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</front><body><![CDATA[ <p><FONT SIZE="4"><b>P&Oacute;LO CULTURAL</b></font></p>     <p><font size=5> <b>P<small>ARATY: NOVO CENTRO DAS ARTES EM ANDAMENTO</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Paraty prepara-se para abrigar o primeiro curso de restaura&ccedil;&atilde;o,    em parceria com o Instituto de Arte de Floren&ccedil;a Lorenzo de’Medici, prestigiada    escola internacional em recupera&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o    e estudo de patrim&ocirc;nios art&iacute;sticos. Deve inaugurar, tamb&eacute;m,    o Centro de Estudos e Pesquisas em Artes e Ci&ecirc;ncias (Cepac), numa &aacute;rea    cedida em comodado pela fam&iacute;lia Klink – conhecida fora de l&aacute; por    conta das aventuras do navegante Amyr – ao artista pl&aacute;stico &Aacute;lvaro    de Bautista, professor titular do Instituto de Artes (IA), da Unicamp. As conversas    est&atilde;o bastante adiantadas, informa o gestor do conv&ecirc;nio pelo lado    da universidade de Campinas, Jo&atilde;o Francisco Duarte J&uacute;nior, diretor    associado do IA. &quot;A id&eacute;ia &eacute; desenvolver projetos de pesquisa    assim como cursos de extens&atilde;o, que atendam &agrave;s necessidades da    popula&ccedil;&atilde;o e da cidade, que foi tombada pela Unesco, como patrim&ocirc;nio    hist&oacute;rico da humanidade&quot;, diz. </font></p>     <p><font size="3">O projeto nasceu da iniciativa de Bautista, que ganhou um terreno    h&aacute; tr&ecirc;s anos e, desde ent&atilde;o, batalha na constru&ccedil;&atilde;o    do pr&eacute;dio no bairro Portal das Artes, onde funcionar&atilde;o cursos    de arte em desenho, pintura e escultura, cinema, teatro, m&uacute;sica, biologia    marinha e constru&ccedil;&atilde;o naval. Sua disposi&ccedil;&atilde;o &eacute;    inaugurar o centro de estudos ainda neste primeiro semestre, e transform&aacute;-lo,    num futuro pr&oacute;ximo, em uma institui&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos,    &quot;mas que tenha como base ensinar humanismo atrav&eacute;s da arte&quot;.    O artista acrescenta que ser&atilde;o cursos importantes para a forma&ccedil;&atilde;o    de m&atilde;o-de-obra local em atividades fundamentais para o desenvolvimento    sustentado de Paraty.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n2/a28img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">No terreno cedido pelo arquiteto Tymur Klink,    Bautista conta que j&aacute; investiu perto de R$ 300 mil na constru&ccedil;&atilde;o    de um espa&ccedil;o com estrutura para abrigar o centro de artes e estudos.    O conv&ecirc;nio, a ser acertado ainda entre a universidade paulista e a prefeitura,    prev&ecirc; a oferta de professores capacitados e garantia de infra-estrutura    para abrig&aacute;-los.</font></p>     <p><FONT SIZE="3"><b>ESCOLA FLORENTINA</b> J&aacute; a escola italiana    Lorenzo de' Medici vai instalar-se em um casar&atilde;o de 600 metros quadrados,    onde funcionar&aacute; um centro de restaura&ccedil;&atilde;o em madeira com    capacidade de atender a demanda de forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de    toda a Am&eacute;rica Latina. Lorenzo Casamenti, diretor de restaura&ccedil;&atilde;o    da escola florentina, esteve no come&ccedil;o deste ano no Brasil para acertar    os detalhes desse trabalho conjunto. &Eacute; grande seu entusiasmo pela possibilidade    de formar turmas para trabalhar com o patrim&ocirc;nio de Paraty e abrir uma    porta para incrementar o interc&acirc;mbio do Brasil com a It&aacute;lia nessa    &aacute;rea.</FONT></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">&quot;Tenho vindo regularmente ao pa&iacute;s,    nos &uacute;ltimos 12 anos, para ensinar t&eacute;cnicas de restaura&ccedil;&atilde;o,    principalmente, em madeira&quot;. Casamenti conta que a Lorenzo de' M&eacute;dici    tem acordos operacionais com 360 universidades norte-americanas e outros centros    acad&ecirc;micos importantes em v&aacute;rios pa&iacute;ses. </font></p>     <p><font size="3">Na sede da escola em Floren&ccedil;a, at&eacute;    14 anos atr&aacute;s n&atilde;o existia um curso espec&iacute;fico de restauro.    O primeiro foi organizado, em 1991, para ensinar t&eacute;cnicas pict&oacute;ricas    e restauro de afresco, com apenas tr&ecirc;s estudantes. Hoje, ela disp&otilde;e    de todos os cursos de restaura&ccedil;&atilde;o e t&eacute;cnicas diversas para    afresco, madeira, m&aacute;rmore, pedra e tijolo. Os cursos acontecem em seis    diferentes pr&eacute;dios, mas est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o uma grande    sede no centro da cidade. Oferece cursos de seis meses a dois anos, e os alunos    sempre trabalham nas obras originais o que, traduzindo para o patrim&ocirc;nio    florentino que re&uacute;ne as maiores obras do Renascimento italiano, &eacute;,    antes de tudo, um enorme desafio. Os estudantes trabalham em afrescos, esculturas    e pinturas dos grandes mestres, num acordo com as autoridades hist&oacute;ricas    locais. </font></p>     <p><font size="3">No Brasil, Casamenti j&aacute; realizou diversos    trabalhos: em Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro e Campinas, no interior    paulista. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="right"><font size="3"><i><b>Wanda Jorge</b></i></font></p>      ]]></body>
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