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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/nt_bra.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">TV DIGITAL</font></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v57n4/linhapt.gif"></P>     <p><font size="4"><b>Verba para pesquisar padr&atilde;o do sistema brasileiro    est&aacute; contingenciada </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><font size="3">Oficialmente, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es    mant&eacute;m-se firme nas declara&ccedil;&otilde;es de que continuar&aacute;    financiando o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Na pr&aacute;tica, nuvens    negras se acumulam sobre o projeto e trazem inseguran&ccedil;a para os pesquisadores    envolvidos. Primeiro foram as declara&ccedil;&otilde;es do novo ministro, H&eacute;lio    Costa, que, rec&eacute;m-empossado, afirmou que "n&atilde;o temos condi&ccedil;&otilde;es    de fazer um padr&atilde;o de TV Digital". </FONT></P>     <P><font size="3">Rapidamente, no entanto, durante a &uacute;ltima reuni&atilde;o    da SBPC, em Fortaleza, o enviado do ministro e ent&atilde;o respons&aacute;vel    do minist&eacute;rio pelo SBTVD (ele deixou o cargo no in&iacute;cio de agosto),    Augusto Gadelha, afirmou a continuidade das pesquisas. Mas, em seguida, veio    o an&uacute;ncio feito pelo pr&oacute;prio ministro Costa de que a parte das    verbas dispon&iacute;veis para o projeto este ano encontra-se contingenciada    pelo Minist&eacute;rio da Fazenda. Em tese, o contingenciamento &eacute; tempor&aacute;rio,    mas o pr&oacute;prio ministro recomenda que os pesquisadores procurem a iniciativa    privada e o BNDES.</FONT></P>     <P><font size="3"><b>ABERT</b> A proximidade do atual ministro com as empresas    de radiodifus&atilde;o — em especial a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de    Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) — &eacute; conhecida e,    em decorr&ecirc;ncia, as dificuldades enfrentadas pelo SBTVD tem sido interpretadas    como de sua responsabilidade. A Abert j&aacute; declarou publicamente sua prefer&ecirc;ncia    pela ado&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o japon&ecirc;s, que julga ser o mais    adequado a ser adaptado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es brasileiras. Atualmente,    existem tr&ecirc;s padr&otilde;es internacionais que podem ser considerados    como j&aacute; desenvolvidos: o europeu, o estadunidense e o japon&ecirc;s.    At&eacute; agora, o que o ministro declarou foi que n&atilde;o pretende "gastar    recursos em tecnologia que j&aacute; existe".</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">CPqD Takashi Tome, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD),    localizado em Campinas, no interior paulista, e integrante do grupo de pesquisas    do SBTVD, afirma, no entanto, que o objetivo &eacute; desenvolver no pa&iacute;s    o m&aacute;ximo poss&iacute;vel e, assim, evitar o envio de recursos ao exterior    derivado do custo de uso de tecnologia estrangeira. "&Eacute; inevit&aacute;vel    que sempre tenhamos um pouco (ou muito) de depend&ecirc;ncia estrangeira. </FONT></P>     <P><font size="3">Mas uma das aspira&ccedil;&otilde;es do governo, e tamb&eacute;m    de setores da sociedade, &eacute; tentar minorar o d&eacute;ficit da balan&ccedil;a    de pagamentos na &aacute;rea do complexo eletr&ocirc;nico, que oscila entre    US$ 4 e 8 bilh&otilde;es ao ano. O SBTVD, como qualquer sistema de TV digital,    &eacute; um sistema composto por muitas caixinhas (partes constituintes). Quanto    mais caixinhas puderem ser nacionais, menor ser&aacute; o impacto na balan&ccedil;a    de pagamentos", afirma. </FONT></P>     <P><font size="3"><b>PRODU&Ccedil;&Atilde;O ART&Iacute;STICA</b> Takashi enfatiza,    ainda, o poder do SBTVD em estimular a produ&ccedil;&atilde;o cultural e o surgimento    de novas emissoras de comunica&ccedil;&atilde;o. "Com tecnologia brasileira    o governo ganharia muito mais margem para implantar programas que visassem,    por exemplo, a populariza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural,    sem pagamento de royalties. Isso incentivaria bastante a produ&ccedil;&atilde;o    independente e, por sua vez, fomentaria o surgimento de novas emissoras, aumentando    bastante o mercado de trabalhos no setor art&iacute;stico e de comunica&ccedil;&atilde;o    — isso sem contar a produ&ccedil;&atilde;o de programas multim&iacute;dia em    &aacute;reas como as de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e servi&ccedil;os    de interesse p&uacute;blico", acrescenta. Resta, por&eacute;m, a expectativa    dos segmentos envolvidos em saber se &eacute; isso que a atual gest&atilde;o    do minist&eacute;rio realmente quer.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i><b>Rafael Evangelista</b></i></FONT></P>      ]]></body>
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