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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>INTERA&Ccedil;&Atilde;O MUSEU DE CI&Ecirc;NCIAS-UNIVERSIDADE:    CONTRIBUI&Ccedil;&Otilde;ES PARA O ENSINO N&Atilde;O-FORMAL DE CI&Ecirc;NCIAS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Robson Coutinho-Silva, Pedro M. Persechini, Masako Masuda    e Eleonora Kutenbach</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>O</b></font><font size="3"> Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva    (ECV) &eacute; a institui&ccedil;&atilde;o de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    que organizou o primeiro museu participativo de ci&ecirc;ncias da cidade do    Rio de Janeiro. Foi fundado em 1983 por um grupo de cientistas, pesquisadores    e educadores interessados em tornar a ci&ecirc;ncia mais pr&oacute;xima do cidad&atilde;o    comum (1).</font></P>     <P> <font size="3">Ao longo dos primeiros anos, a equipe desenvolveu diferentes    tipos de eventos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica realizados em    pra&ccedil;as p&uacute;blicas, comunidades carentes e parques urbanos do Rio    de Janeiro e outras cidades, atingindo um p&uacute;blico m&eacute;dio de mil    pessoas por evento. Cada evento constava de exposi&ccedil;&otilde;es interativas    tem&aacute;ticas, experimentos supervisionados apoiados por confer&ecirc;ncias,    pain&eacute;is, v&iacute;deos, <i>kits</i> de experimenta&ccedil;&atilde;o,    textos, esquetes teatrais e outros recursos. A partir de 1986, o museu ECV se    estabeleceu em um galp&atilde;o de 1.600 m<SUP>2</SUP>, localizado na Tijuca,    pr&oacute;ximo &agrave; pra&ccedil;a Saens Pe&ntilde;a e, desde ent&atilde;o,    est&aacute; aberto ao p&uacute;blico.</font></P>     <P><font size="3">O objetivo geral da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o    e desmistifica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, tornando-a acess&iacute;vel    ao senso comum, bem como a melhoria da qualidade do ensino de ci&ecirc;ncias    e da matem&aacute;tica. O museu mant&eacute;m exposi&ccedil;&atilde;o permanente    com cerca de 60 m&oacute;dulos interativos e l&uacute;dicos em f&iacute;sica,    matem&aacute;tica, percep&ccedil;&atilde;o, biologia, sexualidade, astronomia    e m&uacute;sica. O Espa&ccedil;o resgata o gosto pela experimenta&ccedil;&atilde;o    e descoberta. Parte-se do princ&iacute;pio de que a compreens&atilde;o da natureza    &eacute; um anseio do ser humano, tal como as artes e os jogos, e que a ci&ecirc;ncia    &eacute; uma atividade criativa acess&iacute;vel a todos.</font></P>     <P><font size="3">Ao longo da primeira metade da d&eacute;cada de 1990, a maior    parte do quadro que compunha a dire&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o,    se engajou em programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o levando a um esvaziamento    da institui&ccedil;&atilde;o. No quinq&uuml;&ecirc;nio 1993-1997 ocorreu um    decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de palestras oferecidas ao p&uacute;blico    e no desenvolvimento de exposi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia,    o n&uacute;mero de visita&ccedil;&otilde;es anuais, quer as de p&uacute;blico    espont&acirc;neo ou mesmo escolares, apresentou queda consider&aacute;vel.</font></P>     <P><font size="3">Durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as mudan&ccedil;as    tecnol&oacute;gicas afetaram profundamente a organiza&ccedil;&atilde;o das sociedades.    Entretanto, a entrada de tecnologia de ponta na vida di&aacute;ria n&atilde;o    &eacute; acompanhada por uma completa compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos    envolvidos ou do funcionamento dos novos equipamentos por parte do cidad&atilde;o.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Discute-se, hoje, n&atilde;o s&oacute; a aspira&ccedil;&atilde;o    da sociedade em adquirir melhor entendimento da ci&ecirc;ncia, como tamb&eacute;m    sua imagem entre a comunidade leiga. Atualmente, a preocupa&ccedil;&atilde;o    &eacute;, n&atilde;o apenas em "o que o p&uacute;blico sabe ou deveria    saber sobre ci&ecirc;ncia?", mas tamb&eacute;m em "o que o cientista    sabe ou deveria saber sobre o p&uacute;blico?" (2).</font></P>     <P><font size="3">V&aacute;rios educadores entendem que as escolas n&atilde;o    s&atilde;o os &uacute;nicos locais onde as pessoas podem aprender conceitos    cient&iacute;ficos ou sobre a natureza da ci&ecirc;ncia como uma atividade intelectual    (3, 4), principalmente num pa&iacute;s onde uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o    esteve ou est&aacute; fora dela. Al&eacute;m disso, a institui&ccedil;&atilde;o    escolar, por si s&oacute;, n&atilde;o apresenta condi&ccedil;&otilde;es de proporcionar    &agrave; sociedade a (in)forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-cient&iacute;fica    e human&iacute;stica necess&aacute;ria &agrave; leitura do mundo. Dessa forma,    os museus interativos de ci&ecirc;ncia se apresentam como um espa&ccedil;o educativo    complementar &agrave; educa&ccedil;&atilde;o formal, possibilitando a amplia&ccedil;&atilde;o    e a melhoria do conhecimento cient&iacute;fico de estudantes, bem como, da popula&ccedil;&atilde;o    em geral.</font></P>     <P><font size="3">Segundo Susan Stocklmayer, "parcerias entre centros de    ci&ecirc;ncia e universidades t&ecirc;m um papel &uacute;nico na promo&ccedil;&atilde;o    da compreens&atilde;o e populariza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia" (5).    Para ela, essa rela&ccedil;&atilde;o tem impulsionado o crescimento de cursos    acad&ecirc;micos e de atividades integradas &agrave; abrang&ecirc;ncia do centro    de ci&ecirc;ncia, e tem facilitado um programa nacional para conscientizar e    informar o p&uacute;blico a respeito da ci&ecirc;ncia.</font></P>     <P><font size="3">Existe uma fraca comunica&ccedil;&atilde;o entre os pesquisadores    e a sociedade. H&aacute; uma cren&ccedil;a generalizada de que o desenvolvimento    cient&iacute;fico se faz apenas no exterior, em institui&ccedil;&otilde;es que    congregam grandes s&aacute;bios e especialistas que se parecem mais com seres    superdotados do que com seres humanos normais que dedicaram anos de esfor&ccedil;o    ao desenvolvimento de novas id&eacute;ias (6). O cientista &eacute; visto por    v&aacute;rios segmentos da sociedade, n&atilde;o s&oacute; no Brasil, mas tamb&eacute;m    em pa&iacute;ses desenvolvidos de diversas formas estereotipadas, e muitas vezes    distorcida (7, 1).</font></P>     <P><font size="3">Fica evidente que s&atilde;o necess&aacute;rias iniciativas    para promover a aproxima&ccedil;&atilde;o entre a ci&ecirc;ncia e a sociedade    e parte dessa tarefa cabe aos pr&oacute;prios cientistas. Segundo de Meis, "o    cientista moderno n&atilde;o &eacute; somente um indiv&iacute;duo que busca    novos fatos – ele opera tamb&eacute;m como um decodificador, capaz de, em sua    especialidade, extrair e tornar acess&iacute;vel ao p&uacute;blico os avan&ccedil;os    na sua &aacute;rea espec&iacute;fica de trabalho e uma universidade ser&aacute;    tanto mais eficaz em sua fun&ccedil;&atilde;o social, quanto mais cientistas-decodificador    dispuserem em seus quadros" (8).</font></P>     <P><font size="3"><b>MUSEU DE CI&Ecirc;NCIAS E UNIVERSIDADE</b> Em 1998, uma nova    diretoria foi empossada no ECV e, a partir da&iacute;, tentou-se a reaproxima&ccedil;&atilde;o    do museu com as universidades e centros de pesquisa. Em 1999, o ECV e o Instituto    de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas (ICB) da UFRJ estabeleceram uma parceria    que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica e forma&ccedil;&atilde;o de pessoal que viabilize um programa    de educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de qualidade, voltado para estudantes    e professores do ensino fundamental e m&eacute;dio, de forma a gerar um mecanismo    de intera&ccedil;&atilde;o bidirecional entre a universidade e a sociedade.    </font></P>     <P><font size="3">As atividades s&atilde;o desenvolvidas por docentes-pesquisadores,    alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de diferentes    &aacute;reas da sa&uacute;de, em conjunto com membros do ECV. Nos &uacute;ltimos    anos, v&aacute;rios temas foram trabalhados resultando em grande variedade de    eventos.</font></P>     <P><font size="3">Os temas escolhidos s&atilde;o transdisciplinares (9), valorizando    o conhecimento cient&iacute;fico oriundos de diversas &aacute;reas do conhecimento,    trazendo al&eacute;m de aplica&ccedil;&otilde;es inovadoras, a capacidade de    divulgar para o grande p&uacute;blico os resultados de grupos de pesquisadores    brasileiros reconhecidos internacionalmente.</font></P>     <P><font size="3">A din&acirc;mica de constru&ccedil;&atilde;o e o alcance dos    eventos desenvolvidos podem ser exemplificados tomando-se como base esse evento    "Como ser amigo do seu cora&ccedil;&atilde;o". A cria&ccedil;&atilde;o    e execu&ccedil;&atilde;o do evento envolveram cerca de 25 professores-pesquisadores,    35 alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e 8 p&oacute;s-graduandos de diversos cursos.    Uma vis&atilde;o ampla sobre circula&ccedil;&atilde;o do sangue, do funcionamento    e desenvolvimento do cora&ccedil;&atilde;o, das cardiopatias associadas e seus    fatores de risco, da possibilidade real de transplantes, realiza&ccedil;&atilde;o    de testes de esfor&ccedil;os acoplados a registros eletrocardiogr&aacute;ficos    dos visitantes permitindo a compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos el&eacute;tricos    do cora&ccedil;&atilde;o e muito mais, foram oferecidas, a alunos e professores    do ensino fundamental e m&eacute;dio e ao p&uacute;blico em geral. A orienta&ccedil;&atilde;o    dos alunos de gradua&ccedil;&atilde;o de diversos cursos da UFRJ (nutri&ccedil;&atilde;o,    educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, enfermagem, medicina, biologia, biomedicina,    entre outros), para atuarem nesse evento cient&iacute;fico, pode ser considerada    uma atividade de ensino n&atilde;o-formal, dentro do ensino superior. Da mesma    forma, a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos e professores do ensino b&aacute;sico    foi uma atividade de ensino n&atilde;o-formal. Os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o    tiveram a oportunidade de conviver com diferentes pr&aacute;ticas como: semin&aacute;rios    com especialistas de cada &aacute;rea; visitas a laborat&oacute;rios e hospitais;    montagem e realiza&ccedil;&atilde;o de protocolos e experimentos; compra de    material; manejo de equipamentos; an&aacute;lise e elabora&ccedil;&atilde;o    de panfletos e cartazes sobre o tema; leitura de artigos de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica; contato com profissionais especializados em ensino n&atilde;o-formal.    Para todo o grupo envolvido foi um per&iacute;odo de treinamento intenso, fora    da sala de aula tradicional, no qual os graduandos eram instigados a perguntar    e a propor id&eacute;ias a serem inseridas no evento final. Al&eacute;m disso,    possibilitou a esse grupo interagir com o p&uacute;blico e estudantes do ensino    m&eacute;dio e fundamental permitindo uma reflex&atilde;o sobre a ci&ecirc;ncia    que fazem.</font></P>     <P><font size="3">Foram realizados dois semin&aacute;rios sobre a tem&aacute;tica    cora&ccedil;&atilde;o no ECV, com um p&uacute;blico estimado em cerca de 1,2    mil pessoas, em sua maioria alunos e professores do ensino m&eacute;dio. Parte    do evento, tamb&eacute;m, foi trabalhado com 30 professores de ensino m&eacute;dio,    num curso chamado "Sa&uacute;de em pr&aacute;tica" do programa <i>lato    sensu</i> de especializa&ccedil;&atilde;o em ensino de ci&ecirc;ncias e biologia    do Departamento de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica, ICB/UFRJ, em julho de 2000.    O significado desse encontro para os professores de ci&ecirc;ncias pode ser    exemplificado pelo depoimento a seguir:</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">"<i>Gostei muito do bloco e principalmente o evento do    cora&ccedil;&atilde;o no ECV, que priorizou a participa&ccedil;&atilde;o dos    alunos/professores nas atividades extraclasse, modificando o conceito de aula    formal</i>".</font></P>     <P><font size="3">Os primeiros resultados do trabalho em parceria do ECV com as    universidades, que foi impulsionado pela parceria com ICB-UFRJ, j&aacute; podem    ser mensurados. Quando atividades no per&iacute;odo 1999-2003 s&atilde;o comparadas    com as do quinq&uuml;&ecirc;nio anterior, observa-se um aumento, em m&eacute;dia,    de 33% na visita&ccedil;&atilde;o ao museu, 120% em palestras e 112 % no desenvolvimento    de exposi&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas. </font></P>     <P><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> A aproxima&ccedil;&atilde;o de centros    de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com universidades visando o ensino    de ci&ecirc;ncias num espa&ccedil;o de ensino n&atilde;o-formal traz vantagens    para todos os envolvidos. Os alunos e professores do ensino fundamental e m&eacute;dio    enriquecem os conte&uacute;dos desenvolvidos em sala de aula, numa experi&ecirc;ncia    n&atilde;o-formal. Os visitantes melhoram sua percep&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia,    em especial em rela&ccedil;&atilde;o aos conceitos que conheciam antes. Os graduandos    (em especial os de licenciatura), al&eacute;m de receberem uma grande gama de    conte&uacute;do te&oacute;rico-experimental a partir do conv&iacute;vio com    professores e alunos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o das mais diversas    &aacute;reas, tomam conhecimento da pesquisa desenvolvida dentro das universidades    e vivenciam um processo de ensino-aprendizagem que se d&aacute; de forma din&acirc;mica    e l&uacute;dica.</font></P>     <P><font size="3">Para os pesquisadores, &eacute; uma oportunidade &iacute;mpar    de se aproximarem das necessidades e problemas prementes da sociedade, e de    divulgarem conceitos e resultados de suas pesquisas com uma linguagem simples    e compreens&iacute;vel, permitindo que os novos conhecimentos gerados nas universidades    possam, mais rapidamente, fazer parte do cotidiano do cidad&atilde;o comum.    </font></P>     <P><font size="3">Portanto, considerando os frutos j&aacute; colhidos da intera&ccedil;&atilde;o    entre o ECV em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, conclui-se    que a parceria entre centros de divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncias,    com as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa, n&atilde;o &eacute; apenas desej&aacute;vel    como necess&aacute;ria. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Robson Coutinho Silva</b> &eacute; professor adjunto do    IBCCF/UFRJ e membro do ECV.    <br>   <b>Pedro M. Persechini</b> &eacute; professor titular do IBCCF/UFRJ e presidente    do ECV.    <br>   <b>Masako Masuda</b> &eacute; professora adjunta do IBCCF/UFRJ e coordenadora    geral do Cederj, n&uacute;cleo UFRJ, na &aacute;rea de ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas.    <br>   <b>Eleonora Kutenbach</b> &eacute; professora adjunta do Departamento de Bioqu&iacute;mica    M&eacute;dica do ICB/UFRJ, onde &eacute; coordenadora de extens&atilde;o, e    &eacute; vice-presidente do ECV.</i></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Bazin, M. <i>Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; ci&ecirc;ncia    - Cadernos do b&aacute;sico</i> - Instituto de Ci&ecirc;ncias Exatas e Naturais,    Universidade de Iju&iacute;, Editora Uniju&iacute;. 1986.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Prewitt, K. <i>Journal of the American Academy of Arts and    Sciences</i> 112(2) Reimpresso em Martinez E, Flores J (1997) La popularizaci&oacute;n    de la ciencia y la tecnologia; reflexiones b&aacute;sicas. Unesco, Red Pop e    FCE. M&eacute;xico. p51. 1982.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Lucas, A. M. <i>International Journal of Science Education</i>    13, 495.1991.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Ucko, D. A. Curator 28, 291. 1985.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Stocklmayer, M.S. In Guimar&atilde;es, V. F. e Silva, G.A.    <i>Implanta&ccedil;&atilde;o de centros e museus de ci&ecirc;ncias</i>. Programa    de Apoio ao Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Padec/UFRJ,    Casa da Ci&ecirc;ncia, UFRJ, p68. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Bazin M. <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica -    A arte de aprender ci&ecirc;ncia e matem&aacute;tica</i>. Editora Uniju&iacute;,    p17. 1992.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Lannes D., Flavoni, L. e de Meis, L. <i>Biochemical Education</i>    26, 199. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. De Meis, L. <i>Ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o: o    conflito humano-tecnol&oacute;gico</i>, Ed. do Autor. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Nicolescu, B. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e transdisciplinaridade</i>,    Unesco, p13. 2000.</font> ]]></body><back>
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