<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252005000200010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ausência de proteína altera migração de células no embrião]]></article-title>
</title-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<volume>57</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>16</fpage>
<lpage>16</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252005000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252005000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/mundo.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">BIOLOGIA</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n2/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Aus&ecirc;ncia de prote&iacute;na altera migra&ccedil;&atilde;o    de c&eacute;lulas no embri&atilde;o </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Pesquisadores do Laborat&oacute;rio de Biologia Molecular em    Monterotondo, na It&aacute;lia, descobriram que a prote&iacute;na n-cofilina    desempenha um papel importante na forma&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es,    em camundongos. A n-cofilina est&aacute; bem descrita na literatura como uma    das prote&iacute;nas que se ligam &agrave;s longas cadeias (pol&iacute;meros)    de actina (outra prote&iacute;na), respons&aacute;vel pela manuten&ccedil;&atilde;o    da forma e da coes&atilde;o entre c&eacute;lulas vizinhas. "A n-cofilina    &eacute; expressa durante o desenvolvimento do embri&atilde;o e desempenha um    papel importante no processo", afirma a bi&oacute;loga molecular Christine    Gurniak, do grupo italiano. </font></p>     <p><font size="3">Como a forma&ccedil;&atilde;o de novos focos de c&acirc;ncer    no organismo requer a migra&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas malignas, a n-cofilina    representa um alvo potencial em estrat&eacute;gias de combate ao crescimento    e ao desenvolvimento de tumores. "Essa prote&iacute;na age como um fator    despolimerizante dos filamentos de actina, ou seja, remove mon&ocirc;meros de    actina da extremidade ou &agrave;s laterais do filamento", explica. Ela    &eacute; detect&aacute;vel em quase todas as c&eacute;lulas de um animal adulto.    Isso implica que uma droga baseada na cofilina poderia provocar efeitos colaterais    em muitos tecidos e tipos celulares. "Seria necess&aacute;rio desenhar    drogas de forma a serem liberadas especificamente em certas &aacute;reas do    corpo. Por meio da gen&eacute;tica de camundongos, estamos fazendo isso",    conta Gurniak. </font></p>     <p><FONT SIZE="3"><b>O MOVIMENTO DAS C&Eacute;LULAS </b>As c&eacute;lulas se movem    reorganizando seu arcabou&ccedil;o de actina. Assim, a n-cofilina parece crucial    para mecanismos celulares como a divis&atilde;o e a migra&ccedil;&atilde;o.    "Estudos bioqu&iacute;micos detalhados foram realizados <i>in vitro</i>,    mas a fun&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica da n-cofilina s&oacute; foi investigada    at&eacute; aqui em eucariotos inferiores, como amebas, leveduras e o verme <i>Caenorhabditis    elegans</i>, e tamb&eacute;m em plantas", afirma Gurniak. A linhagem de    camundongos utilizada apresenta uma dele&ccedil;&atilde;o ('perda') do gene    da n-cofilina, que foi introduzido por transg&ecirc;nese."Camundongos que    apresentam essa muta&ccedil;&atilde;o nos dois alelos n&atilde;o s&atilde;o    vi&aacute;veis, por isso tivemos de fazer o cruzamento entre pais heterozigotos,    que carregam essa muta&ccedil;&atilde;o em um &uacute;nico alelo cada um, de    modo a gerar embri&otilde;es homozigotos". Nesses embri&otilde;es, a cabe&ccedil;a    e a espinha deixam de se fundir adequadamente e no momento certo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"> Para que c&eacute;lulas migrem, &eacute; preciso que a longa    cadeia de actina seja desmantelada – sob restrita regula&ccedil;&atilde;o. Assim,    elas podem, primeiro, mudar de forma e, segundo, migrar para outros s&iacute;tios.    Na aus&ecirc;ncia da n-cofilina, as duas extremidades ficam abertas, como numa    folha de papel esticada. A equipe italiana vai continuar a pesquisa, dedicando-se    &agrave; compreens&atilde;o do citoesqueleto de actina. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="RIGHT"><FONT SIZE="3"><b><i>Fl&aacute;via Nat&eacute;rcia</i></b></FONT></p>      ]]></body>
</article>
