<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252005000400007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inversão de papéis para entender necessidades especiais]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barata]]></surname>
<given-names><![CDATA[Germana]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<volume>57</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>11</fpage>
<lpage>12</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252005000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252005000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/nt_bra.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a07fig01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">DI&Aacute;LOGO NO ESCURO</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n4/linhapt.gif"></P>     <p><font size="4"><b>Invers&atilde;o de pap&eacute;is para entender necessidades    especiais </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Uma superf&iacute;cie rugosa para tocar, irregularidades sentidas    na sola do p&eacute;, aromas de vegeta&ccedil;&atilde;o no ambiente, o som das    folhagens e da &aacute;gua na ponta dos dedos. Todas essas sensa&ccedil;&otilde;es    comp&otilde;em a mostra <i>Di&aacute;logo no escuro</i>, que o p&uacute;blico    brasileiro p&ocirc;de desfrutar durante a Expo Interativa de Ci&ecirc;ncia,    que ocorreu no come&ccedil;o deste ano, no Rio de Janeiro. Nesse ambiente confort&aacute;vel,    com um tranq&uuml;ilizante canto dos p&aacute;ssaros, vozes de v&aacute;rias    partes em segundo plano, os visitantes, auxiliados por uma bengala, s&atilde;o    conduzidos por uma guia que os leva por uma floresta at&eacute; chegar ao bar,    onde podem saborear um caf&eacute;, tudo na mais completa escurid&atilde;o.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Criada h&aacute; 17 anos na Alemanha, a exposi&ccedil;&atilde;o    agu&ccedil;a os sentidos que normalmente desempenham papel coadjuvante em um    mundo altamente visual, colocando o visitante numa situa&ccedil;&atilde;o de    inseguran&ccedil;a, orientado por monitores deficientes visuais, mas absolutamente    &agrave; vontade na aus&ecirc;ncia da luz.</font></P>     <p><font size="3">"As pessoas n&atilde;o acreditam no que est&aacute; ocorrendo;    entram em contato com pessoas cegas, num mundo completamente novo. &Eacute;    toda uma mudan&ccedil;a de perspectiva", explica com entusiasmo Andreas    Heinecke, o idealizador do projeto. Quinze minutos na escurid&atilde;o bastam    para apagar as diferen&ccedil;as entre os indiv&iacute;duos, enfatizar a import&acirc;ncia    da coopera&ccedil;&atilde;o e valorizar cada um dos outros sentidos, agora essenciais    para dimensionar o espa&ccedil;o e orientar o corpo. </font></P>     <p><font size="3">Antes de chegar no Brasil, o <i>Di&aacute;logo no escuro</i>    esteve em 16 pa&iacute;ses e passar&aacute; por outras cidades alem&atilde;s    antes de retornar a Hamburgo, onde o projeto conseguiu, h&aacute; cinco anos,    firmar ra&iacute;zes e manter um espa&ccedil;o permanente. A exibi&ccedil;&atilde;o    se adapta &agrave; cultura local, o que pode resultar num passeio pelo interior    de uma mata no Rio de Janeiro, composta por mudas vivas de plantas, grama e    folhas secas no ch&atilde;o, ou por um ambiente repleto de m&uacute;sica regional,    como foi o caso no M&eacute;xico. </font></P>     <p><font size="3">Heinecke estima que mais de tr&ecirc;s milh&otilde;es de pessoas    j&aacute; "dialogaram no escuro’’ e outros 3,5 mil deficientes visuais    colaboraram para o projeto se concretizar. "Na exposi&ccedil;&atilde;o,    muitos cegos e pessoas com vis&atilde;o parcial abrir&atilde;o os olhos dos    visitantes no escuro para mostrar-lhes que seu mundo n&atilde;o &eacute; mais    pobre, apenas diferente" conclui Heinecke.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i><b>Germana Barata</b></i></font></p>     <p>&nbsp;</P>     <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a07fig02.gif"></P>      ]]></body>
</article>
