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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n3/a13img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>F&Iacute;SICA E O TERCEIRO MUNDO</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Celso P. de Melo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font size=5>E</font></b>m 1951, ao fazer um paralelo entre    o terceiro estado da Fran&ccedil;a pr&eacute;-revolucion&aacute;ria e a situa&ccedil;&atilde;o    dos pobres e deserdados pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, &Aacute;frica    e &Aacute;sia, esquecidos entre as excludentes esferas de influ&ecirc;ncia das    ent&atilde;o duas superpot&ecirc;ncias a emergir da Segunda Guerra, o dem&oacute;grafo    franc&ecirc;s Alfred Sauvy introduziu o conceito de terceiro mundo. &Agrave;    &eacute;poca, come&ccedil;os da guerra fria e em meio ao acelerado fim dos imp&eacute;rios    coloniais ainda restantes, as diferen&ccedil;as Norte-Sul eram consideradas    de menor import&acirc;ncia face ao dominante cisma ideol&oacute;gico Leste-Oeste.    </font></p>     <p><font size="3">Hoje, cinco d&eacute;cadas depois, se deixou de existir o segundo    bloco, estilha&ccedil;ado pela agonia e dividido no colapso do colosso sovi&eacute;tico,    as diferen&ccedil;as j&aacute; ent&atilde;o &oacute;bvias entre os pa&iacute;ses    desse imprecisamente definido terceiro mundo se aprofundaram e a no&ccedil;&atilde;o    de um conjunto &uacute;nico de na&ccedil;&otilde;es com problemas e interesses    semelhantes n&atilde;o mais encontra amparo na realidade. Pouco de ainda comum    pode ser identificado nas cada vez mais distintas situa&ccedil;&otilde;es de    &Iacute;ndia, Brasil ou Cor&eacute;ia do Sul (para ficarmos com alguns poucos    exemplos de relativo sucesso no avan&ccedil;o cient&iacute;fico entre os pa&iacute;ses    em desenvolvimento), e das na&ccedil;&otilde;es mais pobres da Am&eacute;rica    Latina, &Aacute;sia e &Aacute;frica subsaariana. </font></p>     <p><font size="3">"&Eacute; basicamente o dom&iacute;nio e a apropria&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia e da tecnologia que distingue o Sul do Norte", reconhecia Abdus    Salam, cientista paquistan&ecirc;s mais tarde vencedor do Pr&ecirc;mio Nobel,    ao criar em 1964 o Centro Internacional de F&iacute;sica Te&oacute;rica (ICTP),    em Trieste, It&aacute;lia. De fato, em muitos pa&iacute;ses em desenvolvimento,    a ci&ecirc;ncia continua a ser tratada como uma atividade marginal ou mesmo    como uma esp&eacute;cie de enfeite (1), um adorno raro a ser trazido &agrave;    luz apenas quando conveniente.</font></p>     <p><font size="3">A desesperadora situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social    dos pa&iacute;ses menos desenvolvidos – ou LDCs, da sigla em ingl&ecirc;s –    (2,3) decorre em grande parte da falta de recursos humanos qualificados e experientes.    A habilidade de criar e implementar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas demanda    tempo e perseveran&ccedil;a: a melhoria dessa capacidade end&oacute;gena requer    um investimento substancial no sistema de educa&ccedil;&atilde;o superior, particularmente    em ci&ecirc;ncia e tecnologia. </font></p>     <p><font size="3">&Eacute; priorit&aacute;rio um programa de investimento que    revitalize as universidades dos LDCs e ap&oacute;ie o desenvolvimento de centros    de excel&ecirc;ncia em ci&ecirc;ncia, engenharia e tecnologia capazes de atrair    e fixar estudantes, pesquisadores e professores que permane&ccedil;am nessas    regi&otilde;es mais pobres (4). Nesse sentido, &eacute; vital que sejam implementadas    em maior n&uacute;mero as coopera&ccedil;&otilde;es Sul-Sul (2), pelas quais    na&ccedil;&otilde;es "do terceiro-mundo" em est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado    de desenvolvimento cient&iacute;fico e econ&ocirc;mico, ao estabelecerem parcerias    mais generosas para com os pa&iacute;ses menores ou em necessidade mais cr&iacute;tica    de forma&ccedil;&atilde;o de quadros, possam vir a servir como p&oacute;los    regionais de treinamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Mesmo nos mais adiantados pa&iacute;ses em desenvolvimento,    a cria&ccedil;&atilde;o de centros de excel&ecirc;ncia pode estabelecer novos    padr&otilde;es de qualidade e assegurar a base de qualifica&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s do sistema educacional, das escolas prim&aacute;rias &agrave;s    institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. H&aacute; urg&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es    desse tipo que possam fazer frente ao c&iacute;rculo vicioso de natureza progressiva    pelo qual as na&ccedil;&otilde;es industrializadas, que j&aacute; dominam o    instrumental da inova&ccedil;&atilde;o (ou seja, da transforma&ccedil;&atilde;o    do conhecimento em progresso econ&ocirc;mico) investem substancialmente mais    em ci&ecirc;ncia e tecnologia que as na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento    e terminam por capturar para seu pr&oacute;prio uso alguns dos mais preciosos    talentos humanos das regi&otilde;es mais atrasadas. (5,6) Por exemplo, existem    no momento mais engenheiros e cientistas africanos trabalhando nos EUA que na    &Aacute;frica como um todo. (7) </font></p>     <p><font size="3">A cria&ccedil;&atilde;o de centros de pesquisa e de desenvolvimento    de empresas &eacute; tamb&eacute;m um mecanismo a ser adequadamente explorado,    pelo potencial que oferece de reter pesquisadores nativos e trazer de volta    talentos expatriados. (6,8) Ocorre que, se (ao menos em teoria) a maioria dos    governos de pa&iacute;ses em desenvolvimento explicitamente reconhece que ci&ecirc;ncia,    tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fatores importantes para o progresso    de uma na&ccedil;&atilde;o, na pr&aacute;tica suas estrat&eacute;gias nesse    setor s&atilde;o em grande parte dissociadas das pol&iacute;ticas implementadas    para o desenvolvimento industrial, quase sempre de curto prazo e voltadas para    o aumento imediato da capacidade de produ&ccedil;&atilde;o de manufaturas (9)    pela importa&ccedil;&atilde;o direta de pacotes de tecnologia e conhecimento.    Apenas como exce&ccedil;&otilde;es &eacute; que os bem sucedidos exemplos de    integra&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas cient&iacute;fica e industrial    estabelecidos pelo Jap&atilde;o, na d&eacute;cada de 1960, Cor&eacute;ia do    Sul (nos anos 1980) e, agora, China (10) come&ccedil;am a ser internalizados    por outras na&ccedil;&otilde;es. Assim, recentemente a &Iacute;ndia lan&ccedil;ou    a Iniciativa de Lideran&ccedil;a Tecnol&oacute;gica para o Novo Mil&ecirc;nio,    que oferece apoio financeiro governamental para projetos envolvendo universidades,    laborat&oacute;rios governamentais e empresas que venham a desenvolver produtos    competitivos a n&iacute;vel internacional. (8) </font></p>     <p><font size="3">Se nas rela&ccedil;&otilde;es pessoais a imita&ccedil;&atilde;o    pode ser considerada como uma forma velada de elogio, para uma na&ccedil;&atilde;o,    a transi&ccedil;&atilde;o de uma economia dom&eacute;stica para o est&aacute;gio    de competi&ccedil;&atilde;o internacional costumava passar por um per&iacute;odo    de aprendizado em que a c&oacute;pia da tecnologia estrangeira se fazia importante    (11), como foi o caso do Jap&atilde;o dos anos 1960 e da China ao final da d&eacute;cada    passada. No entanto, o progressivo endurecimento das regras internacionais relativas    &agrave; explora&ccedil;&atilde;o dos direitos de propriedade intelectual torna    cada vez menos poss&iacute;vel que outros pa&iacute;ses em desenvolvimento venham    a seguir essas estrat&eacute;gias de sucesso, deixando poucas op&ccedil;&otilde;es    vi&aacute;veis al&eacute;m do caminho mais &aacute;rido da re-cria&ccedil;&atilde;o    local do conhecimento e da propriedade intelectual essenciais a seu progresso.    (12) </font></p>     <p><font size="3">O grau de desenvolvimento da comunidade de f&iacute;sica em    um pa&iacute;s representa uma medida confi&aacute;vel de sua capacidade de gradua&ccedil;&atilde;o    nos requisitos para o est&aacute;gio de produtor de tecnologias competitivas.    Por exemplo, ainda pelos anos &agrave; frente a f&iacute;sica continuar&aacute;    a ser a disciplina prim&aacute;ria associada &agrave; metrologia, e uma infra-estrutura    metrol&oacute;gica desempenha um papel vital na atra&ccedil;&atilde;o do investimento    dom&eacute;stico em pesquisa e desenvolvimento por parte de companhias multinacionais,    uma vez que os pa&iacute;ses anfitri&otilde;es devem dispor de um completo espectro    de infra-estrutura de suporte que essas empresas ir&atilde;o necessitar para    se manter competitivas. (13)</font></p>     <p><font size="3">No Brasil, em seu recente volume de divulga&ccedil;&atilde;o    sobre a import&acirc;ncia da f&iacute;sica para o desenvolvimento nacional (14),    a Sociedade Brasileira de F&iacute;sica chama a aten&ccedil;&atilde;o para quest&otilde;es    de nossa atualidade como a necessidade tanto de programas de intera&ccedil;&atilde;o    com a ind&uacute;stria, quanto de alfabetiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    para formar os quadros essenciais para o desenvolvimento de um pa&iacute;s competitivo    no s&eacute;culo XXI. Essa &eacute; tamb&eacute;m uma das prioridades de a&ccedil;&atilde;o    para o desenvolvimento cient&iacute;fico do Hemisf&eacute;rio Sul, identificadas    h&aacute; pouco pela Academia de Ci&ecirc;ncias do Terceiro Mundo. (15)</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; de fato uma caracter&iacute;stica das na&ccedil;&otilde;es    em desenvolvimento o car&aacute;ter incipiente das intera&ccedil;&otilde;es    universidade-empresa. L. Leydesdorff, um dos respons&aacute;veis pelo conceito    de que as rela&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas entre universidade, governo e    ind&uacute;stria constituem uma din&acirc;mica "h&eacute;lice tr&iacute;plice"    de realimenta&ccedil;&otilde;es virtuosas, analisou os artigos publicados e    indexados no ano de 2002 e levantou dados sobre a vincula&ccedil;&atilde;o de    seus autores a universidades, ind&uacute;strias ou laborat&oacute;rios governamentais    (16). A partir dessa informa&ccedil;&atilde;o, G. Pathrop calculou o "&iacute;ndice    de atividade" de cada um desses setores em diferentes pa&iacute;ses (normalizadas    a 1,0, pela m&eacute;dia mundial) (17). Enquanto a participa&ccedil;&atilde;o    do setor industrial para o Brasil (0,5789) e a &Iacute;ndia (0,5963) se achavam    abaixo da m&eacute;dia mundial, a Cor&eacute;ia do Sul j&aacute; havia alcan&ccedil;ado    o patamar adequado a uma na&ccedil;&atilde;o tecnologicamente desenvolvida (1,0893).    Por sua vez, o sucesso da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o brasileira (18)    se reflete na robustez do &iacute;ndice de desempenho de nossa universidade    (1,0809), compar&aacute;vel ao da Cor&eacute;ia do Sul (1,0826) e bem superior    ao de suas cong&ecirc;neres da &Iacute;ndia (0,6975). A fragilidade das universidades    indianas &eacute; hoje reconhecidamente um fator impeditivo de um progresso    mais r&aacute;pido daquele pa&iacute;s. (19) </font></p>     <p><font size="3">&Eacute; verdade que o uso indiscriminado de indicadores de    publica&ccedil;&otilde;es, fatores de impacto e n&uacute;mero de cita&ccedil;&otilde;es    em revistas indexadas termina por prejudicar uma avalia&ccedil;&atilde;o justa    da contribui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dos pa&iacute;ses menos desenvolvidos,    da qual uma fra&ccedil;&atilde;o de dif&iacute;cil mensura&ccedil;&atilde;o    termina por encontrar lugar em peri&oacute;dicos editados nas l&iacute;nguas    locais e, portanto, de circula&ccedil;&atilde;o mais restrita (20). Em outubro    de 2003, em uma reuni&atilde;o conjunta da Academia de Ci&ecirc;ncia do Terceiro    Mundo (TWAS) e da Federa&ccedil;&atilde;o das Organiza&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas    do Terceiro Mundo (TWNSO), realizada em Pequim, China, foi emitida uma declara&ccedil;&atilde;o    onde, dentre outros pontos, &eacute; reconhecido que muitos resultados importantes    de cientistas dos pa&iacute;ses em desenvolvimento n&atilde;o s&atilde;o publicados    em revistas do primeiro mundo, e que, portanto, esfor&ccedil;os devem ser despendidos    para uma maior dissemina&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es e    para sua inclus&atilde;o nos peri&oacute;dicos internacionais de alto impacto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n3/a20fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Por&eacute;m, mesmo se usarmos a m&eacute;trica e os valores    apropriados ao primeiro mundo, &eacute; ineg&aacute;vel o aumento da produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica origin&aacute;ria de alguns pa&iacute;ses e regi&otilde;es    do Hemisf&eacute;rio Sul. A Am&eacute;rica Latina, por exemplo, em pouco menos    de vinte anos, mais que duplicou sua participa&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero    de artigos cient&iacute;ficos indexados em todo o mundo, chegando a 3,2% no    ano de 2000, um feito em grande parte associado ao progresso brasileiro que,    com 9,5 mil artigos indexados, alcan&ccedil;ou naquele ano a taxa de 1,3% da    produ&ccedil;&atilde;o mundial. Ao longo desse tempo, a contribui&ccedil;&atilde;o    da f&iacute;sica brasileira (1,8% dos trabalhos totais em sua disciplina) se    manteve maior que a m&eacute;dia de participa&ccedil;&atilde;o nacional nas    diferentes &aacute;reas do conhecimento (21). </font></p>     <p><font size="3">E o progresso de alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento tem    sido not&aacute;vel n&atilde;o apenas por uma taxa crescente em n&uacute;meros    relativos, mas tamb&eacute;m por seu n&iacute;vel de publica&ccedil;&atilde;o    em face da quantidade de recursos investidos (22). Se os valores percentuais    do or&ccedil;amento nacional aplicados em pesquisa e desenvolvimento como um    todo permanecem bem abaixo daqueles praticados nos pa&iacute;ses desenvolvidos,    &eacute; bem verdade que alguns pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina como    Costa Rica, Cuba, Brasil e Chile, dedicam mais esfor&ccedil;os nesse sentido    do que &agrave; primeira vista poderia ser imaginado a partir de sua riqueza    bruta (23). </font></p>     <p><font size="3">Hoje, em particular para f&iacute;sica brasileira, o desafio    come&ccedil;a a mudar. Se h&aacute; progresso consider&aacute;vel no ritmo de    publica&ccedil;&otilde;es em revistas internacionais, aten&ccedil;&atilde;o    especial deve ser agora dedicada &agrave; quest&atilde;o da repercuss&atilde;o    do trabalho produzido. Embora o Brasil produza bem mais trabalhos em f&iacute;sica    do que a Argentina (13.827 artigos de janeiro/1992 a outubro/2002 contra 5.463    de janeiro/1994 a junho/2004), por exemplo, os artigos de autoria de argentinos    obt&ecirc;m uma taxa de cita&ccedil;&atilde;o maior que os nossos (5,75 contra    4,57); ambos valores, no entanto, est&atilde;o ainda claramente abaixo daqueles    t&iacute;picos para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento na &aacute;rea    que tenha como origem institui&ccedil;&otilde;es do primeiro mundo. Os dados    sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de diferentes pa&iacute;ses    podem ser localizados a partir do endere&ccedil;o indicado na refer&ecirc;ncia    bibliogr&aacute;fica indicada no final. (24) </font></p>     <p><font size="3">Ali&aacute;s, uma caracter&iacute;stica geral da ci&ecirc;ncia    do Hemisf&eacute;rio Sul &eacute; sua baixa visibilidade, mesmo quando publicada    em revistas internacionais de consider&aacute;vel fator de impacto. Embora,    em termos relativos, a f&iacute;sica seja uma disciplina a apresentar uma produtividade    bastante expressiva em diversos pa&iacute;ses do "terceiro mundo", o impacto    dessa produ&ccedil;&atilde;o (e o da R&uacute;ssia, nesse particular), medido    pelas cita&ccedil;&otilde;es subseq&uuml;entes por outros autores, &eacute;    bem menor que os valores m&eacute;dios observados para o resto do mundo. V&aacute;rios    fatores podem ser apontados como explica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis    para esse fen&ocirc;meno da maior ou menor repercuss&atilde;o quantitativa de    um dado trabalho cient&iacute;fico (como a presen&ccedil;a ou n&atilde;o da    chancela, ou "marca de qualidade", representada pela afilia&ccedil;&atilde;o    de algum dos autores a uma universidade de prest&iacute;gio internacional),    mas certamente essa deve ser uma nova fronteira de preocupa&ccedil;&atilde;o    dos f&iacute;sicos brasileiros: o aumento da visibilidade e do impacto da ci&ecirc;ncia    aqui produzida.</font></p>     <p><font size="3">Mais freq&uuml;entemente sim do que n&atilde;o, a ci&ecirc;ncia    avan&ccedil;a pela paciente constru&ccedil;&atilde;o de estruturas mais complexas    a partir de pequenas contribui&ccedil;&otilde;es que se somam. &Eacute; o esfor&ccedil;o    coletivo das sucessivas corre&ccedil;&otilde;es e pequenos aprimoramentos de    uma id&eacute;ia inicial que leva ao progresso cient&iacute;fico. Certo ou errado,    um trabalho cient&iacute;fico deve gerar curiosidade, desejo de testar o que    foi afirmado ou de avan&ccedil;ar a partir do ponto indicado. A indiferen&ccedil;a    &eacute; a pior das acolhidas a um cientista; o conhecimento que se extingue    sem provocar novas discuss&otilde;es se mostra est&eacute;ril e fadado ao esquecimento.</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; dito que, quando consultado sobre o que havia de certo    ou errado em uma dada id&eacute;ia nova em f&iacute;sica que lhe fora apresentada,    Wolfgang Pauli, um dos fundadores da mec&acirc;nica qu&acirc;ntica, teria respondido    causticamente que ela "nem mesmo se qualificava a estar errada". A ci&ecirc;ncia    do terceiro mundo, t&atilde;o arduamente produzida e com tantos obst&aacute;culos    &agrave; sua veicula&ccedil;&atilde;o em peri&oacute;dicos internacionais, n&atilde;o    pode se permitir morrer no ato de seu registro impresso e assim passar desapercebida,    quer pela aus&ecirc;ncia de repercuss&atilde;o mais interna sobre nossas sociedades,    quer por uma limitada contribui&ccedil;&atilde;o efetiva para o avan&ccedil;o    do conhecimento da humanidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Celso P. de Melo</b> &eacute; f&iacute;sico, professor    da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Hin, L. T. W. e Subramanian, R. "How scientific societies    can build better nations", <i>Nature </i>399, 633. 1999. </font><!-- ref --><p><font size="3">2. Rao, C.N.R. "Physics in the developing world", <i>Europhysics    News </i>35 Nº 1. 2004.</font><p><font size="3">3. A lista completa desses pa&iacute;ses pode ser encontrada    em <i><a href="http://www.un.org/special-rep/ohrlls/ldc/list.htm" target="_blank">http://www.un.org/special-rep/ohrlls/ldc/list.htm</a></i>.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">4. King, D. "Hope for a continent", <i>New Scientist</i>, p    21, 19 de mar&ccedil;o/2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. "Inventing a better future", InterAcademy Council. 2004.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Mashelkar, R. A. "India’s R&amp;D: reaching for the top",    <i>Science</i> 307, 1415-1417. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. "Our common interest", Report of the Comission for Africa,    2005,     dispon&iacute;vel <i>em <a href="http://www.commissionforafrica.org/english/report/thereport/cfafullreport.pdf" target="_blank">http://www.commissionforafrica.org/english/report/thereport/cfafullreport.pdf</a></i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">8. <i>New Scientist</i>, , p. 41, 19 de fevereiro de 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. "Innovation: Applying knowledge in development", Task Force    on Science, Technology, and Innovation, UN Millenium Project, (London, UK, 2005).    <br>   Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.unmillenniumproject.org/documents/Science-complete.pdf" target="_blank"><i>http://www.unmillenniumproject.org/documents/Science-complete.pdf</i></a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">10. "Looking east: vaunted german engineers face competition    from China", <i>Wall Street Journal</i>, 15 de julho 2004; dispon&iacute;vel    em< <i><a href="http://www.careerjournal.com/salaryhiring/industries/engineers/20040727-karnitschnig.html" target="_blank">http://www.careerjournal.com/salaryhiring/industries/engineers/20040727-karnitschnig.html</a></i>.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. Bosworth, D. e Yang, D. "Intelectual property law, technology    flow and licensing opportunities in the people’s Republic of China", <i>International    Business Review</i> 9, 453-477. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. Mweene, H. V. "The case for research in pure physics in    developing countries", <i>Physica Scripta</i>, T97-163-166. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. Berry, K. H. "Physics, metrology and development", <i>Physica    Scripta</i> T97, 126-130. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">14. Chaves, A. e Shellard, R. C. (editores) "F&iacute;sica para    o Brasil: pensando o futuro", Sociedade Brasileira de F&iacute;sica, S&atilde;o    Paulo. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">15. Balasubramanian,D. "Science for development in the south",    Background Paper, Committee on Science and Technology in Developing Countries    (COSTED), Third World Academy of Sciences (TWAS), World Conference on Science,    Budapeste, Hungria. Junho/1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">16. Leydesdorff,L. "The mutual information of university-industry-government    relations: an indicator of the triple helix dynamics", <i>Scientometrics</i>,    58, 445-467. 2003.</font><!-- ref --><p><font size="3">17. Prathap, G. "Indian science slows down – v: the slack of    the university sector", <i>Current Science</i> 87, 732-734. 2004. </font><!-- ref --><p><font size="3">18. de Melo, C. P. 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