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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/linguabr.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="5"><b>L&Iacute;NGUAS DE FRONTEIRA: O DESCONHECIDO TERRIT&Oacute;RIO    DAS PR&Aacute;TICAS LING&Uuml;&Iacute;STICAS NAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS</b></font></P>     <P><FONT SIZE="3"><b>Eliana Rosa Sturza</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b> Uma hist&oacute;ria das l&iacute;nguas    praticadas nas zonas de fronteira do Brasil deve ser considerada a partir de    duas condi&ccedil;&otilde;es fundamentais: a primeira, que as nossas fronteiras    geopol&iacute;ticas tamb&eacute;m se definem pela exist&ecirc;ncia de um velho    par de l&iacute;nguas, com um contato hist&oacute;rico e geneal&oacute;gico    muito estreito, que &eacute; o do portugu&ecirc;s-espanhol; a segunda, que a    hist&oacute;ria de contato dessas l&iacute;nguas, na Am&eacute;rica, &eacute;    compartilhada pela hist&oacute;ria de outras l&iacute;nguas com quais convivem    e/ou entram em conflito. Ambas condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o refor&ccedil;adas    pelo modo como nossas fronteiras pol&iacute;ticas foram sendo constitu&iacute;das    ao longo da hist&oacute;ria.</font></P>     <P><FONT SIZE="3">A hist&oacute;ria dessas pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas,    que se deseja apresentar, n&atilde;o objetiva recuperar apenas os registros    existentes sobre as l&iacute;nguas praticadas nas zonas de fronteira. Mas pretende-se,    sobretudo, realizar um resgate da hist&oacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica sobre a situa&ccedil;&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica das    zonas de fronteira, especialmente daquelas onde os estudos sobre os contatos    do portugu&ecirc;s e do espanhol desenvolveram-se mais, criando inclusive uma    reconhecida tradi&ccedil;&atilde;o em alguns meios acad&ecirc;micos, caso da    Universidad de la Rep&uacute;blica, do Uruguai. </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Quase dois s&eacute;culos depois de conflitos, solucionados    pela armas ou pela diplomacia, ainda desconhecemos muito da situa&ccedil;&atilde;o    de contato das l&iacute;nguas portuguesa e espanhola nas zonas fronteiri&ccedil;as    do Brasil com os demais pa&iacute;ses hispano-americanos.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a17img01.gif"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3">A fronteira do Brasil com esses pa&iacute;ses &eacute; caracterizada    por zonas de grande concentra&ccedil;&atilde;o populacional, como o sul do Brasil,    e outras marcadas por obst&aacute;culos geogr&aacute;ficos naturais, caso do    norte do pa&iacute;s, onde existem zonas praticamente vazias de presen&ccedil;a    humana.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">De qualquer modo, mesmo onde os agrupamentos s&atilde;o menores    e menos populosos, a fronteira efetivamente &eacute; complexa pela natureza    de sua forma&ccedil;&atilde;o e pelo modo como se estabelecem ali as rela&ccedil;&otilde;es    sociais das diferentes etnias que nela habitam. As fronteiras geogr&aacute;ficas    s&atilde;o preenchidas de conte&uacute;do social.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Se as fronteiras s&atilde;o sociais, se nelas vivem diferentes    etnias – &iacute;ndios, espanh&oacute;is, &aacute;rabes, portugueses, alem&atilde;es,    entre outros – o contato ling&uuml;&iacute;stico &eacute; uma conseq&uuml;&ecirc;ncia    inevit&aacute;vel, e a situa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas    nessas regi&otilde;es, de um modo geral, um campo pouco explorado pela ling&uuml;&iacute;stica    brasileira.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">O n&uacute;mero ainda escasso de trabalhos ling&uuml;&iacute;sticos    que possam, principalmente, mapear a situa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas    de fronteira &eacute; resultado, sobretudo, da falta de organiza&ccedil;&atilde;o    e divulga&ccedil;&atilde;o das pesquisas j&aacute; realizadas e de uma maior    focaliza&ccedil;&atilde;o na quest&atilde;o do contato ling&uuml;&iacute;stico    nas nossas fronteiras por parte da ling&uuml;&iacute;stica brasileira. A exce&ccedil;&atilde;o    tem sido o grande interesse pelas l&iacute;nguas ind&iacute;genas, principalmente,    na bacia do rio Amazonas.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Dentre as fronteiras do Brasil com os demais pa&iacute;ses hispano-americanos,    a fronteira com a Argentina e o Uruguai, na chamada bacia do rio da Prata &eacute;,    sem d&uacute;vida, onde o contato ling&uuml;&iacute;stico foi historicamente    determinado pelas l&iacute;nguas do Estado. </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Nessa fronteira, o contato ling&uuml;&iacute;stico entre o portugu&ecirc;s    e o espanhol &eacute; decorrente de um s&eacute;culo de lit&iacute;gios pelo    dom&iacute;nio dos territ&oacute;rios, de uma pol&iacute;tica expansionista    de ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e militariza&ccedil;&atilde;o das    &aacute;reas, al&eacute;m da exist&ecirc;ncia de povoamentos desenvolvidos e    de um interc&acirc;mbio econ&ocirc;mico, cultural e social j&aacute; consolidado.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Um bom exemplo, de que na fronteira do Brasil com os pa&iacute;ses    da bacia do rio da Prata o contato entre as comunidades fronteiri&ccedil;as    &eacute; regular e cont&iacute;nuo, &eacute; a recente decis&atilde;o dos governos    brasileiro e uruguaio de expedir uma Carteira de Identidade de "fronteiri&ccedil;o"    para os chamados <i>doble chap</i>" – moradores que vivem ao longo da faixa    fronteiri&ccedil;a, que abrange 900 km de dist&acirc;ncia e at&eacute; 20 km    de largura para dentro do territ&oacute;rio de cada pa&iacute;s. (<i>Zero Hora</i>    – 15/04/04).</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Esse fato, no alvorecer do s&eacute;culo XXI, registra o reconhecimento    da fronteira compartilhada, de um lugar menos imagin&aacute;rio, de um lugar    que tem uma din&acirc;mica social muito particular, sustentada pelo movimento    migrat&oacute;rio das popula&ccedil;&otilde;es e suas cont&iacute;nuas transgress&otilde;es    territoriais.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Na fronteira Brasil-Uruguai, a transgress&atilde;o dos limites    ocorreu, sobretudo, para dentro do territ&oacute;rio uruguaio. Primeiro se instalaram    os portugueses e, posteriormente, os brasileiros, de tal modo que isso possibilitou    a manuten&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa e determinou a sua import&acirc;ncia    no pr&oacute;prio processo de ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o norte    do Uruguai.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE="3">Esse fator hist&oacute;rico despertou interesse principalmente    de ling&uuml;istas uruguaios, levando-os a estudar e pesquisar sobre a exist&ecirc;ncia    da l&iacute;ngua portuguesa e sua extens&atilde;o dentro do territ&oacute;rio    uruguaio, a partir do final da d&eacute;cada de 1950.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">O marco inaugural sobre a situa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas    na fronteira Brasil-Uruguai, &eacute; o trabalho "Dialecto Fronterizo en    el Norte del Uruguay", de Jos&eacute; Pedro Rona, divulgado em 1959 e publicado,    posteriormente, em 1965.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">A partir desse trabalho de Rona, ao longo de meio s&eacute;culo,    os estudos sobre a presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa na zona de fronteira    foram tendo regularidade e continuaram a focalizar este "Dialecto Fronterizo"    como quest&atilde;o fundamental.(1)</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">A regularidade das pesquisas e o debate interno que, a partir    dele, passa a se instituir, &eacute; o do processo de designa&ccedil;&atilde;o    da(s) pr&aacute;tica(s) ling&uuml;&iacute;stica(s) resultante(s) do contato    ling&uuml;&iacute;stico entre o portugu&ecirc;s do Brasil e o espanhol do Uruguai.    Esse debate pode ser percebido nos diferentes modos como os pesquisadores titulam    seus estudos e teses realizados sobre o portugu&ecirc;s no Uruguai, tais como:    <i>Dialecto fronterizo del norte del Uruguay</i> (Rona, 1965); <i>N&oacute;s    falemo brasilero. Dialectos portugueses del Uruguay</i> (Elizainc&iacute;n,    Behares &amp; Barrios, 1987); <i>The sociolinguistcs of the brazilian-uruguayan    border</i> (Hensey, 1972); <i>The social distribution of uruguayan portuguese    in a bilingual border town</i> (Carvalho, 1998).</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">&Eacute; importante destacar que designar essa pr&aacute;tica    ling&uuml;&iacute;stica &eacute; uma tarefa que j&aacute; apresenta dificuldades    e posicionamentos pol&iacute;ticos no pr&oacute;prio contexto nacional de ambos    pa&iacute;ses envolvidos, pois o portugu&ecirc;s &eacute; "brasileiro"    e o espanhol &eacute; "castelhano", o que j&aacute; por si mesmo marca    a diferen&ccedil;a das l&iacute;nguas internamente &agrave;s suas hereditariedades    ling&uuml;&iacute;sticas – l&iacute;ngua portuguesa de Portugal e l&iacute;ngua    espanhola da Espanha e aos seus dom&iacute;nios pol&iacute;ticos na Am&eacute;rica    hisp&acirc;nica.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3"><b>O DESCONHECIDO TERRIT&Oacute;RIO</b> Quando Guimar&atilde;es    (2001) trata do espa&ccedil;o das l&iacute;nguas dominantes na Am&eacute;rica    Latina, ele se refere     <br>   <i> ...a um espa&ccedil;o configurado pela presen&ccedil;a de outras l&iacute;nguas    em funcionamento, de um lado as l&iacute;nguas ind&iacute;genas e o espanhol,    al&eacute;m do contato com a l&iacute;ngua portuguesa, e de outro as l&iacute;nguas    ind&iacute;genas, as l&iacute;nguas africanas e o portugu&ecirc;s, al&eacute;m    do seu contato com o espanhol. Neste sentido estamos configurando este espa&ccedil;o    por uma mem&oacute;ria que lhe &eacute; pr&oacute;pria, sem a qual ele n&atilde;o    &eacute; este espa&ccedil;o. E nesta medida cabe pensar, inclusive, a hist&oacute;ria    da constitui&ccedil;&atilde;o do espanhol e do portugu&ecirc;s como l&iacute;nguas    nacionais.</i></FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Este espa&ccedil;o desterritorializado &eacute; o que coloca    as nossas l&iacute;nguas da fronteira em situa&ccedil;&atilde;o de contato.    Com o status de l&iacute;nguas oficiais e predominantes, o portugu&ecirc;s e    o espanhol na Am&eacute;rica se colocam lado a lado ao longo das fronteiras    geogr&aacute;ficas que compartilham. Por&eacute;m, do ponto de vista da situa&ccedil;&atilde;o    &eacute;tnica, os grupos de conv&iacute;vio e seus contatos ling&uuml;&iacute;sticos,    em diferentes regi&otilde;es fronteiri&ccedil;as do Brasil com os demais pa&iacute;ses    da Am&eacute;rica do Sul, contribuem para a constitui&ccedil;&atilde;o de um    panorama ling&uuml;&iacute;stico heterog&ecirc;neo, muito aqu&eacute;m do que    representa a dualidade portugu&ecirc;s-espanhol no seu estatuto de l&iacute;nguas    majorit&aacute;rias.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Um exemplo que ilustra bem esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute;    o que apresenta Oliveira (2000):    <br>   <i>S&atilde;o Gabriel da Cachoeira &eacute; uma cidade no centro da regi&atilde;o    mais pluril&iacute;ng&uuml;e do Brasil, o Alto Rio Negro, no estado do Amazonas,    nas fronteiras do pa&iacute;s com a Col&ocirc;mbia e a Venezuela. O n&uacute;cleo    urbano tem cerca de dez mil habitantes e domina uma regi&atilde;o de 112.000    Km-, maior portanto que Portugal ou o estado de Santa Catarina, com 409 aldeias    nas quais funcionam 165 escolas ind&iacute;genas bil&iacute;ng&uuml;es de ensino    fundamental (de 1ª a 4ª s&eacute;ries). &Eacute; um caso pouco 't&iacute;pico'    no pa&iacute;s (se se pode utilizar tal conceito) mas que servir&aacute; para    apresentar um caso concreto de pluriling&uuml;ismo urbano e para pensar a formula&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nas cidades, incluindo-se aqui tamb&eacute;m    a pol&iacute;tica ling&uuml;&iacute;stica. </i></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE="3">Disto decorre que nossas fronteiras s&atilde;o marcadas por    uma heterogeneidade ling&uuml;&iacute;stica, iniciando-se ao norte (2), onde    h&aacute; esse contato entre as diferentes na&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas,    o portugu&ecirc;s e o espanhol, apresentando uma clara situa&ccedil;&atilde;o    de pluriling&uuml;ismo, at&eacute; a regi&atilde;o oeste, onde as fronteiras    brasileiras s&atilde;o tamb&eacute;m marcadas pelo conv&iacute;vio das l&iacute;nguas    portuguesa e espanhola com as l&iacute;nguas ind&iacute;genas da Bol&iacute;via    e do Paraguai.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">No caso do Paraguai, o reconhecimento do guarani como l&iacute;ngua    oficial e o seu destacado lugar como l&iacute;ngua materna da grande maioria    da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; um ingrediente fundamental na configura&ccedil;&atilde;o    das l&iacute;nguas da fronteira, sobretudo pela import&acirc;ncia &eacute;tnica    e identit&aacute;ria que o guarani ocupa frente a outras l&iacute;nguas, as    dos imigrantes e a do Estado (3).Vale lembrar, neste caso, a import&acirc;ncia    do contingente de brasileiros no Paraguai (4), os chamados brasiguaios, que    levam para o interior das terras paraguaias a sua l&iacute;ngua portuguesa (a    de ga&uacute;chos, paulistas, paranaenses, mato-grossenses...). </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Na fronteira do Brasil com Argentina e Paraguai, mais ao sul,    &eacute; esclarecedora a situa&ccedil;&atilde;o da prov&iacute;ncia fronteiri&ccedil;a    de Missiones. Nesta regi&atilde;o, o fluxo migrat&oacute;rio trouxe, especialmente,    para dentro do territ&oacute;rio argentino, alem&atilde;es, italianos e polacos,    al&eacute;m de um contingente significativo de brasileiros, que contribu&iacute;ram    para fortalecer presen&ccedil;a da l&iacute;ngua portuguesa nas comunidades    da zona fronteiri&ccedil;a. (Sturza,1994 e Maia,2002).</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">J&aacute; no caso das fronteiras do extremo sul, limite com    Argentina e Uruguai, o contato de l&iacute;nguas mais intenso e cont&iacute;nuo    &eacute; o do portugu&ecirc;s com o espanhol, embora haja na regi&atilde;o a    presen&ccedil;a de outras etnias como &aacute;rabes, italianos e alem&atilde;es,    em cidades lim&iacute;trofes como Chu&iacute;, Uruguaiana, Acegu&aacute;, Livramento.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Nessa fronteira, do Rio Grande do Sul com os pa&iacute;ses da    bacia do rio da Prata, sobretudo na zona fronteiri&ccedil;a do Brasil com o    Uruguai, h&aacute; ainda uma terceira "l&iacute;ngua", que n&atilde;o    &eacute; nativa, n&atilde;o &eacute; a do imigrante, n&atilde;o &eacute; a do    Estado. &Eacute; a que funciona como mais uma nas pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas    de grande parte da popula&ccedil;&atilde;o fronteiri&ccedil;a e que resulta    do cruzamento das l&iacute;nguas portuguesa e espanhola, da extens&atilde;o    ou do influxo de uma l&iacute;ngua em territ&oacute;rio ling&uuml;&iacute;stico    da outra. </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Essas pr&aacute;ticas foram designadas de dois modos: o portunhol    – que abrange uma maior extens&atilde;o de contato, ainda que com caracteriza&ccedil;&otilde;es    discut&iacute;veis, e pouco definido enquanto fen&ocirc;meno de contato ling&uuml;&iacute;stico    e os DPUs – Dialetos Portugueses do Uruguai – que gozam de um reconhecimento    maior, de pesquisas e estudos regulares da ling&uuml;&iacute;stica internacional.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Acrescenta-se a esse panorama da regi&atilde;o Sul, o fato de    que no mapa das variantes dialetais do portugu&ecirc;s do Rio Grande do Sul,    a regi&atilde;o da fronteira est&aacute; caracterizada por seu conservadorismo    luso e por influxos do espanhol no linguajar do ga&uacute;cho, especialmente    na linguagem informal e no meio rural (Koch; Altenhofen; Klashmann, 2002).</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3"><b>AS L&Iacute;NGUAS DA FRONTEIRA: A SITUA&Ccedil;&Atilde;O    DA FRONTEIRA BRASIL - URUGUAI</b> A ocupa&ccedil;&atilde;o das zonas de fronteira    do Brasil com o Uruguai ocorreram, no lado brasileiro, obedecendo ao processo    expansionista da Coroa portuguesa, em meados do s&eacute;culo XVIII, que distribuiu    terras e fundou guarni&ccedil;&otilde;es militares na regi&atilde;o. Em seguida,    os grandes espa&ccedil;os vazios da regi&atilde;o norte do Uruguai, foram sendo    invadidos e colonizados. Mais tarde, os brasileiros, atra&iacute;dos pela riqueza    das terras e abund&acirc;ncia de gado nativo, se estabeleceram no interior do    Uruguai, em quase 300 km de extens&atilde;o (Tau Golin, 2002).</font></P>     <P><FONT SIZE="3">A comprova&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia e da extens&atilde;o    da l&iacute;ngua portuguesa e de seus dialetos no interior do Uruguai foi detalhada    por Rona (1965), em mapas onde descreve as zonas ling&uuml;&iacute;sticas fronteiri&ccedil;as    com o Brasil. Seu estudo confirma que a regi&atilde;o norte do Uruguai foi fortemente    afetada pela presen&ccedil;a, primeiramente, de portugueses e, depois, de brasileiros.    Desse contato, afirma Rona (1963), surgiu um "<i>dialecto mixto</i>"    ao qual denomina "<i>fronterizo</i>". Segundo ele, <i>&eacute;ste    es una mezcla de portugu&eacute;s y espa&ntilde;ol, pero no es ni portugu&eacute;s    ni espa&ntilde;ol y resulta con frecuencia ininteligible tanto para los brasile&ntilde;os    como para los uruguayos. – Este dialecto es de base portuguesa, hispanizada.</i></FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Na metade da d&eacute;cada de 1960, dando continuidade &agrave;    problem&aacute;tica do contato ling&uuml;&iacute;stico nessa regi&atilde;o,    Hensey (1965) busca descrever e comprovar a exist&ecirc;ncia de biling&uuml;ismo    nas comunidades urbanas fronteiri&ccedil;as, diferentemente de Rona que concentra    seus estudos mais em zonas rurais e objetivava localizar dialetos resultantes    do fen&ocirc;meno do contato ling&uuml;&iacute;stico.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE="3">No entanto, o pesquisador americano concluiu que o biling&uuml;ismo    nessa zona de contato n&atilde;o pode ser considerado como o que existe em outras    comunidades, pois o grau de biling&uuml;ismo dos falantes n&atilde;o &eacute;    equivalente. H&aacute; um maior dom&iacute;nio do portugu&ecirc;s pelos uruguaios    do que vice-versa, isto se explicaria pela manuten&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua    portuguesa em territ&oacute;rio uruguaio. No norte do Uruguai, h&aacute; falantes    de portugu&ecirc;s, o que comprovaria uma situa&ccedil;&atilde;o de biling&uuml;ismo,    mas h&aacute; tamb&eacute;m falantes de uma mistura de l&iacute;nguas, nas comunidades    g&ecirc;meas, a qual Hensey (1969) descreve como um <i>interlecto</i>.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">No entanto, esse portugu&ecirc;s de maior dom&iacute;nio por    parte dos uruguaios &eacute;, na seq&uuml;&ecirc;ncia dos estudos, descrito    por Elizainc&iacute;n, Behares &amp; Barrios (1987) como um dialeto (ou dialetos)    da l&iacute;ngua portuguesa, ao qual chamam de <i>dialectos portugueses del    Uruguay</i>.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Para esses autores, a situa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas    na regi&atilde;o norte do Uruguai se caracteriza bem mais por um conv&iacute;vio    de dialetos, um na zona urbana e uma outra variedade de base portuguesa mais    conservada no meio rural. Os falantes de "fronterizo" s&atilde;o monol&iacute;ng&uuml;es    e se concentram na zona rural e nas periferias urbanas. Os falantes bil&iacute;ng&uuml;es    ou como preferem descrever os autores, a situa&ccedil;&atilde;o de <i>bidialetismo</i>    ocorre pelo dom&iacute;nio de um dialeto do espanhol padr&atilde;o – espanhol    regional e de um dialeto portugu&ecirc;s do Uruguai.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">No entanto, para Carvalho (2003), a situa&ccedil;&atilde;o das    pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas nessa zona fronteiri&ccedil;a &eacute;    na verdade a caracteriza&ccedil;&atilde;o de que portugu&ecirc;s &eacute; esse    que se pratica e como ele se distribui, dado a que a mistura dos sistemas ling&uuml;&iacute;sticos    do portugu&ecirc;s e do espanhol n&atilde;o s&atilde;o aleat&oacute;rias tal    como afirma Elizainc&igrave;n, Behares &amp; Barrios (1987), mas s&atilde;o    condicionadas por fatores extraling&uuml;&iacute;sticos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Para Carvalho(idem), o portugu&ecirc;s falado pelos bil&iacute;ng&uuml;es    uruguaios, nas zonas mais urbanas, &eacute; um dialeto do portugu&ecirc;s brasileiro    urbano. O portugu&ecirc;s uruguaio rural &eacute; um dialeto falado nas zonas    rurais por monol&iacute;ng&uuml;es, que corresponderia, portanto, ao "fronterizo"    de base portuguesa de Rona (1965). O que pretende Carvalho (idem) &eacute; propor    uma defini&ccedil;&atilde;o do portugu&ecirc;s uruguaio, desfazendo a id&eacute;ia    de dialetos em conviv&ecirc;ncia. Para ela, a manuten&ccedil;&atilde;o de uma    descri&ccedil;&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica que faz diferen&ccedil;as nestas    pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas, classificando-as como "l&iacute;nguas"    ou como "dialetos", reproduz a condi&ccedil;&atilde;o social dos falantes    que as praticam. O que existe ent&atilde;o, nessa zona fronteiri&ccedil;a, s&atilde;o    duas variantes de uma s&oacute; l&iacute;ngua – o portugu&ecirc;s. </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Punaren (1999), ao pesquisar a atitude ling&uuml;&iacute;stica    dos uruguaios de Rivera, em rela&ccedil;&atilde;o ao prest&iacute;gio do dialeto    que praticam, decide designar o que Elizainc&igrave;n chama de DPU, de portunhol.    Essa designa&ccedil;&atilde;o &eacute; recolhida por ele dos depoimentos dos    entrevistados, que constantemente fazem refer&ecirc;ncia a "fronterizo"    e a "portunhol", utilizando-os, inclusive, como sin&ocirc;nimos.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">A dificuldade em definir o "portunhol", est&aacute;    nos sentidos que foram sendo constitu&iacute;dos pelo senso comum, especialmente,    por referir negativamente, por dizer o "mal falar" uma das l&iacute;nguas    da mistura, em geral, de brasileiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; l&iacute;ngua    espanhola.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Mas se pode formular, pela pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o    de indefini&ccedil;&atilde;o do termo, duas hip&oacute;teses: a primeira &eacute;    a de que o portunhol &eacute; sin&ocirc;nimo de fronterizo e de DPU, com uma    tend&ecirc;ncia a designar mais o fen&ocirc;meno no meio urbano (Punaren, 1999)    e estaria mais restrito &agrave;s zonas de contato mais intenso, tais como as    cidades g&ecirc;meas na fronteira Brasil-Uruguai.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3"> No entanto, Punaren tamb&eacute;m designa esse mesmo fen&ocirc;meno    ling&uuml;&iacute;stico de contato, nas zonas de fronteira da Argentina com    o Brasil e se origina, do mesmo modo que na fronteira Brasil-Uruguai, pela forte    presen&ccedil;a de brasileiros em territ&oacute;rio argentino e pela manuten&ccedil;&atilde;o    da l&iacute;ngua portuguesa como a l&iacute;ngua familiar (Maia,2002). A diferen&ccedil;a    das zonas de fronteira &eacute; a extens&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o    do fen&ocirc;meno. No caso uruguaio, ele &eacute; reconhecido como uma pr&aacute;tica    ling&uuml;&iacute;stica institu&iacute;da, seria como uma "terceira l&iacute;ngua".A    segunda hip&oacute;tese &eacute; a de que o portunhol &eacute; uma "interl&iacute;ngua",    remete ao processo de aquisi&ccedil;&atilde;o, especialmente do espanhol por    parte de falantes brasileiros, e seria uma situa&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria    desse processo no qual os alunos misturam as l&iacute;nguas a n&iacute;vel gramatical    e discursivo. &Eacute; freq&uuml;entemente utilizado, neste mesmo sentido, pela    m&iacute;dia, na Internet e pelo pr&oacute;prio mercado editorial de livros    did&aacute;ticos da &aacute;rea (Sturza, 2004).</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Esta "terceira l&iacute;ngua", predominantemente praticada    em territ&oacute;rio uruguaio, recebeu inicialmente sua identifica&ccedil;&atilde;o    como "fronterizo", tomando na sua designa&ccedil;&atilde;o o sentido    geogr&aacute;fico. A partir da&iacute;, essa mistura de l&iacute;nguas foi sendo    designada diferentemente ao longo do percurso das pesquisas ling&uuml;&iacute;sticas,    de acordo com as filia&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas de cada pesquisador,    sobressaindo-se entre eles a socioling&uuml;&iacute;stica variacionista.(Elizainc&iacute;n    <i>et alli</i>,1987; Carvalho, 2003). Todos esses estudos s&atilde;o sempre    realizados no lado uruguaio da fronteira, em centros urbanos como Jaguar&atilde;o-Rio    Branco, Livramento-Rivera.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE="3">E o que dizer, ent&atilde;o, sobre o lado brasileiro dessas    fronteiras? Neste caso, os estudos que tratam da quest&atilde;o do contato ling&uuml;&iacute;stico    tamb&eacute;m se localizam na tradi&ccedil;&atilde;o dos estudos dialetol&oacute;gicos    e na socioling&uuml;&iacute;stica, desde as descri&ccedil;&otilde;es de Bunse    (1969) at&eacute; o mapeamento do Atlas Ling&uuml;&iacute;stico-Etnogr&aacute;fico    do Rio Grande do Sul (ALERS). </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">O enfoque &eacute; sempre do ponto de vista das influ&ecirc;ncias    do espanhol/castelhano, dos influxos, dos espanholismos do vocabul&aacute;rio    ga&uacute;cho, da entona&ccedil;&atilde;o e pron&uacute;ncia do dialeto ga&uacute;cho    da fronteira (Bisol,1988), que sofre influ&ecirc;ncias castelhanas. Por&eacute;m,    os resultados do contato n&atilde;o determinaram a exist&ecirc;ncia de uma terceira    variedade tal como os pesquisadores comprovaram existir na fronteira com o Uruguai.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Dos mapas de Rona (1965) &agrave;s tabelas de Carvalho (2003),    designar a l&iacute;ngua da fronteira &eacute; tamb&eacute;m dizer o seu lugar    pol&iacute;tico nas rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas. Da neutralidade    aparente do "fronterizo" de Rona (1965), passando pela refer&ecirc;ncia    &agrave; mistura do "portunhol" de Punaren; ao apagamento do portugu&ecirc;s    do Brasil que s&atilde;o os DPUs de Elizainc&igrave;n (1987), &agrave;s tentativas    de defini&ccedil;&atilde;o de Carvalho(2003), designar &eacute; muito mais,    &eacute; redizer o lit&iacute;gio. &Eacute; colocar o pol&iacute;tico no modo    de designar as pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas em funcionamento. A    pol&iacute;tica das l&iacute;nguas est&aacute; nesse espa&ccedil;o das pr&aacute;ticas    ling&uuml;&iacute;sticas, que n&atilde;o se resume &agrave; dualidade portugu&ecirc;s-espanhol,    mas que se enunciam nesse espa&ccedil;o configurado pela diversidade ling&uuml;&iacute;stica.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> A l&iacute;ngua portuguesa    al&eacute;m das fronteiras brasileiras &eacute; uma outra l&iacute;ngua. A sua    extens&atilde;o e o seu significado em territ&oacute;rio uruguaio s&atilde;o,    como nos revela Rona (1965), &eacute; o reconhecimento de que existe uma l&iacute;ngua    portuguesa e brasileira no Uruguai. O que evidencia que ela n&atilde;o &eacute;    resultado s&oacute; do contato ling&uuml;&iacute;stico, mas &eacute; de fato    a comprova&ccedil;&atilde;o de sua exist&ecirc;ncia no interior do Uruguai,    por isto o "fronterizo" <i>es un dialecto de base portuguesa, hispanizada.</i></font></P>     <P><FONT SIZE="3">Esse reconhecimento vai causar um efeito pol&iacute;tico definitivo,    que est&aacute; dito pelo modo como foram designadas as pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas    da fronteira, sendo, inclusive, determinante para que se possa, hoje, compreender    as rela&ccedil;&otilde;es das l&iacute;nguas na zona de fronteira e a pol&iacute;ticas    ling&uuml;&iacute;sticas que este contexto constitui.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">Esse efeito &eacute; mais significativo ainda porque rompe com    a vis&atilde;o da homogeneidade ling&uuml;&iacute;stica do espanhol no Uruguai.    E eu acrescentaria que esta hist&oacute;ria, constitu&iacute;da por raros pesquisadores    n&atilde;o brasileiros sobre a l&iacute;ngua portuguesa /brasileira al&eacute;m    de nossas fronteiras geogr&aacute;ficas, nos chama a ocupar um lugar no debate    sobre a l&iacute;ngua portuguesa do Brasil que n&atilde;o est&aacute; circunscrita    as nossas fronteiras geopol&iacute;ticas.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"><i><b>Eliana Rosa Sturza</b> &eacute; professora de l&iacute;ngua    espanhola do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, do curso de letras,    no Centro de Artes e Letras da UFSM.</i></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"><b>NOTAS</b></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE="3">1. O artigo de Mill&aacute;n, Sawaris &amp; Welter. <i>"El    camino recorrido: ling&uuml;istas y educadores en la frontera Brasil Uruguay"</i>,    apresenta um hist&oacute;rico das pesquisas realizadas sobre as l&iacute;nguas    em contato nas zonas fronteiri&ccedil;as do Brasil com os pa&iacute;ses do Prata,    tratando tamb&eacute;m de suas conseq&uuml;&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas.    </FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">2. Para entender melhor a situa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas    ind&iacute;genas na Amaz&ocirc;nia ver tamb&eacute;m Rodrigues, Ayron. <i>Panorama    das l&iacute;nguas ind&iacute;genas da Amaz&ocirc;nia.</i></FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">3. Ver tese de doutorado de Carolina Maria Rodr&iacute;guez    Zucolillo. "L&iacute;ngua, na&ccedil;&atilde;o e nacionalismo. Um estudo    sobre o guarani no Paraguai". IEL/Unicamp, 2000.</FONT></P>     <P><FONT SIZE="3">4. Segundo Da Costa, 10 % da popula&ccedil;&atilde;o paraguaia    &eacute; composta de brasileiros, sendo que sobe para 50% na regi&atilde;o leste    do Paraguai, fronteira com o oeste do Brasil. Esse autor afirma, ainda, que    o portugu&ecirc;s representa a l&iacute;ngua de minorias da Bol&iacute;via e    da Venezuela.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"><b>BIBLIOGRAFIA CITADA</b></FONT></P>     <!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Bisol, L. "A vogal pr&eacute;-t&oacute;nica e a diversidade    dialetal", <i>in Ilha do desterro</i>, n&uacute;mero 20. Florian&oacute;polis:    Editora UFSC. 1988.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Bunse, Heinrich.E. W. <i>Estudos dialetologia no Rio Grande    do Sul</i>. Porto Alegre: Edi&ccedil;&otilde;es Faculdade de Filosofia, UFRGS.    1969.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Carvalho, Ana M. "Rumo a uma defini&ccedil;&atilde;o do    portugu&ecirc;s uruguaio", <i>in Revista Internacional de Ling&uuml;&iacute;stica    Iberoamericana</i> (RILI) volume. I,(2). Madri: editorial Vervuert. p.125-149.    2003.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Da Costa. Ant&ocirc;nio L. M.. <i>L&iacute;nguas da Am&eacute;rica    Latina</i>. </FONT> <i><a href="http://www.antonioluizcosta.sites.uol.com.br/línguas" target="_blank">www.antonioluizcosta.sites.uol.com.br/línguas</a></i><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Elizainc&iacute;n,A., Behares, L. &amp; Barrios,G. <i>N&oacute;s    falemo brasilero. Dialectos portugueses en Uruguay.</i> Montevid&eacute;u: Editorial    Amesur. 1987.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Golin, Tau. A fronteira. <i>Governos e movimentos espont&acirc;neos    na fixa&ccedil;&atilde;o dos limites do Brasil com o Uruguai e a Argentina</i>.    L&amp;PM editores: Porto Alegre. 2002.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Guimar&atilde;es, E. "Pol&iacute;ticas de l&iacute;nguas    na Am&eacute;rica Latina", <i>in Relatos</i>. Junho, n&uacute;mero Projeto    Hist&oacute;ria das id&eacute;ias ling&uuml;&iacute;sticas. &Eacute;tica e pol&iacute;tica    das l&iacute;nguas. DL – IEL - Unicamp/ DL - FFLCH –USP. 2001.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Hensey, F. "Considera&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas    na an&aacute;lise da influ&ecirc;ncia castelhana no portugu&ecirc;s", <i>in    V&eacute;ritas</i>, Porto Alegre: PUC/RS, p.142-157. 1965.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Hensey, F., <i>The sociolinguistics of the Brazilian-Uruguayan</i>.    Border. Den Haag:Mouton. 1972.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Hensey, F. "O sociolinguismo da fronteira sul", <i>in    Letras Hoje</i>, Porto Alegre:PUC/RS, p.107-116. 1969.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Koch, W., Klashmann, M. &amp; Altenhofen, C. <i>Atlas Ling&uuml;&iacute;stico    Etnogr&aacute;fico da Regi&atilde;o Sul do Brasil</i>, Vol.1. Porto Alegre/    Florian&oacute;polis/ Curitiba: Ed.UFGRS/ Ed.UFSC/ Ed.UFPR. 2002.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Maia, I.C. da, "Interc&acirc;mbios ling&uuml;&iacute;sticos    de fronteira: incid&ecirc;ncia no falar dos alunos de portugu&ecirc;s da U.N.A.M",    em <i>Perspectiva</i> 26, p. 95-101. 2002.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Mill&aacute;n, Sawaris &amp; Welter. "El camino recorrido    por ling&uuml;istas y educadores en la frontera Brasil – Uruguay", <i>in    Fronteiras, educa&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o</i>. Aldema Trindade    &amp; Luis Ernesto Behares (Orgs) Santa Maria: Pallotti. p.121-195. 1996.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3"> Oliveira, G.M. de, (2000). <i>&Iacute;ndios urbanos no Brasil    e a pol&iacute;tica ling&uuml;&iacute;stica. Considera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas,    educacionais e pol&iacute;tico-ling&uuml;&iacute;sticas</i>, em <i><a href="http://www.ipol.org.br" target="_blank">www.ipol.org.br</a></i>,    atualizado em 18/04/2004</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Puranen, P. <i>Las actitudes ling&uuml;&iacute;sticas y el prestigio    del portu&ntilde;ol en la ciudad de Rivera</i>. Finl&acirc;ndia: Universidade    de Helsinki. 1999.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Rodrigues, A. <i>Panorama das l&iacute;nguas ind&iacute;genas    da Amaz&ocirc;nia</i>, em <i><a href="http://www.comciencia.br/reportagens/amazônia/amaz6.htm" target="_blank">www.comciencia.br/reportagens/amazônia/amaz6.htm</a></i></FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Rona, J. P. <i>El dialecto "fronterizo" del norte    del Uruguay</i>. Montevid&eacute;u: Librer&iacute;a Adolfo Lunardi. 1965.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Sturza, E. R. <i>O espanhol do cotidiano e o espanhol da escola:    um estudo de caso na fronteira Brasil–Argentina</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria.1994.</FONT><!-- ref --><P><FONT SIZE="3">Sturza, E. R. "Fronteiras e pr&aacute;ticas ling&uuml;&iacute;sticas:    um olhar sobre o portunhol", <i>in Revista Internacional de Ling&uuml;&iacute;stica    Iberoamericana</i>. RILI, volume I (3) Madri: editorial Vervuert, 151-160. 2004.</FONT> ]]></body><back>
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