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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/artigos.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>APRENDENDO COM IMAGENS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>Isabel Martins, Guaracira Gouv&ecirc;a e Cl&aacute;udia Piccinini</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b><font size=5>I</font></b>magens s&atilde;o importantes    recursos para a comunica&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias cient&iacute;ficas.    No entanto, al&eacute;m da indiscut&iacute;vel import&acirc;ncia como recursos    para a visualiza&ccedil;&atilde;o, contribuindo para a inteligibilidade de diversos    textos cient&iacute;ficos, as imagens tamb&eacute;m desempenham um papel fundamental    na constitui&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias cient&iacute;ficas e na sua    conceitualiza&ccedil;&atilde;o. Essas quest&otilde;es t&ecirc;m sido objeto    de um crescente conjunto de investiga&ccedil;&otilde;es no campo da educa&ccedil;&atilde;o    em ci&ecirc;ncias que, mesmo organizado a partir de quadros te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos    t&atilde;o distintos quanto a semi&oacute;tica social, a psicologia cognitiva    e os estudos culturais entre outros, compartilha o interesse de melhor compreender    as rela&ccedil;&otilde;es entre imagens, conhecimento cient&iacute;fico e ensino    de ci&ecirc;ncias (1). Exemplos de resultados desses estudos incluem a id&eacute;ia    de que imagens s&atilde;o mais facilmente lembradas do que suas correspondentes    representa&ccedil;&otilde;es verbais (2-5) e o efeito positivo de ilustra&ccedil;&otilde;es    na aprendizagem dos alunos (2, 3, 6, 7). Ainda, extensas revis&otilde;es da    literatura educacional documentaram investiga&ccedil;&otilde;es acerca do papel    da imagem na aprendizagem (8-10), entre eles, modelos que analisam texto, imagem    e suas inter-rela&ccedil;&otilde;es (11); an&aacute;lises das expectativas de    autores e leitores acerca da imagem (12). Imagens tamb&eacute;m foram analisadas    no contexto da legibilidade de livros did&aacute;ticos (13) e de uma compara&ccedil;&atilde;o    entre apresenta&ccedil;&otilde;es em papel e tela de computador (14). An&aacute;lises    de imagens em livros did&aacute;ticos, de leituras de imagens por estudantes    e de usos em sala de aula tamb&eacute;m foram investigadas, a partir de um quadro    te&oacute;rico da semi&oacute;tica social (15), revelando engajamentos culturais,    afetivos e est&eacute;ticos (16, 17). Outros estudos incluem dados sobre a valoriza&ccedil;&atilde;o    pelos professores sobre as imagens no livro como crit&eacute;rio para escolha    dos mesmos (18) e an&aacute;lises do potencial did&aacute;tico e dos limites    da imagem como facilitadoras da aprendizagem do ponto de vista cognitivo (19).</font></P>     <P><font size="3">Neste trabalho, realizado ao longo de dois anos por uma equipe    de professores e pesquisadores em educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias,    foram exploradas quest&otilde;es relativas &agrave; natureza h&iacute;brida,    do ponto de vista semi&oacute;tico, dos textos cient&iacute;ficos (20), visando    a uma melhor compreens&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da natureza das demandas    desses textos, das suas possibilidades de leitura, cr&iacute;tica e utiliza&ccedil;&atilde;o    por professores e alunos em sala de aula e do seu papel em contextos de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica. </font></P>     <P><font size="3"><b>LINGUAGEM VISUAL</b> Em nossos estudos questionamos a "transpar&ecirc;ncia"    da imagem, isto &eacute;, desafiamos a id&eacute;ia de que as imagens comunicam    de forma mais direta e objetiva do que as palavras. Ao considerarmos, junto    com Kress e van Leeuwen (15), que a linguagem visual se constitui em um sistema    de representa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, profundamente influenciado    por princ&iacute;pios que organizam possibilidades de representa&ccedil;&atilde;o    e de significa&ccedil;&atilde;o em uma dada cultura, abrimos espa&ccedil;o para    problematizar n&atilde;o s&oacute; a pr&oacute;pria linguagem visual, mas tamb&eacute;m    o que est&aacute; envolvido em sua leitura. Esta &eacute; considerada um processo    de constru&ccedil;&atilde;o de sentidos, no qual jogam a intencionalidade do    autor, a materialidade do texto e as possibilidades de ressignifica&ccedil;&atilde;o    do leitor (21).</font></P>     <P><font size="3">Com vistas a explorar as quest&otilde;es propostas para investiga&ccedil;&atilde;o    foram realizados tr&ecirc;s estudos de caso em escolas do n&iacute;vel fundamental,    envolvendo levantamentos, entrevistas e observa&ccedil;&atilde;o de sala de    aula, objetivando: 1. documentar a freq&uuml;&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia    das imagens e analisar os diferentes pap&eacute;is por elas desempenhados em    livros did&aacute;ticos de ci&ecirc;ncias; 2. analisar a leitura das imagens    em livros did&aacute;ticos de ci&ecirc;ncias feitas por estudantes do ensino    fundamental – 3º e 4º ciclos; e 3. analisar as formas de utiliza&ccedil;&atilde;o    das imagens em situa&ccedil;&otilde;es de ensino em sala de aula. A seguir descrevemos    os principais resultados obtidos nos diferentes estudos.</font></P>     <P><font size="3"><b>LIVROS DO ENSINO FUNDAMENTAL</b> Vimos que &eacute; grande    o n&uacute;mero de imagens presentes nos livros did&aacute;ticos de ci&ecirc;ncias,    mas que enquanto nas primeiras s&eacute;ries encontramos tipicamente imagens    naturalistas e realistas, remetendo o leitor a cen&aacute;rios familiares do    cotidiano, nas s&eacute;ries finais a essas se somam representa&ccedil;&otilde;es    abstratas e ilustra&ccedil;&otilde;es esquem&aacute;ticas de situa&ccedil;&otilde;es    microsc&oacute;picas. Vale destacar que, nas &uacute;ltimas s&eacute;ries, passa    a ser mais evidente a manipula&ccedil;&atilde;o de elementos composicionais,    tais como cor e escala, e a conseq&uuml;ente necessidade de seu entendimento    para a significa&ccedil;&atilde;o das entidades representadas. Os livros destas    s&eacute;ries tamb&eacute;m passam a incluir localidades e tempos remotos, alguns    sem correspond&ecirc;ncia no cotidiano do aluno. Essa necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o    da no&ccedil;&atilde;o de tempo e espa&ccedil;o por parte do estudante &eacute;    acompanhada por uma amplia&ccedil;&atilde;o do poder explicativo da ci&ecirc;ncia,    do exemplo para a generaliza&ccedil;&atilde;o, do local para o global, do particular    para o geral, no sentido de construir um car&aacute;ter mais universal para    o conhecimento cient&iacute;fico. Em outras palavras, diferenciam-se e se complexificam    as estrat&eacute;gias de leitura desses textos.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">No que diz respeito &agrave;s marcantes diferen&ccedil;as na    variedade de tipos de imagens encontradas nos livros de ensino fundamental,    podemos questionar em que medida a op&ccedil;&atilde;o por apresentar aos estudantes    uma maior diversidade de representa&ccedil;&otilde;es pode revelar duas potenciais    fontes de dificuldade para a aprendizagem cient&iacute;fica. Por um lado, essa    parcim&ocirc;nia indicaria a expectativa de que os estudantes n&atilde;o possuem    habilidades para a leitura de certos tipos de representa&ccedil;&atilde;o como,    por exemplo, esquemas abstratos. Nesse caso, a dificuldade percebida refere-se    &agrave; conseq&uuml;ente impossibilidade de que o estudante adquira desde cedo    familiaridade com tipos de representa&ccedil;&atilde;o essenciais para a ci&ecirc;ncia.    Por outro lado, a marcada ruptura entre as formas de representa&ccedil;&atilde;o,    t&iacute;picas do primeiro e segundo ciclos e aquelas do terceiro e quarto ciclos,    podem refor&ccedil;ar diferentes vis&otilde;es no que diz respeito aos objetos    de conhecimento e &agrave;s formas de conhecer do empreendimento cient&iacute;fico.    </font></P>     <P><font size="3">Assim, enquanto nos livros de primeiro e segundo ciclos destaca-se    a constru&ccedil;&atilde;o de habilidades relacionadas &agrave; observa&ccedil;&atilde;o    de fen&ocirc;menos, &eacute; somente nos livros de terceiro e quarto ciclos    que encontramos o embri&atilde;o de uma discuss&atilde;o mais abrangente acerca    de aspectos da natureza da ci&ecirc;ncia e da atividade cient&iacute;fica, de    forma a incluir, al&eacute;m de quest&otilde;es relacionadas a m&eacute;todo    e fenomenologia, uma discuss&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es sociais    da ci&ecirc;ncia e tecnologia. Esses dois tipos de introdu&ccedil;&atilde;o    tardia a aspectos fundamentais da ci&ecirc;ncia podem n&atilde;o corresponder    nem &agrave;s expectativas, nem aos interesses, nem &agrave;s necessidades e    nem &agrave;s habilidades que as crian&ccedil;as demonstram ter. Os meios de    comunica&ccedil;&atilde;o apresentam &agrave;s crian&ccedil;as n&atilde;o s&oacute;    diferentes possibilidades representacionais, quanto informa&ccedil;&otilde;es    a respeito de descobertas cient&iacute;ficas que fornecem elementos para a constru&ccedil;&atilde;o    de representa&ccedil;&otilde;es acerca, por exemplo, do que &eacute; ci&ecirc;ncia,    de quem &eacute; o cientista e qual seu papel social. Uma inicia&ccedil;&atilde;o    precoce ao discurso cient&iacute;fico, auxiliada por conjuntos de imagens mais    diversificados, poderia proporcionar maior riqueza nesse processo de constru&ccedil;&atilde;o    de atitudes e identidades em rela&ccedil;&atilde;o ao conhecimento cient&iacute;fico.</font></P>     <P><font size="3"><b>LEITURA DE IMAGENS</b> Durante entrevistas, com duplas de    estudantes do 3º e 4º ciclos do ensino fundamental, tivemos a oportunidade de    verificar v&aacute;rias estrat&eacute;gias de leitura das imagens realizadas    por esses estudantes. A an&aacute;lise destas revelou que, na busca de uma significa&ccedil;&atilde;o    para a imagem, eles se engajam em procedimentos elaborados que envolvem an&aacute;lises    de elementos composicionais, buscas na mem&oacute;ria por experi&ecirc;ncias    relevantes, estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es com situa&ccedil;&otilde;es    do seu cotidiano (incluindo experi&ecirc;ncias escolares). Observamos que os    alunos:</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> fazem leituras    descritivas, especialmente de aspectos comuns e cotidianos das imagens, revelando    dificuldades para identificar elementos abstratos e que n&atilde;o possuem uma    representatividade em seu universo mais pr&oacute;ximo;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> necessitam    de um tempo para a observa&ccedil;&atilde;o e significa&ccedil;&atilde;o das    imagens. Imagens com maior densidade de informa&ccedil;&otilde;es remeteram    a uma necessidade de pausa para pensar e analisar as possibilidades descritivas;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> estabelecem    intertextos com outras imagens. Imagens que remetem a outras imagens, a outros    contextos interpretativos aumentam a possibilidade de entendimentos. Estas funcionam    tamb&eacute;m como um recurso de mem&oacute;ria, onde atrav&eacute;s de outras    imagens podem se recordar;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> comparam    imagens distintas. Foram atribu&iacute;dos novos significados &agrave;s imagens    a partir de exerc&iacute;cios de compara&ccedil;&atilde;o;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> realizam    uma leitura seletiva. Destacaram apenas um aspecto presente na imagem;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> utilizam-se    de diversos modos semi&oacute;ticos para identificar ou acompanhar a leitura.    Apontar e acompanhar com o dedo das m&atilde;os ajuda na leitura e detalhamento    da imagem;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> nem sempre    fazem uma leitura da imagem no contexto do texto ao redor. O texto ao redor    da imagem &eacute; ignorado. Em alguns momentos os alunos atribuem facilidade    &agrave; leitura da imagem e acreditam que o texto n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio    para o entendimento da mesma;</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> l&ecirc;em    o texto ao redor. Atribuem dificuldade de compreens&atilde;o da imagem, sem    a leitura dos textos anexos. Atribuem import&acirc;ncia e papel pedag&oacute;gico    &agrave; legenda. Realizam uma leitura situada das imagens na p&aacute;gina,    em rela&ccedil;&atilde;o ao texto ao redor;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> d&atilde;o    aten&ccedil;&atilde;o aos aspectos composicionais das imagens. Imagens mais    n&iacute;tidas favorecem o entendimento.</font></P>     <P><font size="3">Nossas an&aacute;lises revelam uma diversidade de formas de    engajamento com a imagem (afetivo, cognitivo, est&eacute;tico) e uma variedade    de estrat&eacute;gias de leitura, que destacam o papel do conhecimento pr&eacute;vio,    de experi&ecirc;ncias de leitura anteriores realizadas no ambiente escolar e    de estrat&eacute;gias de leitura que integram informa&ccedil;&otilde;es verbais    e contextualizam as imagens no espa&ccedil;o gr&aacute;fico da p&aacute;gina.</font></P>     <P><font size="3"><b>IMAGENS EM SALA DE AULA</b> Em uma terceira etapa realizamos    observa&ccedil;&otilde;es de situa&ccedil;&otilde;es de aulas de ci&ecirc;ncias    com o objetivo de identificar como as imagens s&atilde;o trabalhadas, por professores    e alunos, nos diversos aspectos relacionados &agrave; sua constru&ccedil;&atilde;o,    leitura e interpreta&ccedil;&atilde;o em contextos de aprendizagem (22). Discutimos,    tamb&eacute;m, diferentes possibilidades de utiliza&ccedil;&atilde;o das imagens    na sala de aula analisando sua rela&ccedil;&atilde;o com os conte&uacute;dos    curriculares. O registro dessas observa&ccedil;&otilde;es foi realizado por    meio de grava&ccedil;&atilde;o em &aacute;udio e v&iacute;deo, que foram transcritos    na &iacute;ntegra, focando-se aspectos de comunica&ccedil;&atilde;o verbal e    n&atilde;o verbal. Documentamos v&aacute;rios momentos em que as explica&ccedil;&otilde;es    do conceito de c&eacute;lula e de conceitos adjacentes foram realizadas pelo    uso de diferentes modos semi&oacute;ticos – a&ccedil;&atilde;o/gestual, imagem    e verbal – na orquestra&ccedil;&atilde;o ret&oacute;rica para a constru&ccedil;&atilde;o    de significados. Na an&aacute;lise dos epis&oacute;dios, examinando a articula&ccedil;&atilde;o    e o fluxo dos modos, verificamos tanto exemplos das rela&ccedil;&otilde;es de    coopera&ccedil;&atilde;o entre eles, quanto momentos nos quais se estabelece    a centralidade de um dado modo. Observamos, ainda, que os modos criaram sentidos    de diferentes maneiras, configurando de forma particular a explica&ccedil;&atilde;o    e a re-significa&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Verificamos tamb&eacute;m    que os modos desempenharam pap&eacute;is espec&iacute;ficos na explica&ccedil;&atilde;o    das entidades cient&iacute;ficas, ou seja, possuem maior capacidade de representa&ccedil;&atilde;o    em alguns momentos, sendo menos eficientes em outros e, portanto, proporcionando    distintos sentidos. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a21fig01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Em especial, observamos que nas aulas documentadas as imagens    permitiram:</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> localizar    estruturas (e suas poss&iacute;veis fun&ccedil;&otilde;es) e torn&aacute;-las    din&acirc;micas (movimentos, mudan&ccedil;as de lugar etc.), possibilitando    mostrar rela&ccedil;&otilde;es espaciais entre parte e todo;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> fornecer    um cen&aacute;rio no qual alunos e professora podiam pensar, localizar e identificar    as entidades e suas partes, apresentando e detalhando essas entidades;</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> conduzir    os processos de constru&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es, seja    atrav&eacute;s de descri&ccedil;&otilde;es ou estabelecendo analogias;</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> momentos    em que as explica&ccedil;&otilde;es assumiram um car&aacute;ter menos r&iacute;gido    e possibilitaram uma express&atilde;o mais criativa e representativa, inclusive    da participa&ccedil;&atilde;o dos alunos na media&ccedil;&atilde;o de conceitos    e/ou id&eacute;ias (por exemplo, com o uso de analogias);</font></P>     <P><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v57n4/a19img01.gif"> influenciar    na memoriza&ccedil;&atilde;o dos alunos (analogias visuais ajudaram a lembrar    o nome das organelas) e que os alunos se aproximassem de um universo invis&iacute;vel,    inacess&iacute;vel, aumentando a possibilidade de "convencimento"    desses alunos.</font></P>     <P><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> Em conclus&atilde;o,    nossos resultados contribuem para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea    de investiga&ccedil;&atilde;o no campo da educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias.    A import&acirc;ncia dessa pesquisa se traduz no seu potencial para fornecer    subs&iacute;dios para uma melhor compreens&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o    da natureza das demandas desses textos e das suas possibilidades de leitura,    cr&iacute;tica e utiliza&ccedil;&atilde;o por professores e alunos em sala de    aula. Os resultados enfatizam, tamb&eacute;m, a necessidade de problematizar    tanto as condi&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o das imagens,    quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sociais de produ&ccedil;&atilde;o da    leitura das imagens. A primeira perspectiva nos chama aten&ccedil;&atilde;o    para a necessidade de considerar as tecnologias e suas linguagens espec&iacute;ficas    no entendimento de imagens. A segunda diz respeito &agrave;s dimens&otilde;es    envolvidas ao considerarmos a leitura na perspectiva discursiva, isto &eacute;,    a rela&ccedil;&atilde;o leitor-texto-autor, sentidos de leitura, modos de leitura    e suas rela&ccedil;&otilde;es com contextos, espa&ccedil;os e finalidades espec&iacute;ficas    como, por exemplo, a leitura na escola. </font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><i><b>Isabel Martins</b> &eacute; professora adjunta do N&uacute;cleo    de Tecnologia Educacional para a Sa&uacute;de da UFRJ.    <br>   <b>Guaracira Gouv&ecirc;a</b> &eacute; professora adjunta da Universidade Federal    do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).    <br>   <b>Cl&aacute;udia Piccinini</b> &eacute; professora substituta da Faculdade    de Educa&ccedil;&atilde;o da UFRJ,da SME/RJ e do NADC/Projeto Fund&atilde;o,    da Biologia (UFRJ).</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Martins, I. "Visual imagery in school science texts",    <i>in</i> Graesser, A., Otero, J. e De Leon, J. A. (eds.). <i>The psychology    of scientific text comprehension</i>. Hillsale, N. J. Lawrence Erlbaum Associate    Publishers. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Levie, W. H. &amp; Lentz, R. <i>Educational Communication    and Technology Journal</i>, 30, 195-232, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Levin J R &amp; Mayer R E "Understanding illustrations    in text", <i>in</i> Britton, B. Woodward, A. &amp; Binkley, M. <i>Learning    from textbooks: theory and practice</i>. Hillsdale, N. J. Lawrence Erlbaum Associates,    1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Mcdaniel M. A. &amp; Pressley, M. (eds.) <i>Imagery and related    mnemonic processes: theories, individual differences and applications</i>. New    York: Springer Verlag. 1987.</font><!-- ref --><p><font size="3">5.Paivio, A. <i>Imagery and verbal processes</i>. Hillsdale,    NJ: Lawrence Erlbaum Associates Publishers. 1971.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Levin, J.R.; Anglin, G.J. &amp; Carney, R.N. "On empirically    validating functions of pictures in prose", <i>in</i> Willows D M &amp;    Houghton H A (eds.) <i>The psychology of illustration: I Basic Research</i>    (pp. 51-85) New York: Springer Verlag. 1987.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Schallert, D. L. "The role of illustrations in reading    comprehension", <i>in</i> Spiro, R. J.; Bruce, B.C. &amp; Brewer, W.F.    (eds.) <i>Theoretical issues in reading comprehension: perspectives from cognitive    psychology, linguistics, artificial intelligence, and education</i>. Hillsdale,    N J: Lawrence Erlbaum Associates. 1980.</font><!-- ref --><P><font size="3">8. Filippatou, D. &amp; Pumfrey, P. <i>Educational Research</i>,    38, (3). 259-291.1996.</font><!-- ref --><P><font size="3">9. Fleming, M. <i>AV Communication Review</i>, 25, (1), Spring,    43-61. 1977.</font><!-- ref --><P><font size="3">10. Fleming, M. <i>Instructional Science</i>, 8, 235-251. 1979.</font><!-- ref --><P><font size="3">11. Goldsmith, E. "The analysis of illustration in theory    and practice", <i>in</i> Willows, D. M. &amp; Houghton, H. A. (eds.) <i>The    psychology of illustration: II instructional texts</i>, (pp. 53-85) New York:    Springer Verlag. 1987.</font><!-- ref --><P><font size="3">12. V&eacute;zin, J-F. &amp; V&eacute;zin, L. <i>Bulletin de    Psychologie</i>, XLI, (386), 655-666. 1990.</font><!-- ref --><P><font size="3">13. Kearsey, J. &amp; Turner, S. <i>Journal Of Biological Education</i>.    33 (2) 87–94. 1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">14. Reid, D. &amp; Bevridge, M. "Effects of text illustration    on children’s learning of a school science topic", <i>in British Journal    of Educational Psychology</i>, 56, 294-303. 1986.</font><!-- ref --><P><font size="3">15. Kress, G. &amp; Van Leeuwen, T. <i>Reading images: the grammar    of visual design</i>. London: Routledge. 1996.</font><!-- ref --><P><font size="3">16. Martins, I. "O papel das representa&ccedil;&otilde;es    visuais no ensino e na aprendizagem de ci&ecirc;ncias", <i>in</i>: Moreira,    A. (org.). Atas do I Encontro de Pesquisa e Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias.    &Aacute;guas de Lind&oacute;ia, 23 a 26 de novembro, pp. 294-299. 1996.</font><!-- ref --><P><font size="3">17. Martins, I. <i>Ensaio – Pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o    em ci&ecirc;ncias</i>. Vol. 1, nº 1, set, 29-46. 1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">18. Carneiro, M. H. S. "As imagens no livro did&aacute;tico",    <i>in</i> Moreira, A. (org.). Atas do I Encontro de Pesquisa e Educa&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias. &Aacute;guas de Lind&oacute;ia, 23 a 26 de novembro, pp 366-373.    1997.</font><!-- ref --><P><font size="3">19. Otero, M. R. &amp; Greca, I. M. <i>Cadernos Brasileiros    de Ensino de F&iacute;sica</i>. Vol 21, nº 1, abr, 35-64. 2004.</font><!-- ref --><P><font size="3">20.Lemke, J. L. "Multiplying meaning: visual and verbal    semiotics in scientific text", <i>in</i> Martin, J. R. E.; Veel, R. (Eds.)    <i>Reading science: functional perspectives on discourses of science</i>. London:    Routledge. 1998.</font><!-- ref --><P><font size="3">21. Orlandi, E. P. <i>Discurso e leitura</i>. S&atilde;o Paulo:    Cortez. 1999.</font><!-- ref --><P><font size="3">22. Piccinini, C. L. "An&aacute;lise da comunica&ccedil;&atilde;o    multimodal na sala de aula de ci&ecirc;ncias: um estudo envolvendo o conceito    de c&eacute;lula". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. NUTES, UFRJ.    2003.</font> ]]></body><back>
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