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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><FONT SIZE="5"><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="center"><font size=5><b>TERRIT&Oacute;RIOS PARA UM DESENVOLVIMENTO    SUSTENT&Aacute;VEL</b> </font></p>     <p ALIGN="center"><font size="3"> <b>Jos&eacute; Eli da Veiga</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font size=5>O</font></b>rdenar territ&oacute;rios.    Esse novo requisito exige a supera&ccedil;&atilde;o de ultrapassadas concep&ccedil;&otilde;es    do desenvolvimento: a sustentabilidade ambiental do crescimento e da melhoria    da qualidade de vida. Trata-se de um imperativo global que chegou para ficar,    em virtude da percep&ccedil;&atilde;o de que a biosfera, em n&iacute;vel global,    regional, nacional e local, est&aacute; sendo submetida a press&otilde;es insuport&aacute;veis    e prejudiciais para o pr&oacute;prio desenvolvimento e as condi&ccedil;&otilde;es    de vida. Como diz o economista chileno Osvaldo Sunkel, &quot;este &eacute; um    tema que as classes dirigentes da nossa regi&atilde;o n&atilde;o poder&atilde;o    adiar sob pena de sofrer graves conflitos internos e s&eacute;rias dificuldades    internacionais&quot; (1).</font></p>     <p><font size="3">A no&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento sustent&aacute;vel,    de tanta import&acirc;ncia nos &uacute;ltimos anos, procura vincular estreitamente    a tem&aacute;tica do crescimento econ&ocirc;mico com a do meio ambiente. Para    compreender tal vincula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o necess&aacute;rios alguns    conhecimentos fundamentais que permitem relacionar pelo menos tr&ecirc;s &acirc;mbitos:    a) o dos comportamentos humanos, econ&ocirc;micos e sociais, que s&atilde;o    objeto da teoria econ&ocirc;mica e das demais ci&ecirc;ncias sociais; b) o da    evolu&ccedil;&atilde;o da natureza, que &eacute; objeto das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas,    f&iacute;sicas e qu&iacute;micas; c) o da configura&ccedil;&atilde;o social    do territ&oacute;rio, que &eacute; objeto da geografia humana, das ci&ecirc;ncias    regionais e da organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o. &Eacute; evidente    que esses tr&ecirc;s &acirc;mbitos interagem, e sobrep&otilde;em-se, afetando-se    e condicionando-se mutuamente. A evolu&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o    da sociedade e da economia no processo de desenvolvimento alteraram de v&aacute;rias    maneiras o mundo natural. E esse relacionamento rec&iacute;proco se articula    e se expressa por meio de formas concretas de ordenamento territorial.</font></p>     <p><font size="3">Foi somente h&aacute; 70 anos que surgiu a proposta    de interven&ccedil;&atilde;o deliberada do poder p&uacute;blico para induzir    a localiza&ccedil;&atilde;o de atividades. Isto &eacute;, para ordenar o territ&oacute;rio.    Mas houve significativo progresso nesse prop&oacute;sito de diversificar as    pol&iacute;ticas governamentais em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades espec&iacute;ficas    das regi&otilde;es, ou de determinadas regi&otilde;es. Hoje praticamente todos    os pa&iacute;ses o fazem de alguma maneira. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O ordenamento territorial passou a ter, portanto,    sentido bem mais preciso. Visa a organizar o processo de desenvolvimento no    territ&oacute;rio, como alternativa ao puro e simples comportamento dos mercados,    que tangem os residentes a se deslocarem para encontrar oportunidade de trabalho    e gera&ccedil;&atilde;o de renda. Trata-se de uma pr&aacute;tica que pode ter    perdido legitimidade com a ofensiva neoliberal do final do s&eacute;culo XX,    mas que j&aacute; volta com toda a for&ccedil;a para as agendas de desenvolvimento.    </font></p>     <p><font size="3"><b>RENOVA&Ccedil;&Atilde;O</b> H&aacute; pelo    menos quatro fatores que explicam essa volta do territ&oacute;rio ao dom&iacute;nio    da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica: 1. ele est&aacute; no centro das estrat&eacute;gias    que visam a competitividade e a atratividade econ&ocirc;micas; 2. &eacute; nele    que pode ser refor&ccedil;ada a coes&atilde;o social; 3. &eacute; o melhor instrumento    de moderniza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, j&aacute;    que imp&otilde;e abertura e transversalidade; 4. apesar de nele estarem ancoradas    as institui&ccedil;&otilde;es locais, permanece um dom&iacute;nio de a&ccedil;&atilde;o    de inst&acirc;ncias hier&aacute;rquicas superiores cujos graus de liberdade    s&atilde;o cada vez mais condicionados pelo processo de globaliza&ccedil;&atilde;o    e pela constru&ccedil;&atilde;o de acordos regionais supranacionais. </font></p>     <p><font size="3">Assim, renovar a concep&ccedil;&atilde;o de    territ&oacute;rio para uma pol&iacute;tica de ordenamento exige, antes de tudo,    que ele seja entendido como ator de um esfor&ccedil;o constante de desenvolvimento,    mas de um desenvolvimento no qual a coes&atilde;o social &eacute; simultaneamente    uma aposta e uma alavanca. Neste sentido, tr&ecirc;s <i>insights</i> t&ecirc;m    sido cada vez mais enfatizados: a necessidade de combinar concorr&ecirc;ncia    com coopera&ccedil;&atilde;o; a necessidade de combinar conflito com participa&ccedil;&atilde;o;    e a necessidade de combinar o conhecimento local e pr&aacute;tico com o cient&iacute;fico.    </font></p>     <p><font size="3">Tr&ecirc;s li&ccedil;&otilde;es que embutem    uma interroga&ccedil;&atilde;o central sobre as condi&ccedil;&otilde;es que    permitem a emerg&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis    a essas tr&ecirc;s combina&ccedil;&otilde;es. E a resposta – como n&atilde;o    poderia deixar de ser – &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o de que o desenvolvimento    depende, essencialmente, do papel catalisador que desempenha um <b>projeto</b>    que tenha sido elaborado com ampla participa&ccedil;&atilde;o dos <b>atores    locais</b>. Isto &eacute;, dos empreendedores privados, p&uacute;blicos e sociais    que se identificam com determinada regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">A orienta&ccedil;&atilde;o essencial de qualquer    pol&iacute;tica governamental de desenvolvimento regional s&oacute; pode ser,    portanto, a de estimular o surgimento desses <b>territ&oacute;rios-projeto</b>    e criar as condi&ccedil;&otilde;es para que eles consigam alavancar recursos    humanos e financiamentos (ou mesmo doa&ccedil;&otilde;es), tanto no &acirc;mbito    nacional como internacional. </font></p>     <p><font size="3">Por isso, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o    que orienta este N&uacute;cleo Tem&aacute;tico (NT) &eacute; a de apresentar    ao leitor uma pequena amostra – mas bem diversificada – dos estudos cient&iacute;ficos    que est&atilde;o nessa linha de renova&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o    de territ&oacute;rio. Com esta apresenta&ccedil;&atilde;o espera-se ampliar    o contexto e tornar mais proveitosa a reflex&atilde;o sobre o tema, enfocado    sob diferentes abordagens nos seis artigos que comp&otilde;em este NT.</font></p>     <p><font size="3"><b>DESENVOLVIMENTO REGIONAL</b> O s&eacute;culo    XX mostrou que o Estado pode induzir a interioriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento.    Mas a efici&ecirc;ncia econ&ocirc;mica desse tipo de a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    est&aacute; provada. N&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica    de que o custo social dos incentivos &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o de atividades    e de empresas seja inferior ao das migra&ccedil;&otilde;es impulsionadas por    aglomera&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas, ou selvagens. Isto &eacute;, as    que resultam da aus&ecirc;ncia de um guia governamental &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    da din&acirc;mica capitalista pelo territ&oacute;rio. Mesmo investimentos em    infra-estrutura, com bons impactos na produtividade, costumam ter limitad&iacute;ssimos    efeitos din&acirc;micos em economias regionais de baixo desempenho.</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o deveriam ser numerosos, ent&atilde;o,    economistas favor&aacute;veis a pol&iacute;ticas de desenvolvimento regional,    ou de ordenamento territorial. Ocorre o contr&aacute;rio porque n&atilde;o ignoram    que concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, coes&atilde;o social e disparidades    espaciais tamb&eacute;m precisam ser contempladas com as lentes da eq&uuml;idade,    e n&atilde;o apenas da efici&ecirc;ncia. A rigor, essa oposi&ccedil;&atilde;o    entre efici&ecirc;ncia e eq&uuml;idade desapareceria se a primeira n&atilde;o    fosse reduzida apenas &agrave; aloca&ccedil;&atilde;o. Vantagens distributivas    e ambientais deveriam ser componentes da pr&oacute;pria efici&ecirc;ncia. Infelizmente,    economistas n&atilde;o s&atilde;o treinados para raciocinar dessa forma. Por    isso, programas expl&iacute;citos de desenvolvimento regional se ap&oacute;iam    em crit&eacute;rios de eq&uuml;idade. E mesmo a&iacute; n&atilde;o h&aacute;    unanimidade, pois n&atilde;o falta quem entenda desenvolvimento apenas como    redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, ficando assim autorizado a desqualificar pol&iacute;ticas    governamentais com foco espacial ou territorial.</font></p>     <p><font size="3">&Eacute; impressionante, todavia, como per&iacute;odos    de redu&ccedil;&atilde;o das disparidades regionais coincidem com os de maior    interven&ccedil;&atilde;o espacial expl&iacute;cita. Al&eacute;m disso, no Brasil    surgem cada vez mais evid&ecirc;ncias de que os sucessos em programas de car&aacute;ter    microrregional s&atilde;o bem mais significativos que nos de car&aacute;ter    macro ou mesorregional. Tende a se formar, assim, largo consenso de que a melhor    orienta&ccedil;&atilde;o normativa &eacute; a da articula&ccedil;&atilde;o dos    governos federal, estaduais e municipais para interven&ccedil;&otilde;es <i>light    touch</i> capazes de espalhar e multiplicar arranques de crescimento baseado    em vantagens comparativas.</font></p>     <p><font size="3">O problema &eacute; que existem dois graves    conjuntos de barreiras a esse avan&ccedil;o das formas de a&ccedil;&atilde;o    do Estado brasileiro em prol da interioriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento.    Um &eacute; de ordem cognitiva e outro institucional. Por um lado, h&aacute;    s&eacute;rio desconhecimento e muita confus&atilde;o sobre as diferen&ccedil;as    entre divis&otilde;es oficiais e anal&iacute;ticas, al&eacute;m de pol&iacute;ticas    e econ&ocirc;micas, tanto em &acirc;mbito nacional como regional. Por outro,    torna-se cada vez mais clara a ambival&ecirc;ncia do arranjo federativo que    resultou da Constitui&ccedil;&atilde;o promulgada no final de 1988, hoje um    &quot;Frankenstein&quot; de emendas que lhe foram sendo acrescidas em quase    17 anos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Apesar de j&aacute; estar bem demonstrado que    existem no Brasil entre 9 e 11 macrorregi&otilde;es, que em nada coincidem com    as velhas demarca&ccedil;&otilde;es, quase todas as an&aacute;lises precisam    usar os 26 estados (mais DF) agrupados em 5 regi&otilde;es como principais manifesta&ccedil;&otilde;es    das desigualdades espaciais. T&atilde;o ou mais delirantes s&atilde;o as que    utilizam jur&aacute;ssicas dicotomias oficiais, como a do urbano versus rural    (que por aqui &eacute; interna aos munic&iacute;pios). Ou a c&ocirc;mica oposi&ccedil;&atilde;o    entre o Brasil metropolitano e o resto. Pois n&atilde;o &eacute; raro que se    entenda por interior aquilo que est&aacute; fora de algumas das verdadeiras    12 aglomera&ccedil;&otilde;es metropolitanas. Ou – muito pior – fora de algumas    das oficiais 27 RM (Regi&otilde;es Metropolitanas) e 3 RIDE (Regi&otilde;es    Integradas de Desenvolvimento).</font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o h&aacute; exagero em se dizer, portanto,    que o Brasil sofre de dem&ecirc;ncia (no sentido m&eacute;dico da palavra) a    respeito de sua hierarquia territorial. Simplesmente s&atilde;o ignoradas as    influ&ecirc;ncias cruzadas de 37 aglomera&ccedil;&otilde;es proto-metropolitanas,    77 centros urbanos, e outros 567 n&uacute;cleos, sobre os restantes 4.500 munic&iacute;pios    nos quais a ruralidade &eacute; onipresente. </font></p>     <p><font size="3"><b>DA DICOTOMIA &Agrave; TRINDADE</b> &Eacute;    das mais recorrentes a oposi&ccedil;&atilde;o entre as id&eacute;ias de urbano    e de rural. No entanto, &eacute; in&uacute;til tentar encontrar alguma defini&ccedil;&atilde;o    precisa e amplamente aceita para essas duas no&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o    seria o mesmo na Europa dos s&eacute;culos X a XII, quando ocorreu a ascens&atilde;o    das cidades que at&eacute; hoje polarizam o chamado mundo ocidental. Mas as    marcas da &quot;dicotomia cultural urbano-<i>versus</i>-rural&quot; – para usar    as palavras de um dos mais inteligentes historiadores econ&ocirc;micos, o saudoso    Carlo M. Cipolla – j&aacute; haviam sido rompidas nos dois s&eacute;culos subseq&uuml;entes    (2). A rigor, foi durante as duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo    XII que teve in&iacute;cio o dom&iacute;nio da economia urbana no continente    europeu. Momento em que foi desencadeado o complexo e heterog&ecirc;neo processo    que j&aacute; dura bem mais de meio mil&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="3">Essa vasta refer&ecirc;ncia hist&oacute;rica    &eacute; fundamental para que se aceite, com tranq&uuml;ilidade, a atual algaravia    de conven&ccedil;&otilde;es sobre o que deve ser considerado como popula&ccedil;&atilde;o    urbana ou rural, e at&eacute; a impossibilidade de uma defini&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica do que realmente vem a ser uma cidade e uma &aacute;rea rural.    Quando se tenta colocar ordem nesse imenso cipoal, fica f&aacute;cil perceber    que hoje coexistem essencialmente tr&ecirc;s grandes abordagens que diferem    pela escala: a local, a nacional, e a regional. Cada uma delas pode ter vantagens    e desvantagens, dependendo do prop&oacute;sito com que for escolhida.</font></p>     <p><font size="3">No Brasil, a mais comum – e amplamente dominante    – &eacute; a primeira (municipal) por continuar em vigor desde que se tornou    norma obrigat&oacute;ria com o Decreto-Lei 311, baixado pelo ditador Get&uacute;lio    Vargas em 1938, no auge do Estado Novo. Em princ&iacute;pio, todo munic&iacute;pio    brasileiro deve ter um per&iacute;metro urbano e uma zona rural. Quem decide    os limites do primeiro s&atilde;o os vereadores. As C&acirc;maras Municipais    foram encarregadas de tra&ccedil;ar os limites da sede municipal (sempre considerada    uma cidade) e de eventuais sedes distritais (consideradas vilas). &Eacute; claro    que isso causa monumentais distor&ccedil;&otilde;es, bastando dizer que a maior    popula&ccedil;&atilde;o rural est&aacute; no munic&iacute;pio de S&atilde;o    Paulo, enquanto at&eacute; popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas de munic&iacute;pios    amaz&ocirc;nicos passam a ser t&atilde;o urbanas quanto os habitantes de cidades    metropolitanas. Pelo simples fato de terem domic&iacute;lio dentro de algum    dos per&iacute;metros urbanos delimitados pelas respectivas C&acirc;maras. No    entanto, como os dois impostos territoriais foram constru&iacute;dos sobre essa    simpl&oacute;ria dicotomia local, nada impede que se admita, para tal fim, alguma    racionalidade nessa maneira de separar o rural do urbano.</font></p>     <p><font size="3">&Eacute;, todavia, de ordem cognitiva uma das    mais nefastas conseq&uuml;&ecirc;ncias dessa abordagem municipal. Quando s&atilde;o    somados todos os habitantes que t&ecirc;m domic&iacute;lios em per&iacute;metros    urbanos – mesmo que sejam, por exemplo, os dos munic&iacute;pios do Pantanal,    onde por raz&otilde;es &oacute;bvias ningu&eacute;m pode morar fora das sedes    municipais ou distritais – constr&oacute;i-se, necessariamente, essa falsa id&eacute;ia    de que mais de 80% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; urbana. Pior:    como &eacute; sempre muito melhor morar na sede de qualquer munic&iacute;pio    do que em sua periferia, desde j&aacute; se pode prever que o Brasil ser&aacute;    o primeiro pa&iacute;s do mundo com grande territ&oacute;rio a declarar urbana    toda a sua popula&ccedil;&atilde;o. Pois, desse modo, n&atilde;o h&aacute; como    diferenciar os residentes do munic&iacute;pio de Laranjal do Jar&iacute; (no    Amap&aacute;, com 94% da popula&ccedil;&atilde;o oficialmente urbana) dos residentes    de qualquer dos 200 munic&iacute;pios metropolitanos...</font></p>     <p><font size="3">Para se evitar t&atilde;o absurda vis&atilde;o    sobre o grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o do Brasil – que necessariamente decorre    da simples agrega&ccedil;&atilde;o das distin&ccedil;&otilde;es internas aos    munic&iacute;pios – &eacute; fundamental que se recorra a an&aacute;lises de    hierarquia territorial, como a magn&iacute;fica s&eacute;rie de seis volumes    intitulada <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o e tend&ecirc;ncias da rede urbana    do Brasil</i> (3). Foram ali identificadas 49 aglomera&ccedil;&otilde;es (das    quais 12 metropolitanas) e mais 77 centros urbanos, que totalizavam 455 munic&iacute;pios    nos quais residiam 57% da popula&ccedil;&atilde;o de 2000. Como os demais 5.052    munic&iacute;pios (de 2000) eram por demais heterog&ecirc;neos, foi poss&iacute;vel    estabelecer distin&ccedil;&otilde;es por localiza&ccedil;&atilde;o, tamanho    populacional, e, sobretudo, por densidade demogr&aacute;fica (4).</font></p>     <p><font size="3">Com ocupa&ccedil;&atilde;o rarefeita, os munic&iacute;pios    que t&ecirc;m, simultaneamente, densidade demogr&aacute;fica abaixo de 80 habitantes    por quil&ocirc;metro quadrado e tamanho populacional inferior a 50 mil habitantes    (al&eacute;m de n&atilde;o pertencerem a aglomera&ccedil;&otilde;es urbanas)    est&atilde;o na base da hierarquia territorial. Esse &eacute; o Brasil rural,    composto por 4.500 munic&iacute;pios nos quais residem 30% da popula&ccedil;&atilde;o.    Em situa&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria, ou ambivalente, estariam, ent&atilde;o,    os outros 23% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira que residiam em algum dos    demais 552 munic&iacute;pios com densidades e tamanhos populacionais superiores,    mas que n&atilde;o chegavam a ser centros urbanos, al&eacute;m de n&atilde;o    pertencerem &agrave;s aglomera&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="3">Esse segundo tipo de abordagem, que pode ser    chamada de &quot;nacional&quot;, tem alguma semelhan&ccedil;a com a classifica&ccedil;&atilde;o    adotada pelos Estados Unidos a partir do <i>Censo Demogr&aacute;fico de 2000</i>,    que rompe com a dicotomia urbano-rural ao considerar a exist&ecirc;ncia de uma    categoria intermedi&aacute;ria, ou ambivalente. Todavia, a americana &eacute;    ainda melhor, pois n&atilde;o se baseia em divis&otilde;es pol&iacute;tico-administrativas.    Para o <i>U.S. Census Bureau</i>, as &aacute;reas urbanas s&atilde;o as mais    adensadas, com mais de 50 mil pessoas e um n&uacute;cleo (<i>core</i>) com densidade    superior a 386 habitantes por quil&ocirc;metro quadrado (podendo ter uma zona    adjacente com um m&iacute;nimo de metade dessa densidade). Fazem parte da segunda    categoria – os ditos <i>clusters</i> urbanos – localidades que atinjam os mesmo    n&iacute;veis de densidade demogr&aacute;fica, apesar de terem popula&ccedil;&atilde;o    inferior: entre 50 mil e 2,5 mil. E a popula&ccedil;&atilde;o rural &eacute;    aquela que est&aacute; fora das duas, tanto das &aacute;reas urbanizadas quanto    dos <i>clusters</i> urbanos. Em 2000, 68% da popula&ccedil;&atilde;o americana    vivia em 452 &aacute;reas urbanizadas, 11% em 3.158 <i>clusters</i> urbanos    e os 21% restantes (59 milh&otilde;es) nas imensas &aacute;reas rurais.</font></p>     <p><font size="3">Essa segunda abordagem pode ser muito interessante    para o estabelecimento de compara&ccedil;&otilde;es internacionais, mas &eacute;    de muito pouca valia para as a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento. E foi essa    a preocupa&ccedil;&atilde;o que levou a Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o    Econ&ocirc;mica e Desenvolvimento (OCDE) a propor o terceiro tipo de abordagem,    de car&aacute;ter regional, logo depois adotada pela Uni&atilde;o Europ&eacute;ia    (UE) (5). Afinal, toda regi&atilde;o &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de    centros e n&uacute;cleos urbanos que exercem influ&ecirc;ncia sobre &aacute;reas    rurais. &Eacute;, pois, a combina&ccedil;&atilde;o desses dois componentes que    caracterizam uma regi&atilde;o como urbana, rural, ou ambivalente. Por isso,    a UE adotou a seguinte &quot;sant&iacute;ssima trindade&quot;: a) &eacute; essencialmente    urbana a regi&atilde;o que tenha menos de 15% da popula&ccedil;&atilde;o em    localidades rurais, b) &eacute; essencialmente rural aquela que tenha mais de    50% da popula&ccedil;&atilde;o em localidades rurais; c) &eacute; significativamente    ou relativamente rural a que tenha entre 15% e 50% da popula&ccedil;&atilde;o    em localidades rurais. E para saber se uma localidade &eacute; urbana ou rural,    a OCDE usa um simples crit&eacute;rio de corte: densidade de 150 habitantes    por quil&ocirc;metro quadrado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Adaptando-se ao caso brasileiro essa terceira    abordagem – de car&aacute;ter regional – n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil    perceber que existem 63 microrregi&otilde;es fortemente marcadas por aglomera&ccedil;&otilde;es    nas quais est&aacute; praticamente a metade da popula&ccedil;&atilde;o (49%).    No extremo oposto, pouco menos de um ter&ccedil;o dos habitantes (30,9%) vivem    em 388 microrregi&otilde;es predominantemente rurais, pois muito pouco urbanizadas    e com baix&iacute;ssimas densidades demogr&aacute;ficas. E, no meio, h&aacute;    107 microrregi&otilde;es de urbaniza&ccedil;&atilde;o incipiente, onde reside    um quinto da popula&ccedil;&atilde;o (20,1%) (6).</font></p>     <p><font size="3"><b>S&Eacute;RIOS OBST&Aacute;CULOS INSTITUCIONAIS</b>    A tanta cegueira territorial soma-se o resultado ambivalente da autonomia que    foi atribu&iacute;da aos 5.561 pilares desta singular rep&uacute;blica federativa    tripartite. N&atilde;o resta d&uacute;vida que tamanha descentraliza&ccedil;&atilde;o    foi ben&eacute;fica para a educa&ccedil;&atilde;o e a sa&uacute;de, duas das    tr&ecirc;s dimens&otilde;es m&iacute;nimas do desenvolvimento. Prova disso &eacute;    a melhoria dos indicadores desses dois trunfos sociais em enorme n&uacute;mero    de munic&iacute;pios com baixos ou baix&iacute;ssimos n&iacute;veis de renda    familiar, al&eacute;m de medonhas ou horripilantes condi&ccedil;&otilde;es de    saneamento. </font></p>     <p><font size="3">Todavia, em termos de dinamiza&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica, foi est&eacute;ril essa pulveriza&ccedil;&atilde;o das transfer&ecirc;ncias    de recursos p&uacute;blicos. O <i>Atlas do Desenvolvimento Humano</i> mostra    que nos grot&otilde;es a freq&uuml;&ecirc;ncia escolar melhorou cinq&uuml;enta    vezes mais que a renda. Para disseminar alavancas da diversifica&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica, imprescind&iacute;veis &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o de    grande parte das 390 microrregi&otilde;es rurais, fica cada vez mais &oacute;bvia    e insistente a necessidade de formas de coopera&ccedil;&atilde;o, ditas &quot;horizontais&quot;,    entre munic&iacute;pios vizinhos. E t&ecirc;m sido cada vez mais freq&uuml;entes    as pol&iacute;ticas que pretendem promover essa forma de governan&ccedil;a para    a pr&aacute;tica do desenvolvimento regional. No entanto, um balan&ccedil;o    das melhores experi&ecirc;ncias surgidas nos dois &uacute;ltimos dec&ecirc;nios    mostra que essa trilha exigir&aacute; um aprendizado dos mais &aacute;rduos    e lentos, mesmo que venha a ser ajudado por boa regulamenta&ccedil;&atilde;o    dos cons&oacute;rcios. </font></p>     <p><font size="3">Bem mais razo&aacute;vel pode ser uma reforma    da atual organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa do pa&iacute;s,    que reconhe&ccedil;a a import&acirc;ncia do fato econ&ocirc;mico microrregional.    Caso contr&aacute;rio, a interioriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento ficar&aacute;    inteiramente na depend&ecirc;ncia dos &ecirc;xitos que se tornarem poss&iacute;veis    no &acirc;mbito de aleat&oacute;rias governan&ccedil;as locais. Melhor seria    dissolver esse gargalo institucional por uma revis&atilde;o do chamado pacto    federativo. Uma das inova&ccedil;&otilde;es institucionais de maior prioridade    para o processo constituinte que certamente poder&aacute; se avizinhar caso    decorra das elei&ccedil;&otilde;es de 2006 uma saud&aacute;vel renova&ccedil;&atilde;o    do Congresso Nacional.</font></p>     <p><font size="3">Todavia, propostas de uma nova Constituinte    s&atilde;o vistas como viola&ccedil;&atilde;o, golpe e fraude, pois a supremacia    nascida em 1988 do ventre da mais elevada soberania popular dever&aacute; perdurar    enquanto a atual ordem vigente n&atilde;o for rompida por algum golpe, ou revolu&ccedil;&atilde;o.    A atual Constitui&ccedil;&atilde;o resolveu uma crise de legitimidade decorrente    do assalto desferido contra o regime democr&aacute;tico fundado em 1946. Nasceu    da necessidade absoluta de se consagrar nova id&eacute;ia de direito e nova    concep&ccedil;&atilde;o de Estado. E resultou de momento hist&oacute;rico no    qual o povo brasileiro resgatou o mais b&aacute;sico de seus direitos fundamentais:    o de manifestar-se sobre o modo de exist&ecirc;ncia pol&iacute;tica da na&ccedil;&atilde;o    pelo exerc&iacute;cio do poder constituinte origin&aacute;rio. Assim, qualquer    novo poder constituinte seria ileg&iacute;timo neste momento. Seria um poder    de desconstitui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de constitui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a12fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O problema &eacute; que, em 1988, foi promulgada    uma Constitui&ccedil;&atilde;o t&atilde;o minuciosa que atingiu 323 artigos,    dos quais 73 transit&oacute;rios. A ela j&aacute; foram espetadas mais de 50    emendas, em menos de 17 anos. Praticamente 3 emendas por ano. E apesar de tanta    bricolagem, subsistem s&eacute;rios buracos negros institucionais que impedem    a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho da maioria da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. H&aacute; no Brasil um forte descompasso entre sua constitui&ccedil;&atilde;o    formal e sua constitui&ccedil;&atilde;o real: as necessidades de seu povo. </font></p>     <p><font size="3"><b>UMA AMOSTRA DAS PESQUISAS EM CURSO</b> O    que unifica os seis demais artigos que comp&otilde;e este N&uacute;cleo Tem&aacute;tico    &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o comum com o resgate renovado do conceito    de regi&atilde;o, possibilitando a maior atualiza&ccedil;&atilde;o desse conhecimento    cient&iacute;fico, numa tentativa de solu&ccedil;&atilde;o de grandes problemas    que afligem o pa&iacute;s neste momento hist&oacute;rico. No fundo, os seis    procuram responder a alguma(s) das tr&ecirc;s perguntas essenciais formuladas    com grande simplicidade por Manuel Correia de Andrade, um dos mais importantes    ge&oacute;grafos brasileiros: a) at&eacute; que ponto a globaliza&ccedil;&atilde;o    op&otilde;e-se frontalmente &agrave; regionaliza&ccedil;&atilde;o? b) at&eacute;    que ponto o internacional necessita, para consolidar-se, asfixiar no nacional?    c) at&eacute; que ponto os extremos contrap&otilde;em-se e excluem-se ou, ao    contr&aacute;rio, completam-se e d&atilde;o origem a novas unidades at&eacute;    certo ponto libertas das partes que as comp&otilde;em? E a leitura desses seis    artigos certamente ser&aacute; um bom est&iacute;mulo para consulta mais aprofundada    do livro no qual o professor Manuel Correia de Andrade enfatizou as tr&ecirc;s    perguntas em meio aos elogios de sua apresenta&ccedil;&atilde;o: <i>Regi&atilde;o    e geografia</i>, da professora da USP, Sandra Lencioni (7). E certamente tamb&eacute;m    de outro, de natureza menos te&oacute;rica: <i>Regi&otilde;es e cidades, cidades    nas regi&otilde;es</i>, organizado por pesquisadores da Unicamp (8). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Apesar de abordarem regi&otilde;es t&atilde;o    diferentes quanto o Mercosul e a Amaz&ocirc;nia, os artigos dos professores    Cl&aacute;udio A. G. Egler e Danilo C. Igliori ilustram como a expans&atilde;o    das redes globais, assim como a acelera&ccedil;&atilde;o da velocidade em seus    diversos circuitos, alteram constantemente as dimens&otilde;es relativas dos    territ&oacute;rios nacionais. O primeiro destaca que apenas a expans&atilde;o    das redes log&iacute;sticas comandadas pelas empresas n&atilde;o consolidar&aacute;    uma estrutura territorial no Mercosul, que ainda depende de efetiva interven&ccedil;&atilde;o    dos estados nacionais. O segundo enfatiza que o primeiro passo na gera&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es para a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel da Amaz&ocirc;nia    deve ser a identifica&ccedil;&atilde;o dos custos de oportunidade envolvidos    nas escolhas que impactam a distribui&ccedil;&atilde;o espacial.</font></p>     <p><font size="3">Todavia, tanto a democratiza&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o p&uacute;blica, quanto a efic&aacute;cia dos instrumentos de    planejamento governamental – como os planos plurianuais e os or&ccedil;amentos    anuais – dependem cada vez mais de bases institucionais e organizacionais em    inst&acirc;ncias de articula&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o    nos micro e meso-regionais. E esta &eacute; a escala focada nos artigos dos    professores Pedro S. Bandeira e Regina M.P. Meyer, respectivamente sobre regionaliza&ccedil;&atilde;o    e urbanismo. Ao assumirem que na sociedade contempor&acirc;nea &eacute; o espa&ccedil;o    que organiza o tempo, gestores e planejadores poder&atilde;o restaurar suas    fun&ccedil;&otilde;es e at&eacute; seu perdido prest&iacute;gio por terem sucumbido    &agrave; id&eacute;ia de trabalhar de forma unidimensional na ordena&ccedil;&atilde;o    do territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="3">Finalmente, mas n&atilde;o menos importantes,    s&atilde;o as an&aacute;lises dos professores Edson P. Domingues e Ricardo M.    Ruiz sobre os processos regionais de industrializa&ccedil;&atilde;o, e do professor    Jair do Amaral Filho sobre um caso espec&iacute;fico de Arranjo Produtivo Local.    Sugerem, por exemplo, que a industrializa&ccedil;&atilde;o difusa – menos exigente    em termos de forma&ccedil;&atilde;o e treinamento de recursos humanos, de capacidade    de articula&ccedil;&atilde;o social, de civismo, e at&eacute; de confian&ccedil;a    m&uacute;tua – esteja brotando no Brasil de maneira muito mais disseminada,    abrangente e significativa do que se sup&otilde;e. Principalmente porque a experi&ecirc;ncia    dos principais pa&iacute;ses de industrializa&ccedil;&atilde;o tardia (<i>latecomer    economies</i>) ensina que talvez n&atilde;o exista melhor alavanca de desenvolvimento    local end&oacute;geno que a industrializa&ccedil;&atilde;o descentralizada.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><i>Jos&eacute; Eli da Veiga</i></b> <i>&eacute; professor    titular da Universidade de S&atilde;o Paulo em economia e ci&ecirc;ncia ambiental.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Sunkel, O. &quot;A sustentabilidade do desenvolvimento    atual&quot;, <i>in</i> Arbix, G., Zilbovicius &amp; bramovay, R. (orgs.). <i>Raz&otilde;es    e fic&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp&amp;    Edusp, pp. 267-310. 2001.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Cipolla C. M. <i>Before the industrial revolution; European    society and economy 1000-1700</i>. Londres: Routledge, (3ª. edi&ccedil;&atilde;o).    1993 [c1976].    <!-- ref --> E tamb&eacute;m: Veiga, J.E. &quot;Destinos da ruralidade no processo    de globaliza&ccedil;&atilde;o&quot;, <i>in Estudos Avan&ccedil;ados</i>, vol.    18, nº 51, maio-agosto 2004, pp. 51-67.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. IPEA/IBGE/Nesur-IE/Unicamp. <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    e tend&ecirc;ncias da rede urbana do Brasil</i>, (6 vol.), Bras&iacute;lia:    IPEA, IBGE, Unicamp, CEF e Finep. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Veiga, J.E. &quot;Desenvolvimento territorial: do entulho    varguista ao zoneamento ecol&oacute;gico-econ&ocirc;mico&quot;. <i>Bahia An&aacute;lise    &amp; Dados</i>, v. 10. nº 4, Mar&ccedil;o 2001, pp. 193-206.    <!-- ref --> E tamb&eacute;m:    <i>Cidades imagin&aacute;rias – O Brasil &eacute; menos urbano do que se calcula</i>,    Campinas, SP: Editora Autores Associados. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. OCDE. &quot;Creating rural indicators for shaping territorial    policy&quot;, Paris: OCDE, 1994.    <!-- ref --> E tamb&eacute;m: &quot;Territorial indicators    of employment&quot;. Paris: OCDE, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Veiga. J.E. &quot;A dimens&atilde;o rural do Brasil&quot;,    <i>in Estudos Sociedade e Agricultura</i>, nº 22, Abril 2004, pp. 71-94.    <!-- ref --> E tamb&eacute;m:    &quot;A rela&ccedil;&atilde;o rural/urbano no desenvolvimento regional&quot;,    <i>in Cadernos do Ceam</i> (Centro de Estudos Avan&ccedil;ados Multidisciplinares,    UnB), Ano V – nº 17, Fevereiro 2005, pp. 9-22.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Lencione, S. <i>Regi&atilde;o e geografia</i>. S.Paulo:    Edusp. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Gon&ccedil;alves, M.F., Brand&atilde;o, C.A. e Galv&atilde;o,    A. C. <i>Regi&otilde;es e cidades, cidades nas regi&otilde;es: o desafio urbano-regional</i>.    S&atilde;o Paulo: Editora Unesp: Anpur. 2003.</font> ]]></body><back>
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