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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n3/a10img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">ORG&Acirc;NICOS</font></p>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n3/a03img02.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Produ&ccedil;&atilde;o brasileira tem reconhecimento internacional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os produtores org&acirc;nicos brasileiros est&atilde;o preparando-se    para a BioFach Am&eacute;rica Latina, que vai acontecer no Rio de Janeiro em    novembro pr&oacute;ximo. Em fevereiro, 87 desses produtores de pequeno, m&eacute;dio    e grande porte estiveram na BioFach de Nuremberg, conhecida como a maior feira    de org&acirc;nicos do mundo. Na ocasi&atilde;o, o Brasil foi condecorado como    pa&iacute;s-tema do evento. </font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o foi por acaso que o Brasil recebeu esse reconhecimento.    Um volume variado e crescente de produtos org&acirc;nicos – banana, caf&eacute;,    milho, soja, gado, camar&atilde;o, mam&atilde;o, galinha, e muitos outros –    tem invadido o mercado.</font></p>     <p><font size="3">"O Brasil ser pa&iacute;s-tema &eacute; uma conquista muito    grande. &Eacute; a primeira vez que a condecora&ccedil;&atilde;o &eacute; entregue    a um pa&iacute;s fora do primeiro mundo", afirma Gabriel Brennauer, da C&acirc;mara    Brasil-Alemanha de Com&eacute;rcio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Na opini&atilde;o dos expositores, a tend&ecirc;ncia &eacute;    uma intera&ccedil;&atilde;o entre todas as categorias de produtores. "O mercado    est&aacute; aberto para todos os tamanhos de produtores, considera Marcello    Brito, diretor comercial da Agropalma, empresa que tem parceiros de 10 a at&eacute;    200 hectares. "Temos parceiros para a nossa produ&ccedil;&atilde;o convencional    e para a org&acirc;nica, e um n&atilde;o impede o outro. N&atilde;o &eacute;    imposs&iacute;vel conciliar pequeno com grande produtor, as parcerias ajudam    os pequenos produtores a sobreviverem, como ocorre na Indon&eacute;sia e Mal&aacute;sia",    diz Brito. </font></p>     <p><font size="3">Para Br&iacute;gida Salgado, integrante de uma cooperativa de    17 pequenos produtores org&acirc;nicos da Chapada Diamantina, tamb&eacute;m    presente na Biofach, &eacute; poss&iacute;vel conciliar os interesses. Ela acha    que o pequeno, ao reciclar todos os insumos de sua propriedade, consegue muitas    vantagens at&eacute; mesmo com rela&ccedil;&atilde;o aos grandes produtores.    </font></p>     <p><font size="3">"Entrei em contato, em Pernambuco, com duas realidades na regi&atilde;o    do S&atilde;o Francisco: conheci uma fazenda do Carrefour, imensa, com uma quantidade    enorme de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica; e depois fui ver um s&iacute;tio    de pequeno produtor, que &eacute; refer&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o    de goiabas org&acirc;nicas. Os dois projetos convivem na regi&atilde;o, lado    a lado", diz Br&iacute;gida.</font></p>     <p><font size="3">Ela reconhece, por&eacute;m, as dificuldades enfrentadas pelos    pequenos produtores, como a falta de incentivo governamental. "O pequeno produtor,    instalado em 5 a at&eacute; 30 ha, est&aacute; numa faixa de produ&ccedil;&atilde;o    que est&aacute; fora das pol&iacute;ticas, dos programas de incentivo". Br&iacute;gida    acrescenta, ainda, que o processo de certifica&ccedil;&atilde;o tem um custo    muito elevado para pequenos produtores.</font></p>     <p><font size="3">Segundo Rog&eacute;rio Pereira Dias, gerente executivo do Programa    de Desenvolvimento da Agricultura Org&acirc;nica do Minist&eacute;rio da Agricultura,    Pecu&aacute;ria e Abastecimento, o governo tem tomado medidas espec&iacute;ficas    nessa dire&ccedil;&atilde;o. "A agricultura org&acirc;nica pode ser uma &oacute;tima    oportunidade para os pequenos propriet&aacute;rios, principalmente para a produ&ccedil;&atilde;o    familiar. Isso tamb&eacute;m incentiva o associativismo e cooperativismo entre    eles para viabilizar a comercializa&ccedil;&atilde;o e outras quest&otilde;es    relacionadas &agrave; sua atividade", afirma.</font></p>     <p><FONT size="3"><b>CERTIFICA&Ccedil;&Atilde;O</b> As queixas de Br&iacute;gida    sobre os custos para a certifica&ccedil;&atilde;o dos produtos org&acirc;nicos    n&atilde;o &eacute; um problema espec&iacute;fico do Brasil. Em Nuremberg, muitos    pequenos produtores de outros pa&iacute;ses se queixavam do mesmo problema.    &Eacute; poss&iacute;vel produzir organicamente sem o selo, mas o pre&ccedil;o    no mercado n&atilde;o ser&aacute; o mesmo. Al&eacute;m disso, os selos org&acirc;nicos    s&atilde;o a garantia de entrada dos produtos org&acirc;nicos brasileiros no    mercado europeu.</font></p>     <p><font size="3">Diversas certificadoras atuam no Brasil. Uma das principais    &eacute; o IBD – Instituto Biodin&acirc;mico. "Hoje o IBD tem cerca de 350 mil    ha certificados no pa&iacute;s, e muitos projetos em andamento". </font></p>     <p><font size="3">Para Br&iacute;gida, a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica    brasileira est&aacute; se desenvolvendo muito bem e tende a crescer cada vez    mais. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Juliana Schober Lima</i></font></p>     ]]></body>
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