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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>MERCOSUL: UM TERRIT&Oacute;RIO EM CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O?    </b></font></p>     <p><font size="3"><b>Claudio A. G. Egler</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>O</b></font> Mercado Comum do Sul (Mercosul),    formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi institu&iacute;do por    meio do Tratado de Assun&ccedil;&atilde;o em 1991. Desde ent&atilde;o, pouco    se avan&ccedil;ou quanto &agrave; profundidade do efetivo processo de integra&ccedil;&atilde;o    regional, que ainda est&aacute; muito longe da Uni&atilde;o Aduaneira prevista    para 1994, por&eacute;m ampliou-se bastante a sua &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia,    com a entrada de v&aacute;rios membros-associados, como o Chile (1996), Bol&iacute;via    (1997), Per&uacute; (2003) e Venezuela (2004), culminando em 2005 com o acordo    entre Mercosul e o Pacto Andino que deflagra a proposta de cria&ccedil;&atilde;o    da Comunidade Sul-Americana de Na&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">H&aacute; uma concep&ccedil;&atilde;o bastante difundida de    que o Mercosul acompanharia a trajet&oacute;ria hist&oacute;rica de integra&ccedil;&atilde;o    da Am&eacute;rica Latina, originada no imediato p&oacute;s-guerra com a Comiss&atilde;o    Econ&ocirc;mica para Am&eacute;rica Latina e Caribe (Cepal), aprofundada na    Associa&ccedil;&atilde;o Latino-Americana de Livre Com&eacute;rcio (Alalc) do    in&iacute;cio dos anos 1960 e consolidada com a Associa&ccedil;&atilde;o Latino-Americana    de Integra&ccedil;&atilde;o (Aladi), criada pelo Tratado de Montevid&eacute;u    em 1980 e que se encontra em vigor at&eacute; os dias atuais. No entanto, essa    vis&atilde;o de cima para baixo e generalizante e incorre em um problema elementar:    perde o <i>locus</i> geogr&aacute;fico da origem hist&oacute;rica do processo    regional de forma&ccedil;&atilde;o do Mercosul: a Bacia do Rio da Prata.</font></p>     <p><font size="3">A Bacia do Prata, territ&oacute;rio nativo dos &iacute;ndios    guaranis, foi palco de disputas entre portugueses e espanh&oacute;is desde os    prim&oacute;rdios da coloniza&ccedil;&atilde;o (1). Ocupada originalmente pelos    jesu&iacute;tas, atrav&eacute;s de suas redu&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas,    onde os nativos foram aglomerados e aculturados, foi varrida pelos ataques peri&oacute;dicos    dos bandeirantes em busca do trabalho escravo acumulado e, no ocaso da coloniza&ccedil;&atilde;o,    partilhada pelos tratados de Madri (1750) e Santo Ildefonso (1777), que tra&ccedil;aram    os contornos b&aacute;sicos dos seus limites internacionais (2). Nesse contexto,    a Bacia do Prata foi o teatro de guerra, seguindo o caminho tra&ccedil;ado por    Tilly (3), onde se fizeram, e desfizeram, os estados nacionais que posteriormente    v&atilde;o integrar o Mercosul. </font></p>     <p><font size="3">Mais do que espa&ccedil;o onde se desenvolveram as concep&ccedil;&otilde;es    geopol&iacute;ticas dos militares brasileiros e argentinos, o Rio da Prata e    seus principais formadores: o Paraguai, Paran&aacute; e o Uruguai desempenharam    decisivo papel geoecon&ocirc;mico, pois al&eacute;m de cederem sua topon&iacute;mia    para pa&iacute;ses, estados e prov&iacute;ncias, a vasta rede fluvial abriu    vias para a circula&ccedil;&atilde;o mercantil no interior do Cone Sul da Am&eacute;rica    e garantiu a oferta de energia necess&aacute;ria para a industrializa&ccedil;&atilde;o    de suas principais economias: o Brasil e a Argentina. &Eacute; nesse contexto,    que os rascunhos do Mercosul podem ser buscados no Tratado da Bacia do Prata,    assinado no Rio de Janeiro em 1969, onde al&eacute;m da gest&atilde;o da bacia    propriamente dita, foi previsto o aperfei&ccedil;oamento das interconex&otilde;es    rodovi&aacute;rias, ferrovi&aacute;rias, fluviais, a&eacute;reas, el&eacute;tricas    e de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Moniz Bandeira (4) descreve o Tratado de    Assun&ccedil;&atilde;o como um "esfor&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o do    espa&ccedil;o econ&ocirc;mico comum da Bacia do Prata". </font></p>     <p><font size="3"><b>O PAPEL ATUAL DOS TERRIT&Oacute;RIOS NACIONAIS</b>    O ingresso no s&eacute;culo XXI &eacute; um marco crucial na redefini&ccedil;&atilde;o    do papel dos territ&oacute;rios nacionais no contexto global. At&eacute; ent&atilde;o,    o primado da geopol&iacute;tica ressaltava aspectos como extens&atilde;o, contig&uuml;idade    e posi&ccedil;&atilde;o, como elementos potenciais para constru&ccedil;&atilde;o    e afirma&ccedil;&atilde;o do Estado-na&ccedil;&atilde;o. Hoje, contudo, nos    fluxos de mercadorias, pessoas e informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se respeitam    fronteiras e apenas a posse sobre terras e &aacute;guas, definidas por limites    pol&iacute;ticos internacionais, n&atilde;o garante o efetivo dom&iacute;nio    sobre o territ&oacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A expans&atilde;o das redes globais e a acelera&ccedil;&atilde;o    da velocidade em seus diversos circuitos alteram constantemente as dimens&otilde;es    relativas dos territ&oacute;rios nacionais. &Eacute; a dimens&atilde;o geoecon&ocirc;mica    que assume import&acirc;ncia crescente no modo como os diversos espa&ccedil;os    se inserem na economia mundial, em permanente muta&ccedil;&atilde;o. Para a    geoeconomia, o territ&oacute;rio nacional n&atilde;o &eacute; um ente est&aacute;tico,    mas din&acirc;mico, em sua forma, estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Geopol&iacute;tica e geoeconomia n&atilde;o    s&atilde;o campos excludentes. Se de um lado, a geopol&iacute;tica se fundamenta    no controle estrat&eacute;gico dos lugares, a geoeconomia atua preferencialmente    sobre a log&iacute;stica das redes. &Eacute; essa articula&ccedil;&atilde;o    que define as rela&ccedil;&otilde;es espaciais de poder entre dom&iacute;nios    e fronteiras, que redesenham constantemente os contornos do mapa do mundo atual.    A forma&ccedil;&atilde;o dos blocos supranacionais, tais como a Uni&atilde;o    Europ&eacute;ia, o Mercosul e o Nafta e as propostas atuais de uma &Aacute;rea    de Livre Com&eacute;rcio das Am&eacute;ricas (Alca), unindo em um mesmo sistema    de tarifas o territ&oacute;rio que se estende desde a Terra do Fogo at&eacute;    o Alasca, define novos espa&ccedil;os econ&ocirc;micos, atrav&eacute;s de instrumentos    que v&atilde;o desde a simples liberaliza&ccedil;&atilde;o das trocas comerciais    entre os membros do bloco, como &eacute; o caso do Nafta, a imposi&ccedil;&atilde;o    de Tarifas Externas Comuns (TEC), a regula&ccedil;&atilde;o dos mercados de    trabalho, bens e capitais, at&eacute; a defini&ccedil;&atilde;o de uma moeda    comum, como o euro, que circula em boa parte do continente europeu. </font></p>     <p><font size="3">Nesse cen&aacute;rio, a principal no&ccedil;&atilde;o    que serviu de base &agrave; geografia econ&ocirc;mica, isto &eacute;, o mercado    nacional, tem hoje reduzido poder de explica&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento    din&acirc;mico da produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de bens,    em grande parte devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de integra&ccedil;&atilde;o    multilocacional das cadeias produtivas. Da mesma maneira, a no&ccedil;&atilde;o    de limites, como uma linha divis&oacute;ria entre os territ&oacute;rios e mercados    nacionais, devido &agrave; fluidez dos circuitos internacionais de bens e capitais,    perdeu boa parte de seu poder explicativo, na medida em que os instrumentos    cl&aacute;ssicos de atua&ccedil;&atilde;o do Estado-na&ccedil;&atilde;o perdem    seu poder de estabelecer fronteiras, em fun&ccedil;&atilde;o do poder que disp&otilde;em    as firmas transnacionais para delimitar, atrav&eacute;s de mecanismos econ&ocirc;micos,    suas respectivas &aacute;reas de influ&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="3">A nova configura&ccedil;&atilde;o das estruturas    produtivas ampliou o papel da log&iacute;stica como instrumento de manuten&ccedil;&atilde;o    do dom&iacute;nio sobre os mercados dom&eacute;sticos e de abertura de novas    fronteiras atrav&eacute;s da extens&atilde;o de novas redes. As novas estruturas    espaciais que est&atilde;o se conformando nesse contexto caracterizam-se por    altera&ccedil;&otilde;es significativas na divis&atilde;o territorial do trabalho    entre as cidades que formam os sistemas urbanos nacionais. As ind&uacute;strias    que foram os motores do padr&atilde;o &quot;fordista&quot; foram obrigadas a    uma radical reestrutura&ccedil;&atilde;o de seu padr&atilde;o, que passa a ser    caracterizado pela procura de formas de produ&ccedil;&atilde;o mais flex&iacute;veis    e interconectadas, o que valoriza as redes de circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias    e informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Todas essas mudan&ccedil;as econ&ocirc;micas    influenciaram a organiza&ccedil;&atilde;o da hierarquia urbana. Os grandes p&oacute;los    industriais tradicionais geralmente entraram em decl&iacute;nio, arrastando    a regi&atilde;o vizinha, apesar de algumas reconvers&otilde;es bem sucedidas.    Paralelamente, as novas formas de produ&ccedil;&atilde;o encontraram menos restri&ccedil;&otilde;es    na localiza&ccedil;&atilde;o de suas atividades. Apesar disso, assistimos a    uma reconcentra&ccedil;&atilde;o espacial ligada aos imperativos da organiza&ccedil;&atilde;o    industrial e a qualidade dos mercados do trabalho. A aglomera&ccedil;&atilde;o    espacial permite reduzir os custos da troca, al&eacute;m de aumentar as externalidades    positivas. Podem-se tamb&eacute;m observar o desenvolvimento r&aacute;pido de    centros urbanos intermedi&aacute;rios, cujo crescimento est&aacute; relacionado    aos circuitos do capitalismo mundial. Muitas vezes, o respons&aacute;vel pela    difus&atilde;o do crescimento n&atilde;o &eacute; mais a firma, mais sim o tecido    produtivo e gerencial, conformando o que se passou a denominar de &quot;cidade-regi&atilde;o&quot;    ou &quot;territ&oacute;rio produtivo&quot; (5).</font></p>     <p><font size="3">Nesse ponto, assume especial import&acirc;ncia    a dimens&atilde;o da conectividade entre as cidades, que n&atilde;o depende    mais da dist&acirc;ncia f&iacute;sica entre elas, mas sim de uma estrutura de    fluxos mais ou menos est&aacute;veis, mantidos por agentes p&uacute;blicos e    privados, que refletem n&atilde;o apenas as caracter&iacute;sticas do passado,    mas tamb&eacute;m as novas formas de inser&ccedil;&atilde;o no mercado mundial.    Esses fluxos s&atilde;o proporcionais &agrave; rede de influ&ecirc;ncia que    as cidades exercem sobre o seu espa&ccedil;o imediato e pelo que deles recebem,    que passa a ser um elemento de posicionamento da cidade na estrutura urbana.    </font></p>     <p><font size="3">A opera&ccedil;&atilde;o multilocacional das    firmas transnacionais &eacute; um dos fatores que explicam a perda de capacidade    fiscal e financeira dos Estados nacionais, que v&ecirc;m reduzindo seu poder    regulat&oacute;rio sobre os mercados dom&eacute;sticos, com especial &ecirc;nfase    no esvaziamento do papel da moeda, enquanto meio de definir o espa&ccedil;o    das rela&ccedil;&otilde;es salariais.</font></p>     <p><font size="3">Quando isso ocorre, novos instrumentos geoecon&ocirc;micos    s&atilde;o postos em pr&aacute;tica para tentar delimitar o territ&oacute;rio    sob dom&iacute;nio. Dentre esses instrumentos, assume especial import&acirc;ncia    a capacidade, tanto do setor privado, como p&uacute;blico, de atrair e fixar    fundos financeiros globais. Essa capacidade, que assume sua express&atilde;o    mais n&iacute;tida nos diferenciais de risco atribu&iacute;dos pelas ag&ecirc;ncias    de classifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; referenciado a partir da taxa de juros    praticada pelas autoridades monet&aacute;rias norte-americanas (6).</font></p>     <p><font size="3">A institucionaliza&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave;s peri&oacute;dicas    rodadas do GATT, deu foro global a uma s&eacute;rie de medidas regulat&oacute;rias    das trocas internacionais, na sua grande maioria assim&eacute;tricas em rela&ccedil;&atilde;o    aos pa&iacute;ses emergentes (7), que s&atilde;o obrigados a renunciar aos mecanismos    de prote&ccedil;&atilde;o de sua matriz industrial, orientando-se para nichos    onde podem contar com algumas &quot;vantagens competitivas&quot;, que muitas    vezes prov&ecirc;m apenas de sua dota&ccedil;&atilde;o de recursos naturais.</font></p>     <p><font size="3">Nesse aspecto, a capacidade de delimitar um    campo econ&ocirc;mico relativamente est&aacute;vel, capaz de atrair investimentos    de capitais globais, passa a estar diretamente dependente da consolida&ccedil;&atilde;o    e opera&ccedil;&atilde;o das redes log&iacute;sticas, que n&atilde;o podem estar    mais vistas como um conjunto de redes separadas (energia, transportes, comunica&ccedil;&otilde;es),    mas sim uma estrutura integrada, multimodal e interdependente, que &eacute;    fundamental para garantir o controle sobre por&ccedil;&otilde;es selecionadas    do territ&oacute;rio, que constituem os novos dom&iacute;nios, de onde se projetam    ramos ou linhas de expans&atilde;o que abrem fronteiras em novas zonas de influ&ecirc;ncia    no mercado mundial. Segundo uma concep&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica, competitividade    est&aacute; diretamente vinculada, n&atilde;o apenas &agrave; densidade ou &agrave;    extens&atilde;o das redes, mas tamb&eacute;m &agrave; sua confiabilidade, expressa    no seu car&aacute;ter permanente e pouco vulner&aacute;vel a perdas ou a rupturas    tempor&aacute;rias. Neste aspecto as redes t&eacute;cnicas mudam as dist&acirc;ncias    relativas e as condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas dos lugares. Se o    estoque de riqueza pode ser considerado como atributo do lugar, sua capacidade    de gerar fluxos de renda est&aacute; definida pelas condi&ccedil;&otilde;es    que o ligam aos outros lugares, isto &eacute; sua conectividade &agrave;s redes    t&eacute;cnicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>AS REDES LOG&Iacute;STICAS E CONFIGURA&Ccedil;&Atilde;O    ESPACIAL DO CONE SUL</b> A despeito dos problemas que dificultam o processo    de integra&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel macroecon&ocirc;mico, resultantes    da disparidade de pol&iacute;ticas monet&aacute;rias e cambiais postas em pr&aacute;tica    pelos membros do grupo, a integra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica das redes log&iacute;sticas    tende a avan&ccedil;ar, em grande parte devido &agrave;s pr&oacute;prias necessidades    materiais das principais economias que conformam o Mercosul: Brasil e Argentina    (8).</font></p>     <p><font size="3">A rede ferrovi&aacute;ria traz a marca da orienta&ccedil;&atilde;o    das economias agr&aacute;rio-exportadoras para os principais portos, formando    verdadeiras bacias urbanas, com especial destaque para o papel de Buenos Aires,    no Pampa &Uacute;mido, e de S&atilde;o Paulo-Santos, no Planalto Paulista. Destaca-se    o papel da Bol&iacute;via, como zona de converg&ecirc;ncia interior dos sistemas    ferrovi&aacute;rios comandados por esses dois grandes complexos territoriais    agr&aacute;rio-exportadores. </font></p>     <p><font size="3">A integra&ccedil;&atilde;o dos mercados nacionais    nas duas grandes economias do Cone Sul foi feita atrav&eacute;s do padr&atilde;o    rodovi&aacute;rio, onde n&atilde;o apenas a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica    comanda o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m se manifesta    espacialmente na r&aacute;pida expans&atilde;o da malha rodovi&aacute;ria. Deve-se    ressaltar a baixa densidade das redes nas regi&otilde;es de fronteira dessas    economias: a Amaz&ocirc;nia e a Patag&ocirc;nia, onde fatores geogr&aacute;ficos    e hist&oacute;ricos explicam a rarefa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o,    que s&atilde;o, evidentemente, muito mais flagrantes na Amaz&ocirc;nia brasileira.    </font></p>     <p><font size="3">A consolida&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria    pesada &eacute; um fator crucial para a diferencia&ccedil;&atilde;o das economias    nacionais do Cone Sul, seja pelas dimens&otilde;es que assume no Brasil, seja    pelo car&aacute;ter concentrado que apresenta na Argentina (9). A rede el&eacute;trica    expressa na distribui&ccedil;&atilde;o regional essas caracter&iacute;sticas,    al&eacute;m de tra&ccedil;os constitutivos da montagem do sistema, que no Brasil    foi orientado preferencialmente para a hidroeletricidade, cujo apogeu se expressa    na constru&ccedil;&atilde;o da central binacional de Itaipu, que transforma    o Paraguai em exportador de energia, enquanto a Argentina, apesar da import&acirc;ncia    da termoeletricidade na conforma&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico    nacional, seguiu os passos do vizinho e construiu a usina de Yacyreta, tamb&eacute;m    na fronteira com o Paraguai.</font></p>     <p><font size="3">O g&aacute;s natural apresenta perspectivas    de aumento acelerado de participa&ccedil;&atilde;o na matriz energ&eacute;tica    mundial e a Argentina &eacute; um dos pa&iacute;ses do mundo de maior participa&ccedil;&atilde;o    desse combust&iacute;vel na oferta de energia prim&aacute;ria, com cerca de    50 % do total, tendo iniciado a constru&ccedil;&atilde;o de seu primeiro gasoduto    em 1947. A difus&atilde;o do g&aacute;s natural como combust&iacute;vel no Brasil    acelera-se com a constru&ccedil;&atilde;o do gasoduto Brasil-Bol&iacute;via,    que j&aacute; nasce como uma rede transnacional no Cone Sul, onde a Bol&iacute;via    reassume seu papel de interface na margem das redes brasileiras e argentinas.    </font></p>     <p><font size="3">Em suma, as redes log&iacute;sticas refletem    em seu desenho, tanto aspectos hist&oacute;ricos, como tamb&eacute;m novas formas    de articula&ccedil;&atilde;o entre as economias nacionais. A compreens&atilde;o    dessa dimens&atilde;o espa&ccedil;o-temporal das redes &eacute; fundamental    para o estabelecimento de pol&iacute;ticas territoriais, na medida em que os    eventuais gargalos que hoje apresente algum dos sistemas log&iacute;sticos,    pode ter sido uma vantagem estrat&eacute;gica no passado.</font></p>     <p><font size="3">Para compreender esse processo, foi feita uma    an&aacute;lise das principais redes log&iacute;sticas na escala regional e as    conex&otilde;es que se estabelecem entre as principais cidades do Cone Sul,    selecionadas a partir dos seguintes crit&eacute;rios: 1. Possuir mais de 100    mil habitantes no aglomerado urbano; 2. Ser capital de estado (Brasil), prov&iacute;ncia    (Argentina) ou sede de regi&atilde;o (Chile). A aplica&ccedil;&atilde;o desses    crit&eacute;rios resultou na sele&ccedil;&atilde;o de 139 cidades, que formam    o embri&atilde;o do sistema urbano do Cone Sul.</font></p>     <p><font size="3">A an&aacute;lise da conectividade do sistema    de cidades em forma&ccedil;&atilde;o no Cone Sul pode contribuir para a compreens&atilde;o    da estrutura espacial em forma&ccedil;&atilde;o na escala supranacional, apontando    seus lineamentos principais e subsidiando pol&iacute;ticas territoriais no sentido    da consolida&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de fluxos capaz de ampliar    as dimens&otilde;es do mercado dom&eacute;stico do bloco econ&ocirc;mico, contribuindo    para contornar poss&iacute;veis gargalos que se formem no processo de integra&ccedil;&atilde;o    regional.</font></p>     <p><font size="3">Em termos geoecon&ocirc;micos, as conex&otilde;es ferrovi&aacute;rias    s&atilde;o aquelas que trazem a marca da hegemonia do capital mercantil. Apresentam    baixa densidade no interior, s&atilde;o concentradas nas regi&otilde;es produtoras    de bens agropecu&aacute;rios e, geralmente, fortalecem as cidades portu&aacute;rias.    Mostram geoestrat&eacute;gias competitivas entre as duas pot&ecirc;ncias regionais    para a proje&ccedil;&atilde;o de seus dom&iacute;nios sobre a Bacia do Prata.    (<a href="#map01">Mapa 1</a>)</font></p>     <p><a name="map01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a13map01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A geoeconomia da industrializa&ccedil;&atilde;o substitutiva    de importa&ccedil;&otilde;es marca o padr&atilde;o de conectividade rodovi&aacute;rio,    com destaque para a emerg&ecirc;ncia de n&oacute;s log&iacute;sticos de apoio    &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica das zonas de fronteira, como    &eacute; o caso de Neuqu&eacute;n na borda da Patag&ocirc;nia argentina ou Goi&acirc;nia-Bras&iacute;lia    no suporte log&iacute;stico &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia.    Do ponto de vista log&iacute;stico, o padr&atilde;o de conectividade da rede    rodovi&aacute;ria mostra a orienta&ccedil;&atilde;o preferencial da pol&iacute;tica    territorial do Brasil e da Argentina para o processo de integra&ccedil;&atilde;o    nacional, decisivo na forma&ccedil;&atilde;o dos respectivos mercados internos    para a ind&uacute;stria. (<a href="#map02">Mapa 2</a>)</font></p>     <p><a name="map02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a13map02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">As liga&ccedil;&otilde;es aerovi&aacute;rias j&aacute; mostram    a inser&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses do Cone Sul em uma economia globalizada,    onde as conex&otilde;es entre cidades j&aacute; expressam fluxos financeiros    e informacionais. As conex&otilde;es das duas principais economias do Cone Sul    mostram significativas diferen&ccedil;as, pois enquanto na Argentina &eacute;    patente o papel dominante de Buenos Aires na conectividade por avi&atilde;o    entre as cidades, no Brasil observa-se a emerg&ecirc;ncia de Bras&iacute;lia    como importante centro de conex&atilde;o inter-regional. (<a href="#map03">Mapa    3</a>)</font></p>     <p><a name="map03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a13map03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Devido &agrave;s caracter&iacute;sticas do passado    agro-exportador e a industrializa&ccedil;&atilde;o substitutiva de importa&ccedil;&otilde;es    que marcam a inser&ccedil;&atilde;o dessas duas economias no mercado mundial,    o padr&atilde;o de conectividade das cidades do Cone Sul ainda n&atilde;o apresenta    uma estrutura orientada para a integra&ccedil;&atilde;o continental. A an&aacute;lise    da estrutura espacial do Cone Sul, no que diz respeito &agrave;s redes log&iacute;sticas    e &agrave;s conex&otilde;es entre as principais cidades, aponta para a perman&ecirc;ncia    de uma relativa autonomia dos sistemas log&iacute;sticos regionais, tanto no    que diz respeito aos transportes, como energia e telecomunica&ccedil;&otilde;es,    mostrando que o processo de integra&ccedil;&atilde;o regional das redes f&iacute;sicas    ainda encontra-se em sua fase inicial, embora apresente aspectos irrevers&iacute;veis,    principalmente quanto aos sistemas de transportes e energia, cuja expans&atilde;o    depende cada vez mais de recursos que est&atilde;o al&eacute;m das fronteiras    nacionais, como demonstraram as recentes crises energ&eacute;ticas no Brasil    e na Argentina.</font></p>     <p><font size="3"><b>NOVAS INSTITUCIONALIDADES NO MERCOSUL</b>    Diversos autores, dentre eles podem ser destacados Storper (10) e Amin (11),    t&ecirc;m procurado chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o papel desempenhado    pelas institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es na delimita&ccedil;&atilde;o    dos territ&oacute;rios no mundo contempor&acirc;neo. A dicotomia apresentada    por Veltz (12) entre territ&oacute;rio-zona, fundado sobre o dom&iacute;nio    dos lugares, e territ&oacute;rio-rede, apoiado sobre o controle do sistema log&iacute;stico,    parece caminhar nessa dire&ccedil;&atilde;o na medida em que aponta para uma    dupla quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="3">Primeiro, o papel das rela&ccedil;&otilde;es    entre estado e mercado na defini&ccedil;&atilde;o do marco institucional dentro    do qual operam as organiza&ccedil;&otilde;es, depende n&atilde;o apenas de fatores    econ&ocirc;micos, mas tamb&eacute;m, e principalmente, hist&oacute;ricos e culturais    (13). Segundo, que o papel de guardi&atilde;o dos lugares, atribu&iacute;do    institucionalmente ao Estado, n&atilde;o &eacute; suficiente para garantir o    controle efetivo sobre o territ&oacute;rio, que &eacute; compartilhado com as    empresas que operam as redes log&iacute;sticas que o atravessam. Essas, por    sua vez, embora desejassem a volatiliza&ccedil;&atilde;o total das redes f&iacute;sicas,    continuam prisioneiras do territ&oacute;rio, sujeitas &agrave; capacidade de    mobiliza&ccedil;&atilde;o social de seus habitantes.</font></p>     <p><font size="3">Um campo preferencial para observar essas quest&otilde;es    &eacute; o setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural no Cone Sul. A abertura    do mercado de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural &agrave;s companhias privadas,    intensificado durante os anos 1990, tanto na Argentina, como no Brasil, foi    um marco importante na defini&ccedil;&atilde;o de um novo ambiente institucional    no Cone Sul. As diferen&ccedil;as no processo de desregulamenta&ccedil;&atilde;o    foram marcantes nos dois pa&iacute;ses, pois enquanto a YPF argentina foi integralmente    privatizada e internacionalizada, com sua venda para a espanhola Repsol no per&iacute;odo    menemista, no Brasil a Petrobras, que perdeu o monop&oacute;lio sobre o setor    em 1997, procurou estabelecer estrat&eacute;gias diversificadas para manter    sua posi&ccedil;&atilde;o diante do novo marco regulat&oacute;rio, isto inclui    o estabelecimento desde a acirrada concorr&ecirc;ncia at&eacute; parcerias para    explora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o em alguns blocos, em praticamente    todas as grandes empresas internacionais que operam no setor de petr&oacute;leo    e g&aacute;s natural no Brasil e no exterior. </font></p>     <p><font size="3">Apesar da crescente presen&ccedil;a das empresas    transnacionais no setor de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural no Brasil, a    Petrobras continua l&iacute;der absoluto no mercado brasileiro, sua estrat&eacute;gia    &eacute; concentrar em novas &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o <i>offshore</i>    com a inten&ccedil;&atilde;o de elevar suas reservas provadas para 11,7 bilh&otilde;es    de barris equivalentes at&eacute; 2005. Desses, 7 bilh&otilde;es seriam de &aacute;guas    profundas ou ultraprofundas, acima de 2 mil metros da l&acirc;mina de &aacute;gua,    o que significa um importante esfor&ccedil;o de P&amp;D, somente poss&iacute;vel    em um cen&aacute;rio de elevados pre&ccedil;os para o &oacute;leo cru, o que    aparentemente est&aacute; ocorrendo com as novas descobertas em &aacute;guas    ultraprofundas na Bacia de Santos. </font></p>     <p><font size="3">O esfor&ccedil;o a que est&aacute; submetida essa estrutura    operacional exigiu novos conceitos de gest&atilde;o, ainda mais pelo fato de    que a empresa opera tamb&eacute;m em escala internacional em Angola, Argentina,    Bol&iacute;via, Col&ocirc;mbia, Estados Unidos e Trinidad e Tobago. A empresa    prev&ecirc; investimentos da ordem de US$ 31,2 bilh&otilde;es at&eacute; 2006,    sendo que a maior parte est&aacute; destinada ao segmento de explora&ccedil;&atilde;o    (47%), o que mostra sua orienta&ccedil;&atilde;o de manter a lideran&ccedil;a    absoluta no mercado dom&eacute;stico de petr&oacute;leo e g&aacute;s. Entretanto,    o que &eacute; importante observar &eacute; que para consolidar essa posi&ccedil;&atilde;o,    a Petrobras est&aacute; sendo obrigada a aumentar sua participa&ccedil;&atilde;o    relativa no mercado mundial, concorrendo com as demais empresas em diversos    territ&oacute;rios produtivos, principalmente no Cone Sul, onde sua atua&ccedil;&atilde;o    &eacute; marcante, conforme a <a href="#tab01">tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a13tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os dados mostram o crescente controle da empresa    sobre as redes log&iacute;sticas do Cone Sul, que parecem tornarem-se aut&ocirc;nomas    dos lugares por onde atravessam. Entretanto, os recentes acontecimentos na Bol&iacute;via,    onde &iacute;ndios e camponeses ocuparam posi&ccedil;&otilde;es-chaves na malha    log&iacute;stica e conseguiram a promulga&ccedil;&atilde;o de uma nova Lei de    Hidrocarbonetos, alterando radicalmente a estrutura tribut&aacute;ria do setor,    mostram que apenas a expans&atilde;o das redes log&iacute;sticas comandadas    pelas empresas n&atilde;o consolidar&aacute; uma estrutura territorial no Mercosul,    que ainda depende de uma efetiva interven&ccedil;&atilde;o dos Estados nacionais    para a conquista da cidadania dos povos americanos ao sul do Equador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Claudio A. G. Egler</b> &eacute; ge&oacute;grafo, com mestrado    em planejamento urbano e regional e doutorado em economia. &Eacute; professor    do Departamento de Geografia e pesquisador do CNPq no Laborat&oacute;rio de    Gest&atilde;o do Territ&oacute;rio (UFRJ).</i></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS:</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Cervo, A.L. e Rapoport, M. (ed.) <i>Hist&oacute;ria    do Cone Sul</i>. Bras&iacute;lia: Revan/UnB, 334p. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Becker, B. K. e Egler, C. A. G. <i>Brazil:    a new regional power in the world-economy</i>. Cambridge: Cambridge University    Press. 1992. (Trad. port. <i>Brasil: uma nova pot&ecirc;ncia regional na economia-mundo</i>.    Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993). </font><!-- ref --><p><font size="3">3. Tilly, C. <i>Coer&ccedil;&atilde;o, capital    e Estados europeus 1990-1992</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP, 356p. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">4.  Moniz Bandeira, L. A. <i>Brasil, Argentina    e Estados Unidos - Conflito e integra&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica do    Sul (Da tr&iacute;plice alian&ccedil;a ao Mercosul 1870-2003)</i>. Rio de Janeiro:    Revan, 688p. 2003.</font><!-- ref --><p><font size="3">5.  Da Veiga, J. E. &quot;A face territorial    do desenvolvimento&quot;. <i>Anais do 27º Encontro Nacional de Economia</i>,    Bel&eacute;m, PA 1301-1318. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Fiori, J. L. e Medeiros, C. (ed.) <i>Polariza&ccedil;&atilde;o    mundial e crescimento</i>. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes, 344p. 2001.</font><!-- ref --><p><font size="3">7.  Baptista Jr., P. N. <i>O Brasil e a economia    internacional. Recupera&ccedil;&atilde;o e defesa da economia nacional</i>.    Rio de Janeiro: Elsevier, 154 p. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Batista da Silva, E. <i>Infra-estrutura    para o desenvolvimento sustentado e integra&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica    do Sul</i>. Rio de Janeiro: Editora Express&atilde;o e Cultura, 125 p.. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Silveira, M. L. (ed.) <i>Continente em    chamas. Globaliza&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rio na Am&eacute;rica Latina</i>.    Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 287p. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">10. Storper, M. <i>The regional world. Territorial    development in a global economy</i>. New York: The Gilford Press, 338p. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">11. Amin, A. <i>An institutionalist perspective    on regional economic development</i>. Economic Research Group Seminar &quot;Institutions    and Governance&quot;, London -22. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">12. Veltz, P. <i>Mondialisation, villes et    territoires</i>. Paris: PUF, 262p. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">13. Bekerman, M. e Rofman, A. (ed.) <i>Integraci&oacute;n y    sociedade en el Cono Sur</i>. Buenos Aires: Espacio Editorial, 274 p. 1995.</font> ]]></body><back>
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