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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Física entra em cena: grupo prepara repertório de peças para maratona em 2005]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a27img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT SIZE="4"><b>TEATRO</b></font></p>     <p><font size=5> <b>F<small>&Iacute;SICA ENTRA EM CENA: GRUPO PREPARA REPERT&Oacute;RIO    DE PE&Ccedil;AS PARA MARATONA EM</small> 2005 </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os temas s&atilde;o &aacute;ridos e &eacute; preciso mais que    coragem para enfrent&aacute;-los em um palco: &eacute; fundamental talento.    Ambos os atributos – talento e coragem – parecem n&atilde;o faltar ao grupo    de profissionais de teatro que se uniram em torno do projeto Arte e Ci&ecirc;ncia    no Palco, a partir de 1998. Para 2005, ano internacional da f&iacute;sica, eles    se preparam para uma verdadeira maratona art&iacute;stica: a encena&ccedil;&atilde;o    da maior parte de seu repert&oacute;rio de pe&ccedil;as com tem&aacute;ticas    cient&iacute;ficas, a partir de <i>Einstein, Copenhagen, E agora, sr. Feynman</i>    e a infanto-juvenil <i>20 mil l&eacute;guas submarinas, ufa!.</i> O grupo estr&eacute;ia,    ainda, a <i>Dan&ccedil;a do universo</i> – texto que homenageia os grandes homens    da f&iacute;sica. Lembrando Hamlet – &quot;que bela obra de arte &eacute; o    homem&quot; – o autor Oswaldo Mendes antecipa que estar&atilde;o representados    no palco M&aacute;rio Schemberger, Kepler, Galileu, Newton, Einstein, entre    outros personagens. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a27img02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Um dos idealizadores do projeto, o ator Carlos    Palma, antecipa que a temporada inclui apresenta&ccedil;&otilde;es em diferentes    localidades, como no Acre, no Rio de Janeiro, algumas cidades do interior paulista    (como S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto e Campinas). Na verdade, o elenco    se prepara para estar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o das comemora&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas, como o Simp&oacute;sio Nacional de Ensino de F&iacute;sica,    j&aacute; realizado em janeiro deste ano, na Universidade Estadual do Rio de    Janeiro (UERJ) onde foram apresentadas as pe&ccedil;as <i>Einstein</i> e <i>Sr.Feymman</i>,    &quot;com grande sucesso, principalmente pela empatia e proximidade do p&uacute;blico    com o tema&quot;, diz Palma.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">No mon&oacute;logo <i>Einstein</i>, de autoria    de Gabriel Emanuel, a a&ccedil;&atilde;o se passa em 1949, ambientada na sala    de trabalho do f&iacute;sico, onde ele faz uma reflex&atilde;o de sua vida,    enquanto se prepara para um jantar. Em tom confessional, Carlos Palma protagoniza    uma deliciosa representa&ccedil;&atilde;o do f&iacute;sico j&aacute; velho,    cheio de manias, que se arrasta e tosse no palco enquanto despeja, com humor    e sagacidade, tantas de suas teorias e lembran&ccedil;as. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a27img03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Em <i>Copenhagen</i>, texto original de Michael    Frayn, Palma &eacute; o alem&atilde;o Werner Heisenberg, um dos grandes da f&iacute;sica    qu&acirc;ntica, que se encontra, em 1941, com o seu professor dinamarqu&ecirc;s,    Niels Bohr, outro f&iacute;sico referencial na descri&ccedil;&atilde;o do comportamento    dos &aacute;tomos e dos n&uacute;cleos at&ocirc;micos, que &eacute; interpretado    por Oswaldo Mendes. A visita de Heisenberg a seu velho mentor, em pleno nazismo    e no desenvolvimento da bomba at&ocirc;mica &eacute; o elemento de tens&atilde;o    da pe&ccedil;a. O roteiro baseia-se nos, apenas, dez minutos da conversa, jamais    tornada p&uacute;blica, e cujo texto teatral acabou gerando forte impacto em    todo mundo, na atualidade.</font></p>     <p><font size="3">O texto original de Peter Parnell – <i>QED</i>    – sobre Richard Feymman, inspirou-se nos escritos do pr&oacute;prio f&iacute;sico    e foi adaptado, no Brasil, por Oswaldo Mendes e Sylvio Zilber. Em <i>E agora,    sr. Feymman</i>, Mendes protagoniza o pai da nanotecnologia com alegria e irrever&ecirc;ncia.    A cena se passa no escrit&oacute;rio do f&iacute;sico onde, enquanto se prepara    para uma festa, dialoga com seus pensamentos. O f&iacute;sico &eacute; um dos    respons&aacute;veis pelo desenvolvimento da teoria qu&acirc;ntica e seu trabalho    mais not&aacute;vel &eacute; a chamada QED - Eletrodin&acirc;mica Qu&acirc;ntica,    de 1947.</font></p>     <p><font size="3">A hist&oacute;ria <i>Vinte mil l&eacute;guas    submarinas</i> &quot;&eacute; uma esp&eacute;cie de odiss&eacute;ia em dire&ccedil;&atilde;o    do auto-conhecimento&quot;, nas palavras da diretora da pe&ccedil;a Fl&aacute;via    Pucci. Adaptar a obra de Julio Verne para o palco foi um desafio de imagina&ccedil;&atilde;o    e criatividade, que acaba de ganhar pr&ecirc;mio pela cenografia da Associa&ccedil;&atilde;o    Paulista de Cr&iacute;ticos de Arte (APCA). A saga do Capit&atilde;o Nemo e    de seu Nautilus &eacute; contada por meio de jogos e brincadeiras, que envolvem    as crian&ccedil;as Clara e Jorginho. Como toda a obra de fic&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica de Verne, sem contra-indica&ccedil;&otilde;es para qualquer    idade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="right"><font size="3"><b><i>Wanda Jorge</i></b> </font></p>      ]]></body>
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