<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252006000100003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instituto Butantan vai instalar seu primeiro campus avançado fora da sede paulista]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jorge]]></surname>
<given-names><![CDATA[Wanda]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2006</year>
</pub-date>
<volume>58</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>6</fpage>
<lpage>7</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252006000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252006000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252006000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/nt_bra.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">BASE AMAZ&Ocirc;NICA    <br>   </font><img src="/img/revistas/cic/v58n1/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Instituto Butantan vai instalar seu primeiro campus avan&ccedil;ado    fora da sede paulista</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O Instituto Butantan prepara a instala&ccedil;&atilde;o de seu    primeiro campus avan&ccedil;ado fora da sede em S&atilde;o Paulo, em 104 anos    de exist&ecirc;ncia como o mais tradicional centro de pesquisas em cobras do    pa&iacute;s. Trata-se de um posto avan&ccedil;ado na Amaz&ocirc;nia, numa &aacute;rea    de 64 hectares cedidas pela Uni&atilde;o no munic&iacute;pio de Belterra, pr&oacute;ximo    &agrave; Floresta Nacional do Tapaj&oacute;s, regi&atilde;o de Santar&eacute;m,    no oeste do Par&aacute;. Ot&aacute;vio Mercadante, diretor do instituto, informa    que o investimento na constru&ccedil;&atilde;o da sede &eacute; de cerca de    R$ 9 milh&otilde;es, dos quais cerca de R$ 500 mil viriam do Butantan, na forma    da compra de equipamentos de pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A base avan&ccedil;ada ser&aacute; criada em 2006, e permitir&aacute;    aos pesquisadores do instituto acesso mais f&aacute;cil &agrave; biodiversidade    da regi&atilde;o. Mercadante diz que dos quase 150 pesquisadores permanentes    do Butantan, pelo menos um ter&ccedil;o deles j&aacute; manifestou a disposi&ccedil;&atilde;o    em participar desse projeto. Ser&atilde;o eles os principais usu&aacute;rios    das instala&ccedil;&otilde;es, deslocando-se para a regi&atilde;o para coleta    de esp&eacute;cimes e dados. Na fase inicial, parte da an&aacute;lise ocorrer&aacute;    no local e parte na capital paulista, onde a infra-estrutura de laborat&oacute;rios    &eacute; adequada. </font></p>     <p><font size="3">O objetivo &eacute; capacitar m&atilde;o-de-obra local e criar    uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de biodiversidade e biotecnologia.    &quot;N&atilde;o pretendemos repetir experi&ecirc;ncias de projetos na selva    sem inser&ccedil;&atilde;o local e regional&quot;, alerta Mercadante. O projeto    &eacute; um desdobramento de parcerias j&aacute; existentes na regi&atilde;o,    com a Universidade Federal do Par&aacute;, Faculdades Integradas do Tapaj&oacute;s,    Museu Goeldi e Inpa, al&eacute;m de trabalhos consistentes com ONGs presentes    na regi&atilde;o h&aacute; pelo menos 17 anos. </font></p>     <p><font size="3">At&eacute; agora, a ida de pesquisadores do Butantan constitui-se,    fundamentalmente, de expedi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas de coletas.    Com a cria&ccedil;&atilde;o de uma base permanente, ser&aacute; poss&iacute;vel    montar laborat&oacute;rios de apoio &agrave; pesquisa, um museu semelhante ao    de S&atilde;o Paulo, onde ser&atilde;o expostas as esp&eacute;cies t&iacute;picas    da fauna local, al&eacute;m de criar um centro de difus&atilde;o cultural, educa&ccedil;&atilde;o    ambiental e monitoramento. Mercadante acredita que se poder&aacute; contar com    recursos de fundos internacionais interessados na pesquisa da biodiversidade,    j&aacute; que esse &eacute; um tema de interesse geral.</font></p>     <p><font size="3">Na origem do projeto est&aacute;, ainda, a necessidade da presen&ccedil;a    de pesquisadores que j&aacute; conhecem bem a regi&atilde;o, para evitar problemas    como o da pol&ecirc;mica biopirataria. A posi&ccedil;&atilde;o do Butantan &eacute;    possibilitar a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de bioprospec&ccedil;&atilde;o    e ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o pelo conhecimento. </font></p>     <p><FONT size="3"><b>ANIMAIS PE&Ccedil;ONHENTOS</b> A regi&atilde;o de Santar&eacute;m    &eacute; uma das mais afetadas no pa&iacute;s por acidentes por picadas de cobra,    com cerca de 300 casos por ano. &quot;Mais de 50% das interna&ccedil;&otilde;es    na enfermaria do hospital municipal s&atilde;o v&iacute;timas de ataque por    animais pe&ccedil;onhentos&quot;. O diretor do Butantan acrescenta que na regi&atilde;o    s&atilde;o encontrados os quatro grandes grupos de serpentes: surucucu, coral    verdadeira, jararaca e cascavel. &quot;&Eacute; a &uacute;nica que tem os 4    grandes grupos juntos, com diferente varia&ccedil;&atilde;o de venenos para    pesquisa e coleta, al&eacute;m de escorpi&otilde;es e arraias, pr&oacute;prios    da regi&atilde;o&quot;, ressalta. Portanto, no aspecto m&eacute;dico tamb&eacute;m    a presen&ccedil;a consistente de pessoal do Butantan ser&aacute; de grande utilidade.</font></p>     <p><FONT size="3"><b>ESTRAT&Eacute;GIA</b> No campo de pesquisa, duas estrat&eacute;gias    devem nortear as atividades do campus avan&ccedil;ado: a bioprospec&ccedil;&atilde;o,    para a coleta de esp&eacute;cimes desconhecidos ou pouco estudados; e o monitoramento    mais pr&oacute;ximo da biodiversidade e das esp&eacute;cies nativas, que sofrem    press&atilde;o ambiental com o desmatamento decorrente do avan&ccedil;o da soja    e da pecu&aacute;ria, al&eacute;m da biopirataria. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i><b>Wanda Jorge</b></i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a03fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
</article>
