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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/nt_bra.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">DEFICI&Ecirc;NCIA VISUAL</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n4/linhapt.gif"></P>     <p><font size="4"><b>Personagens da <i>Turma da M&ocirc;nica</i> na ponta dos    dedos </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font size="3">Ler hist&oacute;rias em quadrinhos, os conhecidos gibis, &eacute;    uma atividade quase banal e muito usada para estimular a leitura entre crian&ccedil;as    e jovens. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia visual rica, com a leitura dos bal&otilde;es    sobre a cabe&ccedil;a dos personagens, descrevendo a&ccedil;&atilde;o e pensamento.    As imagens do menino que troca os "erres" pelos "eles" de    cinco fios na cabe&ccedil;a e da menina dentu&ccedil;a que n&atilde;o larga    do coelhinho Sans&atilde;o, consagrados nos tra&ccedil;os do desenhista brasileiro    Maur&iacute;cio de Sousa, agora poder&atilde;o ser formadas n&atilde;o apenas    pelos olhos, mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s dos dedos: os gibis <i>Eu sou    a M&ocirc;nica</i> e <i>Eu sou o Cebolinha</i> passaram a ter, desde abril,    uma edi&ccedil;&atilde;o para deficientes visuais, em uma parceria do Instituto    Dorina Nowill, Maur&iacute;cio de Sousa e a Editora Globo.</FONT></P>     <P><font size="3">Diferentemente do que se possa pensar, os desenhos em alto relevo    n&atilde;o s&atilde;o de f&aacute;cil compreens&atilde;o. "A crian&ccedil;a    precisa ter apoio para aprender a explorar e ler as imagens", afirma Regina    Caldeira Oliveira, especializada na qualidade de publica&ccedil;&otilde;es em    Braille do instituto e de outras institui&ccedil;&otilde;es. A especialista,    cega desde os 7 anos, explica que uma vez aprendida, a leitura das imagens contribui,    inclusive, para desenvolver a orienta&ccedil;&atilde;o espacial. Os personagens,    sempre retratados da mesma forma, s&atilde;o mais facilmente reconhecidos. Regina    acredita que os gibis contribuem para integrar irm&atilde;os com e sem defici&ecirc;ncia    visual, uma vez que traz a escrita em Braille e em tinta no mesmo exemplar,    sendo que as letras s&atilde;o grandes e as cores diferenciadas para atingir    tamb&eacute;m as crian&ccedil;as com baixa vis&atilde;o. As publica&ccedil;&otilde;es    fazem parte da cole&ccedil;&atilde;o <i>Conhe&ccedil;a a Turma</i> e foram adaptadas    por Yara Maura a partir de hist&oacute;rias publicadas em 2004. </FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a06fig01.jpg"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">"Da mesma forma que crian&ccedil;as sem problemas visuais    est&atilde;o distantes dos livros hoje, as cegas tamb&eacute;m est&atilde;o",    enfatiza Regina. A propor&ccedil;&atilde;o, no entanto, &eacute; muito maior.    Enquanto a leitura, al&eacute;m de livros e revistas, &eacute; feita cotidianamente    em placas, an&uacute;ncios, bilhetes e caixas de rem&eacute;dios, a escrita    Braille est&aacute; restrita a publica&ccedil;&otilde;es especializadas e algumas    embalagens de produtos de empresas que se preocupam com esses consumidores.    O Censo revela que at&eacute; 2000, 16,5 milh&otilde;es de brasileiros possu&iacute;am    algum tipo de defici&ecirc;ncia visual, dos quais 2,4 milh&otilde;es apresentavam    defici&ecirc;ncia permanente para enxergar. </FONT></P>     <P><font size="3"><b>OP&Ccedil;&Otilde;ES DE LEITURA</b> Dorina de Gouv&ecirc;a    Nowill, fundadora da institui&ccedil;&atilde;o que leva seu nome, dedica-se    &agrave; inclus&atilde;o social de deficientes visuais desde 1946, como uma    forma de criar op&ccedil;&otilde;es de leitura em Braille no Brasil, em resposta    a uma busca individual que se iniciou aos 17 anos, quando enfrentou seus primeiros    obst&aacute;culos com a leitura convencional. Ela pr&oacute;pria inspirou a    personagem Dorinha, de Maur&iacute;cio de Sousa, criada em 2004. "H&aacute;    tempos vinha pensando em ter personagens com defici&ecirc;ncia nas hist&oacute;rias.    Seria uma forma de sugerir inclus&atilde;o e, ao mesmo tempo, diversidade. Eu    j&aacute; tinha o Humberto, que n&atilde;o fala. Mas era pouco", contou    Sousa, que descreve a nova integrante da <i>Turma da M&ocirc;nica</i> como uma    personagem vitoriosa, simp&aacute;tica e sabida.</font></P>     <P><font size="3">Atualmente, o instituto &eacute; respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o    anual de 13 milh&otilde;es de p&aacute;ginas em Braille (cada p&aacute;gina    de texto convencional equivale a 3 em Braille) e conta com um acervo superior    a 7 mil livros e revistas faladas, a maioria composta por conte&uacute;do did&aacute;tico.    A participa&ccedil;&atilde;o de profissionais da voz volunt&aacute;rios garante    a disponibilidade de best sellers como o <i>C&oacute;digo Da Vinci</i>, <i>Mem&oacute;rias    de uma Geisha</i> (De Arthur Golden) e toda a cole&ccedil;&atilde;o de <i>Harry    Potter</i> (de J. K. Rowling) e da revista semanal <i>Veja</i>, dispon&iacute;vel    a partir das ter&ccedil;as-feiras, em vers&otilde;es integrais em &aacute;udio.    Ainda &eacute; pouco, embora as op&ccedil;&otilde;es de leitura para os deficientes    visuais brasileiros j&aacute; tenham melhorado muito nos &uacute;ltimos anos.    Muito pequena, no entanto, se comparado ao volume de impressos convencionais    dispon&iacute;veis: em 2003 existiam 2296 revistas e jornais dispon&iacute;veis    nas bancas de jornal, segundo dados do Instituto Verificador de Circula&ccedil;&atilde;o,    e cerca de 35.490 livros foram publicados no mesmo ano, de acordo com dados    do Sindicato Nacional de Editores de Livros.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><font size="3"><i><b>Germana Barata</b></i></FONT></P>      ]]></body>
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