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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia espacial do desenvolvimento e da conservação ambiental: uma análise sobre o uso da terra na Amazônia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b><a name="title"></a>ECONOMIA ESPACIAL DO DESENVOLVIMENTO    E DA CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O AMBIENTAL: UMA AN&Aacute;LISE SOBRE O USO DA    TERRA NA AMAZ&Ocirc;NIA<a href="#nt">*</a></b></font></p>     <p><font size="3"><b>Danilo Camargo Igliori</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>A</b></font> Amaz&ocirc;nia brasileira cont&eacute;m    alguns dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade no mundo. Esses ecossistemas    geram significativos benef&iacute;cios globalmente em termos de preserva&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies, amenidades ambientais ou preserva&ccedil;&atilde;o de solos    e do clima. No entanto, as &aacute;reas requeridas para preservar tais ecossistemas    intactos e o valor dos recursos naturais que a Amaz&ocirc;nia pode produzir    sob usos alternativos da terra s&atilde;o substanciais. Isto significa que a    decis&atilde;o de n&atilde;o converter essas &aacute;reas imp&otilde;em importantes    custos de oportunidade para uma economia em desenvolvimento e, em particular,    para popula&ccedil;&otilde;es locais com alto &iacute;ndice de pobreza.</font></p>     <p><font size="3">A import&acirc;ncia de equilibrar o <I>trade-off</I> entre    desenvolvimento e conserva&ccedil;&atilde;o ambiental tem sido reconhecida,    de forma crescente, na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.    Enquanto as d&eacute;cadas de 1960 e 1970 foram caracterizadas por ambiciosos    programas de desenvolvimento, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a Amaz&ocirc;nia    passaram a considerar objetivos de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental a partir    de meados da d&eacute;cada de 1980.</font></p>     <p><font size="3">Este artigo tem como objetivos discutir algumas quest&otilde;es    microecon&ocirc;micas relacionadas ao uso da terra na Amaz&ocirc;nia, enfatizando    suas conex&otilde;es com processos espaciais de desmatamento e desenvolvimento    regional. Para tanto, toma como base resultados de trabalhos previamente realizados    pelo autor. Ap&oacute;s breve descri&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica,    o texto discute a relev&acirc;ncia do <I>trade-off</I> desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o    para abordar os problemas de uso da terra na regi&atilde;o. A an&aacute;lise    se divide ent&atilde;o em duas partes. Primeiramente ser&atilde;o examinadas    quest&otilde;es pertinentes a propriedades privadas utilizando um arcabou&ccedil;o    da moderna economia espacial. Finalmente, discute-se o papel dos direitos de    propriedade e, em particular, as perspectivas econ&ocirc;micas das reservas    extrativistas.</font></p>     <p><font size="3"><b>A REGI&Atilde;O AMAZ&Ocirc;NICA</b> A bacia    amaz&ocirc;nica &eacute; a maior &aacute;rea cont&iacute;gua de floresta tropical    do planeta. A Amaz&ocirc;nia brasileira inclui 10 estados e 5 milh&otilde;es    de km<sup>2</sup>, sendo que grande parte &eacute; dom&iacute;nio florestal    cont&iacute;nuo. A regi&atilde;o amaz&ocirc;nica &eacute; formada por uma combina&ccedil;&atilde;o    complexa de ecossistemas heterog&ecirc;neos com &aacute;reas de terra firme    e um grande n&uacute;mero de rios e &aacute;reas alagadas. A totalidade das    plan&iacute;cies em torno dos rios representa de 3 a 5% de toda a &aacute;rea    da Amaz&ocirc;nia brasileira. As florestas que permeiam essas plan&iacute;cies    se estendem at&eacute; zonas de transi&ccedil;&atilde;o onde as conex&otilde;es    com o Cerrado completam esse imenso bioma (1).</font></p>     <p><font size="3">No final dos anos 1960, o governo militar decidiu    implementar um ambicioso programa de desenvolvimento. Com o objetivo de levar    <I>gente sem terra para terra sem gente</I> foram constru&iacute;das diversas    obras de infra-estrutura de transporte al&eacute;m de incentivos para que pessoas    passassem a residir na regi&atilde;o. Cerca de 60 mil quil&ocirc;metros de estradas    foram constru&iacute;dos de 1970 a 1985, al&eacute;m de usinas hidroel&eacute;tricas,    portos e ferrovias, e tamb&eacute;m cr&eacute;dito subsidiado, incentivos fiscais    e concess&atilde;o de propriedade da terra.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Essas iniciativas produziram enormes impactos    econ&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos e ambientais na regi&atilde;o: a popula&ccedil;&atilde;o    total cresceu de 7,3 milh&otilde;es em 1970 para 13,2 milh&otilde;es em 1985;    o PIB real cresceu de US$ 2,2 bilh&otilde;es para US$ 13,2 bilh&otilde;es; 33    milh&otilde;es de hectares de floresta foram convertidos em terra agr&iacute;cola    no mesmo per&iacute;odo. </font></p>     <p><font size="3">Apesar do grande crescimento econ&ocirc;mico    vivido no per&iacute;odo, a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica continua apresentando    altos &iacute;ndices de pobreza e baixa produtividade relativamente &agrave;    m&eacute;dia do pa&iacute;s. A distribui&ccedil;&atilde;o de renda e da terra    &eacute; extremamente desigual sendo que 50% das terras privadas est&atilde;o    concentradas em 1% das propriedades (2, 3). Hoje em dia a regi&atilde;o tem    apenas 5% do produto nacional e 12% da popula&ccedil;&atilde;o (4).</font></p>     <p><font size="3">As pol&iacute;ticas de desenvolvimento no Brasil    passaram a discutir quest&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental no    final dos 1980 e durante os 1990 (5). Durante esse per&iacute;odo uma variedade    de &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o foram propostas e implementadas,    al&eacute;m da regulamenta&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas ind&iacute;genas.    A situa&ccedil;&atilde;o legal e implementa&ccedil;&atilde;o efetiva dessas    &aacute;reas e as restri&ccedil;&otilde;es &agrave; atividade econ&ocirc;mica    variam significativamente caso a caso. No entanto, em geral o cumprimento da    legisla&ccedil;&atilde;o tem sido problem&aacute;tico e as taxas de desmatamento    n&atilde;o tem diminu&iacute;do de forma consistente.</font></p>     <p><font size="3"><b>O TRADE-OFF DESENVOLVIMENTO-CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O</b>    O <I>trade-off</I> desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o no contexto da    regi&atilde;o amaz&ocirc;nica &eacute; essencialmente um problema de uso da    terra. As dificuldades envolvidas em equilibrar as escolhas de desenvolvimento    e conserva&ccedil;&atilde;o relativas &agrave;s alternativas de uso da terra,    est&atilde;o associadas com quest&otilde;es amplas discutidas pela literatura    de economia do meio ambiente.</font></p>     <p><font size="3">Sob a &oacute;ptica da economia do meio ambiente    pode-se dizer que os processos de desenvolvimento podem ser vistos como processos    de rearranjar portf&oacute;lios de ativos (humanos, f&iacute;sicos, naturais).    Com o objetivo de gerar fluxos preferidos de bens e servi&ccedil;os, a convers&atilde;o    de ambientes naturais &eacute; parte integrante das escolhas referentes ao portf&oacute;lio    de ativos que a sociedade manter&aacute;. No entanto, &eacute; crucial a distin&ccedil;&atilde;o    entre degrada&ccedil;&atilde;o e convers&atilde;o: degrada&ccedil;&atilde;o    significa convers&atilde;o indesej&aacute;vel (6). Distinguir convers&atilde;o    de degrada&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; trivial. Primeiramente, o que    &eacute; convers&atilde;o de um ponto de vista local pode ser considerado como    degrada&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva mais ampla. Em segundo lugar, um    uso particular de ativos ambientais pode ser desej&aacute;vel, dadas as restri&ccedil;&otilde;es    atuais mas indesej&aacute;vel em contextos mais favor&aacute;veis. Terceiro,    dificuldades em avaliar corretamente os benef&iacute;cios l&iacute;quidos de    diferentes alternativas podem gerar escolhas percebidas como indesej&aacute;veis    <I>a posteriori</I>. Dificuldades em mapear os custos e benef&iacute;cios de    usos ambientais s&atilde;o freq&uuml;entemente associadas a externalidades em    que os resultados privados e p&uacute;blicos de a&ccedil;&otilde;es individuais    diferem.</font></p>     <p><font size="3">No caso da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica muito    das preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais com rela&ccedil;&atilde;o ao uso da    terra est&aacute; associado a amea&ccedil;as de perda de biodiversidade. Quest&otilde;es    associadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de biodiversidade s&atilde;o essencialmente    conectadas a quest&otilde;es mais amplas do <I>trade-off</I> desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o    uma vez que a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade &eacute; vista como    uma forma de manter um portf&oacute;lio de ativos com resultados incertos (7).    No entanto, retornos econ&ocirc;micos de atividades de prospec&ccedil;&atilde;o    de biodiversidade n&atilde;o s&atilde;o consenso, com estimativas variando de    negligenci&aacute;veis a bastante significativas (8, 9). </font></p>     <p><font size="3">Para muitos observadores a quest&atilde;o de    perda de biodiversidade est&aacute; diretamente ligada &agrave; expans&atilde;o    e desenvolvimento da sociedade (popula&ccedil;&atilde;o e economia). Outros,    entretanto, possuem uma perspectiva oposta e concluem que a degrada&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade &eacute; uma conseq&uuml;&ecirc;ncia da aus&ecirc;ncia ou    insufici&ecirc;ncia de desenvolvimento das sociedades. As solu&ccedil;&otilde;es    que s&atilde;o propostas por essas duas perspectivas s&atilde;o tamb&eacute;m    distintas. Para os primeiros, as sociedades devem interromper o ritmo de expans&atilde;o    atual com o objetivo de reduzir a perda de biodiversidade. Os &uacute;ltimos    predizem que apenas a promo&ccedil;&atilde;o de um amplo processo de desenvolvimento    pode ter sucesso em reduzir a press&atilde;o sobre a biodiversidade em escala    global. Entre essas duas vis&otilde;es polares existe um n&uacute;mero de possibilidades    intermedi&aacute;rias. De uma forma geral, essas abordagens intermedi&aacute;rias    entendem que escolhas espec&iacute;ficas sobre as formas de desenvolvimento    humano e n&atilde;o desenvolvimento humano, em geral, &eacute; que s&atilde;o    respons&aacute;veis pelo decl&iacute;nio da biodiversidade.</font></p>     <p><font size="3"><b>PROCESSOS ESPACIAIS DE CRESCIMENTO E DESMATAMENTO</b>    A distribui&ccedil;&atilde;o espacial das popula&ccedil;&otilde;es e atividades    econ&ocirc;micas &eacute; marcadamente desigual na Amaz&ocirc;nia brasileira.    Em uma an&aacute;lise macro fica evidente o processo espacial que tem resultado    na forma&ccedil;&atilde;o do chamado <I>arco do desmatamento</I>. O arco n&atilde;o    tem um contorno preciso mas, grosso modo, corresponde &agrave;s fronteiras leste    e sudeste da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica. Em n&iacute;vel local, n&atilde;o    existe um padr&atilde;o claramente definido mas, em geral, &eacute; poss&iacute;vel    observar processos espaciais de aglomera&ccedil;&atilde;o (de popula&ccedil;&atilde;o    e atividade econ&ocirc;mica) e desmatamento ocorrendo em torno das capitais    estaduais e outros centros &quot;urbanos&quot;.</font></p>     <p><font size="3">Os processos macro est&atilde;o principalmente    relacionados &agrave; geografia. O arco do desmatamento envolve &aacute;reas    mais pr&oacute;ximas a regi&otilde;es que concentram a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o    e atividade econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. Dois aspectos s&atilde;o relevantes    para entender o impacto da proximidade a centros nacionais para o desenvolvimento    da Amaz&ocirc;nia: imigra&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&otilde;es para    mercados nacionais. De um lado, &eacute; conhecido que a regi&atilde;o tem sido    ocupada em sua maioria por migrantes nordestinos (historicamente) e do sul do    pa&iacute;s (a partir dos anos 1960) (10,11). De outro, proximidade a mercados    nacionais &eacute; certamente uma vantagem para a exporta&ccedil;&atilde;o de    produtos agr&iacute;colas florestais em fun&ccedil;&atilde;o dos menores custos    de transporte (12).</font></p>     <p><font size="3">Em n&iacute;vel local, a hist&oacute;ria tamb&eacute;m    &eacute; importante. O processo de coloniza&ccedil;&atilde;o dentro dos estados    tem conex&otilde;es com a ocupa&ccedil;&atilde;o &quot;pol&iacute;tica&quot;    do Brasil nos &uacute;ltimos s&eacute;culos, quando as capitais estaduais foram    estabelecidas e os correspondentes bens p&uacute;blicos e burocracias locais    foram constru&iacute;dos. Ap&oacute;s o lan&ccedil;amento dos projetos de desenvolvimento    nas d&eacute;cadas de 1960 e 1970, essas pr&eacute;-estabelecidas estruturas    de povoamento foram naturalmente utilizadas como centros locais para o recebimento    de popula&ccedil;&otilde;es e investimentos crescentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A literatura recente da economia espacial tem    enfatizado o papel das aglomera&ccedil;&otilde;es de atividades econ&ocirc;micas    como causas fundamentais de uma maior performance econ&ocirc;mica local, gerando    externalidades que contribuem com a competitividade das empresas. At&eacute;    o momento, as pesquisas te&oacute;ricas e emp&iacute;ricas nessa &aacute;rea    t&ecirc;m concentrado-se em contextos urbanos, ressaltando as rela&ccedil;&otilde;es    existentes entre firmas e a correspondente capacidade de gera&ccedil;&atilde;o    de externalidades positivas decorrente da proximidade entre elas (13,14,15).    No entanto, pouco tem sido feito para examinar a presen&ccedil;a de economias    de aglomera&ccedil;&atilde;o na performance de atividades agr&iacute;colas.    Pode-se argumentar, entretanto, que n&atilde;o existem raz&otilde;es para excluir    ambientes menos urbanizados da an&aacute;lise sugerida pela economia espacial    moderna.</font></p>     <p><font size="3">Uma importante considera&ccedil;&atilde;o em    economia espacial refere-se ao fato de que as externalidades positivas geradas    por aglomera&ccedil;&otilde;es podem, em certo momento, serem compensadas por    externalidades negativas, geradas por efeitos de congestionamento. Novamente,    efeitos de congestionamento s&atilde;o tipicamente associados a ambientes urbanos    mas, em princ&iacute;pio, quando definido de maneira ampla, pequenas cidades    ou &aacute;reas rurais tamb&eacute;m podem enfrentar formas de congestionamento,    impactando negativamente o crescimento e a performance econ&ocirc;mica. Uma    segunda id&eacute;ia fundamental argumenta que os custos de transporte s&atilde;o    relevantes para gerar padr&otilde;es desiguais de distribui&ccedil;&atilde;o    da atividade econ&ocirc;mica. Proximidade de mercados de insumos e produtos    &eacute; central para explicar o desenvolvimento local.</font></p>     <p><font size="3">Como discutido acima, ao olharmos para &aacute;reas    rurais em pa&iacute;ses menos desenvolvidos a contrapartida do crescimento &eacute;    tipicamente mudan&ccedil;as no uso da terra e processos de desmatamento. Aus&ecirc;ncia    de mercados para biodiversidade, estabilidade do clima e de ecossistemas, dep&oacute;sitos    de carbono e amenidades ambientais t&ecirc;m sido listadas como as principais    causas da exist&ecirc;ncia de taxas de convers&atilde;o mais altas do que o    socialmente desej&aacute;vel. Adicionalmente, elementos respons&aacute;veis    pelo aumento significativo da lucratividade agr&iacute;cola s&atilde;o normalmente    associados &agrave;s causas de desmatamento. No entanto, algum desmatamento    seria esperado de qualquer forma, uma vez que &eacute; decorr&ecirc;ncia inevit&aacute;vel    das atividades agr&iacute;colas.</font></p>     <p><font size="3">Assim, atributos espacialmente espec&iacute;ficos    como acesso a mercados, condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e estrutura    de direitos de propriedade representam candidatos usuais para explicar varia&ccedil;&otilde;es    nas taxas de desmatamento ao longo das regi&otilde;es (16). Desta forma, os    efeitos econ&ocirc;micos positivos gerados por aglomera&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m    podem gerar resultados negativos em termos de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental.    Portanto, para entender se economias de aglomera&ccedil;&atilde;o importam para    &aacute;reas rurais &eacute; importante trazer para a an&aacute;lise o <I>trade-off</I>    desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Utilizando a base de dados Desmat, constru&iacute;da    e gerenciada por Eust&aacute;quio Reis no Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas    Aplicadas (Ipea), realizamos dois estudos emp&iacute;ricos cujos resultados    nos permitem analisar os fatores que impactam efici&ecirc;ncia, crescimento    econ&ocirc;mico e desmatamento na Amaz&ocirc;nia. No primeiro artigo, utilizamos    uma abordagem inspirada na literatura que combina geografia e crescimento e    produzimos evid&ecirc;ncias a respeito da relev&acirc;ncia dos argumentos da    economia espacial para entender a realidade na Amaz&ocirc;nia. Primeiramente,    as estimativas econom&eacute;tricas mostram que a intensidade de aglomera&ccedil;&atilde;o    tem uma rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-linear tanto com crescimento como com    desmatamento, sugerindo que em est&aacute;gios iniciais de aglomera&ccedil;&atilde;o    externalidades positivas predominam impactando o crescimento subseq&uuml;ente.    No entanto, externalidades negativas se avolumam em n&iacute;veis maiores de    aglomera&ccedil;&atilde;o impondo restri&ccedil;&otilde;es ao crescimento de    produto e convers&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Al&eacute;m disso,    a teoria espacial &eacute; apoiada em nossos resultados com rela&ccedil;&atilde;o    a custos de transporte e proximidade a mercados. Finalmente ficou indicado que    o impacto de caracter&iacute;sticas locais como condi&ccedil;&otilde;es ambientais,    capital humano e a estrutura agr&aacute;ria s&atilde;o relevantes para a compreens&atilde;o    das din&acirc;micas de desenvolvimento na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">O segundo estudo estima uma fronteira estoc&aacute;stica    para obter medidas de efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica na agricultura da Amaz&ocirc;nia    bem como identificar os fatores que impactam a efici&ecirc;ncia das diversas    localidades na regi&atilde;o. Os resultados sugerem que a efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica    da agricultura &eacute; influenciada por uma s&eacute;rie de fatores que n&atilde;o    est&atilde;o relacionados com as escolhas tecnol&oacute;gicas feitas pelos produtores.    Condi&ccedil;&otilde;es ambientais, localiza&ccedil;&atilde;o, rede de transportes,    distribui&ccedil;&atilde;o dos tamanhos de propriedade, e o tamanho das economias    locais s&atilde;o os principais elementos que explicam a varia&ccedil;&atilde;o    da efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica. Novamente os resultados s&atilde;o consistentes    com a literatura, em particular com os desenvolvimentos recentes da geografia    econ&ocirc;mica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a14fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Dado que, de uma forma geral, o n&iacute;vel    de efici&ecirc;ncia &eacute; bastante baixo, o mapeamento de localidades eficientes    e a compreens&atilde;o de seus respectivos determinantes s&atilde;o cruciais    para informar formuladores de pol&iacute;tica com o objetivo de estabelecer    mecanismos para a restri&ccedil;&atilde;o nos usos da terra e promover a conserva&ccedil;&atilde;o    do meio ambiente com o m&iacute;nimo de impacto em termos de oportunidades econ&ocirc;micas    perdidas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>DIREITOS DE PROPRIEDADE E RESERVAS EXTRATIVISTAS</b>    O papel dos direitos de propriedade tem sido enfatizado na teoria econ&ocirc;mica    como sendo crucial para a cria&ccedil;&atilde;o de incentivos &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    de recursos naturais. A chamada escola dos direitos de propriedade argumenta    que o acesso livre a recursos naturais tende a gerar externalidades e produzir    o gerenciamento ineficiente de recursos naturais com prov&aacute;vel exaust&atilde;o    dos mesmos. O problema principal &eacute; que o livre acesso n&atilde;o produz    uma estrutura de incentivos apropriada para que os indiv&iacute;duos ajam de    uma maneira socialmente eficiente (17,18). Na aus&ecirc;ncia de direitos de    propriedade corretamente estabelecidos os incentivos financeiros favorecem a    explora&ccedil;&atilde;o de curto prazo uma vez que n&atilde;o existe certeza    quanto &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o de retornos de longo prazo. </font></p>     <p><font size="3">A solu&ccedil;&atilde;o sugerida por essa escola    envolve o estabelecimento de direitos de propriedade privados em que, sob certas    circunst&acirc;ncias, seriam suficientes para internalizar as externalidades    e garantir o uso eficiente dos recursos. Tais circunst&acirc;ncias incluem a    aus&ecirc;ncia de custos na garantia dos contratos, os direitos de propriedade    s&atilde;o bem definidos e os mercados s&atilde;o competitivos e completos.    No entanto, quando algumas dessas condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o    presentes, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir que direitos privados    sejam superiores a arranjos coletivos ou comunais.</font></p>     <p><font size="3">&Aacute;reas de fronteira econ&ocirc;mica como    a Amaz&ocirc;nia t&ecirc;m, ao mesmo tempo, o potencial de promover o bem estar    de suas popula&ccedil;&otilde;es como o de ser o palco de conflitos normalmente    sobre direitos de propriedade. &Aacute;reas de fronteira normalmente sofrem    a aus&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es governamentais e suporte legal,    sendo que a provis&atilde;o de t&iacute;tulos da terra e os mecanismos de garantia    de contratos s&atilde;o socialmente custosos e politicamente problem&aacute;ticos.    As escolhas referentes &agrave; determina&ccedil;&atilde;o de direitos de propriedade,    em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, impactar&atilde;o os processos de expans&atilde;o    da fronteira, dando forma &agrave;s escolhas dos agentes com rela&ccedil;&atilde;o    ao gerenciamento de recursos e &agrave; respectiva disposi&ccedil;&atilde;o    de realizar investimentos de longo-prazo na regi&atilde;o (19).</font></p>     <p><font size="3">Direitos de propriedade consistem de 3 elementos:    o direito de usar um ativo, o direito de se apropriar dos retornos de um ativo    e o direito de mudar sua forma. De acordo com Demsetz a excludabilidade associada    com esses elementos geram for&ccedil;as que promovem a forma&ccedil;&atilde;o    de mercados e provem incentivos apropriados para a consolida&ccedil;&atilde;o    da fronteira dentro de economias de mercado atrav&eacute;s de corretos sinais    de pre&ccedil;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terra.</font></p>     <p><font size="3">Apesar de algumas avalia&ccedil;&otilde;es positivas    (20), em geral a atua&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro na provis&atilde;o    de direitos de propriedade apropriados para o desenvolvimento da fronteira amaz&ocirc;nica    tem sido alvo de muitas cr&iacute;ticas (21,22). De um lado tem-se argumentado    que a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica tem sofrido com a aus&ecirc;ncia de direitos    de propriedade e meios de aplica&ccedil;&atilde;o da lei. De outro &eacute;    enfatizado que as regras para a concess&atilde;o de t&iacute;tulos da terra,    al&eacute;m dos subs&iacute;dios, t&ecirc;m contribu&iacute;do para taxas de    convers&atilde;o da floresta excessivas, consideradas socialmente ineficientes.    Durante os anos 1970 e 1980, a ocupa&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas    na Amaz&ocirc;nia era suficiente para requerer o t&iacute;tulo da terra. Para    comprovar a ocupa&ccedil;&atilde;o permanente era suficiente mostrar que parte    da &aacute;rea fora convertida em terra agr&iacute;cola.</font></p>     <p><font size="3">A maioria desses programas terminou durante    os anos 1980. No entanto, problemas com o cumprimento de contratos ainda s&atilde;o    generalizados. No final da d&eacute;cada de 1980, com o crescimento da agenda    ambiental dentro do governo brasileiro, uma perspectiva diferente frente aos    direitos de propriedade come&ccedil;ou a ser formada atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o    e expans&atilde;o de &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o. A id&eacute;ia    era interromper o crescimento do desmatamento atrav&eacute;s de &aacute;reas    p&uacute;blicas sob restri&ccedil;&otilde;es no uso da terra e n&atilde;o melhorando    o sistema de direitos de propriedade voltados &agrave; propriedade privada.</font></p>     <p><font size="3">Uma iniciativa espec&iacute;fica nesse contexto    tem sido a cria&ccedil;&atilde;o de uma forma inovadora de direitos de propriedade    sob o nome de reservas extrativistas. As reservas extrativistas foram concebidas    inicialmente como uma proposta de reforma agr&aacute;ria adaptada &agrave;s    necessidades das popula&ccedil;&otilde;es vivendo da extra&ccedil;&atilde;o    de produtos florestais n&atilde;o-madeireiros (PFNM) (23). No entanto, na pr&aacute;tica,    as reservas extrativistas foram inclu&iacute;das como um elemento em um modelo    de desenvolvimento para a Amaz&ocirc;nia, baseado na extra&ccedil;&atilde;o    de PFNM, atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o de competitividade econ&ocirc;mica    com conserva&ccedil;&atilde;o <I>in situ</I> de biodiversidade (24, 25, 26,    27).</font></p>     <p><font size="3">A literatura sobre reservas extrativistas e    extrativismo tem sido amb&iacute;gua na avalia&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o    dessa forma de direitos de propriedade para a concilia&ccedil;&atilde;o do <I>trade-off</I>    desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o. Alguns autores creditam consider&aacute;vel    sucesso a esse modelo (28, 29, 30) enquanto outros t&ecirc;m questionado a sua    capacidade de atingir seus objetivos de desenvolvimento (5, 25, 26, 30, 31,    32). Estes &uacute;ltimos autores baseiam suas conclus&otilde;es negativas principalmente    na suposi&ccedil;&atilde;o de que o objetivo de gera&ccedil;&atilde;o de renda    &eacute; dif&iacute;cil de ser realizado na presen&ccedil;a de concorrentes,    particularmente planta&ccedil;&otilde;es que, ao contr&aacute;rio das reservas,    n&atilde;o possuem restri&ccedil;&otilde;es nas suas escolhas produtivas. &Eacute;    argumentado que a aus&ecirc;ncia de restri&ccedil;&otilde;es permite &agrave;s    planta&ccedil;&otilde;es atingirem menores custos de produ&ccedil;&atilde;o    e, como decorr&ecirc;ncia, pressionar as reservas extrativistas para fora de    qualquer mercado que seja suficientemente lucrativo.</font></p>     <p><font size="3">Utilizando um modelo de competi&ccedil;&atilde;o    espacial inspirado em Hotelling (33) mostramos que as reservas extrativistas    s&atilde;o teoricamente vi&aacute;veis, apenas se o diferencial entre progresso    t&eacute;cnico de reservas e planta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o for muito grande    ou ent&atilde;o recursos biol&oacute;gicos dispon&iacute;veis livremente nas    reservas possam ser transacionados ou suficientemente custosos para as planta&ccedil;&otilde;es.    No entanto, a realidade n&atilde;o sugere que essas condi&ccedil;&otilde;es    ocorram com freq&uuml;&ecirc;ncia nas reservas extrativistas. Ao mesmo tempo,    o potencial para formuladores de pol&iacute;tica de estabelecimento de direitos    de propriedade que melhorem a competitividade das reservas &eacute; bastante    limitado.</font></p>     <p><font size="3">Neste artigo discutimos tr&ecirc;s caminhos    de desenvolvimento para as reservas extrativistas: produzir PFNM existentes,    descobrir continuamente novos produtos e se beneficiar de monop&oacute;lios    tempor&aacute;rios e fornecer insumos biol&oacute;gicos para planta&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Dentro do &acirc;mbito estreito de extra&ccedil;&atilde;o    de PFNM existentes, a estrutura de direitos de propriedade representa uma forma    efetiva aos objetivos propostos. No entanto, considerando as possibilidades    mais amplas de desenvolvimento, a estrutura atual de direitos de propriedade    n&atilde;o parece t&atilde;o adequada. Incentivos direcionados para ambos os    caminhos de desenvolvimento s&atilde;o deficientes uma vez que n&atilde;o existem    mecanismos de remunera&ccedil;&atilde;o para esfor&ccedil;os voltados &agrave;    descoberta de novos produtos (aus&ecirc;ncia de pesquisas sistem&aacute;ticas    e impossibilidade de proteger eventuais descobertas) ou ao conhecimento de caracter&iacute;sticas    biol&oacute;gicas de esp&eacute;cies (resist&ecirc;ncia a doen&ccedil;as e pragas    por exemplo). Al&eacute;m disso n&atilde;o existem no momento condi&ccedil;&otilde;es    objetivas para a cria&ccedil;&atilde;o de mercados de insumos biol&oacute;gicos    tendo comunidades da floresta como fornecedores e produtores agr&iacute;colas    como demandantes.</font></p>     <p><font size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> Dada    a imensa escala geogr&aacute;fica da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica conjuntamente    com sua heterogeneidade econ&ocirc;mica, social e ambiental, a dimens&atilde;o    espacial torna-se crucial para o exame de alternativas para o uso da terra e    suas conex&otilde;es com padr&otilde;es de desenvolvimento. Proximidade a mercados,    infra-estrutura de transportes, produtividade, retornos de escala, distribui&ccedil;&atilde;o    da terra e caracter&iacute;sticas ecol&oacute;gicas s&atilde;o algumas das vari&aacute;veis    importantes que se apresentam com configura&ccedil;&otilde;es espaciais espec&iacute;ficas.    Adicionalmente &eacute; preciso considerar efeitos de vizinhan&ccedil;a e externalidades    espaciais de diversas naturezas para aprofundar o entendimento das din&acirc;micas    regionais na Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="3"> A literatura econ&ocirc;mica e as pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas preocupadas com essas quest&otilde;es t&ecirc;m enfatizado o    papel dos direitos de propriedade e a import&acirc;ncia de se selecionar &aacute;reas    em que o uso da terra seria submetido a restri&ccedil;&otilde;es. De um lado    diferentes esquemas de zoneamento t&ecirc;m sido propostos para flexibilizar    o atual C&oacute;digo Florestal, tornando-o mais eficiente. De outro, reservas,    parques ou florestas nacionais t&ecirc;m sido criadas para garantir a preserva&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas consideradas estrat&eacute;gicas. O caso das reservas extrativistas    sugere que combinar simultaneamente conserva&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento    n&atilde;o &eacute; uma tarefa simples, e que a simples altera&ccedil;&atilde;o    da estrutura interna de direitos de propriedade n&atilde;o parece ser suficiente    para resolver o <I>trade-off</I> desenvolvimento-conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Identificar e reconhecer os custos de oportunidades    envolvidos nas escolhas que impactam a distribui&ccedil;&atilde;o espacial e    a evolu&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento regional na Amaz&ocirc;nia &eacute;    um primeiro passo na gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es para    a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Entender as    estruturas de incentivos que motivariam os agentes envolvidos a pensarem em    retornos de longo prazo ao tomar decis&otilde;es relativas ao uso de recursos    naturais &eacute; de fundamental import&acirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o    entre governos e indiv&iacute;duos. </font></p>     <p><font size="3">De qualquer forma a complexidade das realidades    amaz&ocirc;nicas precisa ser enfatizada para que esfor&ccedil;os continuem sendo    feitos no sentido de aumentar o conhecimento e a compreens&atilde;o dos processos    de desmatamento e desenvolvimento da regi&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Danilo Camargo Igliori</b> &eacute; economista, professor    do Departamento de Economia da Universidade de S&atilde;o Paulo e professor    afiliado do Departamento de Land Economy da Universidade de Cambridge. </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">1. Ab’Saber, A. &quot;Aziz Ab’Saber: Problemas    da Amaz&ocirc;nia brasileira – entrevista&quot;, <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>,    nº 53. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">2. Andersen, L. E. and Reis, E. J. &quot;Deforestation,    development and government policy in the brazilian amazon: An Econometric Analysis&quot;,    <i>IPEA discussion paper nº.513</i>, Rio de Janeiro. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Andersen, L.; Granger, C.; Reis, E.; Weinhold,    D. and Wunder, S. <i>The dynamics of deforestation and economic growth in the    brazilian amazon</i>. Cambridge: Cambridge University Press.2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Thery, H. &quot;Situa&ccedil;&otilde;es    na Amaz&ocirc;nia no Brasil e no continente&quot;, <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>,    nº 53. 2005.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Southgate, D. <i>Tropical forest conservation:    an economic assessment of the alternatives in latin america</i>, Oxford: Oxford    University Press. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">6. Swanson, T. (ed.) <i>The economics and    ecology of biodiversity decline: the forces driving global change</i>, Cambridge:    Cambridge University Press. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Dasgupta, P. &quot;Valuing Biodiversity&quot;,    <i>in</i> Levin, S. <i>Encyclopedia of biodiversity</i> (no prelo), Academic    Press: New York. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Simpson, R. D.; Sedjo, R. and Reid, J.    &quot;Valuing biodiversity for use in pharmaceutical research&quot;, <i>Journal    of Political Economy</i>, Vol. 104 (1), pp. 163-185. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. 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Alston, L.; Libecap, G.; and Mueller,    B. <i>Titles, conflict, and land use: the development of property rights and    land reform on the brazilian amazon frontier</i>. Ann Arbor: University of Michigan    Press. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">20. Schneider, R. &quot;Government and the    economy on the amazon frontier&quot;, Report No 34, Latin America and the Caribbean    Technical Department, Regional Studies Program, Washington, D.C.: The World    Bank. 1994.</font><!-- ref --><p><font size="3">21. Binswanger, H. &quot;Brazilian policies    that encourage deforestation in the Amazon&quot;, <i>Environment Department    Working Paper</i>, nº 16, World Bank. 1989.</font><!-- ref --><p><font size="3">22. Gillis, M. and Repetto, R. <i>Deforestation    and government policy</i>, Cambridge: Cambridge University Press.1988.</font><!-- ref --><p><font size="3">23. Allegretti, M. &quot;Extractive Reserves:    An alternative for reconciling development and environmental conservation in    Amaz&ocirc;nia&quot;, <i>in</i> Anderson, A. (ed.) <i>Alternatives to deforestation:    steps toward sustainable use of the Amazon rain forest</i>, New York: Columbia    University Press. 1990.</font><!-- ref --><p><font size="3">24. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente do    Brasil (MMA). <i>Proposta para a segunda fase do programa-piloto para a prote&ccedil;&atilde;o    das florestas tropicais no Brasil</i>, Secretaria de Coordena&ccedil;&atilde;o    da Amaz&ocirc;nia, Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do Meio Ambiente do Brasil.    2001.</font><!-- ref --><p><font size="3">25. Wunder, S. &quot;Value determinants of    plant extractivism in Brazil: An analysis of the data from the IBGE agricultural    census&quot;, Institute for Applied Economic Research (IPEA), Discussion Paper    Nº 682. 1999.</font><!-- ref --><p><font size="3">26. Brown, K. and Rosendo, S. &quot;Environmentalists,    rubber tappers and empowerment: the politics and economics of extractive reserves&quot;,    <i>Development and Change</i>, vol.31: 201-227. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">27. Lele, U.; Viana, V.; Verissimo, A.; Vosti,    S.; Perkins, K. and Husain, S. A. <i>Brazil – Forests in balance: challenges    of conservation with development</i>, Evaluation Country Case Study Series:    Washington: The World Bank. 2000.</font><!-- ref --><p><font size="3">28. Allegretti, M. &quot;Reservas extrativistas:    par&acirc;metros para uma pol&iacute;tica de desenvolvimento sustent&aacute;vel    na Amaz&ocirc;nia&quot;, <i>in</i> Arnt, R. (ed.) <i>O destino da floresta:    reservas extrativistas e desenvolvimento sustent&aacute;vel na Amaz&ocirc;nia</i>,    Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;. 1994.</font><!-- ref --><p><font size="3">29. Andrade, A. 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