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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/artigos.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>INSTITUCIONALIZA&Ccedil;&Atilde;O DE REGI&Otilde;ES NO BRASIL</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Pedro Silveira Bandeira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><font size=5><b>N</b></font>os &uacute;ltimos    anos, a administra&ccedil;&atilde;o federal e alguns governos estaduais t&ecirc;m    buscado institucionalizar micro e mesorregi&otilde;es. Algumas tentativas foram    ef&ecirc;meras, mas outras parecem ter conseguido afirmar-se. Assim, no Rio    Grande do Sul foram implantados os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes),    que j&aacute; contam com quase quinze anos de atua&ccedil;&atilde;o ininterrupta.    Mais recentemente, o Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional    passou a implementar um Programa de Desenvolvimento de Mesorregi&otilde;es Diferenciadas.    Tendo como refer&ecirc;ncia parcial essas duas experi&ecirc;ncias, este texto    discute os recortes geogr&aacute;ficos e os desenhos institucionais mais adequados    para a institucionaliza&ccedil;&atilde;o de novas unidades territoriais nessas    escalas.</font></p>     <p><font size="3"><b>NOVAS ESCALAS E PLANEJAMENTO TERRITORIAL</b>    A institucionaliza&ccedil;&atilde;o de &quot;micro&quot; e &quot;meso&quot;    regi&otilde;es acompanha uma tend&ecirc;ncia observada nas duas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, tanto na literatura quanto na pr&aacute;tica das pol&iacute;ticas    relacionadas com o tema. A valoriza&ccedil;&atilde;o dessas escalas contribui    para o ajuste das pol&iacute;ticas regionais brasileiras ao novo paradigma dominante    da &aacute;rea, que enfatiza a influ&ecirc;ncia da din&acirc;mica interna das    regi&otilde;es – inclusive em termos pol&iacute;ticos e sociais – sobre o seu    potencial de desenvolvimento. Para alguns autores, a import&acirc;ncia atribu&iacute;da    aos fatores end&oacute;genos, a partir dos anos 1980, chega a caracterizar uma    nova ortodoxia na disciplina.</font></p>     <p><font size="3">Contribu&iacute;ram para a ascens&atilde;o do    novo paradigma o interesse despertado pelo sucesso de algumas regi&otilde;es,    como os distritos industriais da &quot;Terceira It&aacute;lia&quot;, e a insatisfa&ccedil;&atilde;o    com os resultados das pol&iacute;ticas tradicionais de desenvolvimento regional.    Como registra Ash Amin (1), essas pol&iacute;ticas &quot;tradicionais&quot;    eram, em regra, padronizadas, focalizadas em influenciar as decis&otilde;es    de localiza&ccedil;&atilde;o das empresas, baseadas em incentivos fiscais e    financeiros e dirigidas exclusivamente pelo Estado. Seus efeitos foram modestos    no sentido de estimular melhorias continuadas na competitividade das regi&otilde;es    menos desenvolvidas. Embora tenham ajudado a elevar o emprego e a renda nas    &aacute;reas mais pobres, em geral n&atilde;o conseguiram estimular o surgimento    de processos de desenvolvimento sustentado, com base na potencializa&ccedil;&atilde;o    dos recursos locais.</font></p>     <p><font size="3">Como resposta, come&ccedil;aram a ser desenvolvidas    alternativas, que buscavam promover a competitividade por meio da mobiliza&ccedil;&atilde;o    do potencial end&oacute;geno das regi&otilde;es. Elas tendem a favorecer a&ccedil;&otilde;es    concebidas "de baixo para cima", envolvendo m&uacute;ltiplos atores, que s&atilde;o    espec&iacute;ficas para cada regi&atilde;o e adotam uma perspectiva de longo    prazo. O novo enfoque destaca a import&acirc;ncia de fatores como a influ&ecirc;ncia    das institui&ccedil;&otilde;es formais e informais, os valores e as racionalidades    dos atores, as suas caracter&iacute;sticas culturais e comportamentais, e a    composi&ccedil;&atilde;o das redes sociais e econ&ocirc;micas (2).</font></p>     <p><font size="3">No contexto dessa mudan&ccedil;a, passou a ser    destacada a import&acirc;ncia do &quot;capital social&quot;, conceito que recebeu    ampla divulga&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o de uma    pesquisa de Robert Putnam sobre as regi&otilde;es italianas. Seu estudo relacionou    o desempenho econ&ocirc;mico e institucional de tais &aacute;reas com as suas    tradi&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas e com a sua dota&ccedil;&atilde;o de    "capital social", definido como as &quot;caracter&iacute;sticas da organiza&ccedil;&atilde;o    social, como confian&ccedil;a, normas e sistemas, que contribuem para aumentar    a efici&ecirc;ncia da sociedade, facilitando as a&ccedil;&otilde;es coordenadas&quot;    (3). No decorrer da d&eacute;cada de 1990, a no&ccedil;&atilde;o acabou sendo    incorporada ao discurso das principais organiza&ccedil;&otilde;es internacionais    que atuam na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento. O Banco Mundial tornou-se    um dos principais animadores do debate em torno do capital social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O interesse do Banco Mundial pelo conceito esteve    relacionado com uma mudan&ccedil;a mais ampla em sua abordagem sobre o desenvolvimento,    bem caracterizada pelas posi&ccedil;&otilde;es apresentadas em documentos como    o <i>World development report 1997: the state in a changing world</i> (4), onde    se constata a crescente influ&ecirc;ncia institucionalista sobre o enfoque da    organiza&ccedil;&atilde;o. Voltou a ser valorizado o papel do Estado na promo&ccedil;&atilde;o    do desenvolvimento, reduzindo-se a influ&ecirc;ncia da ortodoxia econ&ocirc;mica    de inspira&ccedil;&atilde;o liberal, com sua &ecirc;nfase quase exclusiva na    import&acirc;ncia dos mercados. A express&atilde;o &quot;Post-Washington Consensus&quot;    (PWC) tem sido usada para caracterizar a nova abordagem, que incorpora o reconhecimento    da centralidade das dimens&otilde;es social e pol&iacute;tica para a mudan&ccedil;a    econ&ocirc;mica. Incorpora, ainda, uma nova concep&ccedil;&atilde;o de governan&ccedil;a,    na qual a sociedade civil &eacute; vista como uma inst&acirc;ncia de mobiliza&ccedil;&atilde;o    do capital social. Uma das manifesta&ccedil;&otilde;es da mudan&ccedil;a de    enfoque &eacute; a aten&ccedil;&atilde;o dada &agrave; ado&ccedil;&atilde;o    de procedimentos participativos na formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de programas e projetos. A experi&ecirc;ncia mostrava que a falta de participa&ccedil;&atilde;o    da comunidade costumava ser uma das principais causas de fracasso de pol&iacute;ticas,    programas e projetos de diferentes tipos.</font></p>     <p><font size="3">Outro desenvolvimento te&oacute;rico relevante    foi o surgimento e difus&atilde;o, desde a d&eacute;cada de 1980, de uma nova    corrente normativa na teoria pol&iacute;tica, denominada &quot;democracia deliberativa&quot;    (5). Uma de suas principais refer&ecirc;ncias &eacute; a teoria da a&ccedil;&atilde;o    comunicativa, de J&uuml;rgen Habermas. Sua proposi&ccedil;&atilde;o principal    afirma que a ampla delibera&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; essencial    para a legitimidade das decis&otilde;es democr&aacute;ticas. Essa abordagem    tem tido um impacto significativo em &aacute;reas como o planejamento urbano,    inspirando o surgimento de correntes como as relacionadas com os conceitos de    <i>collaborative planning</i> ou <i>communicative planning</i> (6). Tais abordagens    enfatizam a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o de consensos e da intera&ccedil;&atilde;o    dos formuladores de pol&iacute;ticas com a comunidade, nas atividades de planejamento.</font></p>     <p><font size="3">Somados, esses fatores convergem no sentido    de indicar que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o de &quot;micro&quot; ou &quot;meso&quot;    regi&otilde;es &eacute; um passo indispens&aacute;vel para atualizar a forma    como a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica atua sobre o territ&oacute;rio,    no Brasil. No entanto, tal passo exige o enfrentamento de v&aacute;rias quest&otilde;es,    como decidir qual a caracter&iacute;stica definidora dos novos recortes territoriais,    ou estabelecer os crit&eacute;rios para delimita&ccedil;&atilde;o das novas    regi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Al&eacute;m disso, ser&aacute; preciso implantar    a infra-estrutura institucional e organizacional necess&aacute;ria para atua&ccedil;&atilde;o    nessas escalas. Diferentes modelos de conselhos e f&oacute;runs t&ecirc;m sido    utilizados como inst&acirc;ncias de representa&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o    de atores nas experi&ecirc;ncias hoje em andamento. Torna-se necess&aacute;rio    discutir os formatos e pap&eacute;is mais adequados para essas inst&acirc;ncias.</font></p>     <p><font size="3"><b>CRIT&Eacute;RIOS PARA A DEFINI&Ccedil;&Atilde;O    DE REGI&Otilde;ES </b>O problema da defini&ccedil;&atilde;o da abrang&ecirc;ncia    territorial de uma regi&atilde;o n&atilde;o pode ser confundido com o tema da    sua elegibilidade para acesso a instrumentos de pol&iacute;tica regional. O    essencial a ter em vista &eacute; que a abrang&ecirc;ncia territorial da regi&atilde;o    deve privilegiar sua funcionalidade para a articula&ccedil;&atilde;o de atores    sociais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos. O sucesso nessa articula&ccedil;&atilde;o    &eacute; fundamental para que as regi&otilde;es se tornem social e politicamente    relevantes, n&atilde;o sendo apenas objeto passivo para a&ccedil;&otilde;es    concebidas e implementadas &quot;de fora para dentro&quot; e &quot;de cima para    baixo&quot;. Cabe lembrar o que afirma Sergio Boisier:</font></p>     <p><font size="3">&quot;La planificaci&oacute;n del desarrollo    regional es, primero que todo, una actividad societal, en el sentido de ser    una responsabilidad compartida por varios actores sociales: el Estado desde    luego, por varias y conocidas razones y la propria Regi&oacute;n, en cuanto    comunidad regional, polifacetica, contradictoria y difusa a veces, pero comunidad    al fin, locacionalmente espec&iacute;fica y diferenciada. Sin la participaci&oacute;n    de la regi&oacute;n, como un verdadero ente social, la planificaci&oacute;n    regional solo consiste – como por lo dem&aacute;s prueba la experi&ecirc;ncia    hist&oacute;rica – en un procedimiento de arriba hacia abajo para asignar recursos    financieros o de otra &iacute;ndole entre espacios arbitraria o err&oacute;neamiente    llamados ‘regiones’&quot;(7).</font></p>     <p><font size="3">Na aus&ecirc;ncia de uma adequada articula&ccedil;&atilde;o    dos atores locais, uma regi&atilde;o n&atilde;o constitui uma &quot;comunidade&quot;    no sentido proposto por Boisier, sendo dificultadas as a&ccedil;&otilde;es que    busquem dinamizar seu potencial end&oacute;geno.</font></p>     <p><font size="3">A articula&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o    dos atores locais s&atilde;o importantes para que a regi&atilde;o se torne politicamente    relevante. As a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas de desenvolvimento ser&atilde;o    fortalecidas caso venha a formar-se uma coaliz&atilde;o de atores da regi&atilde;o    que se engajem em a&ccedil;&otilde;es de <i>advocacy</i> para defend&ecirc;-las    junto &agrave;s diferentes inst&acirc;ncias pol&iacute;tico-administrativas.</font></p>     <p><font size="3">Para alcan&ccedil;ar esses resultados, &eacute;    preciso compreender os processos que contribuem para criar territ&oacute;rios    pass&iacute;veis de serem considerados &quot;entes coletivos&quot;. A literatura    recente destaca que as regi&otilde;es s&atilde;o constru&iacute;das, consolidadas,    transformadas e decompostas por processos de intera&ccedil;&atilde;o social,    pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica, desenvolvidos ao longo da hist&oacute;ria.    Anssi Paasi, uma das principais autoridades sobre o tema (8), critica as abordagens    que ignoram o fato de que as regi&otilde;es resultam de processos hist&oacute;ricos,    ou que as consideram apenas categorias geradas pelos pesquisadores, de forma    conveniente para organizar suas informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Para Paasi, o est&aacute;gio final (ou superior)    da &quot;constru&ccedil;&atilde;o&quot; hist&oacute;rica de uma nova unidade    territorial, que &eacute; a sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o, envolve quatro    aspectos, os quais n&atilde;o necessariamente constituem &quot;etapas&quot;    consecutivas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>1.</b> A defini&ccedil;&atilde;o da forma    ou abrang&ecirc;ncia territorial;</font></p>     <p><font size="3"><b>2.</b> A forma&ccedil;&atilde;o de uma imagem    conceitual e simb&oacute;lica;</font></p>     <p><font size="3"><b>3.</b> O desenvolvimento de institui&ccedil;&otilde;es    regionais e a incorpora&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia da regi&atilde;o    &agrave;s pr&aacute;ticas e formas de organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade;</font></p>     <p><font size="3"><b>4.</b> O estabelecimento da regi&atilde;o    como parte de um sistema de regi&otilde;es, com papel administrativo definido,    associada &agrave; consci&ecirc;ncia regional da comunidade.</font></p>     <p><font size="3">A forma ou abrang&ecirc;ncia depende do alcance    espacial das pr&aacute;ticas de intera&ccedil;&atilde;o que constituem a base    para a exist&ecirc;ncia da regi&atilde;o. Ao se definir a abrang&ecirc;ncia    da regi&atilde;o por meio de um instrumento legal, deve-se atentar para o rebatimento    territorial das redes sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;tico-administrativas    existentes. A tentativa de implantar um recorte que n&atilde;o respeite esse    rebatimento entrar&aacute; em choque com pr&aacute;ticas e realidades j&aacute;    estabelecidas e sedimentadas, criando entraves para o pr&oacute;prio avan&ccedil;o    do processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">A forma&ccedil;&atilde;o de uma imagem conceitual    e simb&oacute;lica da regi&atilde;o serve para distingu&iacute;-la de outros    territ&oacute;rios, compondo a base para a forma&ccedil;&atilde;o de uma identidade    regional. Ela pode apoiar-se em elementos hist&oacute;ricos, culturais, econ&ocirc;micos    ou ambientais que diferenciem a regi&atilde;o. Especialmente importante &eacute;    o fato de a regi&atilde;o receber um nome, que sintetize a id&eacute;ia de uma    identidade pr&oacute;pria. Neste ponto, &eacute; poss&iacute;vel intervir para    acelerar o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o. A divulga&ccedil;&atilde;o    de manifesta&ccedil;&otilde;es culturais caracter&iacute;sticas, ou a promo&ccedil;&atilde;o    de pesquisas sobre a hist&oacute;ria local, constituem exemplos de a&ccedil;&otilde;es    nesse sentido.</font></p>     <p><font size="3">Outro aspecto importante do processo consiste    no surgimento de institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es de    abrang&ecirc;ncia regional, ou identificadas com a regi&atilde;o. Sua implanta&ccedil;&atilde;o    contribui para ampliar, aprofundar e consolidar pr&aacute;ticas regionais em    diferentes esferas, como as da pol&iacute;tica, da economia, da sociedade civil    e da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. A cria&ccedil;&atilde;o de    um colegiado, tipo f&oacute;rum ou conselho, que aglutine os atores regionais    na defesa de interesses comuns, constitui exemplo de interven&ccedil;&atilde;o    relativa a esse aspecto. No entanto, a contribui&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia    dessas inst&acirc;ncias para o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o    depende de que sua atua&ccedil;&atilde;o alcance resultados concretos significativos,    que ajudem a refor&ccedil;ar as redes de intera&ccedil;&atilde;o existentes    e a imagem simb&oacute;lica da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">O estabelecimento da regi&atilde;o como parte    de um sistema, com papel administrativo definido, acompanhado pela consci&ecirc;ncia    regional da sociedade, completa o processo. Para Paasi, nesse est&aacute;gio    consolida-se a exist&ecirc;ncia de uma identidade regional, que se refere tanto    &agrave; base f&iacute;sica e material (natureza, paisagem, cultura, economia,    etc) quanto &agrave; esfera mental, pela fixa&ccedil;&atilde;o de uma imagem    da regi&atilde;o, tanto entre seus habitantes quanto entre os de outras &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="3">Com base nessas considera&ccedil;&otilde;es,    pode-se propor algumas orienta&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para a delimita&ccedil;&atilde;o    de regi&otilde;es:</font></p>     <p><font size="3"><b>a.</b> A delimita&ccedil;&atilde;o deve basear-se    na identifica&ccedil;&atilde;o de redes de articula&ccedil;&atilde;o regional    j&aacute; existentes;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>b.</b> Devem ser aproveitados elementos simb&oacute;licos    capazes de contribuir para o fortalecimento de uma identidade da regi&atilde;o;</font></p>     <p><font size="3"><b>c.</b> Al&eacute;m disso, a abrang&ecirc;ncia    territorial da regi&atilde;o deve assegurar que seja alcan&ccedil;ado um patamar    m&iacute;nimo de densidade institucional.</font></p>     <p><font size="3">Evidentemente, outros aspectos tamb&eacute;m    precisam ser levados em conta, como a extens&atilde;o geogr&aacute;fica ou de    n&uacute;mero de habitantes. Qu&atilde;o grande ou qu&atilde;o pequena deve    ser uma regi&atilde;o? A defini&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios mais adequados    para o caso brasileiro deve apoiar-se na an&aacute;lise da experi&ecirc;ncia    internacional. Um ponto a considerar &eacute; que regi&otilde;es maiores e mais    populosas ter&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es de mobilizar maior apoio pol&iacute;tico    para programas de desenvolvimento regional do que &aacute;reas menores. Uma    regi&atilde;o maior poder&aacute; contar com uma bancada parlamentar mais expressiva    e diversificada. Aglutinando parcelas importantes do eleitorado dos estados    em que se situam, suas demandas n&atilde;o poder&atilde;o ser facilmente ignoradas    pelas inst&acirc;ncias pol&iacute;ticas. Al&eacute;m disso, deve ser levado    em conta o problema das &aacute;reas cuja densidade de povoamento &eacute; muito    baixa, em que a ado&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio demogr&aacute;fico    r&iacute;gido pode gerar regi&otilde;es demasiado extensas para que a articula&ccedil;&atilde;o    de atores seja pratic&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="3">Talvez o procedimento mais adequado seja, num    primeiro momento, privilegiar os crit&eacute;rios listados anteriormente, evitando    que a imposi&ccedil;&atilde;o de uma dimens&atilde;o m&aacute;xima ou m&iacute;nima    se sobreponha &agrave; configura&ccedil;&atilde;o das redes sociais, aos &quot;estoques&quot;    de elementos simb&oacute;licos capazes de compor identidades regionais ou ao    requisito de uma densidade institucional m&iacute;nima. Nos casos em que a observ&acirc;ncia    desses crit&eacute;rios resulte em territ&oacute;rios muito extensos ou heterog&ecirc;neos,    o desenho da estrutura institucional a ser definida deve adequar-se a esse fato,    eventualmente criando sub-regi&otilde;es em algumas regi&otilde;es. O ideal    &eacute; que se possa chegar &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas    escalas territoriais. No entanto, esse n&atilde;o pode ser um processo imposto    &quot;de cima para baixo&quot;. Deve resultar de uma constru&ccedil;&atilde;o    que envolva os atores de cada regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v58n1/a15fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>AS INST&Acirc;NCIAS DE ARTICULA&Ccedil;&Atilde;O    E DELIBERA&Ccedil;&Atilde;O</b> Os f&oacute;runs ou conselhos    regionais devem ser entendidos, simultaneamente, como inst&acirc;ncias de representa&ccedil;&atilde;o,    debate e delibera&ccedil;&atilde;o e como organiza&ccedil;&otilde;es que promovem    processos de articula&ccedil;&atilde;o dos atores locais. S&atilde;o importantes    para a constru&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica das regi&otilde;es,    fortalecendo redes e pr&aacute;ticas de alcance &quot;regional&quot; e ajudando    a transformar os territ&oacute;rios em &quot;entes coletivos&quot;, como referido    por Boisier. Al&eacute;m disso, proporcionam ao poder p&uacute;blico um interlocutor    para a formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento, cuja legitimidade e representatividade    seja reconhecida pelo conjunto dos atores regionais.</font></p>     <p><font size="3">O desenho das suas caracter&iacute;sticas pode    apoiar-se em modelos existentes em outros pa&iacute;ses. Um exemplo &eacute;    constitu&iacute;do pelos Conseils &Eacute;conomiques et Sociaux R&eacute;gionaux,    da Fran&ccedil;a, que surgiram em 1972, quando a administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica francesa passou por uma reforma, sendo implantado um novo n&iacute;vel    administrativo, constitu&iacute;do por 21 regi&otilde;es. V&aacute;rios outros    pa&iacute;ses possuem inst&acirc;ncias similares, compostas por representantes    de segmentos da sociedade, que servem como &oacute;rg&atilde;os consultivos    dos poderes executivos ou legislativos regionais.</font></p>     <p><font size="3">Tais conselhos constituem uma adapta&ccedil;&atilde;o,    para esse n&iacute;vel territorial, de um modelo de &oacute;rg&atilde;o consultivo    bastante freq&uuml;ente, especialmente na Europa, em escala nacional. Na maior    parte dos casos, ele recebe o nome de Conselho Econ&ocirc;mico e Social. Suas    discuss&otilde;es costumam ser conduzidas em termos predominantemente t&eacute;cnicos,    apoiando-se em estudos e em dados cuja validade e objetividade seja aceita pelos    participantes. Atuando dessa forma, constituem um complemento para as institui&ccedil;&otilde;es    deliberativas de tipo representativo tradicional, contribuindo para estimular    e qualificar o di&aacute;logo social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Atuando como inst&acirc;ncias de articula&ccedil;&atilde;o    dos atores regionais, essas inst&acirc;ncias podem ser caracterizadas como <i>bridging    organizations</i>, que s&atilde;o instrumentos de integra&ccedil;&atilde;o entre    diferentes entidades. A principal fun&ccedil;&atilde;o das <i>bridging organizations</i>    &eacute; possibilitar que atores com perfis e interesses diversos cooperem no    sentido de formular e implementar solu&ccedil;&otilde;es conjuntas para problemas    complexos (9).</font></p>     <p><font size="3">Uma das &aacute;reas em que as <i>bridging organizations</i>    desempenham papel importante &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o de coaliz&otilde;es    para a&ccedil;&otilde;es de <i>advocacy</i>. O termo <i>advocacy</i> tem sido    utilizado para designar atividades desenvolvidas com a finalidade de influenciar    a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Elas podem estar    direcionadas para v&aacute;rios objetivos, como incluir novos temas nas agendas    governamentais, alterar a posi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es na hierarquia    de prioridades, influenciar as caracter&iacute;sticas de determinadas pol&iacute;ticas    ou garantir a sua efetiva implementa&ccedil;&atilde;o. O termo &eacute; especialmente    freq&uuml;ente na literatura sobre organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais,    que muitas vezes t&ecirc;m na <i>advocacy</i> um dos seus principais focos operacionais.</font></p>     <p><font size="3">O conceito de <i>advocacy</i> tem relev&acirc;ncia    direta para a atua&ccedil;&atilde;o dos f&oacute;runs ou conselhos das regi&otilde;es    que vierem a ser institucionalizadas, na medida em que uma parte expressiva    de sua atua&ccedil;&atilde;o estar&aacute; relacionada com um esfor&ccedil;o    no sentido de incidir sobre a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    relevantes para as &aacute;reas em que atuam.</font></p>     <p><font size="3">A tem&aacute;tica do capital social tamb&eacute;m    &eacute; relevante para a atua&ccedil;&atilde;o desses f&oacute;runs ou conselhos,    pois o capital social de uma regi&atilde;o – ou seja as caracter&iacute;sticas    da organiza&ccedil;&atilde;o social que facilitam (ou dificultam) a coopera&ccedil;&atilde;o    entre os atores locais – influencia a capacidade dos atores locais para sustentar    coaliz&otilde;es capazes de empreender a&ccedil;&otilde;es de <i>advocacy</i>.    Por outro lado, a atua&ccedil;&atilde;o dessas inst&acirc;ncias aumenta o capital    social, na medida em que elas criam novas redes de coopera&ccedil;&atilde;o,    ligando atores variados, oriundos de diferentes segmentos da comunidade e de    por&ccedil;&otilde;es diversas do territ&oacute;rio das &aacute;reas em que    operam.</font></p>     <p><font size="3">Em seu papel como inst&acirc;ncias de representa&ccedil;&atilde;o    e delibera&ccedil;&atilde;o, os f&oacute;runs ou conselhos regionais devem formular    propostas e demandas para serem discutidas com as inst&acirc;ncias do poder    p&uacute;blico ou para serem diretamente implementadas pelos pr&oacute;prios    atores regionais ou por ag&ecirc;ncias por eles criadas. Para que suas decis&otilde;es    possam ser consideradas leg&iacute;timas, sua composi&ccedil;&atilde;o deve    ser abrangente e plural, e suas decis&otilde;es devem ser adotadas preferencialmente    por consenso ou, no m&iacute;nimo, por ampla maioria. O n&uacute;mero de membros    deve ser suficiente para acolher os segmentos mais relevantes da sociedade da    regi&atilde;o – n&atilde;o excluindo nenhum que manifeste interesse em dele    participar – al&eacute;m de compor uma representa&ccedil;&atilde;o que inclua    elementos ligados &agrave;s diferentes por&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio.    Se o total de membros for muito elevado, pode ser criada uma comiss&atilde;o    executiva, com menos integrantes, para dar andamento &agrave;s atividades mais    rotineiras. Assim como os conselhos regionais existentes em outros pa&iacute;ses,    essas inst&acirc;ncias devem representar segmentos da sociedade, sendo compostos    por atores indicados por organiza&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria regi&atilde;o    ou cujos interesses estejam ligados &agrave; regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3">Como refer&ecirc;ncia normativa para a sua composi&ccedil;&atilde;o    e funcionamento, pode ser utilizado o conceito de &quot;situa&ccedil;&atilde;o    ideal de fala&quot;, da teoria da a&ccedil;&atilde;o comunicativa de Habermas.    Esse conceito define um contexto &oacute;timo de comunica&ccedil;&atilde;o,    pressupondo que todos aqueles que tenham um interesse leg&iacute;timo em participar    da discuss&atilde;o de um tema tenham o direito de expressar livremente suas    opini&otilde;es, que a influ&ecirc;ncia das desigualdades de poder seja eliminada,    que haja uma busca sincera do entendimento, que n&atilde;o ocorra comportamento    manipulativo, e que todos sejam obrigados a argumentar racionalmente em defesa    de suas posi&ccedil;&otilde;es, para que os resultados da discuss&atilde;o e    da delibera&ccedil;&atilde;o decorram apenas da for&ccedil;a dos melhores argumentos.</font></p>     <p><font size="3">Os f&oacute;runs ou conselhos devem pautar a    sua atua&ccedil;&atilde;o de forma a se manterem pr&oacute;ximos a esses princ&iacute;pios,    tendo uma composi&ccedil;&atilde;o abrangente e deliberando por consenso ou    por ampla maioria. Assim procedendo, tender&atilde;o a serem reconhecidos como    inst&acirc;ncias de representa&ccedil;&atilde;o leg&iacute;timas, aptas a expressar    as demandas da regi&atilde;o ante o poder p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="3">Eles devem ser aut&ocirc;nomos em rela&ccedil;&atilde;o    ao poder p&uacute;blico. Pode ser admitida a participa&ccedil;&atilde;o de entidades    ligadas a governos. No entanto, sua representa&ccedil;&atilde;o deve ser minorit&aacute;ria    e restringir-se a &oacute;rg&atilde;os cuja atua&ccedil;&atilde;o esteja diretamente    ligada &agrave; regi&atilde;o, como &eacute; o caso de universidades ou outras    institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino superior. Representantes    de outros &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos devem colaborar com o trabalho    dos f&oacute;runs ou conselhos, sem deles fazerem parte com direito a voto.    Sua atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve interferir com a autonomia dos f&oacute;runs    ou conselhos, especialmente de forma que possam caracterizar tentativas no sentido    de direcionar suas delibera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3">Esses f&oacute;runs ou conselhos n&atilde;o    devem ser considerados inst&acirc;ncias de delibera&ccedil;&atilde;o que produzem    decis&otilde;es vinculantes. Devem produzir propostas e demandas relevantes    para o desenvolvimento da regi&atilde;o. Cabe ao poder p&uacute;blico discutir    as propostas com a comunidade, seja viabilizando sua execu&ccedil;&atilde;o,    seja solicitando sua reavalia&ccedil;&atilde;o e reformula&ccedil;&atilde;o.    O aspecto mais importante da atua&ccedil;&atilde;o dessas inst&acirc;ncias &eacute;    promover a intera&ccedil;&atilde;o, primeiro entre os pr&oacute;prios atores    da regi&atilde;o, para criar consensos, articular demandas e formular propostas,    e depois entre os atores e o poder p&uacute;blico, para permitir o aperfei&ccedil;oamento    e a implementa&ccedil;&atilde;o das propostas.</font></p>     <p><font size="3">Um modelo de gest&atilde;o apoiado em f&oacute;runs    e conselhos n&atilde;o deve implicar simplesmente em uma transfer&ecirc;ncia    do poder de decidir, do poder p&uacute;blico para os atores regionais. Ele deve    criar, nas regi&otilde;es, uma base institucional que proporcione interlocutores    leg&iacute;timos e representativos para um processo interativo de planejamento    e gest&atilde;o do desenvolvimento regional. A simples transfer&ecirc;ncia do    poder de decidir para os atores regionais n&atilde;o implicaria, necessariamente,    em decis&otilde;es melhores. J&aacute; a intera&ccedil;&atilde;o institucionalizada    entre o poder p&uacute;blico e os atores regionais pode levar a esse resultado.    O poder de decidir, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, cabe ao poder p&uacute;blico,    que tem legitimidade formal para isso. Da mesma forma, deve caber a ele o &ocirc;nus    pol&iacute;tico de, eventualmente, ignorar as propostas e indica&ccedil;&otilde;es    oriundas dos f&oacute;runs ou conselhos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O funcionamento dos f&oacute;runs ou conselhos    deve obedecer a regras formais, especialmente quanto &agrave; composi&ccedil;&atilde;o    e normas de procedimento. A explicita&ccedil;&atilde;o e a observ&acirc;ncia    dessas normas s&atilde;o essenciais para que mantenham sua credibilidade, evitando    cr&iacute;ticas que coloquem em quest&atilde;o a legitimidade de suas delibera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> A implanta&ccedil;&atilde;o    de inst&acirc;ncias de articula&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o,    em n&iacute;vel micro e meso-regional, pode proporcionar uma base institucional    e organizacional adequada para um experimento abrangente de democratiza&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o p&uacute;blica, apoiado na intera&ccedil;&atilde;o entre os    segmentos organizados da sociedade das regi&otilde;es e os &oacute;rg&atilde;os    da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Al&eacute;m de se envolver outras    atividades, essa base poderia contribuir para ampliar a discuss&atilde;o sobre    os principais instrumentos do planejamento governamental, como os planos plurianuais    e os or&ccedil;amentos anuais, tanto em n&iacute;vel estadual quanto federal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Pedro Silveira Bandeira</b> &eacute; economista, doutor    em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica e professor do Departamento de Ci&ecirc;ncias    Econ&ocirc;micas da UFRGS.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS:</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Amin, A. <i>An institutionalist perspective on regional economic development</i>.    1998. Texto acess&iacute;vel na internet no endere&ccedil;o <a href="http://www.econgeog.org.uk/pdfs/amin.pdf" target="_blank"><i>www.econgeog.org.uk/pdfs/amin.pdf</i></a>.</font><p><font size="3">2. Amin, A. <i>op.cit</i>, p. 5.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Putnam, R. D. <i>Comunidade e democracia: a experi&ecirc;ncia    da It&aacute;lia moderna</i>, Rio de Janeiro, Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio    Vargas, p. 177. 1996.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. World Bank. <i>World development report 1997: the state    in a changing world</i>, Oxford University Press, New York. 1977.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Bohman, J. e Rehg, W. <i>Deliberative democracy; essays    or reason and politics</i>, Cambridge, The MIT Press. 1997.</font><p><font size="3">6. Alguns dos principais autores associados a essas correntes    s&atilde;o Patsy Healey, na Inglaterra, e John Forester e Judith Innes, nos    Estados Unidos.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Boiser, S. <i>Centralizaci&oacute;n y descentralizaci&oacute;n territorial    en el proceso decisorio del sector publico</i>, Santiago do Chile: ILPES/CEPAL,    (Documento CPRD—95), pp. 47-48. 1995.</font><!-- ref --><p><font size="3">8. Seu artigo &quot;The institutionalisation of regions: a    theoretical framework for understanding the emergence of regions and the constitution    of regional identity&quot;, publicado em 1986 na <i>Revista Fennia</i> 164:1,    pp. 105-146, constitui refer&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria na literatura sobre    o tema.</font><!-- ref --><p><font size="3">9. Brown, L. D. <i>development bridging organizations and strategic    management for social change</i>, Institute for Development Research, Boston,    IDR Reports Vol. 10, No 3, p. 3. 1992.</font> ]]></body><back>
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