esse da cava    de areia", afirma o coordenador do projeto, Adalberto Val, do Instituto    Nacional de Pesquisa da Amaz&ocirc;nia (Inpa).</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">As cavas de areia no Vale do Para&iacute;ba formam extensas &aacute;reas    degradadas ambientalmente e exigem constantes investimentos para sua recupera&ccedil;&atilde;o.    As caracter&iacute;sticas dessas cavas ainda s&atilde;o desconhecidas, at&eacute;    mesmo do ponto de vista biol&oacute;gico, mas as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    mostram que o oxig&ecirc;nio presente nas colunas de &aacute;gua pode ser apenas    superficial e disperso. "Os peixes da Amaz&ocirc;nia evolu&iacute;ram por    milhares de anos em condi&ccedil;&otilde;es semelhantes a essa. A partir disso,    pensamos em testar a cria&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies de peixes    dessa regi&atilde;o com duplo objetivo: recuperar ambientes degradados e produzir    prote&iacute;na animal com custo baixo para atender as necessidades de popula&ccedil;&otilde;es    ribeirinhas" explica Adaberto.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">O projeto piloto est&aacute; em sua fase final. O tipo de processo    produtivo utilizado foi a piscicultura semi-intensiva que se mostra eficaz para    lagoas muito profundas e solo irregular. "Pudemos verificar a possibilidade    de recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas, principalmente pela    extra&ccedil;&atilde;o de areia das cavas" afirma um dos respons&aacute;veis    pelo projeto na Univap, o bi&oacute;logo Murilo Pires Fiorini, que conta com    o apoio da professora Maria Regina Aquino Silva e do bioqu&iacute;mico Lorenzo    Girardi. Os experimentos preliminares constataram bons &iacute;ndices zoot&eacute;cnicos    com rela&ccedil;&atilde;o aos peixes (ganho de peso, convers&atilde;o alimentar    e comprimento). A qualidade da &aacute;gua apresentou valores dentro dos padr&otilde;es,    at&eacute; a profundidade de seis metros.</FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a09img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="3">Os experimentos pretendem determinar a capacidade de suporte do    sistema, bem como o desempenho de algumas esp&eacute;cies com caracter&iacute;sticas    biol&oacute;gicas distintas. Os peixes em estudo foram adquiridos de fazendas    paulistas de produ&ccedil;&atilde;o de alevinos, para formar um plantel adaptado    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de temperatura da regi&atilde;o, mas que ainda    tenham preservado as rusticidades que lhes permitiram sobreviver &agrave;s exig&ecirc;ncias    ambientais da Amaz&ocirc;nia. Entre as esp&eacute;cies testadas est&atilde;o    o tambaqui, o pirarucu e a pirarara. H&aacute; outras esp&eacute;cies locais,    da bacia do rio Para&iacute;ba do Sul, que est&atilde;o sendo analisadas.</FONT></p>     <p><FONT SIZE="3">A capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos &eacute; um    dos objetivos indiretos do projeto. "Um estudante desenvolver&aacute; sua    tese de doutorado no &acirc;mbito do projeto e haver&aacute; treinamento efetivo    da popula&ccedil;&atilde;o ribeirinha t&atilde;o logo tenhamos dominado inteiramente    o processo" ressalta Adalberto. O treinamento dever&aacute; envolver a    aquisi&ccedil;&atilde;o e incuba&ccedil;&atilde;o dos alevinos, preparo de ra&ccedil;&atilde;o,    acompanhamento do desempenho dos peixes no per&iacute;odo de crescimento e processamento    p&oacute;s-colheita. "Trata-se de um projeto de pesquisa em biologia de    esp&eacute;cies de peixes tropicais criadas em ambientes em processo de recupera&ccedil;&atilde;o"    ressalta Adalberto. </FONT></p>     <p><FONT SIZE="3"><b>EQUIL&Iacute;BRIO</b> A piscicultura &eacute; uma atividade    que permite equilibrar interesse econ&ocirc;mico e explora&ccedil;&atilde;o    racional da natureza, porque apresenta elevada produtividade por hectare (entre    2,5 mil e 10 mil kg/ha/ano), usando menos superf&iacute;cie de terra em rela&ccedil;&atilde;o    a outras atividades. S&oacute; na bacia amaz&ocirc;nica calcula-se que existam    cerca de duas mil esp&eacute;cies de peixes, muitos deles de extrema import&acirc;ncia    para alimenta&ccedil;&atilde;o da comunidade local. A vantagem &eacute; que    s&atilde;o esp&eacute;cies bem resistentes &agrave;s oscila&ccedil;&otilde;es    do oxig&ecirc;nio dispon&iacute;vel na &aacute;gua. </font></p>     <p><FONT SIZE="3">Na piscicultura semi-intensiva, entre outros fatores, h&aacute;    maior controle sobre o ambiente; pode-se secar o a&ccedil;ude &agrave; vontade,    para colheita e manejo; se saber o n&uacute;mero de alevinos, de filhotes e    peixes em crescimento, o que permite estimar a produ&ccedil;&atilde;o e programar    a colheita.</FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="RIGHT"><FONT SIZE="3"><b><i>Michela de Paulo</i></b></FONT></p>      ]]></body>
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