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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size=5><b>O PAPEL DO TEATRO NA DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA:    A EXPERI&Ecirc;NCIA DA SEARA DA CI&Ecirc;NCIA</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Bet&acirc;nia Montenegro, Ana L&uacute;cia Ponte Freitas,    Pedro Jorge Caldas Magalh&atilde;es, Arm&ecirc;nio Aguiar dos Santos e Marcus    Raimundo Vale</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b><font size=5>H</font></b>&aacute; muito que a pedagogia    se serve do teatro. Arit&oacute;fanes j&aacute; o fazia em 414 a.C. quando lan&ccedil;ou    <i>As aves</i>, pe&ccedil;a com cr&iacute;ticas ainda hoje atuais aos jovens    e ao sistema educacional. Se tomarmos a Gr&eacute;cia como ponto de partida    do desenvolvimento do teatro, encontraremos que, por ocasi&atilde;o da colheita    das uvas, eram promovidas homenagens a Dion&iacute;sio, deus do vinho, da fertilidade,    da fonte da vida e do sexo. Durante os festejos anuais, formavam-se prociss&otilde;es    e cortejos, ao som de can&ccedil;&otilde;es improvisadas entoadas por jovens    em giros dan&ccedil;antes. Surgem nessas manifesta&ccedil;&otilde;es os primeiros    registros do uso coletivo do canto, da dan&ccedil;a e da representa&ccedil;&atilde;o.    Este &eacute;, para muitos, o ber&ccedil;o do teatro que nasce como forma coletiva    de arte, utilizando-se de v&aacute;rias linguagens (1, 2).</font></P>     <P><font size="3">Na Universidade Federal do Cear&aacute;, a reflex&atilde;o sobre    a educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias e a demanda da sociedade por um museu    de ci&ecirc;ncias interativo e din&acirc;mico, capaz de integrar ci&ecirc;ncia,    arte e cultura tomou forma em 2000, com a cria&ccedil;&atilde;o da <i>Seara    da Ci&ecirc;ncia</i>, &oacute;rg&atilde;o de extens&atilde;o da UFC, cujo principal    objetivo &eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. </font></P>     <P><font size="3">Utilizando-se de um espa&ccedil;o inovador, tentamos explorar    as rela&ccedil;&otilde;es entre as ci&ecirc;ncias e as artes para que estas    duas culturas possam conferir, uma &agrave; outra, conte&uacute;dos, metodologias    e linguagens que convirjam na constru&ccedil;&atilde;o de um processo pedag&oacute;gico    mais amplo. Assim, estamos desenvolvendo projetos nos quais a linguagem teatral,    como poderosa aliada no processo ensino-aprendizagem, &eacute; utilizada como    meio de cativar est&eacute;tica, conceitual e prioritariamente alunos da rede    p&uacute;blica de ensino m&eacute;dio. O teatro, por sua forma de "fazer    coletivo", possibilita o desenvolvimento pessoal n&atilde;o apenas no campo    da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-formal, mas permite ampliar, entre outras    coisas, o senso cr&iacute;tico e o exerc&iacute;cio da cidadania. Nosso prop&oacute;sito    &eacute; tamb&eacute;m o de desmitificar <b>pr&eacute;-conceitos</b>, grifo    nosso, dos conte&uacute;dos cient&iacute;ficos adquiridos pelos alunos no decorrer    de suas vidas escolares.</font></P>     <P><font size="3">Os textos s&atilde;o elaborados com o objetivo de transmitir    conceitos cient&iacute;ficos de forma simples, l&uacute;dica e agrad&aacute;vel,    tendo como perspectiva tornar os conte&uacute;dos, &agrave;s vezes &aacute;ridos,    em bem humorados di&aacute;logos, abrindo os debates em sala de aula. Dentre    essas pe&ccedil;as apresentamos <i>Eu odeio insetos e Caixinhas da vida</i>,    de Bet&acirc;nia Montenegro e Ricardo Tannus e <i>Digest&atilde;o: comida calor    e peso</i>, de Bet&acirc;nia Montenegro, durante os cursos de f&eacute;rias    promovidos pela <i>Seara da Ci&ecirc;ncia</i> para professores da rede p&uacute;blica    do ensino m&eacute;dio. </font></P>     <P><font size="3">Fizemos, ainda, a adapta&ccedil;&atilde;o do texto <i>Tem um    cabelo na minha terra</i>, de Gary Larson (3), na qual abordamos temas como    o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico. Podemos citar um pequeno trecho onde a    minhoca Benedita conversa com seu pai a respeito da import&acirc;ncia da motricidade    para os animais:</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">"... <i>Benedita</i>: — Oh, oh... veadinhos brincando.    Aproveitem, meus bonitinhos, suas brincadeirinhas inocentes. J&aacute; j&aacute;    voc&ecirc;s v&atilde;o crescer e v&atilde;o ter de dizer adeus a estas alegres    e descuidadas brincadeiras inocentes!    <br>   <i>Papai Minhoco</i>: — Brincadeiras inocentes?! Alegres e descuidadas?! Pois    sim! Na verdade eles est&atilde;o treinando para ficar mais espertos, pois enquanto    brincam, sinapses adicionais se formam em seus c&eacute;rebros preparando-os    para a vida adulta. Na verdade eles est&atilde;o <i>treinando</i> para sua sobreviv&ecirc;ncia    nas florestas. ..."</font></P>     <P><font size="3">A trajet&oacute;ria e as contribui&ccedil;&otilde;es de grandes    cientistas como Einstein, Lavoisier e Darwin tamb&eacute;m foram adaptadas para    o teatro, com o fito de discutir temas cient&iacute;ficos de interesse geral.    Por meio de mon&oacute;logos, que s&atilde;o um breve resumo de suas biografias,    os ilustres personagens recebem a plat&eacute;ia em seus "laborat&oacute;rios"    e estes s&atilde;o envolvidos na trama.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Em Einstein,    procuramos enfatizar a teoria da relatividade e os estudos que foram realizados    em uma cidade no interior do Cear&aacute; no in&iacute;cio do s&eacute;culo    passado. Em um dos trechos ele diz: "<i>... — (...) E tem mais, voc&ecirc;s    sabiam que a minha teoria</i>, (da relatividade) <i>s&oacute; foi comprovada    em 1919, aqui em Sobral, por ocasi&atilde;o de um eclipse?...</i>"</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Com Darwin,    temos um trecho da fala sobre suas observa&ccedil;&otilde;es a respeito do evolucionismo:    "<i>... — (...) Imaginem voc&ecirc;s, que eu havia aprendido que a Terra    fora criada &agrave;s 9 horas do dia 23 de outubro de 4004 a.C., e que todas    as esp&eacute;cies animais haviam sido produzidas ao longo dos seis dias da    cria&ccedil;&atilde;o, e que jamais haviam sofrido mudan&ccedil;as em suas caracter&iacute;sticas    originais, e que a extin&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies evidenciadas    pelos f&oacute;sseis, descobertos no fundo da terra, se explicavam por estes    animais simplesmente n&atilde;o haverem chegado a tempo para embarcar na arca    de No&eacute;... Foi um salto e tanto, eu diria, quase uma muta&ccedil;&atilde;o!...</i>".</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Sobre Lavoisier,    se explica &agrave; plat&eacute;ia a import&acirc;ncia de seu trabalho no campo    da qu&iacute;mica: "<i>... — (...) Voc&ecirc;s conhecem este livro?</i>    (Na capa do livro est&aacute; escrito <i>Trait&eacute; &eacute;lem&eacute;ntaire    de chimie</i> ) — <i>Foi com o seu lan&ccedil;amento, em 1789, que nasceu a    qu&iacute;mica moderna, e eu passei a ser conhecido como o <b>pai da qu&iacute;mica</b>!    Pois, at&eacute; aqui, reinava a alquimia! O conte&uacute;do do livro trata,    entre outras coisas, da unifica&ccedil;&atilde;o da nomenclatura utilizada para    determinar os elementos, e se tornou o marco fundamental da qu&iacute;mica!...</i>".    </font></P>     <P><font size="3">As pe&ccedil;as produzidas pela <i>Seara da Ci&ecirc;ncia</i>    primam pelo uso da linguagem coloquial, mas t&ecirc;m o compromisso expresso    com a exatid&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es. Nosso objetivo &eacute;    atingir um p&uacute;blico diversificado, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para    a import&acirc;ncia da ci&ecirc;ncia no desenvolvimento do nosso pa&iacute;s.    Os resultados t&ecirc;m sido sempre animadores. A plat&eacute;ia acaba se envolvendo    com a din&acirc;mica do teatro e a aprendizagem acontece de forma l&uacute;dica    e prazerosa, enquanto divulgamos os trabalhos que s&atilde;o desenvolvidos na    pr&oacute;pria universidade.</font></P>     <P><font size="3">O nosso "carro-chefe" tem sido a <i>Bioqu&iacute;mica    em cena</i>, de Marcus R. Vale, uma pe&ccedil;a que tem como objetivo abordar,    em linguagem simples e divertida, as rela&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas    mantidas entre v&aacute;rios sistemas do organismo humano. Ela prev&ecirc; um    elenco de 8 atores que representam como personagens &oacute;rg&atilde;os do    corpo, que discutem entre si sobre qual deles &eacute; o mais importante. Cada    um enfatiza suas qualidades metab&oacute;licas, mostrando que, sem ele, o seu    dono n&atilde;o sobreviveria. A pe&ccedil;a mostra que todos os tecidos possuem    caracter&iacute;sticas bioqu&iacute;micas especiais que os diferenciam uns dos    outros, sendo exatamente essas diferen&ccedil;as que possibilitam ao nosso corpo    funcionar de forma integrada, elegante e perfeita. Quando cada um cumpre seu    papel metab&oacute;lico o equil&iacute;brio &eacute; mantido, isto &eacute;,    atingimos a <b>homeostase</b>. Abaixo a transcri&ccedil;&atilde;o de um dos    di&aacute;logos da pe&ccedil;a, j&aacute; apresentada em v&aacute;rios eventos,    como a Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia,    em julho de 2003 na cidade de Recife. A pe&ccedil;a foi gravada em v&iacute;deo    e este meio poder&aacute; tamb&eacute;m vir a servir aos nossos prop&oacute;sitos    de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em ocasi&otilde;es ou espa&ccedil;os    em que a apresenta&ccedil;&atilde;o teatral n&atilde;o for poss&iacute;vel.</font></P>     <P><font size="3">"... <i>F&iacute;gado</i> — Bem,... com exce&ccedil;&atilde;o    da hem&aacute;cia. Mas essa gasta t&atilde;o pouca energia... que eu nem fa&ccedil;o    muita quest&atilde;o... Mas tu... al&eacute;m de n&atilde;o armazenar a glicose    ainda usas demais!... Imagine!... 60% da glicose do corpo &eacute;s tu que queimas!    Mesmo quando ele (<i>o m&uacute;sculo</i>) est&aacute; em repouso.    <br>   <i>C&eacute;rebro</i> — As tarefas nobres que tenho de realizar gastam muita    energia mesmo, meu caro. &Eacute; isso a&iacute;! <i>C’est la vie</i>.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>M&uacute;sculo</i> — Como j&aacute; dizia Einstein, tudo &eacute; relativo.    Ali&aacute;s, eu preferiria dizer que tudo &eacute; <i>muuuuito relativo</i>!    Por exemplo, essa hist&oacute;ria de gasto de energia... Esses tais 60% de glicose    que o f&iacute;gado mencionou a&iacute;... Fichinha, meu nego. Qualquer exerciciozinho    que o nosso corpo fizer, quer dizer, que eu fizer, consome essa glicose a&iacute;    bem ligeirinho!    <br>   <i>C&eacute;rebro</i> — &Eacute;, esse tipo de atividade "n&atilde;o intelectual"    deve gastar mesmo muita energia... a minha glicose!...    <br>   <i>M&uacute;sculo</i> — &Eacute;... realmente adoro uma coisinha doce logo no    come&ccedil;o do meu trabalho de contra&ccedil;&atilde;o. Depois,... bem,...    depois de algum tempo, um acidozinho-graxo me cai muito bem. At&eacute; porque    esse da&iacute; n&atilde;o precisa da insulina para poder entrar em mim. J&aacute;    chega e vai entrando sem pedir licen&ccedil;a. E &eacute; muito bem-vindo porque    tem muito mais energia do que a glicose. E para um tecido important&iacute;ssimo    como eu... "</font></P>     <P><font size="3">A exemplo do que acontece em outros locais do Brasil, o trabalho    com teatro na <i>Seara da Ci&ecirc;ncia</i> da UFC vem se somar ao realizado    em outros centros de ci&ecirc;ncias como a Casa da Ci&ecirc;ncia e o Museu da    Vida, no Rio de Janeiro, a Esta&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia de S&atilde;o    Paulo, e o N&uacute;cleo de Ci&ecirc;ncias da Universidade Federal do Esp&iacute;rito    Santo, dentre outros. Neste novo cen&aacute;rio que se descortina na &aacute;rea    cient&iacute;fica se apresentam: <i>A estrela da manh&atilde;</i> de Calixto    de Inhamuns; <i>Galileu, o herege</i> uma adapta&ccedil;&atilde;o da obra de    Bertolt Brecht feita por Ang&eacute;lica Barreto; <i>Da Vinci pintando o sete</i>    de Francisco Alves; <i>Copenhagen</i> de Michael Frayn; <i>Einstein</i> de Gabriel    Emanuel; e <i>O m&eacute;todo cient&iacute;fico</i> de Leopoldo de Meis e Diuc&ecirc;nio    Rangel. Todas essas montagens refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da linguagem    teatral como meio para divulgar e popularizar a ci&ecirc;ncia. Estabelece-se    assim, no Brasil, uma nova, v&aacute;lida e empolgante forma de fazer teatro,    o <b>teatro cient&iacute;fico</b>. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Bet&acirc;nia Montenegro</b> &eacute; diretora do grupo    de teatro da </i>Seara da Ci&ecirc;ncia <i>e professora do curso de arte dram&aacute;tica    da UFC.    <br>   <b>Ana L&uacute;cia P. Freitas</b> &eacute; professora de bioqu&iacute;mica    do Centro de Ci&ecirc;ncias da UFC.    <br>   <b>Pedro J. C. Magalh&atilde;es e Arm&ecirc;nio A. dos Santos</b> s&atilde;o    professores de fisiologia da Faculdade de Medicina da UFC.    <br>   <b>Marcus R. Vale</b> &eacute; professor de bioqu&iacute;mica m&eacute;dica    da Faculdade de Medicina e diretor da </i>Seara da Ci&ecirc;ncia<i> da UFC.</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Pignarre, R. <i>Hist&oacute;ria do teatro</i>. 3ª edi&ccedil;&atilde;o,    Cole&ccedil;&atilde;o Saber. Publica&ccedil;&otilde;es Europa – Am&eacute;rica.    Portugal. 1979</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Nardini, B. <i>Mitologia: o primeiro encontro</i>. C&iacute;rculo    do Livro S.A. S&atilde;o Paulo, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Larson, G. <i>Tem um cabelo na minha terra!: uma hist&oacute;ria    de minhoca</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letrinhas, adapta&ccedil;&atilde;o:    Bet&acirc;nia Montenegro. 2000.</font> ]]></body><back>
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