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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n3/a01img01.gif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font size=5>A</font></b> busca da causalidade do movimento    de que s&atilde;o dotadas as subst&acirc;ncias, na f&iacute;sica aristot&eacute;lica,    segue-se, no mecanicismo da f&iacute;sica iluminista newtoniana, a procura de    uma nova forma de causalidade, a chamada causalidade necess&aacute;ria que subjaz    &agrave; no&ccedil;&atilde;o de ordem natural das coisas e cujas leis, &eacute;    tarefa da f&iacute;sica constituir, pelo estabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es    entre os fen&ocirc;menos que d&atilde;o concretude &agrave; ordem natural e    pela demonstra&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, atrav&eacute;s de experimentos,    dessas rela&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="3">Max Planck, em 14 de dezembro de 1900, anuncia, na Sociedade    Berlinense de F&iacute;sica, que a energia n&atilde;o &eacute; emitida e tampouco    absorvida continuamente, mas sim na forma de pequeninas por&ccedil;&otilde;es    discretas chamadas <i>quanta</i>, ou <i>f&oacute;tons</i>, cuja grandeza &eacute;    proporcional &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia da radia&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Nasce com a f&iacute;sica qu&acirc;ntica a f&iacute;sica moderna,    terceira fase de um longo processo de desenvolvimento e transforma&ccedil;&atilde;o    que consolida as mudan&ccedil;as de concep&ccedil;&atilde;o que vinham sendo    anunciadas desde os fins do s&eacute;culo XIX. </font></p>     <p><font size="3">Em 1905, o reverenciado "<i>annus mirabilis</i>" da vida cient&iacute;fica    de Albert Einstein, d&aacute; a conhecer ao mundo os cinco artigos que revolucionam    a f&iacute;sica e estabelecem os seus fundamentos modernos: "Sobre um ponto    de vista heur&iacute;stico relativo &agrave; gera&ccedil;&atilde;o e &agrave;    transforma&ccedil;&atilde;o da luz"; "Sobre uma nova determina&ccedil;&atilde;o    das dimens&otilde;es moleculares"; "Sobre o movimento de part&iacute;culas suspensas    em flu&iacute;dos em repouso, como postulado pela teoria molecular do calor";    "Sobre a eletrodin&acirc;mica dos corpos em movimento"; e "A in&eacute;rcia    de um corpo depende da sua energia?", no qual prop&otilde;e sua famosa equa&ccedil;&atilde;o    E=Mc_. </font></p>     <p><font size="3">Nos anos seguintes, de t&eacute;cnico do Departamento de Patentes    de Berna, passando a cientista renomado e reconhecido internacionalmente, Einstein    publica intensamente, s&oacute; diminuindo esse ritmo de produ&ccedil;&atilde;o    depois de 1921, ano em que conquista o Pr&ecirc;mio Nobel. </font></p>     <p><font size="3">&Eacute; ao centen&aacute;rio do maravilhoso ano da consagra&ccedil;&atilde;o    da modernidade da f&iacute;sica que este n&uacute;mero de <i>Ci&ecirc;ncia e    Cultura</i> &eacute; dedicado em seu N&uacute;cleo Tem&aacute;tico sob a coordena&ccedil;&atilde;o    dos professores Ildeu de Castro Moreira e Marcelo Knobel. </font></p>     <p><font size="3">Fazem coro &agrave; homenagem a literatura, as artes, as not&iacute;cias,    as notas e reportagens sobre o Brasil e o mundo da cultura, da ci&ecirc;ncia    e da tecnologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3">C<SMALL>ARLOS</SMALL> V<SMALL>OGT</small>    <BR>   <i>Editor chefe, julho de 2005</i></font></p>      ]]></body>
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