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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>ENSINO N&Atilde;O-FORMAL NO CAMPO DAS CI&Ecirc;NCIAS ATRAV&Eacute;S    DOS QUADRINHOS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Francisco Caruso, Mirian de Carvalho e Maria Cristina de    Oliveira Silveira</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b><font size=5>A</font></b>s atividades do <i>Projeto de    Educa&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncias Atrav&eacute;s de Hist&oacute;rias    em Quadrinhos</i> (EDUHQ) s&atilde;o desenvolvidas numa Oficina de Ensino localizada    na sala 3017 do Bloco F, 3º- andar, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ),    contando com a participa&ccedil;&atilde;o de pesquisadores, professores, licenciandos    e alunos do ensino m&eacute;dio, sob coordena&ccedil;&atilde;o de Francisco    Caruso (1). O projeto multidisciplinar tem como meta principal o ensino das    ci&ecirc;ncias atrav&eacute;s de procedimentos did&aacute;ticos n&atilde;o-formais,    que articulam conte&uacute;dos cognitivos e produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica,    atrav&eacute;s de uma raiz comum: a &ecirc;nfase na criatividade operando no    campo pedag&oacute;gico. O material did&aacute;tico produzido pode ser utilizado    em sala de aula, em ensino &agrave; dist&acirc;ncia e, em particular, serve    tamb&eacute;m como suporte para vencer os desafios da "alfabetiza&ccedil;&atilde;o"    cient&iacute;fica (2). </font></P>     <P><font size="3">Esse projeto fundamenta-se no pensamento de Gaston Bachelard,    fil&oacute;sofo que valorizou a <i>raz&atilde;o</i> e a <i>imagina&ccedil;&atilde;o</i>    como for&ccedil;as propulsoras de significados e sentidos do mundo, no campo    das ci&ecirc;ncias e das artes, ao enfatizar o pensamento criativo como ponto    fundamental nos processos inovadores, quer na ci&ecirc;ncia, quer na arte. Bachelard    refletiu sobre a import&acirc;ncia da liberdade do homem ao produzir ci&ecirc;ncia,    tecnologia e arte, como bens a serem partilhados pela humanidade. Nessa conflu&ecirc;ncia    de produ&ccedil;&otilde;es diferenciadas, ele deu igual valor ao conhecimento    e &agrave; po&eacute;tica relacionando-os aos planos da raz&atilde;o e da imagina&ccedil;&atilde;o,    como inst&acirc;ncias ps&iacute;quicas capazes de produzir mudan&ccedil;as cognitivas,    e transforma&ccedil;&otilde;es no mundo e no pr&oacute;prio homem (3). Embora    as artes se cristalizem no plano sens&iacute;vel, e as ci&ecirc;ncias no plano    do pensamento formal, &eacute; preciso n&atilde;o perder de vista que ambas    adv&ecirc;m de um pensador criativo que desconstr&oacute;i a natureza para construir    e estudar, respectivamente, fen&ocirc;menos formalizados na inst&acirc;ncia    cognitiva ou expressos no mundo da experi&ecirc;ncia est&eacute;tica. </font></P>     <P><font size="3">Desse modo, valorizando a perspectiva pedag&oacute;gica impl&iacute;cita    ao pensamento de Bachelard, p&ocirc;de-se atualiz&aacute;-la para contemplar    o esp&iacute;rito da Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional    (LDB 9.394/96), no &acirc;mbito do ensino m&eacute;dio. E com fundamenta&ccedil;&atilde;o    e objetivos articulados &agrave; LDB, tornou-se poss&iacute;vel, atrav&eacute;s    desse projeto, criar condi&ccedil;&otilde;es para refletir e enfrentar o desafio    contido na afirmativa de H.G. Wells de que "<i>entramos numa corrida entre    a educa&ccedil;&atilde;o e a cat&aacute;strofe</i>" (4) – corrida cada    vez mais real e imperativa, em larga escala, a partir da imposi&ccedil;&atilde;o    de um projeto neo-liberal ao mundo globalizado, observamos. Nessas circunst&acirc;ncias,    como afirma, de modo cr&iacute;tico, Paulo Freire "<i>atualmente, n&atilde;o    se entende mais a educa&ccedil;&atilde;o como forma&ccedil;&atilde;o, mas apenas    como treinamento</i>"(5). Assim, atrav&eacute;s dos fundamentos e da pr&aacute;tica,    inserimos no projeto EDUHQ uma perspectiva cr&iacute;tica e transformadora com    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mencionada cat&aacute;strofe, atitude que assumimos    como meta pol&iacute;tico-filos&oacute;fica, voltada para a produ&ccedil;&atilde;o    de conhecimento e para a inven&ccedil;&atilde;o no campo da arte, atuando no    espa&ccedil;o e no tempo de hoje, como a&ccedil;&atilde;o questionadora do projeto    neoliberal, no que se refere ao Brasil. </font></P>     <P><font size="3">De acordo com esse quadro da "cat&aacute;strofe",    em uma sociedade onde a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; veiculada com velocidades    cada vez maiores, fazem-se relevantes, atuais e necess&aacute;rias ao projeto    EDUHQ as id&eacute;ias de Paulo Freire sobre o ensinar, que podemos sintetizar    na frase: "ensinar &eacute; substantivamente formar" (6). A esse mundo    que se vislumbra nessa proposi&ccedil;&atilde;o, acrescentamos outras id&eacute;ias    desenvolvidas em texto de nossa autoria, no qual se argumenta que "<i>educar    &eacute; fazer sonhar</i>" (7).</font></P>     <P><font size="3">Embora, "formar" e "informar" n&atilde;o    sejam metas excludentes, entendemos que &eacute; poss&iacute;vel informar sem    formar, mas o ato de formar, por sua vez, pressup&otilde;e o ato de informar.    Constatamos, assim, uma rela&ccedil;&atilde;o a ser estudada – uma articula&ccedil;&atilde;o    entre formar e informar – rela&ccedil;&atilde;o essa que &eacute; considerada    no projeto EDUHQ, o qual, tendo como alvo o ensino da ci&ecirc;ncia atrav&eacute;s    da descoberta, nos leva a definir metas voltadas para o questionamento do diferencial    entre "formar" e "informar". Uma vez que ambos pressup&otilde;em    comportamentos e valores da parte do educador e do educando, no referido projeto    as linhas pedag&oacute;gicas – atrav&eacute;s da valoriza&ccedil;&atilde;o da    educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-formal – equacionam esse diferencial, com    vistas &agrave; descoberta cient&iacute;fica e n&atilde;o &agrave; mera repeti&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos consagrados institucionalmente.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><b>RESPALDO E O DESAFIO DA LDB</b> O projeto EDUHQ traz uma    proposta de ensino n&atilde;o-formal. Segundo nossos prop&oacute;sitos, localizamos    como fundamental sua rela&ccedil;&atilde;o com os princ&iacute;pios da LDB,    quanto &agrave; viabiliza&ccedil;&atilde;o do ensino quer formal quer n&atilde;o-formal,    haja vista que o ensino n&atilde;o-formal em nossa sociedade se torna diverso    do que se veicula nas sociedades tribais, al&eacute;m de apresentar uma enorme    potencialidade ainda pouco explorada. As sociedades ditas primitivas possuem    uma caracter&iacute;stica &uacute;nica que, via de regra, tem sido usada para    rotul&aacute;-las de "mais atrasadas": s&atilde;o sociedades pr&eacute;-escolares.    Nelas, "<i>a pr&aacute;tica educativa consistia na aquisi&ccedil;&atilde;o    de instrumentos de trabalho e na interioriza&ccedil;&atilde;o de valores e comportamentos,    enquanto o meio ambiente em seu conjunto era um contexto permanente de forma&ccedil;&atilde;o</i>"    (Harper et al., 2000). Paradoxalmente, esse coment&aacute;rio, referente &agrave;    pr&aacute;tica educativa de uma sociedade primitiva, reflete anseios atuais    dos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento, no tocante &agrave; cultura    popular regional e urbana, contemplados pela LDB. </font></P>     <P><font size="3">Em nossa LDB, por exemplo, afirma-se que o "ensino ser&aacute;    ministrado com base &#91;no princ&iacute;pio da&#93; vincula&ccedil;&atilde;o entre    a educa&ccedil;&atilde;o escolar, o trabalho e as pr&aacute;ticas sociais"    (LDB, Art. 3o, inciso XI). Excetuando-se a diferen&ccedil;a entre o princ&iacute;pio    e a pr&aacute;tica, nem sempre desprez&iacute;vel, &eacute; not&aacute;vel a    semelhan&ccedil;a do conte&uacute;do das duas cita&ccedil;&otilde;es. Por outro    lado, a quest&atilde;o de "um contexto permanente de forma&ccedil;&atilde;o",    ou, em outras palavras, a quest&atilde;o da contextualiza&ccedil;&atilde;o do    ensino, se imp&otilde;e cada vez mais e &eacute; um dos pontos centrais no debate    sobre educa&ccedil;&atilde;o escolar hoje em dia, com reflexo evidente, por    exemplo, nos vestibulares, que j&aacute; mudaram seus programas e seus objetivos,    enquanto as escolas n&atilde;o. Mas quando nasce o problema da necessidade de    contextualizar o aprendizado? &Eacute; esse um problema caracter&iacute;stico    apenas da sociedade p&oacute;s-moderna? </font></P>     <P><font size="3">Esse problema n&atilde;o &eacute; novo e nasce exatamente com    a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da escola na Idade M&eacute;dia, quando    a educa&ccedil;&atilde;o tornou-se um produto da escola (8) e a atividade de    ensinar passou a ser desenvolvida por profissionais em um espa&ccedil;o f&iacute;sico    espec&iacute;fico, isolado do resto do mundo, e desvinculado das exig&ecirc;ncias    da vida quotidiana: o <i>espa&ccedil;o da escola</i>, no qual se valoriza, de    forma crescente ao longo dos s&eacute;culos, o ensino formal e formalizante,    deixando de lado, por exemplo, a experi&ecirc;ncia extra-escolar do aluno. A    esse respeito, Moacir Carneiro (9), comentando o Art. 3º, inciso    X, da LDB, que trata da valoriza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia extra-escolar    como princ&iacute;pio b&aacute;sico do ensino, afirma que esta &eacute; "<i>uma    das desafiadoras quest&otilde;es do ensino brasileiro. Nossa tradi&ccedil;&atilde;o    escolar, radicalmente formal e formalizante, tem impedido o desenvolvimento    de uma cultura pedag&oacute;gica que valorize o patrim&ocirc;nio de conhecimentos    que o aluno construiu e constr&oacute;i fora do espa&ccedil;o de sala de aula.    No fundo, esta dificuldade traduz a relev&acirc;ncia absoluta que se d&aacute;    &agrave; qualidade formal do conhecimento (...). O extra-escolar representa    um canal importante para abrir espa&ccedil;os de articula&ccedil;&atilde;o escola/comunidade,    pela possibilidade de construir um conte&uacute;do de ensino capaz de ‘satisfazer    as necessidades de aprendizagem’</i>." Acrescenta ainda o comentarista    da lei que "<i>o extra-escolar n&atilde;o &eacute; a subeduca&ccedil;&atilde;o.    Pelo contr&aacute;rio, o extra-escolar &eacute; o trabalho, a conviv&ecirc;ncia,    o lazer, a fam&iacute;lia, o amor, a festa, a igreja, (...), a vida, enfim</i>"    (9). </font></P>     <P><font size="3">Reconhecemos a relev&acirc;ncia do pensamento desse autor quanto    &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o do extra-escolar que, em certa escala, corresponde    ao ensino n&atilde;o-formal, por isso o mencionamos como comentarista da LDB.    Mas no caso do projeto EDUHQ, cria-se uma perspectiva diversa, capaz de integrar    o formal e o n&atilde;o-formal, permitindo que um transforme o outro.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>OBJETIVOS DO PROJETO</b> A oficina EDUHQ re&uacute;ne pesquisadores,    professores de ensino m&eacute;dio, alunos de licenciatura e alunos do ensino    m&eacute;dio, de diversas institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa do    Rio de Janeiro, criando uma rede dedicada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de    novas tecnologias educacionais, a partir de uma an&aacute;lise cr&iacute;tica    da atual situa&ccedil;&atilde;o do ensino b&aacute;sico, m&eacute;dio e universit&aacute;rio    (licenciaturas). Seus objetivos gerais podem ser resumidos assim:</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Priorizar    uma pedagogia que contemple articula&ccedil;&otilde;es entre ensino-aprendizagem    e conhecimento-sociedade, integrando metodologicamente os conte&uacute;dos das    disciplinas curriculares, atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Contribuir    para que o aluno possa ser um ator importante na difus&atilde;o do conhecimento    a partir de um processo que se inicia nos processos did&aacute;ticos e culmina    com seu ato criativo, processo esse que dever&aacute; lhe dar uma nova dimens&atilde;o    dial&oacute;gica do processo ensino-aprendizado.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Contribuir    para o aprimoramento dos professores que participar&atilde;o do projeto, no    tocante &agrave;s t&eacute;cnicas e metodologias de ensino, bem como daqueles    que, fora da oficina, posteriormente, ter&atilde;o contato com o material ali    produzido, como agentes desencadeadores de outros processos criativos em situa&ccedil;&otilde;es    diversas.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Enfatizar    e incentivar a produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica n&atilde;o apenas como    instrumento did&aacute;tico, mas como produ&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica    aut&ocirc;noma inserida na cultura e na sociedade.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Criar e    desenvolver t&eacute;cnicas e metodologias facilitadoras da transfer&ecirc;ncia    de conhecimentos na pr&oacute;pria oficina, em sala de aula, atrav&eacute;s    do ensino &agrave; dist&acirc;ncia e na vida pr&aacute;tica, imprimindo &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento um aspecto l&uacute;dico e est&eacute;tico.</font></P>     <P><font size="3">Alguns objetivos mais espec&iacute;ficos est&atilde;o relacionados    abaixo:</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Incentivar    os alunos participantes a traduzirem em linguagem art&iacute;stica (tirinhas    e charges) os conte&uacute;dos trabalhados pelos professores em sala de aula    e na oficina.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Produzir    material did&aacute;tico l&uacute;dico, utilizando a linguagem dos quadrinhos,    para o segundo segmento do ensino fundamental (de 5ª a 8ª    s&eacute;ries) e para o ensino m&eacute;dio.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Contribuir    para a forma&ccedil;&atilde;o dos futuros professores (licenciandos) a partir    do aprimoramento de conte&uacute;dos espec&iacute;ficos, preparando-os para    estar sempre abertos ao novo.</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> Buscar    a interdisciplinaridade tanto na confec&ccedil;&atilde;o dos materiais, como    na utiliza&ccedil;&atilde;o dos mesmos.</font></P>     <P><font size="3">Foi com esses objetivos que o projeto foi concebido e a pr&aacute;tica    do dia-a-dia da oficina EDUHQ tem sido pautada neles, com frutos muito positivos,    que nos encorajam a continuar o trabalho.</font></P>     <P><font size="3"><b>VIABILIDADE</b> Do ponto de vista did&aacute;tico, nossa    proposta vislumbra o ensino n&atilde;o-formal, mas se projeta numa cr&iacute;tica    da formaliza&ccedil;&atilde;o do ensino atrav&eacute;s do conhecimento dos conte&uacute;dos,    tendo como meta transformar o ensino das ci&ecirc;ncias, viabilizando-o atrav&eacute;s    da pr&aacute;tica art&iacute;stica. Valorizamos o n&atilde;o-formal como m&eacute;todo    para transforma&ccedil;&atilde;o do formal, e viabilizamos uma aproxima&ccedil;&atilde;o    entre ambos que permita ao educando brasileiro, enquanto habitante de um pa&iacute;s    em desenvolvimento, lan&ccedil;ar-se ao conhecimento formal atrav&eacute;s do    n&atilde;o-formal, sem o que n&atilde;o teremos voz ante a globaliza&ccedil;&atilde;o.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Na oficina EDUHQ, a a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica – com    base nos procedimentos informais – tornou-se chave-mestra para as condi&ccedil;&otilde;es    essenciais do ensino como criatividade e a&ccedil;&atilde;o para a liberdade,    proposta que se coaduna com a seguinte id&eacute;ia de Skinner: "<i>Educa&ccedil;&atilde;o    &eacute; o que sobrevive quando o que foi aprendido foi esquecido</i>"    (10). Atrav&eacute;s desse projeto, nossa meta &eacute; a sobreviv&ecirc;ncia    dos conte&uacute;dos formais atrav&eacute;s do ensino n&atilde;o-formal, que    se inicia como mundivis&atilde;o e cosmovis&atilde;o abrangendo os direitos    humanos, quer no campo, quer na urbe, quer na <i>Aldeia Global</i>. </font></P>     <P><font size="3">Assim sendo, torna-se oportuno lembrar que aquilo que nos &eacute;    informado pode ser esquecido, mas os valores assimilados passam a contribuir    para a transforma&ccedil;&atilde;o de outros valores, em escala social, embora,    &eacute; claro, os valores possam ser pensados e transformados historicamente.    E esta &eacute; uma das metas desse projeto: deixar para quem passou pela oficina    EDUHQ a consci&ecirc;ncia de quanto &eacute; negativo tratar a informa&ccedil;&atilde;o    como produto descart&aacute;vel, como vem sendo feito no processo de globaliza&ccedil;&atilde;o.    Deixar tamb&eacute;m o gosto pelo sonho, por aquele sonho transformador do pr&oacute;prio    homem e de seu entorno. Nesse sentido, foi muito gratificante para o grupo da    oficina EDUHQ receber por escrito as impress&otilde;es de Gleidson de Castro    Ara&uacute;jo, aluno do ensino m&eacute;dio do CIEP 169 de S&atilde;o Jo&atilde;o    de Meriti, que escolheu referir-se ao que estava aprendendo na oficina com as    seguintes palavras: "<i>&Eacute; gostoso escrever e imaginar./ Os desenhos    nos fazem sonhar./ As palavras nos fazem pensar./ As hist&oacute;rias nos fazem    viajar por um mundo desconhecido</i>." E como diria Bachelard, "<i>o    sonhador n&atilde;o consegue sonhar diante de um espelho que n&atilde;o seja    ‘profundo’’</i>" (11). O que, no in&iacute;cio, pareceu ser uma opini&atilde;o    individual, mostrou-se ter sido assimilado pela enorme maioria dos alunos que    passaram pela EDUHQ. De fato, um estudo mostrou que este grupo compreende o    quanto &eacute; essencial que o professor mude seu modo de dar aula para que    a escola se torne mais motivadora (12), o que n&atilde;o foi apontado pelo grupo-controle    (formado de alunos da mesma faixa et&aacute;ria e das mesmas escolas que participam    do projeto), corroborando a nossa tese de que &eacute; poss&iacute;vel ensinar    e transformar o formal a partir do ensino n&atilde;o-formal. Entretanto, para    se chegar realmente a come&ccedil;ar a construir a escola do futuro, onde a    <i>criatividade</i> desempenhe um papel central e transformador, &eacute; preciso    reestruturar nossas licenciaturas (13). Enquanto isso, insistamos nas experi&ecirc;ncias    pontuais.</font></P>     <P><font size="3">Quanto ao fim &uacute;ltimo do projeto EDUHQ, elegemos a criatividade    e a liberdade de produzir conhecimento e objetos de arte. Uma liberdade que    coloca em primeiro plano o reconhecimento dos direitos humanos como o legado    maior da ci&ecirc;ncia e das artes. Por &uacute;ltimo, para dar uma no&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o da Oficina, podemos dizer que em seus primeiros dois    anos de funcionamento foram produzidas cerca de 700 tirinhas em diversas &aacute;reas    do conhecimento. Mais detalhes sobre o projeto podem ser encontrados em <a href="http://www.cbpf.br/eduhq" target="_blank"><i>www.cbpf.br/eduhq</i></a>.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Francisco Caruso</b> &eacute; doutor em f&iacute;sica    pela Universidade de Turim, pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas    F&iacute;sicas, professor adjunto do Instituto de F&iacute;sica da UERJ. Foi    editor cient&iacute;fico da</i> Ci&ecirc;ncia Hoje, <i>e &eacute; editor da    revista</i> Dialoghi. <i>Atualmente &eacute; superintendente de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica da Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia &amp; Inova&ccedil;&atilde;o    do Estado do Rio de Janeiro.    <br>   <b>Mirian de Carvalho</b> &eacute; doutora em filosofia pela UFRJ. Vice-presidente    da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Cr&iacute;ticos de Arte e membro da    Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Cr&iacute;ticos de Arte.    <br>   <b>Maria Cristina de Oliveira Silveira</b> &eacute; pedagoga, tendo p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o</i>    lato sensu <i>na Uerj sobre "Dificuldade de aprendizagem", professora    da rede p&uacute;blica do estado do RJ e do munic&iacute;pio de Caxias.</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">1. Caruso, F., Carvalho, M. e Freitas, M.C.S. "Uma proposta    de ensino e divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncias atrav&eacute;s dos quadrinhos",    <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sociedade</i> CBPF-CS-008/02. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Caruso, F. "Desafios da alfabetiza&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica", <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sociedade</i> CBPF-CS-010/03.    2003.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Bachelard, G. <i>O novo esp&iacute;rito cient&iacute;fico</i>.    Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, p 12. 1968.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Ron&aacute;i, P. <i>Dicion&aacute;rio universal-nova fronteira    de cita&ccedil;&otilde;es</i>. Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Freire, P. <i>Pedagogia dos sonhos poss&iacute;veis</i>.    Editora UNESP, S&atilde;o Paulo. 2001.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Freire, P. <i>Pedagogia da autonomia – Saberes necess&aacute;rios    &agrave; pr&aacute;tica educativa</i>. Editora Paz e Terra, S&atilde;o Paulo,    15a edi&ccedil;&atilde;o. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Caruso, F. e Freitas, M.C.S. "Educar &eacute; fazer    sonhar", <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sociedade</i> CBPF-CS-009/03, 2003, aceito    para publica&ccedil;&atilde;o na revista <i>Princ&iacute;pios</i>.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Harper, B. et al. <i>Cuidado escola!</i>. Editora Brasiliense.    S&atilde;o Paulo, 35a edi&ccedil;&atilde;o. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Carneiro, M.A. <i>LDB F&aacute;cil – Leitura cr&iacute;tico-compreensiva    artigo a artigo</i>. Editora Vozes, Petr&oacute;polis, 8a. edi&ccedil;&atilde;o,    p. 39. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. Knowles, E. <i>The Oxford dictionary of phrase, saying,    and quotation</i>, Oxford University Press. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. Bachelard, G. <i>A Terra e os devaneios do repouso</i>.    Martins Fontes, S&atilde;o Paulo. 1990.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. Freitas, M.C.S. "Da motiva&ccedil;&atilde;o e de sua    relev&acirc;ncia no processo de aprendizagem escolar", monografia do curso    de pedagogia da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o e Letras da Universidade    Igua&ccedil;u, Unig. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. Caruso, F. "Em defesa da licenciatura". <i>Scientia</i>    (S&atilde;o Leopoldo) vol. 6, no. 1, pp. 93-98. 1995. </font> ]]></body><back>
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