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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="CENTER"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER"><FONT SIZE="5"><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></P>     <P align="center"><font size=5><b>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O N&Atilde;O-FORMAL</b></font></P>     <P ALIGN="CENTER"><FONT size="3"><b>M. Lucia Bianconi e Francisco Caruso</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="5"><b>O</b></font><font size="3"> N&uacute;cleo Tem&aacute;tico    desta edi&ccedil;&atilde;o da <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> tem como proposta    contribuir para a reflex&atilde;o sobre diferentes alternativas de ensino. &Eacute;    sabido que ensinar ci&ecirc;ncias &eacute; mais que promover a fixa&ccedil;&atilde;o    dos termos cient&iacute;ficos; &eacute; privilegiar situa&ccedil;&otilde;es    de aprendizagem que possibilitem ao aluno a forma&ccedil;&atilde;o de sua bagagem    cognitiva. A constru&ccedil;&atilde;o dessas situa&ccedil;&otilde;es &eacute;    tarefa &aacute;rdua para os profissionais preocupados com o ensino. Pesquisas    junto ao p&uacute;blico docente apontam que os espa&ccedil;os fora do ambiente    escolar, mais comumente conhecidos como n&atilde;o-formais, s&atilde;o percebidos    como recursos pedag&oacute;gicos complementares &agrave;s car&ecirc;ncias da    escola, como, por exemplo, a falta de laborat&oacute;rio, que dificulta a possibilidade    de ver, tocar e aprender fazendo. Motivados por essa preocupa&ccedil;&atilde;o    com o ensino de ci&ecirc;ncias, surgiram v&aacute;rios estudos sobre as diferentes    formas educacionais, que objetivam tornar o ensino mais prazeroso, aumentando    o interesse dos estudantes. </font></P>     <P><font size="3">Essas diferentes formas de ensino s&atilde;o classificadas na    literatura como: educa&ccedil;&atilde;o formal, educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-formal    e educa&ccedil;&atilde;o informal. A educa&ccedil;&atilde;o formal pode ser    resumida como aquela que est&aacute; presente no ensino escolar institucionalizado,    cronologicamente gradual e hierarquicamente estruturado, e a informal como aquela    na qual qualquer pessoa adquire e acumula conhecimentos, atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncia    di&aacute;ria em casa, no trabalho e no lazer. A educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-formal,    por&eacute;m, define-se como qualquer tentativa educacional organizada e sistem&aacute;tica    que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino. </font></P>     <P><font size="3">Diversos projetos e parcerias com escolas surgiram dentro de    universidades e centros de pesquisa em diferentes estados do nosso pa&iacute;s.    Propostas de aperfei&ccedil;oamento no ensino por meio da educa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o-formal, com atividades extra-classe, levaram os alunos a visitarem    outros espa&ccedil;os, dentre eles, centros de ci&ecirc;ncia e as pr&oacute;prias    universidades. Surgiram, tamb&eacute;m, propostas de levar aos alunos metodologias    l&uacute;dicas, diferentes do que &eacute; habitual no ensino, fazendo das artes,    por exemplo, ferramentas de trabalho capazes de estimular os estudantes a aprender    e a expressar os conhecimentos adquiridos atrav&eacute;s de uma nova linguagem.    Novas propostas de aulas formais acompanhadas de metodologias n&atilde;o <i>tanto</i>    formais, como jogos, experimentos, v&iacute;deos e outros, t&ecirc;m surgido    e v&ecirc;m sendo experimentadas com alunos do ensino fundamental e m&eacute;dio,    trazendo-nos boas repercuss&otilde;es. Rever todas essas iniciativas seria um    trabalho &aacute;rduo e muito extenso. Procuramos, ent&atilde;o, apresentar    ao leitor um panorama amplo do que se tem feito na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o-formal, atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias concretas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">O caderno foi estruturado em tr&ecirc;s blocos distintos. O    primeiro compreende quatro artigos que discutem e descrevem espa&ccedil;os n&atilde;o-formais    de ensino de ci&ecirc;ncias, que atuam fora da escola formal, finalizando com    um debate sobre o papel da educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias e tecnologia    no Brasil. Segue-se a esse bloco, um outro, com quatro artigos, que mostra o    lado l&uacute;dico da ci&ecirc;ncia. Com isso, descreve-se como a criatividade    pode ser importante para o processo de ensino-aprendizagem, atrav&eacute;s da    linguagem teatral, da produ&ccedil;&atilde;o de quadrinhos em uma oficina multidisciplinar,    ou das imagens do livro did&aacute;tico. Al&eacute;m disso, temos a vis&atilde;o    de um artista que se "infiltrou" no meio cient&iacute;fico e vem produzindo    material l&uacute;dico para o ensino de ci&ecirc;ncias. Finalizando o N&uacute;cleo    Tem&aacute;tico, s&atilde;o descritas quatro propostas que, apesar de serem    realizadas dentro da institui&ccedil;&atilde;o formal escolar, s&atilde;o alternativas    de ensino que valorizam o desenvolvimento do racioc&iacute;nio l&oacute;gico    e a interatividade. A primeira delas mostra a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos    did&aacute;ticos que introduzem o l&uacute;dico aprendizado dos temas de biologia    molecular. O artigo seguinte apresenta uma proposta para o ensino b&aacute;sico,    com o objetivo de corrigir concep&ccedil;&otilde;es alternativas relacionadas    ao metabolismo energ&eacute;tico, observadas em alunos do ensino superior. O    &uacute;ltimo artigo discute a aplica&ccedil;&atilde;o de experimentos alternativos    em locais onde n&atilde;o se disp&otilde;em de laborat&oacute;rio, como &eacute;    o caso da maioria das escolas p&uacute;blicas.</font></P>     <P><font size="3">O sucesso de todas essas iniciativas nos fazem acreditar que    o ensino n&atilde;o-formal tem ainda um enorme potencial a ser explorado, principalmente    no que diz respeito &agrave; sua capacidade de motivar o aluno para o aprendizado    – valorizando suas experi&ecirc;ncias anteriores –, de desenvolver sua criatividade    e, sobretudo, de despertar o interesse do jovem pela ci&ecirc;ncia. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>M. Lucia Bianconi</b> &eacute; professora adjunta e    coordenadora de extens&atilde;o do Instituto de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica,    UFRJ.     <br>   <b>Francisco Caruso</b> &eacute; doutor em f&iacute;sica pela Universidade de    Turim, pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas,    professor adjunto do Instituto de F&iacute;sica da UERJ. Foi editor cient&iacute;fico    da </i>Ci&ecirc;ncia Hoje, <i>e &eacute; editor da revista</i> Dialoghi. <i>Atualmente    &eacute; superintendente de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da Secretaria    de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia &amp; Inova&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio de    Janeiro.</i></font></P>      ]]></body>
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