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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/nt_bra.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">NOVA S&Iacute;NDROME    <br>   </font><img src="/img/revistas/cic/v58n1/linhapt.gif"></p>     <p><font size="4"><b>Dif&iacute;cil diagn&oacute;stico: sintomas comuns e causas    desconhecidas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A sensa&ccedil;&atilde;o de olhos secos (xeroftalmia) ou de    boca seca (xerostomia) pode indicar uma infinidade de ocorr&ecirc;ncias, internas    ou externas, ao paciente. Os sintomas podem ser sinal de polui&ccedil;&atilde;o,    de cansa&ccedil;o, de exposi&ccedil;&atilde;o excessiva a ambientes com ar refrigerado,    de algum problema oftalmol&oacute;gico ou at&eacute; de glicemia. Se associados,    podem indicar um mal maior, ainda de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico: a s&iacute;ndrome    de Sj&ouml;gren (SS), uma doen&ccedil;a rara e pouco conhecida. Apesar de ter    sintomas relatados ainda no s&eacute;culo XIX, a Sj&ouml;gren foi identificada    pela primeira vez em 1933 pelo oftalmologista Henrik Sj&ouml;gren, cujo sobrenome    a batizou. </font></p>     <p><font size="3">A Sj&ouml;gren &eacute; uma doen&ccedil;a auto-imune que ocorre    quando os linf&oacute;citos (um tipo de gl&oacute;bulo branco) invadem as gl&acirc;ndulas    ex&oacute;crinas. &Eacute; o caso das gl&acirc;ndulas lacrimais, salivares,    sudor&iacute;paras e outras. &quot;O linf&oacute;cito invade o interior das    gl&acirc;ndulas, impedindo-as de exercer suas fun&ccedil;&otilde;es, quais sejam,    a de lubrificar os olhos e produzir saliva&quot;, explica o pesquisador da PUC-RS,    Carlos Alberto Von Muhlen. </font></p>     <p><FONT size="3"><b>INVESTIGA&Ccedil;&Otilde;ES</b> De acordo com o pesquisador,    a s&iacute;ndrome de Sj&ouml;gren &eacute; dividida em dois tipos para facilitar    seu estudo: a prim&aacute;ria, quando n&atilde;o se associa a nenhuma outra    enfermidade, e a secund&aacute;ria, quando est&aacute; associada a outras doen&ccedil;as,    como artrite reumat&oacute;ide, lupus eritematoso sist&ecirc;mico, polimiosite,    esclerose sist&ecirc;mica, entre outras. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A pesquisadora Silvana Pereira Giozza, da Universidade Estadual    da Para&iacute;ba (UEP), explica ainda que existem evid&ecirc;ncias de influ&ecirc;ncia    gen&eacute;tica relacionadas &agrave; Sj&ouml;gren, mas n&atilde;o h&aacute;    nada comprovado. Silvana estudou em seu doutorado, defendido em 2002, na Universidade    Federal da Bahia (UFBA), a associa&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus HTLV-1 que    &eacute; end&ecirc;mico em Salvador. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a06fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT size="3"><b>INCID&Ecirc;NCIA</b> Estima-se que a s&iacute;ndrome de Sj&ouml;gren    ocorra em 0,5% da popula&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos, 2,1% na Dinamarca,    2,7 % na Su&eacute;cia. Acredita-se ainda que a s&iacute;ndrome incida em pelo    menos 20% dos pacientes com artrite reumat&oacute;ide (mal que acomete 0,6%    da popula&ccedil;&atilde;o). No Brasil, a estimativa &eacute; de 600 mil pessoas    com artrite reumat&oacute;ide e 20% desses casos (120mil pessoas) com SS. &quot;Adicione-se    a isso aqueles pacientes com a forma prim&aacute;ria da doen&ccedil;a, ter&iacute;amos    no m&iacute;nimo, cerca de 150mil pessoas portadoras da Sj&ouml;gren hoje no    Brasil&quot;, informa Muhlen. Para ampliar a divulga&ccedil;&atilde;o sobre    a SS, foi criada uma associa&ccedil;&atilde;o de pacientes chamado L&aacute;grima    Brasil, que tem um site recomendado pelos especialistas: <a href="http://www.lagrima-brasil.org.br/" target="_blank"><i>http://www.lagrima-brasil.org.br/</i></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="RIGHT"><font size="3"><b><i>Sabine Righeti</i></b></font></p>      ]]></body>
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